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Ferry-boat Santa Rita de Cássia transportou quase 90 mil pessoas desde abril

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Embarcação já teve mais passageiros neste período do que durante todo o ano de 2013. Receita de bilheteira em agosto foi superior à média dos últimos cinco anos.

Desde que retomou a atividade, em abril último, o Ferry-boat Santa Rita de Cássia já transportou quase 90 mil pessoas entre as margens de Caminha e A Guarda, o que corresponde a mais passageiros do que os registados durante todo o ano de 2013, adianta o município de Caminha, em comunicado.

Também a receita de bilheteira, em agosto, foi superior à média dos últimos cinco anos. Para que o ferry continue a navegar, porém, foi necessária uma forte aposta do município, segundo o mesmo, a qual envolveu trabalhos de limpeza, imprescindíveis para que o canal de navegação seja operacional, e a retirada de muitos metros cúbicos de areia do cais de atracação da embarcação.

O ferry-boat é uma aposta ganha, defende a autarquia. Os resultados apurados durante os meses que se seguiram à paragem da embarcação demonstram uma forte procura por parte dos passageiros, quer a partir de Caminha quer da margem galega.

Até ao final do mês de agosto foram transportados 47.380 passageiros do lado português e 40.877 passageiros do lado espanhol. No total, 88.207 passageiros viajaram no ferry-boat, desde abril.

Recorde-se que, de abril a junho, o ferry circulou condicionado, primeiro só aos fins de semana, depois com as marés altas e só a partir de julho passou a circular sem restrições.

“São boas notícias, depois do ferry ter estado parado”, considera o presidente da Câmara, que acrescenta que “são notícias que validam a aposta da Câmara no ferry. Recorde-se que a autarquia assumiu o desassoreamento de toda a envolvente do cais de atracação, o custo das licenças de navegabilidade, combustível e dos recursos humanos da embarcação e registou o ferry na Conservatória do Registo Predial, Civil e Comercial de Caminha”.

Miguel Alves, presidente da câmara de Caminha, fala ainda das receitas.

“Por exigência de Caminha, porque assumimos essas despesas, toda a receita de bilheteira espanhola passa agora para os cofres da autarquia. Assim, desde julho, a receita de bilheteira portuguesa e espanhola corresponde inteiramente a receita municipal. Também nisso houve boas notícias: a receita de bilheteira em agosto em cada um dos países foi superior à média da receita atingida nos últimos cinco anos. Somando as duas receitas, a Câmara de Caminha recebeu 92.460,50 euros”, sublinha.

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Passos Coelho em Ponte da Barca cumpre promessa de 2017

Tomada de posse da concelhia PSD

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Foto: Facebook de Eduardo Teixeira

O ex-primeiro-ministro e antigo líder do PSD Pedro Passos Coelho dirigiu, este domingo, um “voto público” ao PSD e ao CDS de “afirmação” e “união” para que os dois partidos possam fazer as “ações reformistas importantes” que o país precisa, dando o exemplo de Ponte da Barca, onde o PSD se soube unir para recuperar, em 2017, uma câmara socialista.

O ex-governante, que falava durante a tomada de posse dos novos órgãos da concelhia de Ponte da Barca, terminou um discurso de quase 40 minutos, formulando um voto público aos dois partidos, em particular, ao seu.

“Isso está perfeitamente ao nosso alcance e o país precisa disso, e nós precisamos disso. É o voto que aqui quero deixar. Que o exemplo da Barca possa ser inspirador para os nossos partidos, e em particular para o meu, que é o PSD”, afirmou Passos Coelho.

De acordo com o jornal Expresso, a vinda a Ponte da Barca foi uma promessa do ex-primeiro-ministro a Augusto Marinho e a outros elementos da comissão política barquense, por conseguirem recuperar a autarquia em 2017, “colocando as divergências de lado em nome de um projeto comum”.

Foto: Eduardo Teixeira

Esta rara presença de Passos Coelho na vida do partido que o elegeu como primeiro-ministro acaba por ser uma exceção, não devendo regressar à atividade política. No final da sessão, não respondeu a jornalistas e referiu mesmo: “Isto hoje é uma exceção”.

Foto: Norberto Grilo

No raro discurso político, Passos Coelho lembrou que PSD e CDS fecharam “ciclos políticos” e que novos se abriram.

“No PSD houve eleições há pouco tempo e haverá um congresso daqui a 15 dias para coroar essa eleição. O CDS fez hoje o seu congresso. Podemos dizer que aqueles que estiveram, no Governo, juntos no passado com essas responsabilidades fecharam um ciclo, em definitivo, e abriram outro. Ainda para mais com pessoas e dirigentes que não tiveram nada a ver nem com esse Governo, nem com outros passados, destes partido”, especificou.

Passos Coelho apelou para que “as pessoas se unam, a pensar no serviço que podem prestar aos outros”.

Foto: Carlos Abreu Amorim

“Se puserem um bocadinho de lado as questões que foram acumulando, às tantas se elas não forem muitos importantes e, muitas vezes não são muitos importantes, as pessoas tendem a esquecê-las e tendem a unir-se em torno de coisas mais positivas”, alertou.

Na intervenção, que contou com a presença dos deputados Eduardo Teixeira e Emília Cerqueira, do ex-deputado Carlos Abreu Amorim, dos presidentes da Câmara de Ponte da Barca, da concelhia e distrital do partido, Passos apelou ao “respeito e elevação”.

“Temos de saber acomodar as nossas divergências e saber comportar-nos à altura daqueles que estão a ouvir, que não estão nada interessados em saber das nossas zangas. Isso não interessa para nada. As nossas zangas são connosco. Não temos de maçar as pessoas com elas, a não ser que sejam coisas importantes. Se são importantes vamos lá a debater. Uma vez que estão arrumadas, estão arrumadas. Andamos para a frente. Não podemos andar sempre a bater na mesma tecla, senão não saímos do sítio”.

Convidado pelo PSD de Ponte da Barca para a tomada de posse da comissão política concelhia, Passos Coelho afirmou que a “união” daqueles dois partidos é “indispensável” perante a ausência, no presente, de “qualquer ação reformista importante” que possa “prevenir problemas maiores no futuro”.

Foto: Norberto Grilo

“Não se vislumbra nenhum programa económico em que alguma reforma se esteja a fazer na dimensão da produtividade e competitividade da economia”, referiu, apontando o envelhecimento, a sustentabilidade dos apoios sociais e a saúde, “que está a rebentar pelas costuras”, como os principais problemas do país, a par do “descrédito da ação governativa”.

“Era indispensável que se começasse a intensificar esta forma de abordar os problemas. Quem está hoje no Governo prima pela ausência de um quadro reformista para um futuro melhor”, reforçou.

No final da intervenção e questionado pelos jornalistas, Passos Coelho escusou-se a prestar mais declarações.

“Isto hoje foi uma exceção”, disse.

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Ponte da Barca prepara ação contra o Estado por “prejuízos” nas transferências

Afetados em cerca de um milhão de euros

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Ponte da Braça disse este domingo que vai “intentar uma ação contra o Estado” pelos prejuízos contabilizados desde 1996 com as transferências de verbas para o município ao abrigo do Orçamento do Estado para 2020.

“Estamos a ultimar uma ação contra o Estado que vai dar entrada muito em breve. Em 2017, quando tomei posse, fiz o que tinha de fazer. Fui falar com a administração pública, com o Governo, partidos políticos e com o Presidente da República. Disseram-me que tinha razão, mas a situação mantém-se. É hora de dizer chega”, afirmou Augusto Marinho.

O autarca, que falava durante a tomada de posse dos novos órgãos da concelhia do PSD de Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, na presença do ex-primeiro-ministro e antigo líder do PSD Pedro Passos Coelho, disse que, “por muito que custe, a ação visa repor a verdade, fazer justiça para com o município”.

“Não baixarei os braços nem um minuto. Farei tudo o que estiver dentro do quadro legal nas minhas competências. Para trazer esses recursos que são fundamentais para este concelho. Já temos sido muito prejudicados. Não aceitarei que as coisas continuem desta forma”.

Em causa, segundo Augusto Marinho, está, em 2020, “cerca de um milhão de euros”.

“É muito dinheiro para nós. Calculamos em cerca de um milhão de euros o valor que estamos a deixar de receber. Se olharmos para o nosso orçamento isso tem um peso extremamente elevado”, referiu.

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“Conseguimos, car****!”: Bilheteira do Rocha em Caminha paga mão mioelétrica ao Diogo

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Foto: Facebook de Fernando Rocha

O espetáculo solidário do comediante Fernando Rocha, em Caminha, arrecadou cerca de 13 mil euros para ajudar a comprar uma mão mioelétrica para o jovem Diogo Farinhoto. A empresa que construiu a prótese disponibilizou-se para cobrir o valor restante.

Natural de Gondar, Caminha, o jovem Diogo nasceu com uma deficiência grave. Há cerca de oito anos, através de uma campanha para que conseguisse uma prótese de braço, foi notícia em Portugal e Espanha.

Atualmente, necessitava de nova ajuda, para uma mão mioelétrica, e Fernando Rocha, conhecido comediante, decidiu ajudar com este espetáculo, que decorreu este sábado, no Pavilhão Desportivo Municipal de Caminha.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Inicialmente previsto para o Cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora, houve necessidade de encontrar o maior local do concelho para este tipo de eventos, dada a grande procura por bilhetes.

O comediante anunciou nas redes sociais que foram angariados 13 mil euros e que o objetivo para ajudar o Diogo “foi cumprido”.

“Apesar de não chegar para cobrir as despesas da prótese, o doutor Marco Baggini da Ortoadapta, empresa que construiu a prótese, assumiu o restante”, anunciou Fernando Rocha.

Foto: Divulgação

 

De acordo com o Âncora Praia Futebol Clube, parceiro na organização do evento, foram ainda angariados 795 euros, fruto da receita da bilheteira do jogo entre os caminhenses e o Courense, para a 1.ª divisão da AF Viana.

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