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Braga

Fortes medidas de segurança em Braga para receber Rei de Espanha e Presidente de Itália

XV Encontro COTEC Europa

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Foto: O MINHO

A cultura ao encontro da inovação é tema principal do XV Encontro COTEC Europa, que junta esta quarta-feira em Braga, o Rei de Espanha, Filipe VI, mais o Presidente de Itália, Sergio Mattarella, com o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, assistindo-se já a fortes medidas de segurança, em redor do Theatro Circo e do centro da cidade de Braga, incluindo ainda restrições de circulação rodoviária nas suas imediações.

O encontro de alto nível entre os três chefes de Estado, que foi antecedido por um jantar, esta terça-feira, no Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, ocorre numa época de guerra, o que não é muito comum, além de que os dois altos dignatários visitantes não têm saído dos seus países, como foi referido aos jornalistas por Marcelo Rebelo de Sousa.

A cimeira decorre durante a manhã desta quarta-feira, no Theatro Circo, em Braga, numa iniciativa que desenvolverá os temas estruturais, no campo da inovação, cruzando cultura, negócios e economia, bem como criatividade e tecnologia, debatendo as vantagens que uma relação mais ativa com a cultura pode trazer para as empresas, segundo a COTEC Portugal – Associação Empresarial para a Inovação, que tem estabelecido, desde sempre, parcerias especiais com as congéneres espanhola e italiana, como ocorre em Braga, onde há a participação das delegações das organizações COTEC, com os três chefes de Estado.

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Organizados desde 2005, alternadamente, em Portugal, Espanha e Itália, estes Encontros COTEC Europa contam sempre com a participação de empresários, decisores políticos e académicos e para além da oportunidade de contacto entre associados e parceiros das três organizações COTEC, estes encontros constituem um espaço de debate cujo propósito é produzir uma contribuição positiva dos países do Sul para as políticas de inovação, na construção de novas respostas aos desafios de competitividade, emprego e crescimento inclusivo que se colocam à Europa, às suas empresas e cidadãos, segundo a organização.

Nos últimos encontros, realizados em Málaga, Nápoles e Mafra, foram já discutidos os temas da economia intangível, da administração pública 4.0 e do trabalho 4.0, visando-se uma relação mais ativa com a cultura poderá significar para as empresas uma maior atração e desenvolvimento de talento, a preferência e uma diferenciação por parte dos clientes e o reforço da reputação e imagem de prestígio no mercado, encarando a perceção da cultura como fator a estimular criatividade, em que inovação pode gerar diferenciação competitiva, resultados económicos positivos, criação de valor acrescentado e a coesão social para as empresas, segundo diz o diretor-geral da CODEC Portugal, Jorge Portugal.

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O XV Encontro COTEC Europa vai refletir sobre o aprofundamento das relações entre as indústrias criativas e culturais em face da restante economia, os seus efeitos sinérgicos e potenciais vantagens competitivas, explorando-se os aspetos como o património cultural tangível e intangível ser considerado um ativo estratégico e um fator de diferenciação que potencia a competitividade das empresas e das suas ofertas, o impacto positivo no desenvolvimento local, na regeneração urbana, no crescimento e na competitividade da economia, na inclusão social e na inovação social, como resultado do investimento na cultura e criatividade, a ação combinada entre a indústria 4.0 e as ICC com o potencial de gerar soluções de inovação aplicada a problemas complexos, através da combinação de criatividade, design e inovação, a necessidade de aproximação das ICC aos restantes sectores de atividade económicos para uma maior intensidade de inovação “cruzada”;

As vantagens comparativas dos Países COTEC são as decorrentes dos ativos criativos e culturais, numa lógica de uma Europa integrada e o papel da cultura enquanto elemento de aproximação dos povos.
A COTEC Portugal é a principal associação empresarial portuguesa para a promoção da inovação e cooperação tecnológica empresarial e o seu universo engloba empresas multinacionais, grandes grupos nacionais e PMEs, em vários sectores de atividade, representando, em termos agregados, mais de 16% do PIB em valor acrescentado bruto e 8% do emprego privado.

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As atividades principais da COTEC Portugal incluem a antecipação e reflexão sobre temas chave da inovação com impacto na competitividade das empresas, a ativação de plataformas e redes colaborativas e a contribuição para a melhoria de políticas públicas em matérias de inovação.

Constituída em 2003, por iniciativa de Jorge Sampaio, a COTEC Portugal mereceu desde o primeiro momento o apoio do Presidente da República em exercício, o qual assume presentemente o estatuto de Presidente Honorário e recentemente foi distinguida com o estatuto de instituição de utilidade pública.

Com a missão de “promover o aumento da competitividade das empresas localizadas em Portugal, através do desenvolvimento e difusão de uma cultura e de uma prática de inovação, bem como do conhecimento residente no país”, a COTEC é uma associação sem fins lucrativos que conta com o apoio dos seus associados e das instituições do Sistema Nacional de Inovação (SNI) para a concretização dos seus objetivos, através da realização de iniciativas em várias áreas.

Pela primeira vez “Portugal viu nascer um projeto privado (em que uma parte significativa do sector empresarial se organizou para promover a inovação) e cujas características especiais, por nascer de uma iniciativa do Presidente da República e com o apoio das instituições do SNI, permitem que esta estrutura associativa reúna condições para liderar o processo de mudança em Portugal contemplado na sua missão, pois a COTEC acredita que esta liderança terá de ser conquistada, através da clareza, do rigor e da eficácia da sua intervenção”, refere a COTEC.

O projeto que se propôs concretizar insere-se no contexto social de extrema complexidade envolvendo muitos atores potenciais (empresas, umas associadas da COTEC Portugal, as outras não, estruturas associativas, instituições públicas, umas ligadas ao poder central outras ao poder local , entre outros) com objetivos distintos e potencialmente conflituosos, condicionalismos de ordens muito diversas, económicas, sociais, educacionais e culturais, que determinam que as transformações mais significativas a operar serão necessariamente de médio ou longo prazo e com perspetivas de avaliação muito distintas.

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Neste sentido, tem-se por absolutamente necessária a atuação da COTEC em rede no seio do SNI, o que implica conhecer, aproveitar e potenciar o trabalho desenvolvido pelas organizações públicas e privadas no terreno já com provas dadas e desafiar instituições que não se tendo adaptado à mudança necessitem de estímulos e apoios para o concretizar.

A COTEC defende que só uma cultura de rigor, de não dispersão na ação e com uma política mais centrada no “fazer”, do que no “prometer”, poderá prestigiar-se e ser uma peça significativa do SNI, “sendo esta a forma de estar e a cultura que têm orientado a COTEC Portugal na sua atividade até ao momento e que esta associação continuará a preconizar no futuro; no plano interno, com o apoio dos associados e de instituições e atores do SNI e, no plano europeu, com uma parceria especial com as suas congéneres espanhola e italiana”, refere a organização.

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