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Alto Minho

Famílias carenciadas de Viana do Castelo precisam de artigos de higiene — Campanha de recolha

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A Rede Social de Viana do Castelo vai realizar no sábado e no domingo uma campanha de recolha de artigos de higiene para fazer face às necessidades “diagnosticadas” por aquela estrutura em famílias sinalizadas do concelho.


Em comunicado de hoje, a Câmara de Viana do Castelo, que preside à Rede Social do concelho, adiantou que a campanha vai decorrer em 16 supermercados e hipermercados do concelho.

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A recolha vai incidir em artigos como fraldas para adultos e crianças, champôs, sabonetes, gel de banho, pensos higiénicos, lâminas de barbear, escovas e pastas de dentes, pentes, escolas, esponjas e produtos de limpeza.

Os produtos recolhidos “serão encaminhados para um armazém para posterior distribuição de acordo com as necessidades identificadas pelas instituições do concelho”.

De acordo com a autarquia, o diagnóstico das principais necessidades das famílias sinalizadas no concelho foi traçado no âmbito das Comissões Sociais de Freguesia e Comissões Sociais Inter-freguesias.

A campanha, que vai na sua quinta edição, “surge depois de terem sido aferidas, no âmbito da Rede Social de Viana, as principais necessidades junto das comissões e que não foram objeto de recolha nas campanhas do Banco Alimentar e conta com a participação de centenas de voluntários, quer junto das superfícies comerciais, quer no armazém que funcionará no estádio municipal Manuela Machado.

A Rede Social de Viana do Castelo “é um fórum de articulação e congregação de esforços que se baseia na livre adesão por parte das autarquias e das entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos que nela queiram participar”.

Segundo a autarquia da capital do Alto Minho, aquela rede “pretende contribuir para a erradicação ou atenuação da pobreza e da exclusão social, para a melhoria da qualidade de vida de todos os residentes no concelho, estimulando a promoção do desenvolvimento local”.

“Tem como missão criar as condições para a planificação estratégica da intervenção social estimulando a pró-atividade da comunidade do concelho de Viana do Castelo em prol do desenvolvimento social local”, sustentou.

No total, são 12 as comissões sociais de feguesia e iterfreguesia (CSF/CSIF) distribuídas pelas 27 freguesias e uniões de freguesias do concelho.

 

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Viana do Castelo

Despiste corta A28 em Viana do Castelo

Acidente

em

Foto: Custódio Santos

Um despiste na A28, em Viana do Castelo, levou ao corte do trânsito no sentido Norte / Sul, na tarde desta segunda-feira, disse a O MINHO fonte do CDOS.

O acidente, envolvendo um táxi, deu-se ao quilómetro 78,2, ainda em circunstâncias por apurar.

Até ao momento, não foi possível apurar se há feridos e a gravidade dos mesmos.

O alerta foi dado às 14:42.

No local estão os Bombeiros Voluntários de Viana e os Bombeiros Sapadores de Viana com um total de 10 operacionais apoiados por três viaturas.

(em atualização)

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Alto Minho

Castelo da Pena da Rainha em Monção classificado como sítio de interesse público

Património

em

Foto: DR / Arquivo

O castelo da Pena da Rainha, também conhecido por castelo de São Martinho da Pena, em Monção, foi hoje classificado como sítio de interesse público pela sua “importância” histórica e arqueológica, segundo uma portaria publicada em Diário da República.

No documento, a secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Carvalho Ferreira, sublinha que o castelo, situado no lugar de São Martinho, freguesia de Abedim, concelho de Monção, é um “testemunho notável de vivências ou factos históricos”.

A portaria realça ainda o “valor estético, técnico e material intrínseco” do monumento e a sua “importância” para a “investigação histórica ou científica”.

A classificação agora atribuída pretende travar a “diminuição ou perda da sua perenidade ou integridade”.

“Apesar da sua situação privilegiada em termos geoestratégicos na época de conquista e consolidação do território, o castelo da Pena da Rainha foi sendo progressivamente abandonado, e no início do século XVIII as pedras remanescentes da estrutura da fortificação foram usadas na obra da igreja paroquial de Abedim. No entanto, a notável singularidade do local, que conserva um elevado valor patrimonial, justifica plenamente a sua classificação”, destaca a portaria.

O castelo está “implantado no topo do maciço granítico do monte de São Martinho, o sítio arqueológico integra os vestígios de um castelo roqueiro, incluindo marcas da cerca, das estruturas rupestres habitacionais, de culto e sepulcrais, e trechos de uma antiga torre de menagem, posterior à edificação primitiva”.

O monumento “constitui um testemunho dos modelos de ocupação do território no período de transição entre o primeiro e o segundo milénio, atestados pelos indícios pré-românicos datáveis dos séculos IX e X, apresentando ainda vestígios de ocupação até ao século XIII”.

A portaria aponta ainda um conjunto de restrições de proteção, como a necessidade de elaboração de “projeto específico” e “parecer da autoridade competente” para “todas as ações de valorização” que venham a ser efetuadas no castelo.

Também “não são admitidas ações de plantação de árvores ou florestação”, bem como de “exploração de inertes”.

A portaria cria ainda uma Área de Sensibilidade Arqueológica (ASA), correspondente a todo o sítio classificado”.

“Todas as ações destinadas à conservação, como limpeza de matas e arranjo de caminhos, devem ser sujeitas a acompanhamento arqueológico por parte de arqueólogo devidamente autorizado pela tutela”, refere a portaria.

Segundo o documento, “todos os trabalhos de valorização devem ser executados mediante acompanhamento arqueológico” e a realização de estudos ou investigações no castelo “devem ser alvo de um Projeto de Investigação Plurianual em Arqueologia (PIPA), sob a responsabilidade de arqueólogo ou equipa de arqueologia”.

A classificação agora atribuída foi proposta, em 2013, pela Direção Geral do Património Cultural (DGPC) e justificada com a sua “exemplaridade e autenticidade no âmbito do património cultural português”.

Apresenta um conjunto de vestígios arqueológicos que remetem para funções “não só de defesa, mas também de caráter religioso/culto, enterramento e de habitação”.

Trata-se de um castelo que é “testemunho das características fortificações dos séculos IX e XI, da época da reconquista”.

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Alto Minho

Ponte de Lima: Igreja de S. João da Ribeira já é monumento de interesse público

Património

em

Fotos: Visitar Portugal / Divulgação

A igreja de São João da Ribeira, incluindo o património móvel integrado e o adro, no lugar da Igreja, freguesia de Ribeira, em Ponte de Lima, foi hoje classificada como monumento de interesse público.

Na classificação, segundo a portaria hoje publicada em Diário da República (DR) assinada pela secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Carvalho Ferreira, é destacado o “interesse” daquele conjunto “como testemunho simbólico e religioso”.

O documento refere ainda o “valor estético, técnico e material intrínseco” da igreja, a sua “conceção arquitetónica, urbanística e paisagística, a sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva”.

Foto: Visitar Portugal / Divulgação

A classificação do imóvel foi iniciada em 2012, mas viria a ser arquivada pela Direção Geral do Património Cultural (DGPC) que alegou a “existência de deficiências de instrução” do processo, “consideradas insanáveis em tempo útil”.

O processo de classificação do imóvel foi reaberto em novembro de 2013 e, de acordo com o anúncio do “novo procedimento de classificação”, foi estabelecida uma zona geral de proteção de 50 metros contados a partir dos limites externos da igreja e do adro.

Foto: Visitar Portugal / Divulgação

Em setembro de 2019, a DGPC propôs ao Ministério da Cultura a classificação daquele conjunto, hoje atribuída na portaria publicada em DR.

O documento explica que a “fundação da igreja de São João da Ribeira remonta, pelo menos, a finais do século X, quando o templo foi doado ao mosteiro compostelano de Antealtares, que viria a ter um papel decisivo no desenvolvimento da localidade nos séculos seguintes”.

Foto: Visitar Portugal / Divulgação

Os “vestígios mais antigos que é hoje possível identificar remontam ao período final do românico, embora o edifício tenha sido objeto de grandes alterações na época moderna”.

Segundo a portaria, “os melhores testemunhos da obra românica consistem nas duas portas laterais, com decoração relativamente esquemática”.

Foto: Visitar Portugal / Divulgação

Existem ainda “alguns vestígios desta cronologia na planimetria do templo e na cachorrada que corre nas fachadas laterais, elementos que denunciam seguramente uma campanha bastante tardia, situável em pleno século XIII, e anacrónica em relação às fórmulas artísticas góticas então em voga”.

A fachada principal e a decoração interior “datam já dos séculos XVII e XVIII, particularmente da época barroca, na qual os principais elementos do templo foram objeto de profundas alterações destinadas a atualizar o espaço”.

Destas intervenções “resultou um acervo de notável coerência, caracterizando-se pela diversidade e qualidade artística, particularmente evidente nas obras de talha de distintos períodos e linguagens estéticas”.

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