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Alto Minho

Grandes festivais europeus cancelados. Paredes de Coura e Vilar de Mouros ainda ‘em espera’

Covid-19

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Foto: © Hugo Lima / hugolima.com/ Facebook 


Vários grandes festivais de verão europeus, como Glastonbury, Roskilde, Tomorrowland, Montreux e Womad, já cancelaram as edições deste ano devido à pandemia da covid-19, mas em Portugal a maioria mantém-se, por enquanto, sem alterações.

O festival de Glastonbury, no Reino Unido, deveria assinalar este ano o 50.º aniversário. Artistas como Kendrick Lamar, Paul McCartney e Taylor Swift estavam ‘convidados’ para a festa, que iria acontecer entre 24 e 28 de junho.

No entanto, a organização acabou por anunciar o cancelamento da edição deste ano, garantindo que o festival regressa em 2021, ainda sem novas datas marcadas.

Este ano seria também de comemoração do 50.º aniversário do festival dinamarquês Roskilde, mas a extensão até 31 de agosto da proibição de ajuntamentos de grande escala, decidida pelo Governo local, acabou por decretar o cancelamento da iniciativa.

A edição deste ano do Roskilde, que contava no cartaz com bandas e artistas como Taylor Swift, Deftones, Kendrick Lamar, The Strokes e Tyler, The Creator, deveria decorrer entre 27 de junho e 04 de julho.

Também o Governo belga decidiu que a proibição de grandes aglomerações de pessoas irá vigorar até 31 de agosto, por isso, vários festivais foram cancelados naquele país, incluindo o Tomorrowland, um dos maiores festivais de música eletrónica do mundo.

Agendado para os dois últimos fins de semana de julho deste ano, já foram entretanto marcadas novas datas para 2021: entre 16 e 18 e 23 e 25 de julho.

Também em julho, mas na Suíça, deveria decorrer mais uma edição do histórico Festival de Jazz de Montreux.

Entre 03 e 18 de julho deste ano deveriam passar pelo festival, que decorre anualmente desde 1967, artistas como Lionel Richie, Black Pumas, Brittany Howard e Lenny Kravitz.

O regresso do festival em 2021 já tem datas definidas: entre 02 e 17 de julho.

Em julho deveria acontecer também mais uma edição do Womad, no Reino Unido, que tem o músico Peter Gabriel como um dos fundadores.

Para este ano, estavam confirmadas as presenças de, entre outros, Mariza, Flaming Lips, Angélique Kidjo, Fatoumata Diawara, Kate Tempest e Les Amazones d’Afrique.

A organização já anunciou que os bilhetes da edição deste ano são válidos para a de 2021, que irá decorrer entre 22 e 25 de julho.

Também no Reino Unido, mas em junho, deveria decorrer mais uma edição do festival Download, que teria como cabeças de cartaz Iron Maiden, Kiss e System of a Down. A edição deste ano foi cancelada, mas em 2021 há mais.

Nas sonoridades mais pesadas, os principais festivais do género, como o francês Hellfest ou o alemão Wacken Open Air, também só voltam a acontecer em 2021.

No meio dos cancelamentos, há pelo menos um adiamento: o do Primavera Sound de Barcelona. Inicialmente previsto para decorrer entre 03 e 07 de junho, o festival, que assinala este ano o 20.º aniversário, deverá agora decorrer entre 26 e 30 de agosto.

O mesmo aconteceu com o festival Primavera Sound do Porto. Programado para acontecer em junho, foi adiado para o início de setembro.

Em Portugal, até ao momento, o Primavera Sound foi o único a ser adiado para uma data ainda em 2020.

O Rock in Rio Lisboa, agendado para junho, o Boom Festival, que deveria acontecer em Idanha-a-Nova entre 28 de julho e 04 de agosto, e o Festival de Músicas do Mundo, marcado para o final de julho em Sines, bem como o North Music Festival, no Porto, regressam todos em 2021.

Até ver, as datas da maioria dos grandes festivais de verão portugueses mantêm-se inalteradas. No caso do Alive, agendado para entre 08 e 11 de julho, em Oeiras, “decisões mais adequadas” foram remetidas para depois do levantamento do estado de emergência.

O Super Bock Super Rock tem datas entre 16 e 18 de julho, em Sesimbra, o Máres Vivas entre 17 e 19 de julho, em Vila Nova de Gaia, o Sudoeste entre 04 e 08 de agosto, em Odemira, o Paredes de Coura entre 19 e 22 de agosto, naquela localidade minhota, e o Vilar de Mouros entre 27 e 29 de agosto, na vila que lhe dá nome.

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Alto Minho

Minhotos e galegos unidos contra o lítio na ponte de Cerveira

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Foto: Facebook de SOS Serra d'Arga

O movimento SOS Serra d`Arga, no Alto Minho, e associações da Galiza instalaram, este sábado, faixas de protesto nas duas margens do rio Minho, em Vila Nova de Cerveira e Tomiño, contra a eventual exploração lítio naquela região portuguesa.

Foram instaladas duas lonas pretas e amarelas, com seis metros de comprimento e 1,6 metros de largura, onde ser podia ler a frase “Minho unido contra as Minas”, escrita em português e galego.

Uma das faixas ficou instalada do lado português do rio Minho, em Vila Nova de Cerveira, e a outra, no lado espanhol, em Tomiño.

Foto: Facebook de SOS Serra d’Arga

Foto: Facebook de SOS Serra d’Arga

Foto: Facebook de SOS Serra d’Arga

Foto: Facebook de SOS Serra d’Arga

A ação “simbólica” decorreu este sábado, a partir das 10:00, na ponte da Amizade, que liga Vila Nova de Cerveira a Tomiño, na província de Pontevedra, e pretendei “mostrar publicamente a união das duas regiões na defesa de um património comum, o rio Minho, que poderá estar em causa se o projeto de mineração que o Governo português pretende implementar fora para a frente”.

O “ato simbólico de união das populações e autarquias das margens do Rio Minho” pretende ainda mostrar “a consternação e rejeição que assola os portugueses perante um projeto de fomento mineiro altamente lesivo para as gerações presentes e futuras é comum a milhares – senão milhões – de cidadãos galegos, cuja vida económica, social e cultural é construída em torno deste eixo de conexão transfronteiriça”.

O movimento SOS Serra d`Arga tem vindo a promover, desde agosto, “contactos diretos com várias associações galegas, no sentido de delinear ações de sensibilização e apelo popular para o envolvimento numa causa que é comum”.

A iniciativa foi promovida pelo movimento SOS Serra d`Arga, em parceria com a Asociación Naturalista do Baixo Miño (ANABAM), Centro Social Fuscallo e a A Jalleira (Asociación Forestal e de Educación Ambiental), com o apoio das autarquias de Vila Nova de Cerveira e Tomiño.

A serra d`Arga abrange uma área de 10 mil hectares, nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Viana do Castelo e Ponte de Lima, dos quais 4.280 se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Aqueles cinco municípios têm em curso o projeto “Da Serra d`Arga à Foz do Âncora”, liderado pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, que visa a classificação da Serra d`Arga como Área de Paisagem Protegida de Interesse Municipal.

Em julho de 2019, o Governo decidiu “excecionar” o sítio Rede Natura 2000 Serra d`Arga do conjunto de áreas a integrar no concurso para a prospeção de lítio, mas o porta-voz do movimento SOS Serra d`Arga, Carlos Seixas, assegurou em janeiro que se mantém a pretensão de exploração mineira naquela serra.

Segundo a proposta de Orçamento do Estado, o Governo quer criar em 2020 um `cluster` do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio e minerais associados em nove zonas do país.

Devem ser abrangidas as áreas de Serra d`Arga, Barro/Alvão, Seixo/Vieira, Almendra, Barca Dalva/Canhão, Argemela, Guarda, Segura e Maçoeira.

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Viana do Castelo

Funeral do bispo de Viana realiza-se quarta-feira depois de dois dias de cerimónias

D. Anacleto Oliveira

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Foto: Divulgação / Diocese de Viana do Castelo

O funeral do bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, que morreu na sexta-feira num acidente de viação, realiza-se na quarta-feira, no cemitério das Cortes, Leiria, depois de dois dias de cerimónias fúnebres, anunciou hoje a diocese vianense.

O funeral será realizado às 15:00 de quarta-feira no cemitério das Cortes, terra natal de Anacleto Oliveira. Nessa manhã, a partir das 10:00, o corpo do bispo estará em câmara ardente na Sé Catedral de Leiria, informou a diocese de Viana do Castelo, em comunicado hoje divulgado.

Segundo a mesma fonte, as cerimónias fúnebres terão início na segunda-feira e vão seguir as restrições impostas para controlo da covid-19.

“A despedida de D. Anacleto Oliveira decorrerá entre os dias 21 e 22 de setembro, com o fim de evitar constrangimentos desnecessários, e sempre seguindo as normas de saúde prescritas”, refere a entidade.

O bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, de 74 anos, morreu na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada 2 perto de Almodôvar, no distrito de Beja.

Anacleto Oliveira celebrou, em agosto, 50 anos de ordenação e 10 anos como bispo de Viana do Castelo.

Fonte da GNR indicou que o óbito foi declarado no local, tendo o corpo sido encaminhado para o serviço de Medicina Legal do hospital de Beja, e que o bispo era o único ocupante do veículo ligeiro de passageiros.

De acordo com o anúncio feito hoje pela diocese, a Sé Catedral “acolherá os restos mortais de D. Anacleto” no final da tarde de segunda-feira, sendo o acolhimento assinalado com orações antes do fecho da igreja.

Na terça-feira, “a parte da manhã será destinada à oração livre e espontânea dos fiéis”, que terão de respeitar uma entrada controlada e condicionada na igreja, e às 15:00 será celebrada uma missa presidida pelo arcebispo primaz de Braga, Jorge Ferreira da Costa Ortiga.

A cerimónia contará ainda com a presença dos restantes bispos da Conferência Episcopal Portuguesa, do presbitério da diocese de Viana do Castelo e dos representantes dos diversos movimentos eclesiais, assim como autoridades civis e militares, segundo os lugares disponíveis na Sé Catedral, explica o comunicado.

A diocese pede ainda a “toda a família diocesana” que realize “todas as manifestações de carinho decorram com a maior serenidade e responsabilidade”.

O colégio de consultores da diocese de Viana do Castelo elegeu, entretanto, monsenhor Sebastião Pires Ferreira como administrador diocesano interino até à nomeação, pelo papa Francisco, de um novo bispo de Viana do Castelo.

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Alto Minho

Mais um óbito por covid em Ponte de Lima. Há 19 casos ativos

Covid-19

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Foto: DR

O concelho de Ponte de Lima contava, até esta sexta-feira, com 19 casos ativos de covid-19, mais sete do que na passada terça-feira, apurou O MINHO junto de fonte local da saúde.

Em termos de recuperados, há 57 pessoas já curadas da doença, mais cinco desde o último balanço divulgado pelo nosso jornal.

Há a lamentar dois óbitos causados pelo novo coronavírus, mais um do que na semana passada.

O total de casos acumulados desde o início da pandemia no concelho é de 78.

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