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Alto Minho

Fernando Pimenta oferece equipamentos de proteção aos Bombeiros de Ponte de Lima

Covid-19

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Foto: O MINHO

Fernando Pimenta ofereceu hoje 15 equipamentos de proteção indiviudal reutilizáveis para casos de covid-19 aos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima.


O comandante da corporação limiana agradeceu o gesto solidário do atleta olímpico e lembra a relação umbilical que o liga aos bombeiros da vila mais antiga de Portugal.

“O Fernando Pimenta praticamente nasceu e cresceu no quartel dos bombeiros, dado que o pai dele é bombeiro há perto de 30 anos. Portanto, sempre teve esse carinho com todos os voluntários e, quando tem uma oportunidade e sabe que os bombeiros necessitam deste ou outro tipo de equipamentos, apoia-nos sempre que pode. E mais uma vez foi solidário”, frisa Carlos Lima em conversa com O MINHO.

Fernando Pimenta, em declarações ao nosso jornal, sublinha que este contributo “não é só por ter sido criado nos bombeiros, é mais porque sei o trabalho que eles desenvolvem e os riscos que correm no dia -a-dia. A maior parte são voluntários, pouco ou nada recebem em troca do que dão a todos nós. A parte de o meu pai ser bombeiros há muitos anos, a minha irmã também mais recentemente se ter tornado bombeira e ter alguns amigos na corporação, claro que ajuda. Se podemos dar um contributo e saber que estão mais protegidos para as horas de maior aflição, melhor ainda”.

Equipamento necessário

O canoísta, várias vezes campeão do mundo e da Europa e medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2012, falou previamente com o comando dos bombeiros para perceber o material que mais falta fazia. E os equipamentos de proteção individual para casos de covid-19 são neste momento uma necessidade clara da corporação.

“Já fizemos vários pedidos às juntas de freguesia, à câmara e alguns particulares, porque é um equipamento que já é difícil de adquirir nos fornecedores e, depois, os preços alteraram muito e já começa a ser um bocado difícil para a associação continuar a suportar esses valores”, sublinha o comandante.

“E sabendo que é uma situação que se vai prolongar por muito tempo, temos que ter sempre equipamentos de reserva. Todos os dias aparecem casos suspeitos e temos que estar devidamente protegidos”, completa.

Para mais, a pandemia levou a uma quebra de receitas: “A principal fonte de receita da corporação, que era o transporte não urgente de doentes, reduziu drasticamente e não estamos a conseguir ter receita suficiente para manter os bombeiros bem protegidos”.

É por estar ciente destas dificuldades que Fernando Pimenta procura “ajudar as instituições de uma forma direta”. E ao fazer estes gestos solidários, enquanto figura pública, também acaba por dar o exemplo à sociedade.

“Sou sócio dos bombeiros há algum tempo. Ser sócio dos bombeiros custa 12 euros anuais, um euro por mês. Sei que para algumas famílias é bastante dinheiro, mas se formos a ver o trabalho dos bombeiros, é pouquíssimo”, salienta o atleta, concluindo que “o mais importante é as pessoas ajudarem”.

Ponte de Lima com 22 casos de covid-19

Ponte de Lima conta com 22 casos confirmados de infeção por covid-19, segundo o boletim epidemiológico da DGS divulgado esta quarta-feira. É mais um infetado em comparação à véspera.

Braga, com 692 (+45 do que ontem) e Guimarães com 236 (+17) são os concelhos da região do Minho mais atingidos pela pandemia.

Seguem-se os concelhos de Barcelos com 141 (+3), Viana do Castelo com 120 (+10), Vila Verde com 92 (+2) e Arcos de Valdevez, que mantém 44.

Terras de Bouro, Paredes de Coura e Valença, com 6 e Ponte da Barca e Cerveira, com 4 casos confirmados, são os concelhos menos afetados.

Todos os concelhos do Minho já têm casos registados.

Portugal regista hoje 599 mortos associados à covid-19, mais 32 do que na terça-feira, e 18.091 infetados (mais 643), indica o boletim.

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Viana do Castelo

Funeral do bispo de Viana realiza-se quarta-feira depois de dois dias de cerimónias

D. Anacleto Oliveira

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Foto: Divulgação / Diocese de Viana do Castelo

O funeral do bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, que morreu na sexta-feira num acidente de viação, realiza-se na quarta-feira, no cemitério das Cortes, Leiria, depois de dois dias de cerimónias fúnebres, anunciou hoje a diocese vianense.

O funeral será realizado às 15:00 de quarta-feira no cemitério das Cortes, terra natal de Anacleto Oliveira. Nessa manhã, a partir das 10:00, o corpo do bispo estará em câmara ardente na Sé Catedral de Leiria, informou a diocese de Viana do Castelo, em comunicado hoje divulgado.

Segundo a mesma fonte, as cerimónias fúnebres terão início na segunda-feira e vão seguir as restrições impostas para controlo da covid-19.

“A despedida de D. Anacleto Oliveira decorrerá entre os dias 21 e 22 de setembro, com o fim de evitar constrangimentos desnecessários, e sempre seguindo as normas de saúde prescritas”, refere a entidade.

O bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, de 74 anos, morreu na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada 2 perto de Almodôvar, no distrito de Beja.

Anacleto Oliveira celebrou, em agosto, 50 anos de ordenação e 10 anos como bispo de Viana do Castelo.

Fonte da GNR indicou que o óbito foi declarado no local, tendo o corpo sido encaminhado para o serviço de Medicina Legal do hospital de Beja, e que o bispo era o único ocupante do veículo ligeiro de passageiros.

De acordo com o anúncio feito hoje pela diocese, a Sé Catedral “acolherá os restos mortais de D. Anacleto” no final da tarde de segunda-feira, sendo o acolhimento assinalado com orações antes do fecho da igreja.

Na terça-feira, “a parte da manhã será destinada à oração livre e espontânea dos fiéis”, que terão de respeitar uma entrada controlada e condicionada na igreja, e às 15:00 será celebrada uma missa presidida pelo arcebispo primaz de Braga, Jorge Ferreira da Costa Ortiga.

A cerimónia contará ainda com a presença dos restantes bispos da Conferência Episcopal Portuguesa, do presbitério da diocese de Viana do Castelo e dos representantes dos diversos movimentos eclesiais, assim como autoridades civis e militares, segundo os lugares disponíveis na Sé Catedral, explica o comunicado.

A diocese pede ainda a “toda a família diocesana” que realize “todas as manifestações de carinho decorram com a maior serenidade e responsabilidade”.

O colégio de consultores da diocese de Viana do Castelo elegeu, entretanto, monsenhor Sebastião Pires Ferreira como administrador diocesano interino até à nomeação, pelo papa Francisco, de um novo bispo de Viana do Castelo.

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Alto Minho

Mais um óbito por covid em Ponte de Lima. Há 19 casos ativos

Covid-19

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Foto: DR

O concelho de Ponte de Lima contava, até esta sexta-feira, com 19 casos ativos de covid-19, mais sete do que na passada terça-feira, apurou O MINHO junto de fonte local da saúde.

Em termos de recuperados, há 57 pessoas já curadas da doença, mais cinco desde o último balanço divulgado pelo nosso jornal.

Há a lamentar dois óbitos causados pelo novo coronavírus, mais um do que na semana passada.

O total de casos acumulados desde o início da pandemia no concelho é de 78.

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Viana do Castelo

Sinos das igrejas de Viana vão tocar às 15:00 horas em memória de D. Anacleto Oliveira

Óbito

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Foto: dkixot / Até Brilhas

Os sinos das igrejas de Viana do Castelo vão tocar em uníssono, pelas 15:00 horas deste sábado, em memória do falecido bispo D. Anacleto Oliveira, anunciou hoje a diocese.

Em comunicado enviado às redações, aquela instituição religiosa explica que esta medida foi deliberada pelo novo administrador diocesano, monsenhor Sebastião Ferreira, em conjunto com o colégio de consultores da diocese.

Este ato serve para sinalizar, em conjunto, o falecimento de D. Anacleto Oliveira.

Recomenda ainda a diocese a que se reze pelo “descanso eterno” do malogrado bispo durante as celebrações eucarísticas por ocasião da comemoração dos defuntos, e se substitua a invocação “pelo nosso Bispo, Anacleto”, pela prece pelo “nosso administrador diocesano Sebastião”.

O bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, de 74 anos, morreu ontem na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada 2 (A2) perto de Almodôvar, no distrito de Beja.

Anacleto Oliveira celebrou, em agosto, 50 anos de ordenação e 10 anos como bispo de Viana do Castelo.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja disse à Lusa que o alerta para o acidente foi dado às 11:29.

Fonte da GNR indicou que o óbito foi declarado no local, tendo o corpo sido encaminhado para o serviço de Medicina Legal do hospital de Beja, e que o homem era o único ocupante do veículo ligeiro de passageiros.

Segundo a mesma fonte, o acidente ocorreu ao quilómetro 200 da A2, no sentido sul-norte, entre São Bartolomeu de Messines e Almodôvar.

Foram mobilizados, de acordo com o CDOS, bombeiros e veículos das corporações de Almodôvar e São Bartolomeu de Messines, uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Albufeira e elementos da Brisa, além da GNR, num total de 16 elementos, apoiados por seis viaturas.

Natural da diocese de Leiria-Fátima onde nasceu, na freguesia de Cortes, frequentou o seminário diocesano de Leiria entre 1957 e 1969, tendo sido ordenado presbítero a 15 de agosto de 1970.

Em Roma fez a licenciatura em Teologia Dogmática na Universidade Gregoriana (1971), obtendo ainda, na mesma cidade, a licenciatura em Ciências Bíblicas no Instituto Bíblico de Roma (1974).

De 1974 a 1977 foi professor de Exegese Bíblica no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra, tendo igualmente, neste último ano, obtido a licenciatura em História na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Na Alemanha fez o doutoramento em Exegese Bíblica na Faculdade de Teologia Católica da Universidade de Westfälischen Wilhelms-Universität de Münster (1987).

Naquele país foi Capelão de Emigrantes Portugueses na Diocese de Münster. De regresso a Portugal, a partir de 1988, retoma a lecionação de Exegese Bíblica no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra e, ao mesmo tempo, no seminário diocesano de Leiria, na Escola de Formação Teológica de Leigos de Leiria e na Faculdade de Teologia (Lisboa) da Universidade Católica Portuguesa.

Em 2001 assumiu, a presidência da Comissão diretiva do Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra.

Entre outras funções, Anacleto de Oliveira foi ainda secretário da Comissão Científica dos Congressos Internacionais de Fátima (1997, 2001 e 2003), e membro do Conselho de administração e de gestão e finanças do Santuário de Fátima.

Atualmente era presidente da comissão episcopal para a liturgia e coordenador da nova tradução da Bíblia da Conferência Episcopal Portuguesa.

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