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Festival Curtas de Vila do Conde com 48 filmes em estreia nacional

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Foto: DR / Arquivo

O festival de cinema Curtas de Vila do Conde, que este ano se realiza entre 3 e 11 de outubro, terá 48 filmes em estreia nacional, na seleção oficial para a competição internacional e experimental, divulgou hoje a organização.


Nesse lote de trabalhos, merece destaque a projeção de obras de Sergei Loznitsa (Ucrânia) e Jafar Panah (Irão), apontados como “dois dos mais interessantes cineastas da atualidade”, pela sua “impressionante sensibilidade para trabalhar a problemática política, social e cultural do seu povo”.

De ambos autores, a organização elegeu os trabalhos “A Night at The Opera” e “Hidden”, que “trazem dois olhares sobre a cultura dos dois países onde as heroínas cantam, questionando noções de representação e interpretação”.

No cartaz preparado para esta edição do Curtas, que, segundo os responsáveis, integra trabalhos “que ligam a diferentes comunidades, formas de estar e de pensar”, também é destacada a obra “Mi piel, luminosa”, de Nicolás Pereda e Gabino Rodríguez.

Trata-se de um documentário onde a personagem central é uma criança posta em isolamento na sala de aula, devido a uma doença que lhe tirou o pigmento natural da pele, e onde Pereda “volta a derreter as fronteiras entre documentário e a ficção”.

Ainda no âmbito dos filmes em estreia neste certame, destaque para “Witness”, do multi-premiado realizador Ali Asgari, “Victor in Paradise”, de Brendan McHugh, “Look Then Below”, de Ben Rivers, “Stump the Guesser”, novo tomo na cinematografia surreal e onírica do canadiano Guy Maddie e, ainda, “Casa Sol”, de Lúcia Prancha, que explora o universo militante da escritora brasileira Hilda Hilst.

Esta edição do Curtas de Vila do Conde, que terá também programação ‘online’, por causa da pandemia de covid-19, vai ter um especial foco na obra do artista espanhol Isaki Lacuesta.

O cineasta, produtor, cenógrafo, ensaísta e curador, “tem um trabalho que faz disparar o diálogo entre o cinema e as mais diferentes áreas artísticas”, afirma a direção do Curtas em comunicado.

O autor de obras como “Entre dos aguas”, exibido em 2019 no IndieLisboa, “The next skin” ou “The Clay Diaries”, ser-lhe-à dedicada a secção “InFocus”, do Curtas, estando prevista ainda a realização da primeira exposição do autor em Portugal, que ficará patente na Solar – Galeria de Arte Cinemática.

Lacuesta estará presente em Vila do Conde para apresentar os seus filmes e participar de uma conferência aberta a jornalistas e público.

Esta 28.ª edição do certame deveria ter ocorrido em julho, mas foi adiada para outubro – entre os dias 03 e 11 -, por causa da pandemia da covid-19.

Segundo a direção, o festival decorrerá no Teatro Municipal de Vila do Conde, no auditório municipal e naquela galeria de arte, mas terá também iniciativas ‘online’ para que “o encontro entre o público e os cineastas possa acontecer de forma segura e próxima”.

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Vila do Conde e Trofa também fecham cemitérios no Dia de Todos os Santos

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Foto: DR

Depois da Póvoa de Varzim, também Vila do Conde e Trofa vão encerrar os cemitérios durante o próximo dia 01 de novembro, Dia de Todos os Santos, anunciou a vigaria local.

Em comunicado, o padre Luciano Lagoa, vigário de Trofa e Vila do Conde, explica que decisão deve-se às “circunstâncias” impostas pela pandemia de covid-19 após recomendação da Conferência Episcopal Portuguesa, que aconselhava a suspensão de “concentrações religosas passíveis de fore propagação da pandemia”.

Todavia, as celebrações dentro das igrejas continuam a ser permitidas, desde que cumpridas as normas da DGS.

“Aconselha-se os fiéis ao respeito das indicações emanadas pelas autoridades competentes quanto à aglomeração de pessoas e capacidade dos espaços. Todos sabemos que este tem sido um ano particularmente difícil no que se refere ao luto por aqueles que já partiram de entre nós, de modo especial aqueles que faleceram durante e devido à pandemia. Invocamos a misericórdia de Deus sobre todos eles e pedimos a virtude da esperança para superar as feridas humanas e sociais provocadas por este tempo”, diz o comunicado.

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Todos os cemitérios da Póvoa de Varzim fechados no Dia de Todos os Santos

Covid-19

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Todos os cemitérios da Póvoa de Varzim vão encerrar durante os próximos dias 31 de outubro e 01 de novembro, para evitar aglomerados face à pandemia de covid-19. O anúncio foi feito esta sexta-feira pela autarquia através dos canais oficiais.

“Em vez da habitual romagem, que geraria aglomerações altamente suscetíveis de potenciar focos de propagação da pandemia, devem as famílias programar as visitas aos cemitérios de forma que respeite as diretrizes da DGS”, lê-se na nota publicada no Facebook.

“Tendo em conta a situação epidemiológica que atualmente vivemos, é imperioso que o Município da Póvoa de Varzim tome medidas, de caráter temporário e excecional, que preservem a saúde pública e evitem o surgimento de novos focos de propagação da pandemia no seio da nossa comunidade”, refere a mesma nota.

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Covid-19 instala o medo em vila de Montalegre. Só um aluno foi à escola em Salto

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Foto: DR / Arquivo

Um surto de covid-19 transformou a vila de Salto, em Montalegre, onde o silêncio ocupou a escola básica, que teve apenas um aluno num universo de 70, o comércio lamenta quebras no negócio e as pessoas refugiam-se em casa.

O presidente da junta de freguesia, Alberto Fernandes, descreveu um ambiente diferente nesta vila de Montalegre, no distrito de Vila Real, que costuma ser “muito movimentada”. As pessoas, contou, “retraem-se, ficam mais em casa, as que saem andam com as devidas precauções”.

“Estamos todos tristes, mas aguardamos por melhores dias (…). Com este medo todo os pais não estão a deixar vir os filhos à escola. Nos últimos dias retraíram-se, vieram cinco, três e hoje (quinta-feira) apenas lá está um aluno”, afirmou à agência Lusa.

A viver perto da básica de Salto, uma idosa, que não se quis identificar, disse estranhar o silêncio que ocupou aquele estabelecimento de ensino frequentado por cerca de 70 crianças. A escola não fechou e os professores e funcionárias continuam a ir trabalhar.

“Os meninos não têm vindo. E, na vila, há uma semana as pessoas andavam abaixo e acima e agora não se vê ninguém”, contou, acrescentando que só sai à rua quando é “mesmo preciso”.

Também na escola secundária do Baixo Barroso, na Venda Nova, em cerca de 150 alunos, foram menos de 50 os que foram às aulas na quinta-feira. Alguns dos estudantes encontram-se em isolamento profilático.

Sem nenhum caso positivo até à semana passada, a freguesia ultrapassa agora os 50. Os primeiros foram detetados no Lar Nossa Senhora do Pranto, espalhando-se depois pela comunidade.

O Agrupamento de Escolas Doutor Bento da Cruz confirmou que foram confirmados três casos de covid-19 na escola básica e secundária do Baixo Barroso e dois na escola básica de Salto.

Ainda se veem pessoas pelas ruas, na sua maioria a usar máscara, pelos cafés e esplanadas, mas, segundo Alberto Fernandes, são muito menos do que é normal nesta localidade.

Ao longo da Estrada Nacional (EN) 311, que atravessa Salto, encontram-se cafés e pastelarias, restaurantes, bancos e os correios.

“A vila vive um pouco do comércio local, da passagem desta estrada que faz a ligação à autoestrada em Arco de Baúlhe. É a saída principal do concelho e tínhamos muito movimento nos cafés e restaurantes”, referiu o autarca.

Na pastelaria de Vitória Martins o “movimento foi descendo drasticamente” desde que se soube que havia casos em Salto. “A cada dia que passa há menos pessoas a parar aqui”, referiu.

Vitória Martins está preocupada, mas depois de dois meses de portas fechadas por causa do confinamento diz que não quer voltar a encerrar.

“Foi difícil as pessoas voltarem ao ritmo normal e agora já estava a acontecer. Aos pouquinhos foram vindo. Sempre fui muito exigente com o uso de máscaras e a alertar as pessoas para desinfetarem as mãos”, salientou.

José Oliveira tem uma carrinha de venda ambulante de peixe e passa duas vezes por semana em Salto onde disse que, ao contrário do que era normal, encontrou “pouquinhos clientes”.

“Que diferença. De 100% não se trabalha 20%. Está muito fraco”, apontou.

Desde o início da pandemia que os bombeiros de Salto assumiram novas tarefas e estão a apoiar a população, nomeadamente os mais idosos e doentes, com a distribuição de alimentação e de medicamentos.

Agora, segundo o comandante da corporação, Hernâni Carvalho, a ajuda é também dada aos que cumprem isolamento na localidade.

Com dois casos positivos e mais cinco operacionais em isolamento, embora tenham testado negativo à covid-19, a corporação tem 14 bombeiros em permanência para assegurar o socorro e o apoio à população.

Hernâni Carvalho referiu que, inclusive, uma equipa de bombeiros está preparada para entrar no Lar Nossa Senhora do Pranto, e, sempre que for necessário, ajudar as funcionárias em algumas tarefas.

São 36 os casos positivos naquela instituição, entre utentes (25) e funcionárias (11), e a falta de trabalhadores tem sido um dos principais desafios a resolver.

O autarca Alberto Fernandes, que é também presidente da direção do lar, destacou o trabalho e o sacrifício das suas funcionárias e referiu que quatro elementos da brigada de intervenção estão a ajudar a tratar dos utentes.

Porque havia condições de segurança, optou-se por manter todos os idosos no lar, entre positivos e negativos à doença.

A Câmara de Montalegre acionou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil.

Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Unidade de Saúde do Agrupamento de Centros de Saúde do Alto Tâmega, o concelho de Montalegre contabilizava 60 casos ativos na quinta-feira. Ao todo, havia 112 casos ativos no Alto Tâmega e Barroso.

Portugal contabiliza pelo menos 2.050 mortos associados à covid-19 em 82.534 casos confirmados de infeção, de acordo com o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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