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Desporto

“Fatores externos” tiraram medalha a Fernando Pimenta

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O canoísta Fernando Pimenta, o mais forte candidato português a ganhar uma medalha nos Jogos Olímpicos Rio2016, teve hoje um arranque ‘explosivo’ na final de K1 1.000 metros, mas as algas com que se deparou por volta dos 400 metros de prova, prejudicaram a prestação na segunda metade e acabou quinto.

Campeão europeu em 2016 e terceiro no Mundial de 2015, Pimenta, de 27 anos, era um dos fortes pretendentes ao ouro, tendência que parecia reforçada com um começo muito forte, conquistando de imediato a liderança.

O português passou à frente aos 250 e 500 metros, mas já era quarto aos 750 e, ‘sem’ ponta final, ainda caiu para quinto, a 3,902 segundos do espanhol Marcus Walz, que conquistou o ouro em 3.31,447 minutos.

Pimenta perdeu também para o checo Josef Dostal, prata, a 0,698 segundos de Walz, o russo Roman Anoshkin, bronze, a 1,916, e o australiano Murray Stewart, quarto, a 2,294.

Após a meia-final de segunda-feira, Fernando Pimenta afirmara que estava pronto para fazer um tempo “na casa dos 3.25, 3.24”, mas acabou por gastar mais 10 segundos.

Fernando Pimenta falou a RTP

O canoísta de Ponte de Lima, muito emocionado, relatou o sucedido e declarou a sua desilusão por ter vista a sua prova afetada por factores externos ao seu desempenho.

Medalha de prata em K2 1.000 metros em Londres2012, com Emanuel Silva, o canoísta do Clube Náutico de Ponte de Lima entrou fortíssimo na prova e, após 250 metros, que percorreu em 49,31 segundos, seguia destacado na frente.

Pimenta passou 0,92 segundos à frente de Walz, que era segundo, e 1,33 de Anoshkin, terceiro.

O português não abrandou o ritmo, voltando a fazer o melhor parcial dos segundos 250 metros, e a meio da prova, que cumpriu em 1,42,65 minutos, continuava claramente destacado, agora com Stewart em segundo, a 81 centésimos de segundo, e Dostal em terceiro, a mais de um segundo (1,12).

O canoísta do Clube Náutico de Ponte de Lima ainda foi mais uns metros a comandar, mas, aos poucos, foi começando a perder força e a ser ultrapassado e, aos 750 metros, a 250 do fim, já tinha tombado para o quarto lugar.

Passou na frente Stewart, seguido de Anoshkin, a 16 centésimos, Dostal, a 28, com Pimenta já a 89, depois de uns terceiros 250 metros cumpridos em 55,62 segundos – só o eslovaco Peter Gelle, que acabou último, fez pior (55,68).

O português poderia estar a guardar-se para o ‘sprint’ final, mas tinha mesmo ficado condenado pelas algas: foi o pior dos oito finalistas nos derradeiros 250 metros, que cumpriu em 57,070 segundos, quando, por exemplo, Walz fez 52,010.

No final da prova, Fernando Pimenta falou dos quatro anos da sua vida dedicados a preparar a prova e mostrou muita decepção com a forma como veio a ficar fora das medalhasapesar dos mais de 200 estágios realizados e de se sentir em boa situação para fazer história.

A prova, realizada pela primeira vez numa pista de água salgadas, foi ganha por um canoísta das… ilhas baleares.

Os próximos Jogos Olímpicos realizam-se em Tóquio, no Japão, em 2020.

 

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