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Futebol

FC Porto vence Portimonense pela margem mínima

I Liga

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Foto: Twitter (Arquivo)

Um golo de Alex Telles, na parte final do encontro, permitiu hoje ao FC Porto vencer o Portimonense 1-0, em partida da 22.ª da I Liga de futebol, resultado que entrega aos ‘dragões’ a liderança provisória do campeonato.

O defesa brasileiro dos ‘dragões’ marcou o tento que fez a diferença aos 87 minutos, disfarçando uma exibição pouco conseguida da sua equipa em termos ofensivos e em que o avançado do Portimonense Jackson Martinez, aos 45, desperdiçou uma grande penalidade.

Com este resultado, os ‘azuis e brancos’ sobem à condição para a liderança da Liga, com 56 pontos, mais dois do que o Benfica, que só fecha a jornada na segunda-feira, em Barcelos, com o Gil Vicente.

Já o Portimonense, com este desaire, mantém-se em zona de despromoção, no 17.º e penúltimo lugar, com 15 pontos, a quatro do Paços de Ferreira, que, ao vencer hoje em casa o Famalicão, se afastou dos lugares ‘perigosos’.

Vindo do desaire da jornada europeia, frente aos alemães do Bayer Leverkusen [derrota 2-1], o FC Porto quis dar uma rápida resposta, entrando no desafio com uma postura bem ofensiva, embora sem particular inspiração na definição final, abusando de cruzamentos inconsequentes para a área contraria.

Corona ainda tentou, numa fase inicial disfarçar essa pecha, mas em posição privilegiada desviou ao lado um centro de Sérgio Oliveira.

Do outro lado, o conjunto de Paulo Sérgio mostrava-se coeso a defender, mas não era tão espevitado nas saídas para o contra-ataque, fazendo com que Jackson Martinez fosse uma presa fácil para a defensiva portista.

Só depois da meia-hora, os ‘azuis e brancos’ conseguiram criar as suas melhores oportunidades até então, com Soares em destaque, primeiro num remate ao lado, e, depois, num cabeceamento a um cruzamento exemplar de Luíz Diaz, que o guarda-redes do Portimonense travou.

Perante a inoperância ofensiva dos ‘dragões’, o conjunto do Algarve respondeu com duas excelentes oportunidades para marcar, já perto do intervalo, mas Jackson Martinez mostrou-se perdulário.

Aos 38, o avançado colombiano, ex-FC Porto, desviou de cabeça, mas ao lado, uma assistência de Bruno Tabata, e já perto do descanso, depois de ter sido derrubado por Uribe na área portista, falhou uma grande penalidade, rematando muito por cima, e mantendo o nulo ao intervalo.

A falta de inspiração dos nortenhos no ataque foi mais visível no reatamento e, apesar de Sérgio Oliveira, logo aos 46, ainda ter protagonizado um cabeceamento, que o guarda-redes Gonda segurou, a falta de ideias permaneceu.

Sérgio Conceição ainda tentou corrigir a equipa, lançando de uma só vez Nakajima e Zé Luís para o jogo, mas a defesa do Portimonense mostrava-se irrepreensível a tapar os caminhos para a sua baliza.

E quando os algarvios cediam algumas brechas, os ‘dragões’ mostravam-se perdulários, com Luís Diaz, aos 71 minutos, a provar essa dificuldade na finalização, desviando ao lado, com a baliza aberta, mais um cruzamento para a área.

Embora mais concentrados nos seus processos defensivos, os visitantes ainda chegaram a assustar a defesa do FC Porto, num remate acrobático de Ali, aos 84, ao qual os ‘dragões’ responderem de forma letal.

Depois de tanta inconsequente insistência, Alex Telles resolveu chamar a si a responsabilidade, e, aos 87 minutos, com um forte remate de fora da área, resolveu o jogo, apontando o golo que fez a diferença.

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Futebol

“Nenhum jogo vale mais do que uma vida”

FIFA

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, reforçou hoje a ideia de que “nenhum jogo vale mais do que uma vida” e considerou que “seria mais do que irresponsável obrigar as competições a recomeçar” face à pandemia da covid-19.

“Nenhum jogo, nenhuma competição, nenhuma liga vale mais do que uma única vida humana. Todos no mundo deveriam ter isto bem claro. Seria mais do que irresponsável obrigar as competições a recomeçar, se as coisas não estiverem 100% seguras. Se tivermos de esperar um pouco mais, temos de o fazer. É melhor esperar um pouco mais do que correr riscos”, afirmou Infantino, em entrevista ao site brasileiro UOL.

O líder da FIFA reforçou, assim, uma opinião que já tinha emitido durante um congresso da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), salientando que a principal prioridade deve ser “a saúde” e, depois, “ajudar a comunidade futebolística” a fazer face ao “impacto financeiro desta crise, que terá repercussões enormes”.

“Por isso, ouçamos o que as autoridades sanitárias têm a dizer. Ouçamos os peritos. Vamos trabalhar em estreita colaboração com eles e seguir sempre as suas orientações e conselhos”, vincou o italo-suíço.

No final de março, a FIFA revelou possuir uma reserva financeira de 1.400 milhões de euros e anunciou a intenção de ajudar todo o futebol o mundial, estando a ponderar a criação de um fundo económico de apoio a clubes e ligas, para ajudar a minimizar os efeitos provocados pela pandemia da covid-19.

Quase todos os países suspenderam as competições por tempo indeterminado, devido à propagação do novo coronavírus, sendo que as exceções são a Bielorrússia, o Tajiquistão, a Nicaráguia e o Burundi, onde os campeonatos continuam a decorrer.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 89 mil. Dos casos de infeção, mais de 312 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 409 mortes e 13.956 casos de infeções confirmadas. Dos infetados, 1.173 estão internados, 241 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 205 doentes que já recuperaram.

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Desporto

Gil Vicente assume interesse em renovar com Vítor Oliveira

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O Gil Vicente equaciona renovar o contrato com o treinador Vítor Oliveira, mas as negociações só avançarão quando a permanência na I Liga de futebol estiver consumada, assumiu hoje o diretor desportivo Tiago Lenho.

“Ao atingirmos os nossos objetivos, obviamente não seríamos inteligentes se não houvesse esse passo. Temos de reconhecer o seu trabalho e tudo o que ele já nos deu enquanto ser humano, pelo que fará todo o sentido convidarmos o ‘mister’ a renovar”, afirmou o dirigente, numa videoconferência promovida pelos minhotos nas redes sociais.

Lembrando que Vítor Oliveira assina contratos de uma época, Tiago Lenho sublinha a “força e impacto” que o experiente técnico aportou à formação de Barcelos, nona colocada a 10 jornadas do fim, com 30 pontos, 14 acima da zona de descida, numa altura em que o campeonato está suspenso por tempo indefinido devido à pandemia da covid-19.

“Tem gerido assim a sua carreira e com os bons resultados que se conhecem. É uma conversa que vamos certamente ter quando a manutenção for efetivada, até porque será do interesse do Gil Vicente continuar com alguém que cumpre os seus objetivos. Não apontamos já metas pontuais para isso, até porque o ‘mister’ também não o faz”, referiu.

O diretor desportivo considerou que Vítor Oliveira teve um papel “importante” no regresso “perfeitamente tranquilo” dos minhotos à I Liga, após uma reintegração administrativa a partir do Campeonato de Portugal, na sequência do ‘caso Mateus’, já que o discurso “assertivo e correto” do técnico permitiu gerir as expectativas além dos resultados.

“É uma pessoa reconhecida no futebol português e respeitada por todos. Quando fala sobre algo, todos o assumem como verdade. A sua experiência foi fundamental num plantel novo, em que 85% dos jogadores não conhecia a realidade do futebol português. O treinador manteve a equipa crente do seu valor e é excedível nisso”, valorizou.

O Gil Vicente “abordou mais de 40 jogadores” no verão até chegar aos 23 reforços com que assinalou o regresso à elite, mas Tiago Lenho espera que esta “revolução” não seja repetida na preparação da próxima temporada, até porque o projeto dos barcelenses deixou de ser “totalmente desconhecido” e tem adquirido “outro tipo de credibilidade”.

“É normal que haja entradas e saídas, mas já temos 15 jogadores com contrato para 2020/21 e uma base que não havia há um ano. Dos que terminam contrato, esperamos que dois ou três continuem. Também estamos a aproveitar esta fase em casa para ver muita coisa, analisar jogadores e colocar hipóteses em cima da mesa”, notou.

Para já, os pupilos de Vítor Oliveira mantêm-se em casa, com planos de treino individuais, enquanto o futebol português trabalha “no sentido de se voltar a jogar”, e o responsável até delineou “cenários otimistas” para o regresso da competição, cujos princípios serão adaptados à evolução do novo coronavírus e às recomendações das autoridades sanitárias.

“É difícil prever, porque isto é algo desconhecido para todos. Acredito fortemente que vamos voltar a jogar, porque o futebol faz-nos falta e é importante que se jogue por razões económicas. Há esse objetivo claro por parte de todas as entidades, que só acontecerá se a pandemia evoluir de forma positiva e for possível fazê-lo em segurança”, afiançou.

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Desporto

Onze adeptos banidos de recintos desportivos em março

Violência no desporto

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Foto: Divulgação / PSP

A Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD) decidiu impedir 11 adeptos de acederem a recintos desportivos em março, de acordo com o relatório de atividade divulgado hoje.

Num mês em que a atividade desportiva foi totalmente suspensa, devido à pandemia de covid-19, a APCVD concluiu 112 casos, de um total de 674 desde a sua criação, em julho de 2019.

Além da atividade desportiva, também a celeridade da ação da APCVD foi afetada pelo estado de emergência que vigora em Portugal desde 19 de março e que suspendeu os prazos dos processos de contraordenação em curso.

Com as decisões de março, aumentam para 58 o número de adeptos sujeitos a medidas de interdição a recintos desportivos, metade dos quais punidos como sanção acessória e outra como medida cautelar, entre as 357 condenações aplicadas pela APCVD, nos oito meses de atividade.

O recurso a material pirotécnico e a prática de atos ou incitamento à violência, racismo ou xenofobia são os ilícitos mais recorrentes nos processos decididos em março.

Segundo este documento, entre 01 e 31 de março, ocorreram ainda 35 condenações com multa, das quais 15 ainda aguardam trânsito em julgado, nove admoestações e seis foram alvo de impugnação judicial.

Durante este mesmo período, 62 processos foram arquivados, tendo cinco deles sido remetidos para o Ministério Público (MP), por constituírem crime, enquanto os restantes foram encerrados por falta de identificação dos infratores (29), falta de provas (18) ou por outros motivos (10).

No total, a APCVD já encaminhou 84 processos para o MP.

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