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Fernando Pimenta lidera terceira maior delegação de sempre em Jogos Olímpicos

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A canoa de Fernando Pimenta é a grande arma da terceira maior delegação portuguesa de sempre em Jogos Olímpicos para trazer do Rio2016 uma medalha e manter a média de uma por participação.

Natural de Ponte de Lima, onde nasceu há quase 27 anos, que completa a 13 de agosto, Pimenta é, entre os 92 atletas que vão representar Portugal no Brasil, aquele que apresenta claramente os resultados mais consistentes desde 2015.

Terceiro no Europeu e no Mundial do ano passado, em que foi ainda prata nos Jogos Europeus, e campeão da Europa já este ano, em K1 1.000 metros, o medalha de prata em Londres2012, em K2 1.000, com Emanuel Silva, ‘promete’ um ‘metal’.

Fernando Pimenta é mesmo candidato ao ouro, feito que lhe valeria entrar na história como o primeiro desportista português sem ser do atletismo a sagrar-se campeão olímpico, sucedendo a Carlos Lopes, Rosa Mota, Fernanda Ribeiro e Nélson Évora, que estará no Rio2016 a defender o título de Pequim2008.

O atleta do Clube Náutico de Ponte de Lima pode também tornar-se o primeiro a vencer duas medalhas na mesma edição, já que integra o forte K4 1.000 metros luso, junto a Emanuel Silva, João Ribeiro e David Fernandes.

As suas hipóteses individuais são mais fortes, mas o K4 também tem excelentes resultados internacionais nos últimos anos, destacando-se o segundo lugar no Mundial de 2014 e no Europeu de 2015.

A canoagem, que conta no Rio2016 com um total de oito atletas, em sete provas, parece, assim, pronta para repetir o destaque de há quatro anos, em Londres2012, onde ‘salvou’ a prestação lusa, com uma medalha e três diplomas.

Tirando Pimenta e a canoagem, as hipóteses de medalha não são consistentes, mas, entre os 92 atletas, 62 homens e 30 mulheres, que vão competir em 16 modalidades e 57 provas, são vários os candidatos a lá chegar.

A judoca Telma Monteiro (categoria de -57kg), a cavaleira Luciana Diniz (salto de obstáculos), o atleta de taekwondo Rui Bragança (-58kg), o atirador João Costa (pistola de ar comprimido a 10 metros e pistola livre a 50) e a equipa de ténis de mesa estão entre os principais candidatos.

Entre todos, o melhor currículo está na posse de Telma Monteiro, que vai tentar colocar, finalmente, à quarta tentativa, uma ‘lança’ nos Jogos Olímpicos, depois de 16 medalhas entre Mundiais e Europeus, 10 em -57kg.

Depois de ter conquistado o ouro em 2008, Nelson Évora também é um nome a ter em conta, no triplo-salto, modalidade em que sonha ‘voar’ pela primeira vez além dos 18,00 metros, marca que lhe valeria, certamente, um segundo metal olímpico.

O ‘capitão’ da equipa do Benfica lidera o atletismo, que representa a maior ‘fatia’ da seleção lusa, com 24 atletas e uma maioria de mulheres (16), mais de 50 por cento de todas as que vão ao Rio2016 (30) – o total só é batida pelas 32 de Londres2012.

Além de Nelson Évora, também sonham, pelo menos com um diploma, Ana Cabecinha, nos 20km marcha, Sara Moreira e Jéssica Augusto, na maratona, Patrícia Mamona, no triplo-salto, e Tsanko Arnaudov, no peso.

Recente terceiro colocado num ‘crono’ do ‘Tour’, Nelson Oliveira também tem razões para acreditar num bom resultado, enquanto Rui Costa, campeão mundial em 2013, é um nome incontornável na prova de fundo em estrada.

De regresso após o ‘desastre’ de Atenas2004, o futebol, ainda em festa pela conquista do título europeu, não tem a equipa que em 2015 chegou à final do Europeu de sub-21, mas não é descabido pensar num resultado positivo.

João Pereira e João Silva pensarão o mesmo no triatlo, tal como os veteranos velejadores Gustavo Lima (Laser), que cumpre a quinta participação, e João Rodrigues (RS:X), o ‘porta estandarte’, na sua sétima presença em Jogos, um recorde.

 

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