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Braga

Floristas contra restrições no cemitério. “No Braga Parque podem entrar mais de mil”

Reportagem

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Foto: Fernando André Silva / O MINHO

A lotação do cemitério municipal de Braga está condicionada desde esta segunda-feira a 250 pessoas em simultâneo, medida imposta pela Câmara de Braga que vigora até ao próximo dia 06 de novembro.


Esta condicionante insere-se nas medidas restritivas da autarquia para tentar conter o elevado número de contágios da doença covid-19 registados ao longo das três últimas semanas.

Cada pessoa só poderá estar dentro do cemitério no máximo de uma hora, com obrigação de utilização de máscara, e a autarquia vai disponibilizar meios próprios para assegurar que as regras serão mantidas.

O MINHO esteve a cerca de 50 metros do cemitério, em Monte de Arcos, para ouvir os comerciantes de flores que se localizam naquele espaço em stands durante todo o ano.

A maioria acha que o cemitério tem condições para receber mais gente em simultâneo, mas há quem ache que o melhor seria nem abrir.

“O cemitério equivale a quatro estádios do Braga”

António Braga, de 74 anos, é já um decano no negócio. Com stand aberto há 45 anos, já “do tempo da sogra”, o bracarense residente em Cividade acha que nem sequer deveriam existir restrições, apontando que o cemitério equivale a “quatro estádios do Braga”.

António Braga. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Estivemos dois meses parados e esta altura era boa para podermos correr atrás do prejuízo, mas decidiram limitar as entradas e isso só nos vai prejudicar porque as pessoas não estão para vir para a fila como já aconteceu uma vez”, disse o comerciante.

É que no passado dia 05 de maio o cemitério reabriu portas depois de quase dois meses encerrado face à pandemia, mas a lotação máxima era de 20 pessoas e geraram-se filas intermináveis à porta daquele equipamento municipal, conforme noticiou o nosso jornal.

Confusão à porta do cemitério de Braga no primeiro dia de desconfinamento

António queixa-se de falta de apoio, embora a autarquia tenha ‘perdoado’ três meses de renda [cada stand paga 260 euros mensais]. Mas o comerciante diz que não é suficiente, uma vez que perderam todas as flores que tinham encomendado na altura e ainda tiveram de pagar a água, “cerca de 40 euros por mês”, aponta.

“Tivemos muito prejuízo e quase nenhuma ajuda. Do Governo não recebemos nada apesar de já termos pedido. Da Câmara também disseram que iam dar alguma ajuda financeira mas ainda não disseram nada”, lamenta.

António confessa que tem vendido “alguma coisa” nos últimos dias, mas “nem metade” do que vendia em outros anos.

“Este ano encomendei menos de metade das flores, porque para além do vírus também veio a chuva e o pessoal não aparece para comprar”, desabafa. “Vai valendo os arranjos que as pessoas podem comprar agora e que se aguentam bem até ao Dia de Todos os Santos”, assegura.

“Acho que podiam ser 500 pessoas de cada vez”

Pedro Duarte, no stand ao lado de António, concorda que a limitação a 250 pessoas é “exagerada”. Familiar da proprietária, queixa-se de “menor afluência” e, consequentemente, “menos vendas” ao longo dos últimos dias, quando comparando a anos anteriores.

“Acho que em vez de 250 pessoas podem estar 500 à vontade, e isso faria com que viesse mais gente, pois sabiam que não vinham para ficar em filas”, assegura.

Pedro já vende para o Dia de Todos os Santos, mas “é pouca coisa”. “Pensámos que as pessoas fossem antecipar a compra de flores por causa da pandemia mas isso não se tem visto muito, as pessoas não estão a vir”, aponta.

Pedro Duarte. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

O comerciante diz-se satisfeito com o apoio da Câmara em relação aos três meses de ‘perdão’ de renda, mas isso por si só não é suficiente para manter o negócio.

“As pessoas têm medo do vírus, é normal, mas o cemitério é ao ar livre, há mais segurança do que em outros espaços onde deixam entrar mais gente”, destaca.

Pedro dá mesmo exemplo do centro comercial Braga Parque, onde podem circular no interior mais de mil pessoas em simultâneo.

“O Braga Parque é um sítio fechado e está sempre cheio de gente enquanto que o cemitério é ao ar livre e as pessoas conseguem distanciar-se melhor”, assevera.

Pedro queixa-se ainda relativamente aos cemitérios fechados em várias freguesias do concelho. “Nas freguesias estão a fechar muitos cemitérios entre 31 de outubro e 02 de novembro e isso também nos prejudica porque as pessoas vinham cá comprar as flores”, explica.

Sobre apoios do Governo, Pedro diz que são ilusões. “Eles dão apoio e não temos de pagar agora, mas vamos ter de pagar depois, por isso acho que nem vale a pena pedir alguma coisa”, confessa.

Sobre o vírus, o comerciante é ciente que se as pessoas utilizarem máscara e desinfetante enquanto mantém a distância, nem sequer seria preciso limitações no cemitério. “Daqui a pouco não podemos sair de casa”, finaliza.

“Limitação de circular entre concelhos vai prejudicar o negócio”

Cláudia Faria, outra comerciante de flores, concorda com a lotação de 250 pessoas no cemitério, mas aponta uma nova dificuldade que os colegas não mencionaram: a limitação de circulação entre concelhos no fim de semana dos Finados.

“Eu concordo com a limitação de pessoas dentro do cemitério porque se elas não existissem, de certeza que as pessoas iam acumular-se lá dentro e aumentar os contágios”, começa por dizer.

Cláudia Faria. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

No entanto, acha que a limitação de circulação entre concelhos não é uma medida útil, “porque vinham pessoas de todos os lados, desde Famalicão, Trofa, Vila Verde, e até Vila Real, para comprar flores”.

Cláudia explica que alguns desses clientes, que já vinham em outros anos, “não estão a aparecer”. Eram clientes fiéis e este ano não vão vir porque não podem sair do concelho e a justificação de que vão comprar flores não colhe por entre as autoridades.

A comerciante conta que alguns desses clientes têm familiares no cemitério de Braga e aproveitavam o dia de Finados para fazer uma visita. Outros desses clientes vinham a Braga comprar as flores para levar para os cemitérios onde residem, fora de Braga.

As quebras são de 50% nas vendas, até agora, mas Cláudia acha que ainda vão descer mais nos próximos dias. “Tenho notado que algumas pessoas se anteciparam e comprar flores antes dos dias do costume, com medo de multidões”, reforça.

Mercado das flores em Braga. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Estamos a vender menos 50% do que o habitual, mas isso já desde o início da pandemia, não é só de agora. Estávamos era a contar com os Santos para recuperar um bocadinho nestes meses difíceis”, lamenta.

Um despacho assinado pela vereadora Olga Pereira, da Câmara de Braga, limitou o acesso ao cemitério de Monte de Arcos para 250 pessoas em simultâneo. A medida entrou em vigor na segunda-feira e termina apenas no próximo dia 06 de novembro.

Acesso ao cemitério de Braga limitado a 250 pessoas em simultâneo no Dia de Todos os Santos

Devido ao fim de semana dos Finados (Dia de Fiéis Defuntos e Dia de Todos os Santos), o Governo deliberou uma resolução, aprovada em Conselho de Ministros e publicada esta segunda-feira em Diário da República, que obriga os cidadãos a permanecerem nos seus concelhos de residência entre as 00:00 do dia 30 de outubro até às 06:00 do dia 03 de novembro, de forma a travar contágios de covid-19, sobretudo no Norte, como referiu na altura a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

O concelho de Braga registava, no passado sábado, 2.460 casos de pessoas infetadas com o novo coronavírus, segundo apurou O MINHO junto de fonte local da área da saúde.

No último balanço, registavam-se 74 óbitos, número que se mantinha igual desde 16 de junho.

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Braga

3,5 milhões para requalificar interior do túnel da Av. da Liberdade, em Braga

Obras públicas

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Foto: CM Braga / Facebook

É uma requalificação total do interior do túnel que vai ser alvo, em 2021, de uma grande intervenção de requalificação, um investimento de 3,5 milhões de euros.

O vereador João Rodrigues revelou, hoje, a O MINHO que a empreitada engloba a criação de novas condições de segurança, a repavimentação total das vias, o reforço na sinalização horizontal e vertical e a implementação de um novo sistema de iluminação.

“O investimento em novos mecanismos e planos de segurança é uma das grandes vertentes da intervenção, atingindo os dois milhões de euros. Trata-se de adequar as condições do túnel à regulamentação obrigatória em vigor, uma vez que tem mais de um quilómetro de extensão e atravessa o centro da cidade nele circulando milhares de veículos por dia”, esclarece.

O autarca salienta que existirá igualmente um reforço no investimento tecnológico, que passará pela implementação dos mecanismos mais atuais e emergentes, concretizando uma efetiva modernização da infraestrutura.

Para isso, será instalada uma rede de comunicações de suporte a toda a operação do túnel, com o controlo e supervisão dos sistemas e equipamentos, sistema de CCTV (circuito de televisão) e controlo de tráfego, sinalização de alarme e contactos de emergência, bem como a instalação de um centro de comando e controlo no edifício da Proteção Civil.

Aposta na segurança

Em abril, o Município havia anunciado que o projeto – coordenado pelas Obras Municipais – , custaria um milhão de euros, mas – explica João Rodrigues – o custo subiu devido à necessidade de uma aposta forte na segurança: “sem contar com a construção da estrutura, vai ser como que um túnel novo”, disse.

E acrescenta: “Depois de várias vistorias dos serviços e de várias empresas, nacionais e internacionais, especializadas, foram identificadas várias patologias e ficou demonstrada a possibilidade de se atualizar os sistemas de segurança, iluminação, revestimento e pavimento”

O concurso público internacional será lançado em dezembro, prevendo-se que a obra arranque até ao fim de março e esteja pronta em julho. No começo, o trânsito fica apenas com uma faixa de rodagem, fechando totalmente no final.

A obra devolve aos utilizadores condições de segurança e níveis de conforto, garante a manutenção do túnel a longo prazo, e prolonga a vida dos sistemas em exploração, através de planos de manutenção preventiva.

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Braga

Rui Moreira ao lado de Ricardo Rio na oficialização da candidatura Braga’27

Capital Europeia da Cultura

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Foto: Divulgação / CM Braga

A cidade de Braga oficializou na sexta-feira a sua intenção de se candidatar a Capital Europeia da Cultura 2027.

Ricardo Rio, edil, recebeu como convidados um conjunto de personalidades que fizeram intervenções sobre a sua experiência em diferentes processos de candidatura a Capital Europeia da Cultura, nacionais e internacionais.

Fizeram parte do painel de convidados Rui Moreira (Presidente da Câmara Municipal do Porto), Alberto Núñez Feijóo (Presidente do Governo Regional da Galiza) e Cristina Farinha (Membro do Júri Internacional Selecção e Monitorização Capital Europeia da Cultura), que estiveram reunidos no Grande Auditório do Altice Forum Braga.

Em que pensamos quando pensamos numa Capital Europeia da Cultura?

Para contribuir para o pensamento e debate deste arranque oficial da candidatura de Braga, os convidados fizeram uma intervenção de acordo com a sua experiência e a dos seus territórios.

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, tomou a palavra para reflectir sobre o legado da Porto 2001, não apenas na cidade como em toda a Região Norte.

Já Alberto Núñez Feijóo, presidente do Governo Regional da Galiza, olhou para Santiago de Compostela 2000 e o impacto de um título de cidade na região da Galiza.

Finalmente, Cristina Farinha, Membro do Júri Internacional de Selecção e Monitorização da Capital Europeia da Cultura, contribui para o debate a partir do ponto de vista de alguém que está envolvido nos processos de selecção das Cidades que acolhem o título de Capital Europeia da Cultura.

Feijóo, Ricardo Rio, Cristina Farinha e Rui Moreira. Foto: CM Braga

Concerto para 2027 plantas

Para além das intervenções dos convidados, a candidatura de Braga a Capital Europeia da Cultura 2027 apresentou a instalação artística “Concerto para 2027 plantas”, da artista sonora Cláudia Martinho.

Na instalação artística as plantas são conectadas a sensores que captam os impulsos eletromagnéticos das plantas, convertendo-os em som e criando assim uma polifonia de vozes vegetais, como se de um coro se tratasse.

“Estas plantas, em grande parte medronheiros, uma das espécies autóctones desta região, pretendem simbolizar e evocar a energia vital deste território e dos seus cidadãos que, no contexto pandémico atual, não puderam estar presentes na nave do Altice Forum Braga”, explica a autarquia, em comunicado.

Os medronheiros foram doados à Candidatura de Braga pelo Projecto Terra de Esperança da ANEFA – Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente em parceria com a Fundação GALP. Como resultado desta colaboração e como legado deste momento a Candidatura irá plantar estas árvores de fruto no concelho de Braga, com a colaboração das Juntas de Freguesia.

O tempo médio para esta espécie produzir a baga vermelha que lhe é característica são 6 anos: “Significa que desejavelmente em 2027 estaremos a colher os primeiros frutos de algumas das plantas que se vêem nas imagens deste momento simbólico”, aponta a mesma nota.

Cláudia Martinho é arquiteta, artista sonora e investigadora na Universidade do Minho. Desenvolve instalações sonoras, performances e oficinas, que incentivam a escuta activa e o desenvolvimento do ser humano em convívio com a natureza.

É co-fundadora da Rural Vivo, associação cultural dedicada a actividades artísticas, educativas e ecológicas na Serra do Gerês, Reserva da Biosfera da UNESCO.

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Braga

Condutor abandona carro despistado na cidade de Braga

Acidente

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Uma viatura entrou em despiste ao início da madrugada deste sábado na Avenida João Paulo II, em Braga, acabando imobilizada no sentido contrário daquela movimentada via rápida da cidade.

De acordo com testemunhas no local, a viatura seguia no sentido Póvoa de Lanhoso-Braga quando terá embatido no viaduto da Rodovia e acabou por “girar às piruetas” até se imobilizar debaixo de uma passagem pedonal aérea, no sentido inverso.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Ao que apurou O MINHO, o condutor abandonou o local a pé antes da chegada de socorro ou das autoridades. Ao que tudo indica, trata-se de um carro alugado.

O alerta foi dado às 00:46 mobilizando os Bombeiros Sapadores de Braga.

A PSP registou a ocorrência.

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