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Viana do Castelo

Fibra ótica em Viana do Castelo é “fundamental” para coesão territorial

Investimento da Altice

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse, esta quinta-feira, que os 15 milhões de euros que a Altice vai investir na instalação de fibra ótica em cinco concelhos do Alto Minho “é fundamental para a coesão territorial”.

“É um investimento fundamental para a coesão territorial. É um sinal claro que se dá os territórios mais afastados das grandes metrópoles de que têm as mesmas condições tecnológicas para se poderem desenvolver e assumir as suas responsabilidades no interesse coletivo de desenvolvimento harmonioso do país”, afirmou José Maria Costa.

O autarca socialista, que falava durante a cerimónia de assinatura do protocolo com o presidente executivo da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, para o reforço do investimento em infraestruturação de fibra ótica, disse que Viana do Castelo “não sendo um concelho de baixa densidade, está integrado num ‘interland’ de baixa densidade”.

“Este investimento representa uma aposta na aproximação aos fatores de competitividade e desenvolvimento”, afirmou José Maria Costa, adiantando que o “concelho vai passar de uma cobertura de fibra ótica de cerca de 70% para 95%”.

“Há uma tendência europeia e mundial para a descentralização, para os trabalhos chamados remotos. Muitas empresas procuram os territórios mais afastados dos grandes centros urbanos para instalar os seus negócios. Por isso, é fundamental que tenhamos boas infraestruturas tecnológicas”, explicou.

O autarca socialista adiantou que “Viana do Castelo tem registado uma trajetória de crescimento que é duas vezes superior ao da região Norte, é o 16.º município mais exportador do país, que representa já 1,5% das exportações portuguesas”.

A Altice Portugal vai investir, até dezembro de 2020, cerca de 15 milhões de euros em mais de 100 mil quilómetros de fibra ótica em cinco concelhos do distrito de Viana do Castelo.

Na quarta-feira, em nota enviada à agência Lusa, a propósito dos investimentos a formalizar hoje e na sexta-feira no distrito de Viana do Castelo, a Altice Portugal explicou que, com as novas empreitadas de infraestruturação de fibra ótica, os concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço e Ponte de Lima vão passar a ter uma cobertura de cerca de 75%, Caminha de 95% e Viana do Castelo superior a 95%.

“São mais de 100.000 quilómetros de fibra ótica que vão ligar estes municípios”, sustenta a Altice Portugal.

Na quinta e na sexta-feira, a Comissão Executiva da Altice Portugal, liderada pelo presidente executivo, Alexandre Fonseca, vai deslocar-se aos quatro concelhos do Alto Minho para formalizar, com as respetivas câmaras, os protocolos para “o reforço do investimento em infraestruturação de fibra ótica”.

“Rumamos agora ao Norte do país, neste que é o último périplo de 2019. Ao longo do ano, percorremos Portugal de norte a sul, passando pelas ilhas. Desde janeiro de 2018, já foram realizados 14 périplos, mais de 20 deslocações, tendo a Comissão Executiva da Altice Portugal percorrido mais de 15 mil quilómetros”, especificou o presidente executivo da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, citado na nota.

Segundo dados da operadora, “4,9 milhões de casas já se encontram com cobertura de fibra ótica de última geração, estando a Altice Portugal a menos de 10% de atingir o objetivo de 5,3 milhões de casas, 27 mil lugares, 308 concelhos e mais de três milhões de quilómetros de fibra, que vão tornar Portugal o primeiro país da Europa com cobertura praticamente integral de fibra ótica”.

“Só em 2019, a Altice Portugal já realizou um conjunto de investimentos em infraestruturação nas aldeias históricas de Portugal, no maciço central da serra da Estrela, no Alto Alentejo, na Guarda e Meda, tendo também apresentado o projeto 100% fibra, garantindo já a cobertura integral de mais uma centena de freguesias do país, nomeadamente, em 22 municípios e 111 freguesias, contribuindo de forma destacada para o desenvolvimento económico de Portugal”, sustenta a empresa.

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Viana do Castelo

Exposição mostra mais de um século de história da arquitetura de Viana do Castelo

Mais de 100 anos da história da arquitetura na capital do Alto Minho

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Foto: Tripadvisor

O antigo mercado de Viana do Castelo, desenhado por Magalhães Moutinho, que veio a ser demolido para dar lugar ao prédio Coutinho, é uma das 12 obras do roteiro da arquitetura local incluída na exposição a inaugurar na segunda-feira.

As 12 obras retratam mais de 100 anos da história da arquitetura na capital do Alto Minho.

“Esperamos que, neste autêntico roteiro pela arquitetura de Viana do Castelo, se descubra a vontade de ver, conhecer ou redescobrir algumas das joias da nossa cidade, muitas delas ainda sem reconhecimento, mas que são fruto de uma época, de uma história e de um traço que estes e outros arquitetos deixaram para a posteridade”, sublinhou, esta sexta-feira, o presidente da Câmara, José Maria Costa.

Além do antigo mercado, que funcionou desde 1892 até 1965, também o teatro Sá de Miranda, de José Geraldo Sardinha, inaugurado em 1885, ou o templo de Santa Luzia, situado no monte com o mesmo nome, sobranceiro à cidade, com traço de Ventura Terra e cuja construção decorreu entre 1904 e 1959, fazem parte da mostra “Arquitetura em Viana do Castelo – 12 Arquitetos notáveis”, integrada nos 172 anos de elevação da capital do Alto Minho a cidade.

A mostra, que propõe uma viagem com mais de 100 anos pelas obras que 12 arquitetos (já falecidos) deixaram em Viana do Castelo, vai ser inaugurada às 17:00, nos Antigos Paços do Concelho, na Praça da República.

A exposição divide-se em duas áreas, uma onde se espalham 12 painéis dos 12 arquitetos e outra que integra uma mesa, com dois metros de largura por cinco de comprimento, de onde se pode acompanhar, através do mapa da cidade, o roteiro dos monumentos e edifícios em causa.

A praça da Liberdade, junto ao rio Lima, projetada por Fernando Távora (1923-2005), cidadão de Honra de Viana do Castelo, e o estádio municipal Manuela Machado, de Henrique de Carvalho (1950 – 2002), são outros projetos na mostra.

De Viana de Lima (1913 – 1991), além do anteprojeto do hospital distrital, nos anos sessenta do século XX, que não chegou a concluir, destaca-se ainda reabilitação da Praça da República, em 1985.

O Café Girassol, no jardim marginal, de Francisco Passos (1895 – 1952), ou o hospital distrital (1970-1980), hoje designado de Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), que entrou em funcionamento em 1983 e foi inaugurado a 06 de janeiro de 1984, de Chorão Ramalho (1914 – 2002), também integram o roteiro arquitetónico traçado pelo município.

“Esta opção surge da constatação de que, na paisagem urbana, a arquitetura é uma forma de arte que torna único o nosso centro histórico. Foram, assim, escolhidos para serem apresentados nesta exposição 12 arquitetos de Viana do Castelo ou com ligação a Viana do Castelo e à sua história arquitetónica, numa homenagem ao trabalho e à obra que nos deixaram”, refere o autarca socialista da cidade no catálogo a distribuir aos visitantes.

Além daquela mostra, as comemorações do 172.º aniversário de elevação de Viana do Castelo as cidades incluem a atribuição de 24 títulos honoríficos a personalidades e instituições que marcaram a vida da cidade e do concelho.

A ex-ministra do Mar Ana Paula Vitorino vai ser distinguida com o título de Cidadã Honorária da cidade, numa sessão que decorrerá na segunda-feira, às 18:00, no teatro municipal Sá de Miranda.

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Viana do Castelo

Encontro de janeiras junta 21 grupos no teatro Sá de Miranda em Viana

No sábado

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Foto: DR / Arquivo

O Encontro de Janeiras de Viana do Castelo, que este ano vai juntar 21 grupos do concelho, decorrerá no sábado, às 21:30, no teatro municipal Sá de Miranda, informou, esta quinta-feira, a Câmara local.

A entrada é livre, mediante levantamento de bilhete. A bilheteira estará disponível a partir de sexta-feira.

O espetáculo, organizado pela Câmara de Viana do Castelo, é para maiores de 6 anos.

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Viana do Castelo

Politécnico de Viana apresenta conclusões de estudo sobre presença gás radão em edifícios

Ensino superior

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Foto: DR / Arquivo

O Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) vai promover, no dia 28, no auditório do Café Concerto do Teatro Sá de Miranda, um ‘workshop’ de encerramento do Projeto RnMonitor – “Radão em Portugal: situação atual e perspetivas futuras”, sobre a presença de gás radão em edifícios graníticos do Minho.

Em comunicado, o IPVC explicou esta quinta-feira que o projeto de investigação “RnMonitor: Infraestrutura de Monitorização Online e Estratégias de Mitigação Ativa do Gás Radão no Ar Interior em Edifícios Públicos da Região Norte de Portugal” resulta de uma parceria entre o Politécnico e a Câmara de Viana do Castelo.

O ‘workshop’ de encerramento vai contar com a presença de Alcides Pereira, diretor do LRN – Laboratório de Radioatividade Natural da Universidade Coimbra, que apresentará uma comunicação subordinada ao tema “Radão em Portugal: situação atual e perspetivas futuras”.

O gás natural é radioativo que pode acumular-se em ambientes interiores, como casas, escolas e locais de trabalho.

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