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Alto Minho

Filme “By The Name of Tania” vence Festival de Documentário de Melgaço

Festival Internacional de Documentário

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O filme “By The Name of Tania”, de Mary Jimenez e Bénédicte Liénard, venceu os prémios Jean Loup Passek e Dom Quixote, na sexta edição do Festival Internacional de Documentário de Melgaço, anunciou hoje a organização.

Apresentado em estreia mundial, em fevereiro, no Festival de Cinema de Berlim, o documentário filmado no Peru “retrata a história de uma jovem iludida e forçada a prostituir-se ‘até progressivamente perder quase todos os seus traços de identidade’”, pode ler-se no comunicado da organização do festival de Melgaço, que este ano atribuiu todos os prémios a mulheres.

“Ao decidirem fazer uso de técnicas ficcionais, as realizadoras permitiram ao espetador assistir à perpetração de um crime a partir de dentro e acompanhar o percurso de uma vítima que representa muitas outras. Simultaneamente, as realizadoras atrevem-se a esteticizar os corpos das vítimas, desafiando o voyeurismo do espetador”, realçou o júri, constituído por Alexandra Wesolowski, Iman Behrouzi, Maria Pinto Martin, Sandra Regina Nunes e Tiago Baptista.

A mesma coprodução belga e holandesa foi ainda distinguida com o prémio Dom Quixote, atribuído pela primeira vez em Melgaço, numa colaboração com a Federação Internacional de Cineclubes.

O júri, neste caso constituído por Mónica Ferreira, do Cineclube da Bairrada, Konrad Domaszewski, do Cineclube de Varsóvia (Polónia), e Trond Leirvik Onarheim, do Stord Film Society (Noruega), destacou uma obra que “permite várias camadas de interpretação, através de memórias e emoções”, levando o espetador “numa jornada que acompanha a personagem principal, induzindo um estado de hipnose e deslumbramento, como sonâmbulo”.

O prémio de melhor documentário português foi para “Fordlandia Malaise”, de Susana de Sousa Dias, enquanto a melhor curta ou média-metragem internacional foi para “Terra”, de Julia Kushnarenko.

Organizado desde 2014, o até aqui designado Filmes do Homem resulta de uma parceria entre a associação Ao Norte e a Câmara Municipal de Melgaço com o objetivo de “promover e divulgar o cinema etnográfico e social, refletir sobre identidade, memória e fronteira e contribuir para um arquivo audiovisual sobre a região”.

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Alto Minho

Criadores de vaca Cachena contra “medida drástica” na Universidade de Coimbra

Posição da Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, José Carlos Gonçalves, classificou hoje como “drástica” e “despropositada” a decisão da Universidade de Coimbra de eliminar o consumo de carne de vaca nas cantinas.

“É despropositado por ser uma imposição que estão a fazer às pessoas. [A Universidade] tem alunos que, de certeza, querem carne, outros não quererão e temos de respeitar. Essa posição é muito drástica”, afirmou José Carlos Gonçalves, que representa os criadores de vaca da raça Cachena.

Típica do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), a carne de vaca Cachena tem Denominação de Origem Protegida desde 2002.

Na terça-feira, o reitor da Universidade de Coimbra anunciou que vai eliminar o consumo de carne de vaca nas cantinas universitárias a partir de janeiro de 2020, por razões ambientais.

Em declarações à Lusa, no âmbito da polémica gerada por aquela decisão, José Carlos Gonçalves considerou que “se a onda contra a carne começa” haverá consequências na prevenção de incêndios.

“No Alto Minho, os animais andam na serra. Tal como as cabras sapadoras, as vacas também são sapadoras florestais, limpam os terrenos e as serras. É nas ervas que começa o fogo. Aqui, no PNPG, nas bermas onde existe gado está tudo limpo”, especificou.

A vaca Cachena da Peneda é a mais pequena raça bovina portuguesa e uma das mais pequenas do mundo. O animal atinge uma altura máxima de 110 centímetros e sobrevive ao frio nas serras da Peneda, Soajo e Amarela, no Parque Nacional na Peneda-Gerês (Norte de Portugal).

A desertificação do território é outra das consequências apontadas pelo presidente da Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, que representa “2.436 criadores dos dois concelhos que, por ano, produzem 500 animais, e cuja carne é comercializada em vários mercados, talhos e restaurantes do país”.

“O que fixa os produtores aos locais, às freguesias, aos lugares são os animais. Caso contrário, se isto acaba, vão viver para as cidades ou vilas. Vamos ter Portugal todo com mato denso e depois é que são fogos”, disse José Carlos Gonçalves.

Em 2018, a Câmara de Arcos de Valdevez iniciou o processo de constituição da Real Confraria Gastronómica da Carne Cachena com a aprovação da futura associação.

Em fase de criação, a confraria terá como missão “preservar e valorizar” aquele produto típico de Arcos de Valdevez.

Anteriormente, o presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves (PSD), referiu à Lusa que “a confraria será mais um contributo para fixação de população, criação de rendimento aos produtores e de dinamização turística do concelho”.

A constituição da confraria resulta de uma parceira entre a Câmara de Arcos de Valdevez, a Cooperativa Agrícola, entidade que gere a denominação de origem da carne Cachena da Peneda, a Associação dos criadores da Raça Cachena, a Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo e o PEC Nordeste, empresa do grupo Agros que opera no apoio à produção pecuária nacional.

Esta raça é explorada em regime extensivo, por vezes quase semisselvagem e é atualmente parte “integrante do património genético de Portugal”.

Segundo o reitor da universidade, Amílcar Falcão, a eliminação do consumo de carne nas cantinas universitárias será o primeiro passo para, até 2030, Coimbra se tornar “a primeira universidade portuguesa neutra em carbono”.

A carne de vaca será substituída “por outros nutrientes que irão ser estudados, mas que será também uma forma de diminuir aquela que é a fonte de maior produção de CO2 que existe ao nível da produção de carne animal”.

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Alto Minho

Esperados 2.500 atletas, de 22 países, nas seis provas do Grande Trail Serra d’Arga

Organização Carlos Sá Nature Events

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Cerca de 2.500 atletas são esperados nas seis provas do Grande Trail Serra d’Arga 2019 que vai acontecer no fim-de-semana, informou a Cãmara de Viana do Castelo.

O evento desportivo tem confirmada a presença de atletas oriundos de 22 países, com destaque para Portugal, Espanha, Cabo Verde e França.

Organizado por Carlos Sá Nature Events e apoiado pelos municípios de Viana do Castelo e Caminha, das Juntas de Freguesia locais e patrocinadores, a evento inclui o GTSA Ultra Trail 55 quilómetros, Trail Longo 37 e 27 quilómetros, Trail Curto 17 quilómetros, caminhada 12 quilómetros e Trail Jovem.

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Ponte de Lima

Jogador de equipa de veteranos morre durante o treino em Ponte de Lima

No campo da ADC Correlhã

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Foto: O MINHO / Arquivo

Um homem, com cerca de 40 anos, morreu, esta quarta-feira à noite, no Campo Municipal da Correlhã, em Ponte de Lima, durante um treino de futebol.

Segundo disse a O MINHO o presidente da ADC Correlhã, Fábio Caseiro, o jogador da equipa de veteranos  sentiu-se mal, durante um jogo, caiu e entrou em paragem cardiorrespiratória.

Ao local acorreram a VMER do Alto Minho, a SIV e uma ambulância do INEM dos bombeiros de Ponte de Lima, que tentaram reverter a situação, mas sem sucesso. O óbito foi declarado no local.

A GNR tomou conta da ocorrência.

 

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