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Desporto

“Foi um jogo especial, histórico e estou feliz por ter ajudado a equipa”

Aos 42 anos, Humberto Gomes, guarda-redes do ABC de Braga, participou na histórica vitória contra França (33-27), em Guimarães, com 11 defesas

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Foto: Facebook de ABC de Braga (Arquivo)

Declarações no final do jogo em que Portugal venceu a França por 33-27, em jogo do grupo 6 de qualificação para o Europeu de 2020:

Humberto Gomes (guarda-redes do ABC de Braga/ Portugal): “Foi um jogo especial, histórico e estou feliz por ter ajudado a equipa. Estivemos muito concentrados e não hesitámos.

Queria mandar os cumprimentos ao [guarda-redes] [Alfredo] Quintana, que é um dos elementos importantes deste grupo. Falámos entre nós que os jogadores franceses não são robôs. Têm duas pernas, dois braços e têm de provar que são melhores do que nós. Hoje, não conseguiram.”

Seleção de andebol vence França e faz história em Guimarães

Paulo Pereira (selecionador de Portugal): “Foi o melhor jogo [desde que lidero a seleção].

Sempre sentimos que podíamos vencer. Foi o jogo da minha vida a que mais tempo dediquei. O mais importante foi conseguirmos que os atletas não hesitassem em nenhum momento. Andámos a hesitar nos últimos anos. Às vezes, hesitamos no remate ou na defesa. [Os jogadores] têm trabalhado muito bem nos clubes e este trabalho na seleção é apenas a ‘ponta do iceberg’.

Agora, o próximo passo é conseguir manter esta forma de estar fora de casa. Normalmente, fora de casa, temos outra postura. Não basta fazer um jogo excelente. A França continua a ser uma das três melhores equipas do mundo, mesmo sem o Nikola Karabatic. Estamos felizes. Pensamos já no jogo de Estrasburgo [as duas seleções voltam a defrontar-se no domingo].

Falta um empate [para garantir o apuramento para o europeu de 2020]. É quase impossível [falhar], mas enquanto não estiverem todos os números [garantidos], temos de manter esta postura. O importante é qualificarmo-nos para o europeu, seja em primeiro, em segundo ou em terceiro.

Eles [França] começaram a encontrar soluções [no início da segunda parte], mas depois colocámos o Miguel [Martins] e o Belone [Moreira] e mantivemos o resultado.

Somos uma equipa de trabalho. Ao nível da semana de trabalho, os jogadores tiveram um determinado tipo de carga. Eles vêm de diferentes competições. Fomos gerindo os jogadores. Fomos alternando os pivôs. A França não teve nenhuma possibilidade de vencer o jogo.”

Didier Dinart (selecionador da França): “É sempre possível perder jogos. Portugal tinha ganhado os dois jogos [com Roménia e Lituânia] e hoje ganhou. Agora estamos em mais dificuldades do que Portugal, porque se ganharmos em França ainda não estamos apurados e Portugal, se ganhar, está.

Portugal é favorito no grupo 6, porque ganhou à França. França agora tem de demonstrar que é capaz de vencer Portugal [no domingo, na cidade francesa de Estrasburgo]. Esta derrota tem de servir de aprendizagem.

Somos uma equipa que ainda está em construção e à procura da sua identidade e de melhorar. A culpa [da derrota] é minha, porque eu é que oriento o coletivo.

Não creio que os jogadores estejam cansados de ganhar. Eles são jogadores com objetivos e querem continuar a ganhar. Temos de encontrar uma maneira diferente de jogar para nos tornarmos mais fortes.”

 

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Futebol

Federação rejeita recurso e Bruno Fernandes fica de fora contra o Famalicão

Conselho de Disciplina

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Foto: Twitter de B24

O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) rejeitou esta sexta-feira o recurso apresentado pelo Sporting relativo à expulsão de Bruno Fernandes, tendo mantido a partida de suspensão aplicada ao médio ‘leonino’.

Em comunicado, o CD da FPF anuncia ter sido “julgado improcedente o presente recurso hierárquico impróprio e, consequentemente, confirmada a decisão disciplinar recorrida”.

No último domingo, Bruno Fernandes foi expulso no encontro da quinta jornada diante do Boavista (1-1), no Estádio do Bessa, sendo admoestado pelo árbitro Jorge Sousa com um segundo cartão amarelo aos 90+1 minutos.

O jogador foi castigado com uma partida de suspensão, mas o Sporting recorreu da sanção, vendo agora o CD da FPF validar a decisão inicial.

Desta forma, o internacional português vai falhar o jogo com o Famalicão, da sexta ronda da I Liga portuguesa, marcado para segunda-feira, no Estádio de Alvalade.

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Futebol

Treinador do Moreirense admite que percurso “surpreendente” do Famalicão é “motivador”

“O Famalicão começou muito bem e temos de lhe dar mérito”

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Foto: Divulgação / FC Famalicão

O treinador do Moreirense, Vítor Campelos, admitiu esta sexta-feira que ser “surpreendente” ver o Famalicão na liderança da I Liga de futebol, e algo que pode ser “motivador” para que outras equipas “procurem posições mais tranquilas na tabela”.

“O campeonato é uma maratona. Costuma dizer-se que interessa como acaba e não como começa. O Famalicão começou muito bem e temos de lhe dar mérito. Surpreende um bocadinho a todos. Mas se estão lá [no primeiro lugar] é porque têm feito por isso”, disse Vítor Campelos.

O treinador do Moreirense, que falava aos jornalistas em conferência de imprensa de antevisão à receção ao Benfica, no sábado, foi convidado a fazer uma análise ao percurso do Famalicão, emblema que à entrada para a sexta jornada segue isolado no primeiro lugar, no regresso à I Liga após uma ausência de 25 anos.

“Temos de olhar para nós e não muito para os outros, mas, como é óbvio, ter o Famalicão em primeiro lugar dá para pensar que todas as equipas, treinando bem e com qualidade, podem almejar posições mais tranquilas na tabela classificativa”, referiu o treinador dos ‘cónegos’.

O Famalicão segue em primeiro com 13 pontos, mais um que Benfica e FC Porto, segundo e terceiro classificados, respetivamente.

Os famalicenses, treinados por João Pedro Sousa, ex-adjunto de Marco Silva no Everton, ainda não perderam na presente época, somando quatro vitórias e um empate.

Já o Moreirense é nono classificado com sete pontos e recebe o Benfica, no sábado, às 20:30, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, em jogo da sexta jornada da I Liga.

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Futebol

Bruno Lage volta a defender aposta nos jovens para jogo contra o Moreirense

6.ª jornada da I Liga

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Foto: Divulgação / SL Benfica

O treinador do Benfica, Bruno Lage, saiu esta sexta-feira em defesa das escolhas feitas na derrota (2-1) frente ao Leipzig na estreia na Liga dos Campeões de futebol e salientou que a aposta tem de passar pelos jovens.

Na conferência de imprensa de antevisão à visita ao Moreirense, no sábado, para a sexta jornada da I Liga, o desaire caseiro de terça-feira diante dos alemães (2-1) “monopolizou” o discurso do técnico, que respondeu às críticas com a reafirmação das explicações dadas anteriormente.

“Não faço gestão. Aquilo que eu faço é: em função da nossa forma de jogar e o momento de cada jogador colocar os melhores em campo para cada momento. É verdade que fomos usando a mesma equipa algumas semanas, mas a partir do momento que temos jogos de três em três dias tenho de escolher”, começou por afirmar o treinador dos ‘encarnados’.

Renovando as razões para as apostas em Tomás Tavares, Cervi ou Jota na primeira jornada do Grupo G da ‘Champions’, Bruno Lage recusou ter “um plano A ou um plano B”, apontando as escolhas para “o momento”. Em paralelo, garantiu acreditar na ambição de uma campanha europeia à altura da história do Benfica sem deixar de utilizar os ‘produtos’ da formação.

“Este é o projeto que queremos. Hoje o Florentino é uma ausência na equipa. Se queremos contratar um jogador do valor dos atletas que temos aqui custam 60 milhões de euros. Onde é que vamos encontrar um atleta para substituir André Almeida? E Pizzi? Jardel? Samaris? O Seixal não serve para atacar a Liga dos Campeões? Acho que não fizemos uma exibição que envergonhasse os benfiquistas”, frisou.

Na mesma linha de raciocínio, o treinador do clube da Luz lembrou ainda que muitos dos jovens atualmente no plantel foram a “duas finais da UEFA Youth League” e que aqueles que dizem ser “impossível” fazer uma boa campanha na Europa “são os mesmos” que já diziam ser impossível conseguir ser campeão nacional com base na formação.

“Acredito muito no projeto. Com o tempo vamos lá chegar. Há o projeto do clube e há o acreditar muito nestes jovens. Não me tirem esta vontade de acreditar, porque acreditei o ano passado que íamos ser campeões nacionais e conseguimos”, salientou.

Em foco esteve igualmente o gesto do avançado Haris Seferovic depois de apontar o único golo ‘encarnado’ diante do Leipzig, no qual colocou o dedo em frente à boca, como se estivesse a ‘calar’ os adeptos. Bruno Lage – que assumiu não ter falado com o jogador sobre o episódio – vincou que Seferovic “tem de entender”, mas desvalorizou a situação.

“Seferovic é um individuo muito tranquilo, que gosta muito do Benfica e, por isso, acabou por renovar. É o homem da frente que mais trabalha coletivamente para a equipa e acho que o gesto nem é tanto para os adeptos. É quase como dizer que foi o empregado do mês no McDonalds e no dia seguinte deixa queimar as batatas e leva uma ‘dura’ do chefe. É este o equilíbrio”, sintetizou o treinador, acrescentando não o ter visto “ansioso” pelo jejum de golos.

Por fim, o jogo com o Moreirense teve espaço para uma curta análise do técnico das ‘águias’, marcada pelos elogios ao emblema de Moreira de Cónegos e pela exigência de uma resposta positiva da equipa após o desaire europeu a meio da semana.

“Espero um jogo muito difícil, em particular por ser fora de portas. É um campo mais pequeno do que o habitual e uma equipa com um registo interessante em casa, com vitórias e sem golos sofridos. Jogam normalmente em 4-3-3, e nós, como habitualmente, temos de estar ao nosso melhor nível”, concluiu.

O jogo entre o Moreirense, nono classificado, com sete pontos, e o Benfica, segundo, com 12, está marcado para sábado, às 20:30, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas.

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