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Futebol

Fernando Gomes repudia divulgação de informação obtida de forma ilícita

Football Leaks

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, repudiou hoje em tribunal a divulgação obtida de forma ilícita pelo ‘Football Leaks’, apesar de admitir um possível contributo da plataforma eletrónica para uma maior transparência no futebol.

“Essa informação obtida de forma ilegal não deveria ter sido divulgada. Ponto. Se de uma perspetiva global essa informação possa ter sido entendida [para uma maior verdade desportiva], tenho de admitir que possa ter tido alguma influência nesse sentido”, afirmou o líder federativo, na audição efetuada na 23.ª sessão do julgamento do processo, a decorrer no Tribunal Central Criminal de Lisboa.

Através de videoconferência, Fernando Gomes reiterou a defesa da “legalidade a todo o custo” e confirmou só ter tido conhecimento da intrusão alegadamente cometida por Rui Pinto no sistema informático “em agosto ou setembro de 2019”, quando foi chamado pela Polícia Judiciária (PJ) para identificar informação que tinha sido encontrada nos dispositivos apreendidos ao criador do ‘Football Leaks’.

“Temos consciência de que existem muitas tentativas de intrusão no nosso sistema, mas desde há muito que vínhamos a criar condições para evitar essas tentativas”, disse Fernando Gomes, sem esconder “um sentimento de enorme desconforto” pela existência de acessos ilegítimos: “Não podemos deixar de estar desconfortáveis, é como se a nossa casa estivesse a ser roubada. A FPF deve preservar e não partilhar a informação que tem à sua guarda.”

No entanto, o dirigente desportivo, de 68 anos, reconheceu que a FPF já tinha ficado em alerta cerca de um ano antes, quando, em julho de 2018, foram divulgados publicamente os contratos de dois jogadores do Benfica – Ferreyra e Castillo – e que deixou o organismo “na dúvida” sobre a origem da informação.

“Fizemos uma participação à PJ contra desconhecidos, porque não sabíamos quem se tinha intrometido nos sistemas e sem ter a certeza de que isso tinha sido através da rede da FPF. Não sabíamos em que momento tinha havido a intromissão para ter acesso a esses documentos”, explicou, aludindo à circulação desses documentos entre os próprios clubes e a Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

Contudo, Fernando Gomes enfatizou o combate por uma maior transparência no futebol desde que assumiu a presidência da FPF, em 2011, e, em resposta à defesa do principal arguido do processo, confessou não se opor à divulgação dos contratos entre os clubes e os jogadores de futebol.

“A minha posição é que acordos entre entidades privadas são uma responsabilidade entre eles e, se quiserem, têm essa capacidade. Não tenho nenhum problema que sejam divulgados, mas na forma normal de os tramitar não são divulgados”, observou.

Já sobre a questão de contratos que envolviam fundos de investimento, anteriormente permitidos e designados por TPO (third party ownership, na sigla em inglês), o presidente da FPF considerou que se os contratos estabelecidos permitirem a intervenção do fundo sobre o jogador, isso “põe em causa a integridade desportiva”, lembrando ainda o trabalho desenvolvido pelo organismo contra a corrupção.

“A FPF conhece as suas responsabilidades, tendo inclusivamente apresentado no parlamento uma proposta. Em 2017, perfeitamente consciente de que poderia haver um problema de corrupção em Portugal, pugnou pela alteração da lei e para combater esse tipo de situação [enriquecimento ilícito] é que apresentou alterações”, notou, sentenciando: “Tudo o que for contra a verdade desportiva e transparência tem o nosso protesto.”

Na sessão de hoje foram ainda ouvidos os advogados Nuno Barnabé e Inês Almeida Costa, ambos ligados à sociedade PLMJ à data dos factos do processo, a secretária Lina Peres, o membro do Conselho de Arbitragem da FPF João Rocha e o diretor de tecnologia do organismo, Hugo Freitas, cuja inquirição prosseguirá no dia 19 de novembro.

O julgamento prossegue agora no próximo dia 18 com a audição de José Luís Cristóvão, especialista informático da PJ, e as testemunhas dos assistentes do processo João Medeiros e Inês Almeida Costa.

Rui Pinto, de 32 anos, responde por um total de 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo, visando entidades como o Sporting, a Doyen, a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por extorsão, na forma tentada. Este último crime diz respeito à Doyen e foi o que levou também à pronúncia do advogado Aníbal Pinto.

O criador do Football Leaks encontra-se em liberdade desde 07 de agosto, “devido à sua colaboração” com a Polícia Judiciária (PJ) e ao seu “sentido crítico”, mas está, por questões de segurança, inserido no programa de proteção de testemunhas em local não revelado e sob proteção policial.

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Futebol

Gil Vicente perde ao ‘cair do pano’

I Liga

Foto: DR

O Gil Vicente perdeu hoje em casa frente ao Marítimo por 0-1, em jogo a contar para a 14.ª jornada da Liga portuguesa de futebol.

Os gilistas sofreram o golo da derrota nos instantes finais quando, aos 87 minutos, Lucas marcou para os insulares.

(em atualização)

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Futebol

“Queríamos regressar rapidamente às vitórias”

João Pedro Sousa

Imagem: FC Famalicão / Facebook

Declarações dos treinadores após a vitória do Famalicão diante do Santa Clara, por 2-1, em jogo da 14.ª jornada da I Liga de futebol, realizado nos Açores.

João Pedro Sousa – treinador do FC Famalicão: “O jogo foi muito equilibrado, com poucas oportunidades de golo. Foi um jogo importante para nós, queríamos regressar rapidamente às vitórias, vínhamos de um ciclo muito negativo e, portanto, este jogo era muito importante.

Foi um jogo difícil, o jogo não foi muito bem jogado, devido também às condições do campo, o que foi pena, porque são duas equipas que gostam de praticar bom futebol e gostam de fazer bons espetáculos.

De facto, o jogo foi muito equilibrado, com poucas oportunidades de golo, quer para uma equipa quer para outra. Não posso deixar também de realçar a competência dos nossos golos, um de penálti e outro de livre direto.

O Santa Clara obrigou ao erro, pressionou a nossa saída na fase de construção e acabou por fazer um golo. Contudo, fizemos dois, não posso deixar de achar que foi um resultado justo”..

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Futebol

Famalicão vence nos Açores e sobe ao 11.º lugar da Liga

I Liga

Imagem: Sport TV

O Famalicão venceu hoje em casa do Santa Clara por 2-1, em jogo da 14.ª jornada da I Liga de futebol resultado que lhe permite subir ao 11.º lugar e fugir dos lugares de despromoção.

Os famalicenses, que se encontravas num dos lugares de descida no arranque da jornada e que não venciam há seis jogos para a Liga, adiantaram-se por intermédio de Jhonata Robert, aos 52 minutos, na conversão de uma grande penalidade, os açorianos responderam e igualaram através de um autogolo de Diogo Queirós, aos 70, mas os visitantes voltaram à vantagem aos 83, por intermédio de Lukovic.

Com este triunfo, o Famalicão saiu da zona de despromoção e saltou para o 11.º lugar, com 14 pontos, enquanto o Santa Clara ocupa o oitavo, com 15.

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