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Filas em Famalicão devem-se a “obras de pavimentação”, justifica autarca

Covid-19

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Foto: DR

O presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, afirma que as filas de trânsito que hoje se registaram nas artérias junto à feira, onde se mantém em funcionamento o mercado de alimentação, se devem “ao facto de decorrerem obras de pavimentação em avenidas circundantes ao Parque da Feira”.


O autarca considera, numa nota publicada na sua página de Facebook, que “as imagens de uma intensa aglomeração de carros junto à feira de Famalicão estão a percorrer o país, transmitindo a ideia de que a feira está caótica e de que não existe respeito pelo estado de emergência”, o que não corresponderá à verdade.

“A feira está a funcionar excecionalmente com mercado de alimentação. Dos 800 comerciantes que normalmente marcam presença na feira, estão 80, distribuídos por 10 mil metros quadrados. As pessoas que fazem compras de bens alimentares nas feiras e mercados têm os mesmos direitos daqueles que normalmente o fazem em superfícies fechadas”, garantiu.

Longas filas, parques cheios e grande afluência à feira semanal em Famalicão

 

Os tempos são de isolamento social mas hoje foram às centenas os que não dispensaram uma ida à feira semanal de Famalicão, para comprar aquelas “coisinhas” que a terra dá e que não se encontram em mais lado nenhum.

Grelos, batatas, ervilhas, milho e outros produtos alimentares tiveram, desta vez, a companhia próxima de desinfetantes, luvas e máscaras, que nesta altura todo o cuidado é pouco e com o vírus não se brinca.

Por causa da pandemia da covid-19, a generalidade dos municípios decidiu suspender as feiras, mas em Famalicão, no distrito de Braga, a decisão passou por “reinventar” o certame, mantendo-o a funcionar mas apenas em “modo alimentação”.

Dos cerca de 800 feirantes que ali normalmente marcavam presença, agora são apenas 80, o que permite manter as devidas distâncias de segurança para tentar evitar o contágio.

Na sua banca de fruta, Carla Meneses não tem mãos a medir para atender a clientela.

À entrada, além de um letreiro que alerta para as normas a adotar, há também álcool, desinfetante e luvas à disposição dos clientes.

“Faço o melhor que sei. Todos temos de ter cuidado e respeito uns pelos outros”, atira Carla, que aplaude a decisão da Câmara de Famalicão de manter em funcionamento o setor alimentar da feira.

Para esta vendedora, faria todo o sentido que outros municípios seguissem o exemplo de Famalicão.

“Tendo as condições que esta tem, sim, acho que sim, que deveria haver mais feiras a funcionar”, refere.

Das quatro feiras que fazia antes da pandemia, a de Famalicão é, atualmente, a única.

É também na feira de Famalicão que Maria Irene, de Barcelos, encontra o local para escoar os produtos que cultiva, como ervilhas, favas, feijão, grelos e outras “coisinhas” que cultiva.

“Se não houvesse feira, perdíamos estas coisinhas”, afirmou, lembrando que muitos produtos da terra, como as batatinhas novas semeadas em dezembro, “não têm grande espera”.

Maria Irene sabe que com o novo coronavírus “todo o cuidado é pouco” e assegura que, por isso, tem “todo o cuidado”, cumprindo à risca as orientações que vai “bebendo” através da televisão.

Hoje, até levou máscara para a feira mas, como confessa, teve de a tirar, porque lhe “embaciava os óculos”.

Cuidados com o vírus tem também António Dias, de 66 anos, de Barcelos, que a meio da manhã já só tinha milho para vender, porque o resto já tinha ido.

“Em casa, é verdade que não uso máscara, mas lavo sempre as mãos com sabão e às vezes até desinfetamos com bagaço”, afirma.

O isolamento social imposto pelo vírus não demove muitos compradores de irem à feira, como é o caso de Juliana Oliveira, que diz que ali encontra produtos mais frescos e “mais em conta” do que nos supermercados.

Para Juliana, as idas à feira de Famalicão foram mesmo as únicas saídas de casa nos últimos 15 dias.

“Tento sempre manter distância, mas hoje tem muita gente”, confessa, reconhecendo que, no fundo, as medidas de segurança são as mesmas na feira ou nos supermercados.

O presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, explicou que a decisão de manter a feira “alimentar” em funcionamento visa, essencialmente, manter viva uma cadeia produtiva que começa no agricultor e acaba no consumidor.

“Se não houver escoamento, deixa de haver produção”, refere, sublinhando que a atual crise pandémica constitui um alerta para a necessidade de Portugal reforçar a sua autonomia e independência produtiva.

Lembrou que muitos produtos que se vendem nas grandes superfícies são importados e massificados, enquanto na feira se encontra produção local, agrícola e biológica.

Além disso, destacou que a diversificação da oferta contribui para diminuir a concentração populacional à porta dos super e hipermercados.

“Acaba por ser bom para todos”, sintetiza o autarca.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito na quarta-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 380 mortes, mais 35 do que na véspera (+10,1%), e 13.141 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 699 em relação a terça-feira (+5,6%).

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Guimarães

GNR recupera carro roubado no Porto e entrega-o ao proprietário em Guimarães

Crime

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Foto: Divulgação / GNR

Uma viatura que havia sido furtada em Guimarães foi recuperada por militares da GNR durante uma ação de fiscalização em Paredes, no distrito do Porto, na passada quinta-feira.


Em comunicado, o comando territorial da GNR do Porto dá conta da ação dos militares após verificarem que um condutor adotava uma postura considerada suspeita durante um policiamento de proximidade.

“Os militares da GNR abordaram uma viatura em que o condutor, após a presença da Guarda, adotou uma postura suspeita, motivos que levaram à sua fiscalização, tendo apurado que a viatura havia sido furtada no dia 6 de maio, na cidade de Guimarães”, informa a guarda.

O suspeito foi detido e a viatura, após reconhecimento, foi entregue ao seu legítimo proprietário.

O detido, sem antecedentes criminais, foi constituído arguido e os factos remetidos ao Tribunal Judicial de Paredes.

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Ave

Hospital de Famalicão livre da covid

Pandemia

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Foto: DR / Arquivo

O Centro Hospitalar do Médio Ave, mais concretamente na unidade do Hospital de Famalicão, já não tem qualquer doente infetado com covid-19, foi hoje anunciado.


Segundo António Barbosa, presdidente do Conselho de Administração, a ala covid daquele hospital já não tem nenhum doente com a infeção, após todos terem testes negativos.

O anuncio foi feito esta noite de sexta-feira, durante um debate promovido pela rádio Cidade Hoje.

Segundo o boletim epidemiologico de hoje, o concelho famalicense conta com 400 casos registados de infeção desde o inicio da pandemia, desconhecendo-se, todavia, o numero de recuperados e óbitos.

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Guimarães

Empresário de Guimarães desenvolve tapete desinfetante e faz sucesso em França

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

Armando Costa, empresário luso-francês com raízes em Guimarães, está a conquistar o mercado empresarial francês com a venda de tapetes desinfetantes que removem todo o tipo de vírus e bactérias do calçado, inclusive o da covid-19.


Empresário no ramo da prestação de serviços e organização de eventos, o vimaranense adaptou-se aos novos tempos face à pandemia que assolou o globo e criou um tapete duplo com reservatório desinfetante para comercializar em domicílios privados, comércio, indústria, centros comercias e espaços frequentados pelo grande público.

Em comunicado enviado à imprensa, o empresário explica que ao longo do último mês, já comercializou mais de 3.000 unidades, contando por entre os seus clientes “duas grandes superfícies comerciais de Paris, edifícios municipais, estruturas residenciais para idosos, clínicas e vários domicílios privados”

“Atualmente, está a expandir a produção através de uma parceria com uma indústria de manufaturados de forma a comercializar também em Espanha e Portugal”, refere a nota de imprensa.

Ainda segundo o empresário, os tapetes, de tamanhos variados, podem ser colocados no lugar de qualquer outro tapete que habitualmente se encontram nas entradas e saídas de casas e espaços públicos.

Em Portugal, o tapete já é comercializado por dois revendedores, também de Guimarães, que fazem a distribuição oficial no país.

Contactado por O MINHO, um dos distribuidores, Sandro Baptista, explica que o líquido fica impregnado no tapete, devendo ser reabastecido ao fim de algum tempo.

“Tem um reservatório onde se coloca o líquido que passa para todo o tapete. O reabastecimento depende do uso que se lhe dá. No fundo, ensopamos o calçado no tapete e o liquido a fica nas solas. As esponjas não permitem que o desinfetante passe acima da sola, não danificando”, argumenta.

Recomenda ainda a utilização de um segundo tapete, seco, para passar a sola, de forma a que o calçado não se torne escorregadio.

Diz a nota que o mesmo é “recomendado para domicílios, hotéis, apartamentos, lojas, restaurantes, hospitais, clínicas e lares de idosos”.

“Para adquirir este tipo de tapete, com custo de 79,90 euros, pode obter mais informações através do distribuidor português 934273867 (Sandro Baptista)”, termina a nota.

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