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Guimarães

Festival de Guitarra de Guimarães com “maior participação internacional de sempre”

De 21 a 29 de dezembro

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Foto: Divulgação (Arquivo)

A sexta edição do Festival Internacional de Guitarra de Guimarães terá “a maior participação internacional de sempre” por parte de inscritos e apresenta um cartaz “recheado” de nomes nacionais e além-fronteiras que demonstram o “crescimento sustentado” do evento.


Apresentado esta quarta-feira, o Festival Internacional de Guitarra de Guimarães (FIGG), a decorrer entre os dias 21 e 29 de dezembro em três locais da cidade (Paço dos Duques, o Centro Cultural Vila Flor e Conservatório de Musica de Guimarães), promete “celebrar o Natal de Guitarra na mão”, trazendo a Guimarães nomes como Aniello Desiderio, David Carmona ou Pavel Ravel.

A apresentação do FIGG, que desde 2017 integra a plataforma europeia Eurostrings, serviu ainda para anunciar que a final do concurso europeu de 2021 daquela plataforma será em Guimarães.

Aos dez concertos que compõem o cartaz da edição deste ano acrescentam-se ‘masterclasses’ e o Concurso Internacional de Guitarra Cidade de Guimarães, “um dos momentos mais importantes deste festival”, segundo o diretor artístico, Nuno Cachada.

Nesta edição, o concurso conta com cerca de 100 competidores vindos de vários países: “É a edição com mais participantes internacionais de sempre, desde Estados Unidos, China, França, Espanha, Alemanha, Equador, México”.

“O vencedor da categoria sem limite de idade terá acesso ao Programa de Intercâmbio da Eurostrings, 1.500 euros mais a oportunidade de fazer uma ‘tour’ pelos vários festivais da Plataforma, bem como participar na Eurostrings Winners Competition, com um grande prémio monetário de 8.000 euros, mais uma ‘tour’ pelos Estados Unidos da América, Europa e China”, enumerou Nuno Cachada.

Sobre o cartaz, o responsável salientou “a cidade berço vai aconchegar num só evento o virtuosismo de Aniello Desiderio, o flamenco do quinteto de David Carmona e a juventude de Mateusz Kowalski, sem esquecer nomes emergentes em Portugal, como o Duo Sirius (Diogo João e Márcio Silva) e Francisco Luís”.

Oriundos do programa de intercâmbio Eurostrings, o FIGG vai contar com a presença de Pablo Menéndez, Cassie Martin, Pavel Ralev, Maja Karlj e Bruno Pino Mateos: “A participação na Eurostrings permite-nos não só aumentar o valor disponível para realizar o festival, este ano 40 mil euros, mas também trazer cá nomes que estão já inscritos na plataforma e que venceram edições anteriores do concurso internacional”.

As ‘masterclasses’, “aulas para alunos do ensino artístico especializado que podem ser assistidas pelo público”, é outra componente importante do FIGG.

“O objetivo continua a ser promover a guitarra clássica no setor cultural, quer no contexto pedagógico e formativo, quer no do espetáculo, visando potenciar uma nova atitude de aproximação à guitarra clássica, ainda pouco divulgada enquanto instrumento solista”, apontou.

Para a autarquia, representada na sessão pelo assessor de Cultura Paulo Silva, o FIGG é também uma “marca” do panorama cultural vimaranense.

“Este projeto assenta no conservatório, se não houvesse a semente lançada no território pela parte formativa, não teria sentido e tem já um papel cultural no nosso calendário cultural, pelo valor acrescentado que lhe dá”, disse.

O evento é organizado pela Sociedade Musical de Guimarães, com coprodução d´A Oficina, e tem os apoios do Município de Guimarães e do programa Europa Criativa, da União Europeia.

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Guimarães

Três turmas em isolamento numa escola de Guimarães

Covid-19

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Foto: DR

Três turmas da EB 2,3 D. Afonso Henriques, em Guimarães, estão em isolamento profilático depois de alunos terem testado positivo à covid-19.

De acordo com o Guimarães Digital, do Grupo Santiago, os alunos estão a ter aulas a partir de casa, enquanto a maior parte espera pela testagem levada a cabo pelas autoridades de saúde.

Ainda segundo a mesma fonte, também cinco professores estão em isolamento depois de um docente ter testado positivo ao novo coronavírus.

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Guimarães

Prémio de História Alberto Sampaio para investigação sobre famílias de Guimarães

História

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Foto: DR

A investigadora Alice João Palma Borges Gago é a vencedora do Prémio de História Alberto Sampaio 2020, que será entregue no dia 01 de dezembro, anunciou hoje a Câmara de Guimarães.

O prémio é um cheque de 6.000 euros e a publicação, na Revista de Guimarães, do trabalho “Gentes do Norte pela própria voz. Arquivos de Família da Região de Guimarães – Porto, séculos XV-XVII”.

Instituído em 1995 pelos municípios de Guimarães e Vila Nova de Famalicão e pela Sociedade Martins Sarmento, o Prémio de História Alberto Sampaio foi renovado em 2016, contando a partir de então também com o Município de Braga entre os instituidores.

Destina-se a homenagear e a manter viva a pessoa e a obra do historiador Alberto Sampaio, promovendo o desenvolvimento dos estudos científicos e investigação nas áreas ligadas ao seu legado, em especial, nas disciplinas da História Social e Económica.

O júri, constituído sob a égide da Academia das Ciências de Lisboa, deliberou atribuir o Prémio de 2020 à investigadora Alice João Palma Borges Gago.

Para o júri, “trata-se de um excelente trabalho de investigação” que, a partir da criação de uma base de dados abrangendo a história dos arquivos de seis famílias de Entre-Douro e Minho”.

Acresce que “procede a uma análise do papel e importância de tais arquivos privados para a compreensão histórica dos processos de mobilidade, de ascensão e de consolidação do estatuto social das famílias analisadas (Valadares, Ribeiro, Magalhães, Carvalho, Cunha e Barreto), ao longo dos séculos XV a XVII”.

Para além da contribuição inovadora no domínio da historiografia arquivística, o trabalho de Alice Borges Gago “enriquece o conhecimento disponível sobre temáticas fundamentais no domínio da história económica e social.”

O júri salientou a forma “relevante” como a herança da abordagem da História na obra de Alberto Sampaio colhe frutos no estudo agora distinguido.

Apontou ainda o facto de, para a edição 2020, ter sido presente a concurso um conjunto numeroso de trabalhos que, na generalidade, “mostram elevada qualidade”, integrando as temáticas variadas e subjacentes ao prémio.

A cerimónia de entrega do prémio será realizada em 01 de dezembro (dia em que Alberto Sampaio nasceu, em 1841) e, de acordo com a rotatividade prevista no regulamento, terá este ano lugar em Vila Nova de Famalicão, no Arquivo Municipal Alberto Sampaio.

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Guimarães

Empresas do Centro de Incubação da UMinho em Guimarães com um mês para sair

Spinpark está em insolvência

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Foto: DR

O Centro de Incubação de Base Tecnológica (SpinPark), da UMinho, situado no Avepark, em Caldas das Taipas, Guimarães, está em insolvência e as nove empresas spin-off lá instaladas foram informadas, há dias, pelo administrador judicial, de que têm 30 dias para sair das instalações.

Vários dos empresários em causa lamentam ter confiado na Associação Spinpark, uma entidade com vários associados liderada pela Universidade do Minho (UMinho), acusando-a de negligência, por só terem sabido da falência há alguns dias, quando o Tribunal de Guimarães já a decretou há mais de um mês.

Ao que O MINHO soube, os empresários em causa procuram, agora, em Guimarães, Braga e Barcelos, novo espaço – pavilhão ou outro – para se instalarem. O Spin-park, onde foram investidos alguns milhões, tinha não só empresas em incubação da região de Braga, mas também, algumas com ligações à Universidade do Porto.

Desde 12 de agosto que o Spinpark passou a ser gerido por uma administradora de insolvência, mas só no passado dia 17 de setembro é que os empresários foram informados que tinham de sair. “Essa proposta foi ridícula, ninguém consegue mudar um laboratório num mês”, afirma Ângela Mendes, da empresa A2, de análises químicas, em declarações ao Jornal de Notícias (JN).

O Spinpark foi criado, no parque tecnológico Avepark, pela UMinho, em 2006, com apoio de fundos comunitários, para apoiar o nascimento de empresas tecnológicas ligadas à universidade antes destas se lançarem no mercado. Contudo, assegura Ângela Mendes, pelo menos desde 2013 que isso não acontecia: “É um escândalo, trataram-nos como ratos. Disseram para nos pormos a andar dali para fora e nunca foram capazes de nos dar uma palavra”.

O centro esteve à beira da falência em 2016, mas adotou um Plano Especial de Revitalização, com dívidas superiores a dois milhões de euros e um passivo de sete milhões. Nessa altura, a Câmara de Guimarães afirmava que o Centro de Incubação era “um investimento estratégico”, pelo que ia comprar o edifício para ajudar o Spinpark.

Ao JN, a UMinho não justificou como é que o Spinpark faliu nem divulga o passivo, adiantando apenas que “a insolvência foi uma decisão inevitável face à grave situação financeira”, e que foi tomada “ponderando o respeito absoluto por critérios de boa gestão, salvaguardando o interesse público”.

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