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Fotógrafo português vence prémio da Paris Photo

Prémio Carte Blanche – Étudiants

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Foto: Facebook Fernando Marante

O português Fernando Marante foi anunciado hoje como um dos vencedores do prémio Carte Blanche – Étudiants atribuído pela Paris Photo, uma das maiores feiras internacionais de fotografia que decorrerá entre 07 e 10 de novembro na capital francesa.

A Paris Photo deu a conhecer esta manhã, em Paris, as novidades da sua próxima edição, assim como os vencedores do prémio Carte Blanche – Étudiants, um galardão destinado aos jovens talentos de escolas europeias, atribuído pela organização deste salão internacional em parceria com a Picto Foundation e a SNCF, empresa de transportes ferroviários em França.

“[Este prémio] É um encorajamento logo à partida. A Paris Photo é a maior feira de fotografia do mundo e ser selecionado por uma das suas secções é uma enorme motivação até porque o júri tem figuras muito importantes”, afirmou Fernando Marante, em declarações à agência Lusa.

Fernando Marante concluiu em 2017 a sua formação no Ar.Co – Centro de Arte & Comunicação Visual, apresentando no concurso Carte Blanche – Étudiants a sua série de fotos “The question concerning the thing”, onde propõe uma reflexão sobre os mecanismos de pensamento usados para determinar o que é uma coisa e o processo experimental de captação das imagens.

Além do artista português, foram ainda distinguidos mais três projetos – todos do Reino Unido -, entre candidaturas vindas de mais 200 escolas europeias de fotografia.

Os vencedores deste prémio vão ver os seus trabalhos expostos em ecrãs gigantes na Gare du Nord, uma das maiores estações de comboios parisienses, entre 10 de outubro a 20 de novembro, e ainda num espaço dedicado durante a Paris Photo, que decorre no Grand Palais.

Mesmo não sendo comum mostrar obras em estações de comboios, o artista está confiante de que as suas obras se adaptam ao espaço. “O meu trabalho tem uma natureza muito pictórica, com a natureza da própria imagem, portanto parece-me que as minhas imagens se podem adaptar bem a um espaço público como este”, explicou Fernando Marante.

Antes destas apresentações na capital francesa, a exposição “The question concerning the thing” vai estar patente de 19 de setembro a 26 de outubro na Galeria Módulo, em Lisboa. O fotógrafo reconhece que a passagem por Paris será “importante”.

“É importante chegar a outros públicos. Em Portugal as coisas correm bem, mas o universo é limitado. Poder mostrar o trabalho em Paris, traz contactos e expor o trabalho a colecionadores e pessoas interessadas”, indicou Fernando Marante.

A Paris Photo vai reunir 213 expositores de 31 países diferentes onde vão estar representados mais de 1000 fotógrafos de todo o mundo. As galerias lisboetas Carlos Carvalho e Filomena Soares vão marcar presença nesta edição. Em 2020, esta mostra vai realizar-se pela primeira vez em Nova Iorque, entre 2 a 5 de abril.

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Avaliação bancária atingiu recorde de 1.111 euros por metro quadrado em abril

Dados do INE

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Foto: O MINHO / Arquivo

O valor mediano da avaliação bancária atingiu em abril o recorde de 1.111 euros por metro quadrado, apesar da pandemia de covid-19, segundo os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O valor de 1.111 euros por metro quadrado, registado em abril, é o mais alto desde pelo menos janeiro de 2011, a primeira data da série estatística do INE.

Ainda em abril, apesar da situação de pandemia de covid-19, o número de avaliações bancárias reportado foi de cerca de 22 mil, apenas ligeiramente inferior a abril de 2019 (-2%). Já face a março deste ano a redução foi de 12%.

Já em termos comparativos, o valor mediano da avaliação bancária de abril (1.111 euros por metro quadrado) representa mais um euro face ao valor mediano de março (0,1% em termos relativos) e mais 96 euros em relação a abril de 2019 (mais 9,5% em termos relativos).

Por regiões, os valores medianos de avaliação bancária mais elevados registaram-se na Área Metropolitana de Lisboa (1.483 euros por metro quadrado, valor recorde desde 2011 mas igual ao registado no mês de março) e no Algarve (1.482 euros por metro quadrado, um euro menos do que em março, quando foi atingido o recorde desde 2011).

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Chamadas pelo telefone fixo crescem pela primeira vez desde 2013

Covid-19

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Foto: O Minho / Arquivo

O volume de minutos das chamadas telefónicas originadas na rede fixa cresceu 1,5% no primeiro trimestre, atingindo cerca de 1,1 mil milhões de minutos, o primeiro aumento homólogo desde 2013, divulgou hoje a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).

“Trata-se do primeiro aumento homólogo desde o primeiro trimestre de 2013, e está relacionado com as medidas excecionais tomadas a propósito da covid-19, que entraram em vigor em março, e que provocaram uma alteração significativa dos padrões de utilização do serviço telefónico fixo”, refere o regulador das comunicações, numa nota enviada à imprensa.

Segundo a Anacom, na primeira semana de estado de emergência (16 a 22 de março) o tráfego de voz fixa cresceu 61% face à semana anterior à declaração de pandemia (02 a 08 de março).

Também a duração média das chamadas originadas na rede fixa aumentou cerca de 17 segundos no primeiro trimestre deste ano, face ao período homólogo.

Já a duração média das chamadas nacionais entre dois telefones fixos aumentou 27 segundos.

A Anacom relembra que, nos primeiros três meses de 2019, este tipo de tráfego tinha diminuído 15,9% face ao mesmo período do ano anterior.

No trimestre em análise, o número de clientes do serviço telefónico fixo na modalidade de acesso direto era de cerca de 4,1 milhões, mais 85 mil do que no primeiro trimestre de 2019, refletindo um crescimento de 2,1%.

Relativamente às quotas de mercado, entre janeiro e março deste ano, a quota de clientes de acesso direto da MEO atingiu 42,1%, seguindo-se o Grupo NOS com 35,9%, a Vodafone com 18,3% e o Grupo NOWO/Onitelecom com 3,4%.

De acordo com a Anacom, a Vodafone foi o único operador cuja quota aumentou, um ponto percentual.

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ERSE publica modelo de adesão a rede de carregamentos de automóveis elétricos

Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos

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Foto: DR / Arquivo

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) publicou hoje o modelo de adesão à rede de mobilidade elétrica, garantindo aos utilizadores de veículos elétricos acesso a qualquer ponto de carregamento público independentemente do comercializador de eletricidade.

Na diretiva hoje publicada em Diário da República, a ERSE define como aspeto fundamental do regime de funcionamento das condições de adesão à mobilidade elétrica a “multiplicidade de relações jurídicas inerentes à adesão” à mobilidade elétrica, tendo em vista garantir a unicidade e a simplicidade contratual, no respeito do equilíbrio e liberdade contratual das partes.

As presentes condições gerais concretizam o modelo, estabelecido no Regulamento da Mobilidade Elétrica (RME), que estabelece a existência de um contrato de adesão à rede de mobilidade elétrica, celebrado entre todos os comercializadores de eletricidade para a mobilidade elétrica (CEME), operadores do ponto de carregamento (OPC) e detentores de pontos de carregamento (DPC) e a Entidade Gestora da Mobilidade Elétrica (EGME).

“Desta forma, garante-se que todos os utilizadores de veículos elétricos (UVE), independentemente do seu CEME, têm acesso a todos os pontos de carregamento de acesso público de qualquer OPC, sem exigir a obrigação de celebração de contratos entre cada CEME (representante dos UVE) e OPC, de forma individualizada”.

A diretiva da ERSE aprova, além das condições gerais do contrato de adesão à rede da mobilidade elétrica, a metodologia de cálculo das garantias a prestar junto da Entidade Gestora da Mobilidade Elétrica (EGME), que entram em vigor em meados de junho (no 15.º dia após a publicação no Diário da República).

Quanto à faturação, a diretiva determina que, na ausência de acordo, a faturação relativa às tarifas da EGME tem periodicidade mensal e prazo de pagamento de 30 dias após a receção da fatura.

A entidade que gere a rede de postos de carregamento, a Mobi.e, anunciou na sexta-feira que os carregamentos de carros elétricos vão ser todos pagos a partir de 01 de julho, data em que “termina o período transitório da rede Mobi.e, iniciando-se o pagamento dos carregamentos nos Postos de Carregamento Normal de acesso público”.

“Com a conclusão do processo de concessão de toda a rede de postos de carregamento público, a fase plena de mercado a que agora se dá início configura-se como o derradeiro passo para a concretização do modelo português da mobilidade elétrica”, assinalou na altura a entidade presidida por Luís Barroso.

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