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Alto Minho

Faz hoje 103 anos que Nossa Senhora terá aparecido a um pastor em Ponte da Barca

Santuário da Senhora da Paz

em

Fotos: Fernando André Silva / O MINHO

Foi há 103 anos que o menino pastor Severino Alves diz ter avistado uma aparição de Nossa Senhora no lugar de Barral, freguesia de Vila Chã (São João), em Ponte da Barca. O avistamento terá ocorrido dois dias antes das aparições da Cova da Iria, em Fátima, e ainda hoje este pequeno santuário minhoto parece caído no esquecimento do imaginário católico, dada a força que a história de Lúcia, Jacinta e Francisco granjeou na comunidade portuguesa.


Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foi no dia 11 de maio de 1917 que o jovem pastor avistou um relâmpago, como dá conta Luíz Arezes, historiador que escreveu o livro “Centenário das Aparições no Barral”, editado em 2017. Terá então ouvido uma voz a pedir para que não se assustasse. À semelhança de Fátima, pediu a Severino para “rezar” e contar a todos a “boa nova” de que o lugar era sagrado.

Santuário da Senhora da Paz. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

E assim fez o jovem pastor, recolhendo incredulidade de uns e devoção de outros. O caso depressa chegou à arquidiocese de Braga, mas o arcebispo de então achou por bem não se fazer nada e esperar para que o milagre fosse comprovado. A história acabou por cair no esquecimento geral e apenas os habitantes daquele pequeno lugar iam colocando “umas velinhas” para recordar o fenómeno.

Em Fátima desobedeceram à Igreja

Gabriel Souto, elemento da Confraria de Nossa Senhora da Paz, crê que o motivo das aparições de Ponte da Barca não serem tão conhecidas prende-se pela construção tardia de uma capela ou imagem que assinalasse as mesmas.

Gabriel Souto. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

A O MINHO, o confrade explica que, em Fátima, as pessoas desobedeceram às ordens da Igreja Católica e construíram logo uma capela. “O nosso santuário só existe há cerca de 50 anos, quando em 1967 aqui foi colocada uma imagem. Dois anos depois, a 24 de junho, foi inaugurada a capelinha e só nos anos 70 foi construída a cripta subterrânea que assinala o local exato da aparição”.

Capela da Senhora da Paz. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

O ‘milagre’ de Barral só ganharia força aquando do cinquentenário das aparições de Fátima, explica o membro da confraria. ” O cónego Avelino Costa, natural da freguesia, foi convidado pelo santuário mariano para fazer uma conferência e disseram-lhe lá que havia uma noticia num jornal da época que dava conta da aparição se ter realizado primeiro em Ponte da Barca”, explica.

Jornal Echos do Minho deu conta do relato da aparição. Foto: DR

E só aí se iniciou todo o processo para tornar o lugar de Barral numa nova rota mariana: “durante os anos 70 e 80 houve uma grande afluência, mas com o virar do milénio, começou a decrescer, depois da morte do cónego”.

“A partir do ano 2000 começamos a ter mais gente ao longo do ano. Actualmente, temos cerca de cinco mil pessoas na altura das peregrinações de maio e em 2019 tivemos cerca de 10 mil peregrinos a preencher o livro de visitas, ao longo de todo o ano”, explica o elemento da confraria.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Para com Fátima, a confraria da Senhora da Paz assegura não existir rivalidade.”Nós também lá vamos em peregrinação, mas aqui é diferente, é mais recatado e acolhedor, com mais sombra e mais verde”, à boa maneira do Minho.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Obras

Este ano, o santuário apresenta uma novidade que até já podia ter sido inaugurada no sábado: um novo parque de merendas com capacidade para centenas de pessoas.

“Desde 2012 que uma nova confraria tomou posse, na mesma altura em que mudou o sacerdote, e começamos a fazer algumas obras e a divulgar mais o espaço. Por termos tido uma maior afluência no ano passado, a Câmara de Ponte da Barca ajudou-nos a criar um novo espaço de lazer, para que os peregrinos possam estar mais à vontade”, aponta.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

O novo parque, em vias de construção, terá uma mesa oferecida por cada família do lugar – a Câmara apoiou com um arquiteto e na ajustamento das terras.

O santuário da Senhora da Paz conta hoje com uma capela, uma igreja, um museu, espaço de merendas e várias imagens que recordam Nossa Senhora, o pastor Severino e o cónego Avelino, com o ponto alto das celebrações a dar-se precisamente a 11 de maio.

Face à pandemia de covid-19, as celebrações não contam com peregrinos e os espaços estão todos encerrados. É, no entanto, celebrada uma missa, esta segunda-feira, transmitida pelas redes sociais.

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Viana do Castelo

Três em cima de uma bicicleta na ponte da A28 em Viana

Insólito

em

Fotos cedidas a O MINHO por Germano Pereira

Três jovens que seguiam em cima de uma bicicleta na A28, no tabuleiro da ponte sobre o rio Lima, à entrada da cidade de Viana do Castelo, ficaram registados para a posteridade.

As fotos foram captadas cerca das 17:00 horas de sábado, no sentido Esposende – Viana do Castelo, ao quilómetro 69.

Germano Pereira, que registou o momento, disse a O MINHO que tudo pareceu surreal, mas que já viu outras situações naquela ponte dignas de registo.

Fonte: Germano Pereira

“Sei que não é a primeira vez que se vê situações como esta. Os jovens estavam em risco, para além de ser proibido, basta a deslocação do ar de camiões a alta velocidade para que possa originar um acidente”, disse o autor das fotos.

Contactada por O MINHO, fonte da Brigada de Trânsito da GNR desconhece a situação.

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Alto Minho

Casal de Cerveira põe EDP em tribunal por tensão não lhe chegar a casa

Justiça

em

Foto: DR

O Tribunal de Vila Nova de Ceveira, da comarca de Viana do Castelo , começa, esta segunda-feira, a julgar uma reclamação cível de um cidadão do concelho, contra a EDP Distribuição, por causa da falta de tensão da eletricidade que chega a sua casa.

Manuel Rodrigues e mulher – outrora emigrantes nos Estados Unidos da América – moram numa vivenda de 1.190 metros quadrados, no Sopo.

Em 2016, instalaram dois equipamentos de ar condicionado para aumentar a eficiência térmica. Sucede, porém, – dizem – que, após a instalação, surgiram problemas na regulação da temperatura.

Aí, contactaram a EDP que sugeriu a alteração da potência contratada. Esta foi aumentada, em março de 2017 para 10.35 KVA (quilovoltamperes).

Apesar disso, e como o problema subsistia, a EDP incumbiu o subempreiteiro Painhas de solucionar o problema.

No local, esta firma vianense apurou que o problema estaria no próprio ramal de distribuição, isto porque a moradia coincide com o final da linha, a 650 metros do posto de transformação.

Facto que – alega o queixoso – contribui para a diminuição da potência.

Por isso, reclama nova indemnização, já que o equipamento continua a não funcionar, ou seja, não aquece nem arrefece.

A empresa elétrica refuta a tese e diz que já mudou os cabos de ligação. As quebras na tensão da eletricidade danificaram os aparelhos do ar condicionado.

O proprietário recorreu ao Tribunal Arbitral concelhio e a EDP foi condenada a pagar-lhe 31 mil euros por danos materiais. Mas o problema subsiste.

EDP substituiu cabos

Na altura, recorreu ao Tribunal Arbitral, que ouviu a EDP, a Comercial e a de Distribuição, as quais alegaram ter já procedido à substituição de 250 metros de cabo e mudado alguns apoios.

Afirmaram, ainda, que foram as trovoadas e os raios – uma descarga eletroestática – ocorridos no rigoroso inverno de 2016, que danificaram o aparelho.

O Tribunal não aceitou a tese, contrapondo que as trovoadas “não são independentes do funcionamento e utilização da rede de distribuição, pois são fenómenos naturais comuns e correntes”. Daí a condenação das duas edp’s.

Agora, e incomodado pelo facto de não ter o desejado aquecimento/refrigeração em casa, o casal – através da advogada Maria Sequeira do escritório de João Magalhães, de Braga – pede à EDP-Distribuição que melhore os fios, cabos e postes de energia.

Pede ainda que pague mil euros de indemnização por danos não-patrimoniais e uma indemnização pelos patrimoniais, a fixar em execução de sentença.

Quer, também, que a elétrica pague 500 euros por cada semana de atraso.

A EDP contestou a ação.

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Viana do Castelo

José Maria Costa fez visita guiada aos novos acessos do porto de mar de Viana

Obras públicas

em

Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

A Comissão Permanente e a Comissão de Urbanismo da Assembleia Municipal, acompanhadas pelo executivo camarário, efetuaram no sábado uma visita pelas construção dos novos acessos ao Porto de Mar de Viana do Castelo e dos novos aprestos e lota de Castelo do Neiva, investimentos orçados em mais de dez milhões de euros.

A sessão de trabalho começou com uma apresentação do projeto na Biblioteca Municipal, onde o autarca José Maria Costa deu conta dos investimentos previstos para a região e para Viana do Castelo no âmbito do Plano Nacional de Investimentos e no Plano de Recuperação e Resiliência.

Relativamente aos acessos ao porto de mar, o edi relembrou que esta empreitada irá “oxigenar e melhorar a mobilidade da margem esquerda do Lima”, nomeadamente em Darque ao retirar o trânsito de pesados para o porto de mar e de ligeiros do centro da vila, mas também em Chafé, onde vivem cerca de nove mil pessoas na Amorosa que “agora, terão um acesso libertado para a cidade e para a A28”.

Foto: Divulgação / CM Viana

Foto: Divulgação / CM Viana

“Esta e uma via essencial para o porto de mar mas também para Viana do Castelo”, enfatizou José Maria Costa. Recorde-se que a empreitada de construção dos novos acessos rodoviários ao Porto de Mar está na última fase. A nova via, com um valor de adjudicação de 7,3 milhões de euros, pretende descongestionar as vias urbanas do tráfego de veículos pesados, retirando da antiga Estrada Nacional (EN) 13 e do interior da freguesia de Darque o tráfego de pesados de e para o Porto de Mar.

O novo acesso ao Porto de Mar inclui a criação de uma rodovia de 8,8 quilómetros de extensão a ligar a autoestrada A28 ao Porto de Viana do Castelo em São Romão de Neiva, com duas faixas de rodagem de 3,5 metros de largura. A obra prevê ainda a requalificação de um troço e bermas da Estrada Nacional 13 e a construção de dois novos troços a ligar esta estrada nacional à A28, com acesso direto ao porto comercial.

Este investimento na construção dos novos acessos pretende atrair novas atividades económicas para a área de influência do Porto; reduzir os custos operacionais inerentes aos tempos de ligação rodoviária do Porto aos principais polos de atividade; reduzir o ruído e as emissões poluentes; aumentar a segurança da circulação; e contribuir para o descongestionamento da circulação rodoviária, retirando o tráfego pesado das vias urbanas.

Os acessos rodoviários ao Porto de Mar assumem-se como fundamentais para o reforço da capacidade operacional e para garantir o crescente aumento de movimento do porto comercial de Viana do Castelo, em especial nas exportações, derivado da dinâmica comercial das empresas instaladas na região.

A Comissão Permanente da Assembleia Municipal visitou também a nova lota e os 40 armazéns de aprestos da freguesia de Castelo do Neiva que serão entregues em breve a 40 pescadores, uma empreitada da Polis Litoral Norte. A Modernização do Portinho de pesca de Castelo do Neiva representou um investimento global de 2,15 milhões de euros, com taxa de cofinanciamento comunitário de 75% ao MAR 2020.

A empreitada implicou a beneficiação das redes de infraestruturas, requalificação dos pavimentos, reordenamento das áreas exteriores de circulação e estacionamento de embarcações, e de manuseamento das redes e aprestos de pesca, instalação de um novo guincho na rampa-varadouro, requalificação e expansão dos armazéns de aprestos de pesca, reordenamento e beneficiação do sistema de depósito e recolha diferenciada de resíduos, requalificação/beneficiação da oficina de reparação de embarcações, beneficiação do posto de abastecimento de combustíveis às embarcações e requalificação/beneficiação/ampliação do edifício-lota.

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