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Festas de Natal e Fim do Ano na Madeira vão acontecer com adaptações

Fim de ano

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Foto: DR

O secretário do Turismo da Madeira afirmou hoje que os concursos para as tradicionais festas de Natal e Fim de Ano na região já foram lançados, mas os programas vão ser adaptados ao contexto da pandemia da covid-19.


“Já lançámos os concursos e temos algumas surpresas reservadas relativamente a qualquer um destes grandes acontecimentos da tradição da Madeira na época natalícia e final do ano”, declarou Eduardo Jesus à margem da cerimónia da entrega de 24 distinções de Mérito Turístico a várias pessoas e entidades da região, assinalando o Dia Mundial do Turismo.

O governante adiantou que, em relação a esses dois importantes eventos do cartaz turístico da Madeira, altura do ano em que a ilha registava ocupações hoteleiras perto dos 100 por cento, é necessário “promover uma série de cuidados que atendam às recomendações da autoridade de saúde”.

O responsável destacou que, à semelhança do que aconteceu este ano com a Festa da Flor, cujo programa foi “reinventado”, tendo o tradicional cortejo sido substituído por 51 atuações dos nove grupos, também estes eventos vão ser adaptados às circunstâncias relacionadas com as regras de segurança impostas por causa da pandemia da covid-19

“A Festa da Flor, que termina este fim de semana, não foi igual à do ano passado, mas foi igualmente bela e deu oportunidade aos grupos de atuarem muito mais vezes, os quais estão mais contentes porque tiveram mais oportunidades de dar a ver o seu trabalho”, salientou

Eduardo Jesus vincou que o importante “é nunca desistir do caminho” traçado, sendo obrigação do governo madeirense “encontrar soluções, alternativas” para estas situações.

“Não podemos ficar resignados às consequências da pandemia. Temos de obedecer às orientações da saúde, mas dentro das limitações ser capazes de inventar soluções”, reforçou, apontando que “este é o espírito” para a realização das festas do Natal e Fim de Ano.

O responsável assegurou que os cartazes já estão a ser trabalhados, sendo uma das preocupações a questão da “visualização do espetáculo do fogo de artifício em diferentes espaços, facilitando que não haja concentração nos sítios tradicionais”.

Aproveitou para elogiar “o comportamento exemplar em todas as manifestações” adotado pela maioria das pessoas na região, no que diz respeito ao cumprimento das regras profiláticas.

O governante insular adiantou que o programa começa no início de dezembro, estando perspetivada a realização do tradicional “mercadinho de Natal”, as iluminações na cidade e arredores, além da “animação na Praça do Povo [marginal da cidade], dentro do habitual, mas com as devidas adaptações”.

“O Fim do Ano será mais uma prova para ser superada para todos nós e as limitações serão compreendias”, enfatizou.

Sobre a questão da ocupação hoteleira, considerou que a esta distância “qualquer apontamento de percentagem é uma mera futurologia”, argumentando que, além dos condicionalismos colocados pelas questões de segurança nas viagens devido à pandemia, o “hábito” de programação também se alterou e as pessoas costumam decidir a cerca de três semanas de fazer as deslocações.

Com base nos indicadores disponíveis, referiu existir “uma boa perspetiva no que diz respeito às acessibilidades, ou seja as companhias que podem transportar pessoas, podendo a capacidade ser “melhor ocupada” e aos operadores que estão a vender a Madeira”, mas, referiu que tudo está “sempre refém das confianças das pessoas”.

“Isto significa que a procura está retraída por questões da confiança”, disse, opinando que se as pessoas se sentirem “mais confortáveis para viajar, o movimento será melhor”.

De acordo com os últimos dados revelados sábado pela autoridade regional de saúde, a Madeira regista 54 casos ativos de covid-19, reportando 211 situações confirmadas e 157 doentes recuperados.

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‘Dating’, o “Tinder do Facebook”, passa a estar disponível em Portugal

Plataforma de encontros

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Foto: Divulgação / Facebook

É uma nova plataforma dedicada a encontros amorosos e passa a estar disponível a partir desta quinta-feira em Portugal. O Facebook Dating, ou Encontros do Facebook, em português, quer ser uma alternativa ao Tinder e já identificou “mais de mil milhões e meio” de pares em 20 países onde já funcionava.

Em comunicado, o Facebook informa que a nova plataforma inclui encontros através de videochamada, algo que se mostrou necessário em tempos de distanciamento social.

De acordo com a empresa, esta plataforma funciona dentro do Facebook. Cria-se um perfil e a utilização é através das aplicações já existentes da rede social.

Os criadores da plataforma acreditam que esta nova funcionalidade poderá ser acessível a qualquer utilizador, e que a mesma irá mostrar uma versão autêntica de cada um, baseada no historial online.

De fora, na generalidade, ficam os amigos que cada utilizador já possui na rede social, embora seja possível escolher até nove amigos para serem as “paixões secretas”, com possibilidade de ‘match’.

Em relação aos encontros virtuais, a partir do momento que um par é encontrado, a videochamada fica disponível, caso o outro lado aceite, claro.

Em comunicado, o Facebook aponta “relações com significado” como sendo o grande propósito do ‘Dating’.

 

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Farmácias esperam vacinar quase 400 mil pessoas contra a gripe até ao final da semana

Saúde

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Foto: DR

As farmácias devem conseguir vacinar “quase 400 mil pessoas” até ao final da semana, adiantou hoje a bastonária dos Farmacêuticos sobre um processo que considerou “complexo e que deveria ter sido melhor coordenado”.

Ana Paula Martins, que foi hoje recebida em audiência pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em Belém, disse à saída da reunião que o contingente de vacinas das farmácias, que corresponde a 240 mil doses, em conjunto com as 100 mil doses do contingente do Serviço Nacional de Saúde (SNS) entregues às farmácias, deve ser esgotado até ao final desta semana.

“Na próxima semana chegam mais vacinas, não sabemos ainda qual vai ser a sua distribuição”, acrescentou a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, sublinhando que o compromisso que as farmácias assumiram é o de vacinar 700 mil pessoas até ao final da campanha de vacinação contra a gripe, que decorre até dezembro.

Para Ana Paula Martins, a distribuição das próximas doses tem de corresponder a “um equilíbrio” que o Ministério da Saúde vai ter que encontrar entre as necessidades e os agendamentos já realizados pelos centros de saúde e a vacinação que tem que ser feita pelas farmácias.

“É um processo complexo, é verdade que podia ter sido melhor coordenado, mas neste momento estamos no terreno e a conseguir dar resposta com as vacinas que temos”, disse a bastonária.

A grande afluência às farmácias de pessoas que se querem vacinar este ano explica-se pelo contexto da pandemia e pela importância que a vacinação contra a gripe assumiu como medida de proteção contra a covid-19.

“Temos muita gente que nunca se vacinou e que agora se querem vacinar. É preciso dizer com clareza que os grupos de risco são quem mais ganha com a vacinação”, disse.

“Tenho uma grande convicção que nas próximas duas semanas, com o processo já a desenrolar-se, com menos ansiedade e menos expectativa por parte dos portugueses, acredito que vamos conseguir transmitir alguma serenidade e que nas próximas duas semanas, à medida que as pessoas se vão vacinando, isso vai atenuando a sensação de desconfiança em relação a não ter vacina”, acrescentou a bastonária.

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Rui Rio acusa Governo de falhar na preparação da segunda vaga

Covid-19

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foto: DR / Arquivo

O presidente do PSD, Rui Rio, acusou hoje o Governo de falhar na preparação da resposta à segunda vaga da pandemia da covid-19, alertando que a economia pode voltar a parar mesmo sem decisão política.

“Há uma notória falha do Governo na preparação relativamente a essa segunda vaga. Ou seja, durante julho, agosto e setembro, o período em que se devia ter feito essa preparação. O Serviço Nacional de Saúde (SNS) está à beira de esgotar a capacidade face à covid e está claramente a falhar na resposta a todas as outras patologias não covid”, afirmou, no encerramento das jornadas parlamentares do PSD em que anunciou o voto contra do partido no Orçamento do Estado para 2021.

Rui Rio disse ter “autoridade moral” para criticar, depois de na primeira vaga o PSD ter “desculpado praticamente tudo o que o Governo fez” e até ter “colaborado” com o executivo.

“Nessa altura, se estivesse no lugar de António Costa, não sei se fazia melhor ou pior, porque o conhecimento que tínhamos não era nenhum. Agora uma coisa era o desconhecimento que todos tínhamos em março ou abril, outra é o que já tínhamos em julho relativamente à possibilidade de uma segunda vaga, com o ‘know how’ que adquirimos todos”, contrapôs.

Rio defendeu que, se o PSD não pode exigir “a perfeição” neste domínio, considera que “é possível ser mais acutilante, programar melhor as coisas e ter o SNS em melhores condições”.

O presidente do PSD alertou ainda que, se o nível das infeções em Portugal continuar a crescer de forma geométrica, o país pode vir a ter “uma economia a parar outra vez”.

“Não porque haja uma decisão política como em março, mas porque as próprias circunstâncias nos poderão para aí empurrar”, disse, alertando que poderão existir vários milhares de infetados e outros tantos em quarentena, todos sem poderem trabalhar “por um longo período”.

“Não estão a trabalhar e não estão a consumir. Podemos assistir a empresas numa dificuldade próxima do encerramento, sem que haja decisão política de encerramento que, na minha opinião, dificilmente poderá ser tomada”, disse.

Ao mesmo tempo, avisou, os hospitais poderão estar na “situação difícil de decidir quem pode ser tratado no imediato e quem tem de esperar”.

Rio justificou hoje o voto contra do PSD por ser “o único voto coerente” com a apreciação que os sociais-democratas fazem do documento, mas também por considerar que nem sequer uma abstenção poderia evitar uma crise política, depois de o primeiro-ministro ter dito que o seu Governo terminaria no momento em que precisasse do PSD para o aprovar.

“Se o voto do PSD não serve nem para evitar uma crise política, o PSD então só pode votar contra, porque esse é que é o único voto coerente com aquilo que devemos fazer”, defendeu, considerando que o partido está livre para “votar contra um orçamento que se esforça por agradar ideologicamente ao PCP e BE, esquece o futuro e não visa a recuperação económica de Portugal”.

Portugal contabiliza pelo menos 2.229 mortos associados à covid-19 em 106.271 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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