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Fenprof reunida em congresso debate a partir de hoje as necessidades na Educação

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Foto: DR / Arquivo

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) reúne-se a partir de hoje e até sábado, em Viseu, no 14.º congresso em que as necessidades dos professores e a eleição do próximo líder serão o foco dos dois dias de trabalho.

Ao longo dos dois dias de congresso, que arrancam com a sessão de abertura marcada para as 10:00 e uma mensagem do Presidente da República, está previsto o debate de vários temas, incluindo a ação reivindicativa da organização sindical e o programa de ação para os próximos três anos.

Um dos principais momentos do encontro será a eleição da nova direção da estrutura sindical, que poderá contar com um novo secretário-geral depois de, em 2019, Mário Nogueira ter sido reeleito para aquele que disse, na altura, ser o seu último mandato.

Se a decisão se confirmar, o seu sucessor é eleito no sábado e será o quarto secretário-geral da história Fenprof, mas os candidatos só serão apresentados no início do segundo dia de trabalhos, marcado precisamente pela eleição do Secretariado Nacional e dos conselhos Nacional e de Jurisdição.

Os dois dias de encontro servem também para debater “as necessidades da Educação” com especial atenção para “os professores que não podem continuar a ser um grupo profissional que é esquecido, que fica para trás”, antecipou o secretário-geral.

Na apresentação do congresso, Mário Nogueira disse que “é preciso tornar atrativa a profissão” para que os professores que saíram regressem, para que aqueles que concluam o secundário queiram ser professores.

“É [também] preciso estimar os que estão e que, às vezes, são esquecidos”, disse.

Sob o lema de que “a Educação não pode esperar!”, a Fenprof quer “combater desigualdades, acentuadas pela pandemia”, no sentido de “valorizar a profissão”.

Entre as soluções que serão debatidas no encontro, está a “melhoria das condições de trabalho, por um verdadeiro combate à precariedade, pela recomposição da carreira, que tem vindo a ser desconstruída por sucessivos governos ao longo das últimas décadas”.

Mário Nogueira destacou ainda a necessidade de “um efetivo investimento na Educação e na valorização da profissão docente” e defendeu que “é tempo de ser tempo dos professores!”, sendo a palavra de ordem que atravessará os trabalhos deste congresso que vai preparar a ação sindical para o futuro próximo.

O 14.º congresso, que acontece na Expocenter em Viseu, tem confirmado a presença de 667 delegados, 85% dos quais eleitos pelas escolas, e conta ainda com a presença de 25 organizações nacionais e 24 internacionais, de 15 países maioritariamente da Europa, África e América do Sul.

O encerramento dos trabalhos acontece ao final da tarde de sábado, com a presença da secretária-geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha.

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