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Braga

Família de sete pessoas desalojada após incêndio

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Foto: DR

Uma habitação foi consumida pelo fogo na tarde desta segunda-feira na freguesia de Pousada, em Braga, e uma família de sete pessoas ficou desalojada, segundo avança o JN. O primeiro andar e o sótão ficaram completamente destruídos, apenas um quarto se salvou. As causas ainda são desconhecidas.


O alerta foi feito por uma mulher que passava pelo local. Mas quando os Bombeiros Sapadores de Braga chegaram, a casa já estava tomada pelas chamas.

Por enquanto, a família vai ficar alojada em casa de parentes. A Proteção civil adiantou que vai doar agasalhos para uma criança com menos de três anos, que ficou apenas com a roupa do corpo, e a Junta de Freguesia vai colocar uma cobertura no telhado para proteger da chuva.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) de Braga tomou conta da ocorrência, e a Polícia Judiciária foi chamada para fazer a investigação.

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Braga

Jóias ‘made in’ Braga em destaque na Vogue americana

Empresas

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Foto: TeenVogue

A marca de jóias Wonther, com sede em Braga, está em destaque num editorial da versão americana da revista Vogue pela mão de Rachael Wang, a “maior referência em styling inclusivo e sustentável nos Estados Unidos”.

A famosa estilista americana, que trabalha há mais de dez anos como diretora de publicações em Nova Iorque como a W Magazine ou a Glamour, escolheu peças da marca bracarense para incluir num editorial publicado na TeenVogue, direcionada para adolescentes, onde aparece a ostentar as jóias portuguesas.

Rachael Wang

Rachael Wang

Rachael Wang

Rachael Wang

Olga Kassian, fundadora da Wonther, veio da Ucrânia para Braga com os pais aos quatro anos. Aos 22 anos, a criadora reconhece que a marca que fundou “já recebeu reconhecimento internacional pela sua política ética e de sustentabilidade no setor”.

No entanto, revela que  “para uma marca tão jovem e difícil de construir em cima de valores éticos e sustentáveis, é um grande privilégio ser selecionada pela Rachael Wang, alguém que defende diariamente os valores que nos movem”.

A sustentabilidade, que podia não estar no foco de muitas marcas, é agora uma exigência do consumidor como explica Rachael Wang no seu editorial para a revista americana.

“Os clientes estão a ameaçar reter os seus gastos, a menos que vejam progresso na representação e no fabrico ético”, disse.

“Na nossa sociedade capitalista, o nosso dinheiro conta como o nosso voto, por isso, teoricamente, se as pessoas votarem com seu dinheiro ou retiverem os gastos para o tipo de mundo em que desejam viver, então, esperançosamente, a indústria será forçada a mudar”, explicou.

Lançada a 05 de novembro de 2019, a marca de jóias foi fundada por Olga depois de esta ter trabalhado em Nova Iorque quando tinha 19 anos, ao serviço de uma loja pop-up da marca de calçado Josefinas, também com sede em Braga.

Com peças entre os 35 e os 308 euros, é objetivo de Olga Kassian dar “sentimentos e emoções”, lembrando que as jóias não são só acessórios.

“Ao longo da minha vida sempre tive uma relação muito forte com aquilo que são os direitos das mulheres e acho que as joias conseguem transmitir emoções e significados muito preciosos”, disse à revista MAGG, em novembro do ano passado.

Olga Kassian. Foto: DR

Em agosto de 2020, numa entrevista dada ao jornal Observador, Olga esclarece que a sede é em Braga e que as vendas são feitas “sobretudo online”, embora conte com uma loja física no Brooklyn, em Nova Iorque. Os Estados Unidos e também Londres, no Reino Unido, são os principais mercados de venda da marca.

Recentemente, a Wonther lançou uma campanha onde desafia os cidadãos a venderem artigos em prata que já não usam, de forma a reciclar aquele material para novas peças de joalharia.

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Braga

Biografia ilustrada dá nova leitura sobre a vida de António Variações

Cultura

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Foto: DR / Arquivo

Uma biografia ilustrada sobre o músico António Variações, pensada para todos os públicos, é editada esta semana e revela uma nova interpretação do que foi a vida daquele artista, disse à Lusa o autor, Bruno Horta.

“O António Variações tem sido entendido como um artista que se expressou de forma criativa, que tinha definido um objetivo e que se inseria numa espécie de abertura cultural e estética que houve no início da década 1980, em Lisboa, sobretudo. E penso que isso não é inteiramente assim”, afirma Bruno Horta.

O jornalista foi desafiado pela Suma de Letras a escrever uma biografia sobre António Variações, para se juntar a outros títulos já lançados pela editora, pensados para jovens e adultos, e dedicados, por exemplo, ao guitarrista Zé Pedro e ao cantor Freddy Mercury.

Cruzando várias fontes documentais, pesquisas e depoimentos de pessoas que conheceram o músico, Bruno Horta concluiu que António Variações “procurou a expressão artística como algo fundamental para si, não inserido numa corrente estética nem em algo que pudesse ser visto”.

Filme biográfico sobre António Variações chega ao Brasil

“Era uma pessoa muito solitária, arisca, não gostava de pensamento de grupo. Dificilmente ele fez parte deliberadamente dessa movida lisboeta da década de 1980, era uma pessoa muito à margem de tudo”, considerou Bruno Horta.

Com ilustrações de Helena Soares, “António Variações – Uma biografia” é “uma leitura possível sobre os factos” da vida do músico, narrados ao longo de 140 páginas, sublinha o jornalista.

“Temos tendência para a olhar para o António Variações como artista. É óbvio que é a faceta dele que se tornou pública. Eu tentei demonstrar que há um antes e um depois de 1976, ano em que regressa a Portugal depois de ter vivido em Amesterdão. É a partir dessa altura que o António Rodrigues Ribeiro dá lugar inteiramente ao António Variações, embora só venha a editar três ou quatro anos depois”, explica.

Na pesquisa para este livro, Bruno Horta encontrou ainda uma breve referência a António Variações nos arquivos da polícia política do Estado Novo, num documento de janeiro de 1968 sobre a “identidade completa e o porte moral e político” do pai do músico, por ter exercido funções públicas.

“Fui procurar se haveria algum registo da PIDE sobre o António Rodrigues Ribeiro, nada de extraordinário, embora a divulgação desse documento seja uma coisa nova. A família está referenciada. Há um relatório em que eles foram perceber qual era o calibre moral daquela família”, recorda Bruno Horta.

No livro, o autor recorda que o relatório faz referência a cada elemento da família, incluindo António Variações, concluindo que, aos olhos da PIDE, “não criam obstáculos à ação do Estado Novo”.

Na biografia, Bruno Horta entrelaça factos biográficos, declarações de António Variações recolhidas na imprensa da altura e letras de várias canções. O livro termina com uma cronologia e as fontes bibliográficas.

António Variações morreu a 13 de junho de 1984 e Bruno Horta recorda que houve uma redescoberta do trabalho do músico sobretudo depois da morte.

“Hoje, em 2020, olhamos para o António Variações como alguém que expressou a sua autenticidade, foi muito íntegra consigo mesma. Na época era descrito como excêntrico. Ele é visto hoje como uma pessoa que viveu com uma integridade muito grande”, resumiu Bruno Horta.

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Braga

“Quando faltavam meios, fabricaram os reagentes e começaram a fazer testes”

Catarina Martins elogia investigadores da UMinho

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Foto: Facebook de Catarina Martins

Catarina Martins, coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, esteve esta terça-feira no Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS), que faz parte da Escola de Medicina da Universidade do Minho.

“Estão na linha da frente do combate à covid-19. Logo no primeiro momento da pandemia em Portugal, quando faltavam meios para tudo, fabricaram os reagentes e começaram a fazer testes. Continuam este trabalho imprescindível, a par de toda a investigação de excelência. Precisamos que continuem a poder fazê-lo”, realça a deputada na sua página de Facebook.

“Na ciência a enorme precarização dos investigadores e o impedimento de atingir a carreira de investigador, o sistema complexo e burocrático de acesso às bolsas, e a incapacidade da FCT cumprir prazos, deixam a vida de todos estes investigadores e instituições numa corda bamba sem saber o dia de amanhã. Investir na investigação, garantir estabilidade de vínculos laborais e de financiamento às instituições, é o caminho para garantir uma ciência sólida que constrói futuro e responde às populações. Um país que aposta na ciência será um país mais forte todos os dias”, acrescenta Catarina Martins, defendendo também ser “essencial” a aposta no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Todos os investimentos são importantes no SNS, mas sem gente não se consegue garantir a prestação de cuidados de saúde”, frisou.

Para a líder do Bloco, é “muito preocupante que hoje haja menos médicos no SNS do que existiam há um ano”, uma situação que diz resultar do facto de os alunos para internato não terem podido entrar, “porque os exames foram alterados por causa da pandemia”,

“Como não se encontraram alternativas, o SNS tem hoje menos médicos do que os que tinha, o que é para nós um problema”, disse ainda.

Lembrou também que os enfermeiros e assistentes operacionais que entraram no início da pandemia tinham “contratos muito precários”, que entretanto foram caducando.

“Neste momento, temos muito menos profissionais do que no início da primeira fase da pandemia”, alertou.

Catarina Martins apelou, assim, ao reforço do número de profissionais no SNS, não só porque os que estão ao serviço se encontram “completamente exaustos” mas também porque é preciso continuar a responder à pandemia e recuperar as listas de espera.

Aludiu que o BE tinha feito um acordo com o PS para o Orçamento do Estado de 2020 que previa a contratação de 8.400 profissionais em dois anos para o SNS.

“A pandemia só veio dar mais razão. É importante que o Governo execute o que estava no Orçamento para este ano e que garanta o reforço do SNS”, enfatizou.

À boleia da visita ao Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde da Universidade do Minho, Catarina Martins disse que os investigadores são “o melhor que o país tem” e apelou à criação de condições para fixar os que estão em Portugal e resgatar os que emigraram.

“Um país que aposta na ciência será, seguramente, mais forte, todos os dias”, rematou.

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