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Desporto

FC Famalicão reage a incidentes em Coimbra

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Desacatos no final do Académica-FC Famalicão (03/12/2017). Foto: Notícias de Coimbra

O FC Famalicão reagiu esta noite, em comunicado, aos desacatos ocorridos no final do jogo contra a Académica, em Coimbra, relativo à 15.ª jornada da II Liga, que terminou empatado 1-1.


Recorde-se que, dos desacatos, resultou um ferido, uma adepta dos famalicenses que foi atingida na cabeça por uma cadeira.

O comunicado, assinado por Jorge Silva, presidente do clube, foi divulgado no site do clube:

O Futebol Clube de Famalicão e os seus adeptos deram hoje em Coimbra uma demonstração de clara de apoio e fervor clubístico.

Tal demonstração, além de ser apanágio da nossa cidade e adeptos, vai de encontro ao que enquanto representantes do clube defendemos para um crescimento sustentado e no caminho que definimos para nos fazer crescer.

A Raça e Paixão de um apoio inequívoco – seja onde for – que prestam à nossa equipa, ficou uma vez mais demonstrado pelos mais de 500 adeptos que estiveram nas bancadas do estádio Cidade de Coimbra. É com eles que vamos continuar a fazer o nosso percurso e em defesa do espetáculo de futebol, que temos de repudiar as lamentáveis agressões registadas no final do jogo.

No final da partida registaram-se incidentes com arremesso de cadeiras das bancadas superiores do estádio em direção ao setor onde estavam os adeptos do Futebol Clube de Famalicão, que depois foram encaminhados para o exterior quando não estavam ainda criadas as condições de segurança necessárias para a sua saída.

Lamentavelmente entendemos que não foram tomadas as medidas preventivas que um jogo de mais de quatro mil adeptos exigia. A força policial com 11 elementos é manifestamente escassa para conseguir conter qualquer alteração da ordem pública, como foi o caso.

O Futebol Clube de Famalicão promove todas as semanas a apologia de um espetáculo desportivo e procuramos dar contributos positivos para que, dentro e fora das quatro linhas, o futebol seja e saia valorizado.

Nós, Futebol Clube de Famalicão, não nos vamos desviar do caminho que temos definido e continuar a defender aqueles que, domingo após domingo, acompanham a nossa equipa. São famílias inteiras que hoje viveram momentos de pânico à saída do estádio. Não nos revemos nos atos registados e vamos, junto das devidas instâncias e organismos, defender intransigentemente os nossos adeptos e o futebol.

O presidente do FC Famalicão Jorge Silva

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Desporto

Europeu de atletismo em pista coberta para veteranos em Braga cancelado

Atletismo

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Foto: DR

O Campeonato da Europa de atletismo em pista coberta para veteranos, previsto para Braga e que tinha sido adiado para 2021, acabou por ser cancelado devido à pandemia de covid-19, anunciou na quarta-feira a organização.

A competição, que estava inicialmente prevista para março deste ano em Braga, foi depois adiada para janeiro de 2021 devido ao novo coronavírus, mas o aumento de casos e a previsão de a situação piorar no inverno levou a organização a cancelar o evento.

A European Masters Athletics (EMA) explica que se reuniu com responsáveis da cidade de Braga este mês e que a organização do evento em pista coberta é um “alto risco” nesta altura, referindo que a cidade portuguesa vai receber a competição em 2023.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 971.677 mortos e mais de 31,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.928 pessoas dos 70.465 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Desporto

Jorge Braz traça balanço positivo de estágio da seleção nacional de futsal

Futsal

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Foto: DR / Arquivo

O selecionador nacional de futsal, Jorge Braz, traçou hoje um balanço positivo do estágio e disse que os objetivos delineados para o regresso ao trabalho da seleção, ao fim de um longo tempo de paragem, foram cumpridos.

“Estou totalmente satisfeito. Foram três dias de trabalho fantásticos, com um ambiente altamente positivo e encorajador para o futuro. Acho que os objetivos foram totalmente conseguidos”, refere Jorge Braz ao sítio da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Jorge Braz refere que os objetivos do estágio passavam por a seleção “estar novamente junta” e, “simultaneamente, acrescentar um ou outro conteúdo do ponto de vista do que é a sua identidade”, e, igualmente importante, “evitar lesões”.

“Foi interessante ver como a maioria dos jogadores chegou aqui passado tanto tempo e ainda se identifica totalmente com alguns princípios e alguns comportamentos. Isso deixa-nos totalmente satisfeitos”, acrescenta o selecionador.

Jorge Braz recorda que o regresso ao trabalho foi marcado pela integração de alguns jogadores “que já não vinham há algum tempo” e outros, como o Neves, “que veio pela primeira vez” e que representa uma geração de enorme potencial.

A seleção portuguesa tem previstos para já dois jogos de preparação com a Espanha em novembro e iniciar a qualificação para o Campeonato da Europa Holanda2022 em 2021, com jogos em casa e fora diante de Noruega, Polónia e República Checa.

Antes da realização da fase final do Europeu, prevista para o início de 2022, Portugal disputará o Campeonato do Mundo da Lituânia, em setembro e em outubro de 2021, e Jorge Braz garante que “a equipa vai estar preparada para os desafios que se avizinham”.

“A qualificação para o Europeu num novo formato, depois o Mundial e a seguir ao Europeu. São desafios que se colocam. Se é diferente e uma experiência nova para nós, gostamos disso. Gostamos destes desafios”, refere o selecionador.

O responsável adianta que a qualificação para o Europeu vai ser difícil, mas que “ambição está sempre com a seleção”.

“Com o adiamento do Mundial, temos de desmontar a ideia de que o próximo objetivo é essa competição. Vamos lá estar nesse Mundial, mas agora temos uma etapa muito importante que é a qualificação para esse Europeu, onde queremos impor a qualidade de Portugal”, adianta.

Braz pretende, na próxima temporada, estar presente nas duas fases finais e quer iniciar a qualificação no próximo ano com os seus jogadores “totalmente preparados e refinados em relação ao que é a identidade da seleção”.

“Agora teremos pela frente, em novembro, dois encontros com Espanha e, em dezembro, queremos encontrar um adversário forte e difícil. Espanha é, claramente, um desses adversários que queremos defrontar e procuraremos encontrar mais um adversário forte”, disse.

Pedro Cary, um dos capitães da equipa, não tem dúvidas que este vai ser um ano muito importante em que todos vão ter de estar ao seu melhor nível.

“Este estágio foi fantástico. Recuando um pouco e pegando nas palavras do mister Jorge Braz no final do treino de hoje, a equipa técnica ficou agradada. Quando o mister e a equipa técnica ficam agradados e satisfeitos com o nosso trabalho, é sinal que tudo fizemos e trabalhámos da melhor forma ao nível dos objetivos que a equipa técnica tinha para este estágio”, refere.

Em relação ao novo modelo competitivo, Pedro Cary considera que “é uma questão de adaptação e os atletas de alta performance têm de ter essa capacidade de se adaptar a um novo formato”.

“A seleção portuguesa é uma equipa de muita qualidade e tem-no provado ao longo dos anos. O formato não importa – importa sim a forma como o vamos encarar e certamente iremos estar preparados para o apuramento para o Europeu”, defendeu.

A seleção concluiu hoje um estágio de preparação que arrancou no domingo à noite, em que cumpriu cinco sessões de trabalho, três no Pavilhão dos Leões de Porto Salvo e duas no Pavilhão Desportivo dos Lombos.

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Futebol

Football Leaks: PGR e FPF só souberam de ataques informáticos pela PJ

Tribunais

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Foto: Dr / Arquivo

A Procuradoria Geral da República (PGR) e a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) só souberam que tinham sido alvo de ataques informáticos através da Polícia Judiciária (PJ), revelou esta quarta-feira o inspetor José Amador no julgamento do processo Football Leaks.

A sexta sessão do julgamento, a decorrer no Tribunal Central Criminal de Lisboa, foi exclusivamente dedicada à inquirição de José Amador pelo Ministério Público (MP). Depois de uma primeira parte mais focada em questões técnicas sobre os recursos usados para anonimização dos alegados acessos de Rui Pinto, criador da plataforma, aos sistemas informáticos de Sporting e Doyen, a tarde ficou marcada pela análise de alguns ficheiros que constavam nos discos apreendidos e que evidenciaram a intromissão na PGR e na FPF.

Segundo o inspetor da Judiciária, o ex-diretor do DCIAP, Amadeu Guerra, “terá sido uma das grandes portas de entrada no sistema”, sublinhando que o acesso às credenciais do ex-procurador geral distrital de Lisboa foi feito por método de “phishing”, tendo ocorrido entre o final de 2018 e o início de 2019.

Situação similar foi reportada por José Amador em relação à FPF a partir da análise de um dos discos desencriptados apreendidos a Rui Pinto.

Em análise estiveram também publicações efetuadas no blogue ‘Mercado de Benfica’, no final de 2018, com o inspetor da Judiciária a catalogá-lo como “uma evolução natural do Football Leaks” e sublinhando o grande peso do Benfica e da sociedade de advogados PLMJ no cômputo geral das publicações.

“Encontrámos ficheiros relacionados com o mercado de Benfica”, referiu a testemunha, observando que as informações detetadas pelo relatório digital da PJ – do qual só foram abordados alguns dos mais de um milhão de ficheiros no disco identificado como RP9 – apontaram para a existência de “elementos constitutivos dessa página”.

Na primeira fase da sessão, José Amador contou que os acessos ao sistema informático do Sporting ocorreram “a partir do dia 20 de julho de 2015”, ou seja, cerca de dois meses antes da criação do Football Leaks [29 de setembro] e visaram “pessoas com cargos de relevância ‘top’”, nomeadamente o então presidente Bruno de Carvalho, bem como responsáveis pelo futebol e pela área financeira, com os acessos “insistentes” a levarem ao “colapso” da rede do clube de Alvalade.

Ainda durante a manhã, o inspetor da Judiciária abordou a intrusão no sistema informático da Doyen e indicou que o método utilizado foi uma “campanha de ‘spear phishing’ [email com conteúdo malicioso para capturar dados pessoais e lançado de forma específica] para a caixa de correio de Nélio Lucas [CEO da Doyen]”.

Assumindo não ter a certeza do remetente utilizado neste contacto, José Amador apontou para alguém da estrutura do FC Porto, chegando a nomear o antigo administrador da SAD Antero Henrique.

O julgamento do processo Football Leaks prossegue esta quinta-feira no Campus da Justiça, em Lisboa, com a continuação da inquirição ao inspetor da Judiciária José Amador.

Rui Pinto, de 31 anos, responde por um total de 90 crimes: 68 de acesso indevido, por 14 de violação de correspondência e por seis de acesso ilegítimo, visando entidades como o Sporting, a Doyen, a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol e a Procuradoria-Geral da República, e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por extorsão, na forma tentada. Este último crime diz respeito à Doyen e levou também à pronúncia do advogado Aníbal Pinto, então representante de Rui Pinto.

O criador do Football Leaks encontra-se em liberdade desde 07 de agosto, “devido à sua colaboração” com a Polícia Judiciária (PJ) e o seu “sentido crítico”, mas está, por questões de segurança, inserido no programa de proteção de testemunhas em local não revelado e sob proteção policial.

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