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Desporto

FIFA fala em oportunidade para “reformar” o futebol

Covid-19

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Foto: fifa.com / DR

O presidente da FIFA, o suíço Gianni Infantino, disse, esta segunda-feira, que o futebol só regressará quando a crise sanitária provocada pela pandemia da Covid-19 for ultrapassada, e que será uma oportunidade para “reformar” este desporto.

“Faz falta estudar o impacto desta crise. Agora é difícil, não sabemos quando voltaremos à normalidade, mas foquemo-nos nas oportunidades. Talvez possamos reformar o futebol mundial, dar um passo atrás”, começou por dizer o líder da FIFA.

Em entrevista ao jornal italiano Gazzetta dello Sport, Infantino sustentou que esta pode ser uma oportunidade para melhorar este desporto, “com formatos diferentes. Menos torneios, mas mais interessantes”.

“Talvez com menos equipas, mas mais próximas [na qualidade]. Menos jogos para proteger a saúde dos jogadores, mas mais equilibrados. Não é ficção científica. Há que calcular os prejuízos, ver como cobri-los”, acrescentou.

O responsável do futebol mundial sublinhou que a “saúde está em primeiro lugar” e que as “Federações e Ligas devem seguir as recomendações dos governos”, com o jogo a regressar apenas quando isso for possível.

A crise sanitária obrigou já ao adiamento do Europeu de 2020 e da Copa América para o próximo ano.

“Demonstrámos espírito de cooperação e solidariedade com a Europa e América do Sul. Temos que pensar no calendário das seleções, no estatuto dos jogadores, nas contratações, proteger os contratos”, adiantou.

Em relação ao Mundial de clubes, alargado a 24 equipas, Gianni Infantino adiantou que “logo se verá” se a primeira edição, que deveria acontecer em 2020, “se realizará em 2021, 2022 ou 2023”.

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Desporto

Braga apoia com 515 mil euros formação de equipas de Braga

Reunião de câmara

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Foto: DR / Arquivo

São cerca de 515 mil euros. A Câmara de Braga vota segunda-feira, em reunião do Executivo, uma proposta do pelouro do Desporto de assinatura de um contrato-programa com o Sporting Clube de Braga para a época desportiva 2019/2020 de 349.500 euros.

A minuta do acordo, da autoria da vice-presidente Sameiro Araújo, refere que o contributo municipal se destina a um plano de formação de atletas de várias modalidades, integrando, ainda, a cedência de espaços desportivos municipais, caso da piscina grande do Complexo da Rodovia, do Campo da Ponte, do estádio 1.º de maio, e do polidesportivo da Rodovia. Este apoio, se fosse pago, através de aluguer, correspondia a uma verba de 385 mil euros.

Já o subsídio monetário de 349 mil, será pago em cinco prestações. O contrato estipula que a verba não pode ser utilizada para outros fins.

Na ocasião, os vereadores da coligação PDS/CDS, bem como os da oposição, PS e CDU, nalisam uma proposta idêntica de apoio à Associação de Futebol de Braga, de 150 mil euros, neste caso para o pagamento dos custos de inscrição, seguros e cartões dos atletas dos escalões de formação (juniores, juvenis, iniciados, infantis e benjamins). Para apoio à formação, são propostos, ainda, 15 mil euros para o Arsenal Clube da Deveza.

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Desporto

Patrocinador do SC Braga vai comprar dez ventiladores para o Hospital de Braga

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A empresa de apostas ‘online’ Betano está a apoiar, através da iniciativa “SC Braga Solidário” o hospital daquela cidade, contribuindo para arrecadar 270 mil euros, para fazer face à pandemia de covid-19, adiantou em comunicado.

Este valor será usado para comprar dez ventiladores, 15 mil máscaras e 500 fatos de proteção hospitalar, detalhou a empresa, recordando que o apoio faz parte de uma iniciativa contínua e prolongada que a Betano “está a desenvolver nos países europeus onde opera e que começou com a doação de 250 mil máscaras para o sistema de saúde na Grécia e está a ser atualmente lançada na Roménia e em Chipre”, indicou o grupo.

A iniciativa em Portugal, disse a Betano, conta com “pequenos números, mas que tornam maiores instituições como o SC Braga, a fazer a diferença no apoio à sua cidade e ao seu país”.

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Futebol

Bruno Duarte, do Vitória SC, diz que Brasil também olha pandemia com “medo”

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães/o MINHO

O futebolista Bruno Duarte, que representa o Vitória SC, da I Liga portuguesa, afirmou hoje que a população do Brasil, país para onde viajou no domingo, encara a pandemia da covid-19 com o mesmo receio dos portugueses.

Após duas semanas de isolamento em Guimarães, o avançado, de 24 anos, rumou ao Brasil para recuperar “psicologicamente”, junto da família, e, na chegada a São Paulo, cidade com uma área metropolitana superior a 20 milhões de habitantes, sentiu um ambiente generalizado de receio, com “pouca gente na rua” e “lojas fechadas”.

“Quando eu estava aí [em Portugal], tinha o pensamento de que [os brasileiros] estariam mais relaxados. Mas quando cheguei também percebi que havia já um certo medo da população. No voo em que embarquei, só podiam estar brasileiros. As lojas e os mercados em que reparei estavam fechados. Estava muito pouca gente na rua. Parece-me que a doença está a ser encarada como em Portugal”, disse, em videoconferência organizada pelo Vitória SC.

Questionado sobre o efeito dos discursos do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, sobre a covid-19, nos quais até já defendeu o fim do confinamento, Bruno Duarte admitiu que a postura tem transmitido “um pouco de medo para a população”, mas quis acreditar que o chefe de Estado tem “alguma certeza” sobre o que está a falar, tendo dito que a saúde é a prioridade e que a situação económica deve ser analisada com “calma”.

“Não podemos dizer que a economia é mais importante do que a saúde, nem que as pessoas devem ficar apavoradas por conta do trabalho. Infelizmente, o nível de pobreza é muito grande. É uma situação difícil para quem trabalha e para quem é dono de empresa”, disse o atleta, sobre um país que registou até agora, segundo a mais recente atualização, 241 mortes, num conjunto de 6.836 casos de infeção.

Com sete golos apontados em 25 jogos oficiais em 2019/20, Bruno Duarte reconheceu que a interrupção competitiva prejudicou a equipa, que ocupa o sexto lugar da I Liga, com 37 pontos, e se preparava para receber o Sporting, para a 25.ª ronda do campeonato, em 14 de março, após três triunfos consecutivos.

Apesar de os vitorianos terem o objetivo da Liga Europa, o jogador avisou que o cancelamento da I Liga até pode ser a melhor solução, no caso de a pandemia se “alargar muito” no tempo.

O ponta de lança reconheceu ainda que a redução dos salários dos futebolistas, no Vitória de Guimarães e em outros clubes, é uma situação que merece reflexão, até porque muita gente está a viver “uma fase complicada” e a “economia vai quebrar”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil. Dos casos de infeção, cerca de 180.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia, e o continente europeu é neste momento o mais atingido, acima de 508 mil infetados e 34.500 mortos.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 17 de abril, registaram-se 209 mortes e 9.034 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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