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Guimarães

Foi há 10 anos que Guimarães passou a ser Capital Europeia da Cultura

Efeméride

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Foto: DR

Foi no dia 21 de janeiro de 2012 que se deu início a Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, com um espetáculo no Multiusos de Guimarães, a que se seguiu uma apresentação dos La Fura del Baus, que levou milhares de vimaranenses e visitantes ao Largo do Toural.

Evento cultural de enorme importância no contexto europeu, a Capital Europeia da Cultura foi, em 2012, partilhada por Guimarães e pela cidade eslovena de Maribor, recordou a autarquia, em comunicado enviado a O MINHO.

Para assinalar a data, o Grande Auditório Francisca Abreu, no Centro Cultural Vila Flor, foi o palco de uma noite de comemoração, que se iniciou com o descerrar da placa que identifica o agora rebatizado espaço.

Uma homenagem à memória da ex-vereadora da Cultura Francisca Abreu, que, para o presidente da Câmara, Domingos Bragança, está indelevelmente associada à história de Guimarães e à Cultura vimaranense.

“Francisca Abreu, enquanto vereadora da cultura, trabalhou para que esta casa, onde nos encontramos, viesse a ser uma realidade. Foi a sua visão cosmopolita, arrojada e integradora que promoveu Guimarães enquanto Cidade de Cultura e, mais tarde, Cidade Europeia de Cultura”, disse.

José João Torrinha, Presidente da Assembleia Municipal, abriu as intervenções protocolares com o testemunho de alguém que privou com Francisca Abreu bem de perto, enaltecendo a sua “alegria contagiante e determinação em levar avante as suas ideias”, e dizendo que a ex-vereadora da Cultura já deixa muitas saudades.

Após uma mensagem de carinho da neta Francisca para a sua avó, Domingos Bragança, no seu discurso, teve a oportunidade de realçar a importância de Francisca Abreu, que “teve a capacidade de não confundir a particularidade da identidade vimaranense com a universalidade, sendo capaz, abaixo da superfície, de fomentar a abertura e a construção dialógica de uma cidade que soube abrir-se ao diverso. Não se resignou com o nosso sentimento de realidade e leitura do mundo, antes promoveu uma visão de cultura abrangente, fosse ela de caráter mais humanista ou democratizador.

O presidente da Câmara quis falar do futuro: “Passados 10 anos, quando hoje evocamos a memória de Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, não evocamos passado. Ao evocarmos a memória de Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, não o fazemos com o intuito de avaliar ou de fazer qualquer balanço. De que serve questionar o que poderia ter sido, quando o que queremos é desenhar e preparar o futuro? A abertura dos reabilitados Teatro Jordão e Garagem Avenida é mais um passo para o nosso percurso irreversível e convicto no desenvolvimento da sociedade através da Cultura. O novo Plano Estratégico Municipal para a Cultura será um instrumento de trabalho que abrirá novas frentes no desenvolvimento cultural do nosso concelho, continuando o caminho de Guimarães como território que produz, consome e pensa a Cultura. O processo de desenvolvimento da Cultura em Guimarães é irreversível”, frisou.

Domingos Bragança concluiu a sua intervenção dizendo que “a memória, como a história, liberta-nos dos confins do presente, pois ela está presente em nós, em face da nossa futuridade. Em Guimarães, o futuro que queremos é um futuro de Cultura, de um mundo cultural compartilhado. E ao falar de Cultura, em Guimarães, falar-se-á sempre de Francisca Abreu”.

A noite ofereceu a todos os que se deslocaram ao CCVF um concerto comemorativo que juntou a Orquestra de Guimarães, Lince, Dada Garbeck, os Jovens Cantores de Guimarães, Manuel de Oliveira, os velhos Nicolinos, Pedro Emanuel Pereira e o Grupo Folclórico da Corredoura.

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