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Flixbus triplica para 430 mil número de passageiros de e para Portugal em 2019

Empresa conhecida como a “Uber dos autocarros”

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Foto: global.flixbus.com

A Flixbus, operador europeu de transporte rodoviário de longa distância, transportou 430 mil passageiros de e para Portugal em 2019, um número três vezes superior ao ano anterior, foi, esta quinta-feira, anunciado.


Em comunicado, a empresa refere que a operação internacional da FlixBus em Portugal passa por 20 cidades e desdobra-se em 20 linhas diretas entre o país e o resto da Europa, chegando a cerca de 50 destinos europeus.

No seguimento da abertura do mercado português de transporte “Expressos” à concorrência e inovação, a FlixBus refere que irá aumentar o investimento no mercado nacional, com mais parceiros a anunciar em 2020 e ainda uma rede dedicada de ligações domésticas.

O operador europeu está presente em Portugal desde 2017, tendo anunciado recentemente uma parceria com a Bus Vouga, empresa familiar de transportes de Aveiro, que se junta assim aos mais de 500 parceiros de autocarros em todo o mundo.

De acordo com o operador, “todas as ligações são feitas com uma frota de autocarros novos, que seguem as mais altas normas de segurança, conforto e baixas emissões de gases, em concordância com a normativa EURO VI”.

A nível internacional, a FlixMobility continuou a expandir-se nos mercados onde atua oferecendo mobilidade a mais de 62 milhões de passageiros em todo o mundo em 2019.

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Trabalhadores da Lusa exigem suspensão de corte de subsídio ou avançam para greve

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Os trabalhadores da Lusa decidiram hoje, em plenário, exigir ao Conselho de Administração da agência a suspensão imediata do corte de 30 euros no subsídio de transporte a partir de outubro, caso contrário avançam para greve.

“Os trabalhadores da Lusa marcaram desde já um plenário para a próxima semana e, se durante este prazo, de hoje até a uma semana, não houver nenhuma novidade, ou nenhum passo dado, tanto pela administração, como pelas tutelas, avançaremos para a marcação da greve, da forma que seja aprovada no próximo plenário”, adiantou o dirigente sindical do Sindicato dos Trabalhadores e Técnicos de Serviços, Comércio, Restauração e Turismo (SITESE), Silvestre Ribeiro, em conferência de imprensa, após o plenário que se decorreu esta tarde.

O plenário decidiu enviar ainda hoje ao Conselho de Administração da empresa uma moção, aprovada em maioria, a exigir a suspensão imediata do corte no subsídio de transporte, que tem efeitos no salário deste mês, dando o prazo de uma semana para obter uma resposta.

“Se não for reposto o valor nos 69,5 [euros] que era pago, vamos avançar para a greve, até que esta situação seja revista, porque não estamos de acordo com o corte de 29,5 [euros] no nosso salário e esperamos sinceramente que esta situação seja reposta o mais brevemente possível e com retroativos”, acrescentou Silvestre Ribeiro.

O dirigente sindical adiantou que os trabalhadores se sentem “quase que traídos” com esta “decisão unilateral” da administração, e lamentam que sejam “talvez os únicos trabalhadores em Portugal” penalizados pela descida do valor do passe social na Área Metropolitana de Lisboa.

Na sexta-feira, através de uma nota enviada pelo presidente do Conselho de Administração, Nicolau Santos, os trabalhadores da Lusa ficaram a saber que o subsídio de transporte passava a ser de 40 euros a partir deste mês, o que representa um corte de 30 euros.

Esta decisão decorre do parecer da sociedade de advogados Sérvulo Correia & Associados, da posição do secretário de Estado do Tesouro transmitida à administração da Lusa, do parecer da assessoria jurídica pedida pelo Ministério da Cultura e da decisão do Conselho de Administração.

Os representantes dos trabalhadores já pediram os pareceres, para que os possam consultar e analisar, mas, até ao momento, ainda não lhes foram facultados.

De acordo com uma nota enviada hoje aos trabalhadores pelo presidente do Conselho de Administração (PCA) da agência Lusa, Nicolau Santos, o secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, Nuno Artur Silva, “reafirmou a vontade política de resolver a questão do subsídio de transporte”.

Segundo a mesma nota, o governante telefonou hoje ao PCA da Lusa e “pediu para que fosse transmitida aos trabalhadores a mensagem de que, após a aprovação do Orçamento do Estado para 2021, os dois secretários de Estado que tutelam a empresa (Tesouro e Cinema, Audiovisual e Media) se reunirão com o PCA para encontrar uma solução para o problema que seja aceitável para todas as partes”.

Para Silvestre Ribeiro, esta mensagem pode ser interpretada como “ações de diversão, tanto da administração, como das tutelas [Cultura e Finanças]”, uma vez que, apesar de demonstrarem vontade de resolver o problema, não são tomadas “as ações necessárias” para isso.

“Não houve vontade de resolver esta situação a seu tempo”, acusou.

Os sindicatos (Sindicato de Jornalistas, SITESE e SITE/CSRA – Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro Sul e Regiões Autónomas) foram informados da decisão de cortar 30 euros ao subsídio de transporte em 23 de outubro, numa reunião que decorreu na sede da Lusa, em Lisboa.

A Comissão de Trabalhadores da Lusa repudiou hoje a decisão da administração e lembrou que o subsídio de transporte é pago a todos os trabalhadores da Lusa, “independentemente de apresentarem ou não comprovativo da compra de passe social, pelo que se trata efetivamente de um suplemento remuneratório e o seu corte (justificado com o indexante) levanta dúvidas legais”.

Mais, a CT sublinhou que aquele subsídio surgiu como forma de compensar os trabalhadores pela ausência de aumento salarial durante vários anos.

“A solução para esta situação é fácil e está acordada entre a administração e os sindicatos desde janeiro deste ano: a inscrição dos 69,65 euros no Acordo de Empresa” (em vez da referência ao valor mais alto do passe da Área Metropolitana de Lisboa), defendeu a CT, apesar de esse acordo não ter sido ratificado pelo Conselho de Administração da Lusa.

O valor dos passes diminuiu no ano passado, com a aplicação do Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART) em abril de 2019, sendo que o valor máximo atual do passe Metropolitano, que dá para viajar em todos os operadores em toda a área metropolitana de Lisboa, é de 40 euros.

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Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: DR / Arquivo

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta terça-feira, 27 de outubro: 13, 15, 28, 32 e 44 (números) e 3 e 12 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 87 milhões de euros.

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Deputado do CDS eleito por Braga fala em “fim da geringonça”

Orçamento do Estado para 2021

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Foto: DR

O líder parlamentar do CDS-PP afirmou hoje que a solução governativa “Geringonça” chegou ao fim de ciclo, mas o primeiro-ministro respondeu que não sabe ainda se a decisão do Bloco de Esquerda perante o Orçamento é “irrevogável”.

Esta referência de António Costa à “demissão irrevogável” do antigo líder do CDS Paulo Portas, que acabou por não acontecer no Governo de Pedro Passos Coelho, foi feita em reação a uma intervenção de Telmo Correia na abertura do debate da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2021.

O presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP considerou que a solução política que António Costa usou em novembro de 2015 para “chegar ao poder sem ganhar as eleições está a acabar e está a esgotar-se”.

“Agora que já não há muito para distribuir, agora que é mais difícil, lá se vai a sua maioria. Bastará que o PCP dê uma instrução ao PEV para não votar da mesma maneira para que o seu grande projeto fique preso de uma dissidente de um partido radical [Joacine Katar Moreira] e de uma cisão num partido animalista”, declarou, aqui numa alusão à deputada Cristina Rodrigues.

Mas Telmo Correia referiu-se sobretudo à demarcação dos bloquistas face à proposta de Orçamento do Governo, colocando então algumas questões a António Costa.

“Só agora percebeu que o Bloco de Esquerda era oportunista? Só agora percebe que é um parceiro para as boas horas enquanto há coisas para dar e que nas horas complicadas salta fora? O senhor primeiro-ministro tem um problema político, mas não fui eu que me meti nesse buraco”, concluiu o presidente do Grupo Parlamentar do CDS.

Perante este ataque de Telmo Correia, António Costa começou por tentar relativizar os desentendimentos dentro de uma maioria com várias forças políticas. Depois, usou a ironia: “Não sei se a decisão do Bloco de Esquerda em relação a este Orçamento é mais ou menos irrevogável que a decisão do CDS de abandonar o Governo com o PSD”, comentou, numa alusão à crise interna que se instalou no executivo de Passos Coelho no verão de 2013.

O primeiro-ministro afirmou depois que nunca será acusado de ter “menor respeito pela autonomia política do Bloco de Esquerda, seja quando vota à esquerda, seja quando decide somar o seu voto ao voto do CDS para rejeitar o Orçamento na generalidade”.

“Cada um é livre de se autodeterminar e eu respeito igualmente as opções. A responsabilidade é de cada. Cada um sabe se vota à esquerda ou se vota com o CDS”, acentuou, num novo recado dirigido à bancada do Bloco de Esquerda.

Na sua intervenção, Telmo Correia classificou também como “curiosa” a estratégia do primeiro-ministro “de ignorar completamente” a disponibilidade para o diálogo por parte do PSD, dizendo mesmo que António Costa se revela “pobre e mal agradecido” em relação aos sociais-democratas, sobretudo depois de estes terem convergido com os socialistas na Assembleia da República para porem fim aos debates quinzenais no parlamento.

Na resposta a este ponto sobre as relações entre PS e PSD, o primeiro-ministro voltou a rejeitar uma solução de “Bloco Central” para travar a emergência de populismos no sistema político português.

E pegou na defesa que antes o líder parlamentar do CDS tinha feito a favor de uma contratualização do Estado com os setores privado e social da saúde como solução para um combate mais eficaz à pandemia da covid-19 para traçar uma linha de demarcação ideológica entre esquerda e direita.

“Nós acreditamos que a melhor forma de combater a pandemia é reforçar o Serviço Nacional de Saúde, mas é bom para a democracia que a direita portuguesa diga o contrário com clareza. A direita não quer esse reforço, mas pretende transferir recursos para os privados na resposta à pandemia”, declarou António Costa.

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