Seguir o O MINHO

Braga

Família de empresário de Braga vítima de rapto mortal pede mais de 1,5 milhões de indemnização

em

A família de um empresário de Braga raptado e assassinado há um ano, exige uma indemnização superior a um milhão e meio de euros, sendo que mais de uma milhão é o montante pedido pela filha, agora com nove anos, através da mãe. Fernando Martins Fernandes e Maria das Dores de Araújo Paredinha Fernandes, pais da vítima, pretendem ser ressarcidos com 600 mil euros, por danos morais e patrimoniais causados.

João Paulo de Araujo Fernandes, vítima mortal. DR

João Paulo de Araújo Fernandes, empresário da construção civil emigrado em França, foi abordado por dois homens encapuzados, à porta de casa, em Lamaçães, na noite de 11 de março de 2016, tendo sido agredido e forçado a entrar num automóvel, onde foi levado. A vítima estava acompanhada pela filha, então com oito anos, tendo esta pedido socorro numa farmácia ali localizada. Posteriormente, o corpo do empresário terá sido posteriormente dissolvido em 500 litros de ácido sulfúrico.

“Abordaram o empresário por volta das 20:30 horas, meteram-no no interior de um dos veículos automóveis e levaram-no para um armazém, em Valongo, onde o mataram por estrangulamento, acabando por dissolver o cadáver em quinhentos litros de ácido sulfúrico, já noutro armazém, sito em Baguim do Monte”, lê-se num comunicado da Procuradoria-Geral da República, de novembro de 2016.

Pedro Grancho Bourbon, advogado de Braga, está acusado de vários crimes. DR

Pedro e Manuel Grancho Bourbon, advogados e irmãos, um economista de nome próprio Adolfo, Emanuel Marques Paulino, conhecido por “Bruxo da Areosa”, Rafael Silva, segurança conhecido por Neil, Luís Filipe Monteiro, gerente comercial, e Hélder Moreira, mediador de seguros que já se mostrou “arrependido” e que desde então tem colaborado com a Polícia Judiciária, vão ser julgados pelos crimes de associação criminosa, furto qualificado, falsificação ou contrafação de documentos, sequestro, homicídio qualificado, profanação de cadáver e incêndio. Três daqueles arguidos vão ainda responder pelo crime de detenção de arma proibida.

De acordo com a acusação, aqueles sete arguidos “organizaram-se entre si, criando uma estrutura humana e logística, com o propósito de sequestrar um empresário de Braga, de o matar e de fazer desaparecer o seu cadáver”.

Emanuel Marques Paulino, conhecido por “Bruxo da Areosa”, seria um dos principais beneficiados com o crime, a par do advogado Pedro Grancho Bourbon. DR

Com isso, pretendiam “impedir de reverter um estratagema” mediante o qual uma parte do património dos pais da vítima, avaliada em cerca de dois milhões de euros, fora passado para a sociedade Monahome, controlada pelo advogado Pedro Grancho Bourbon e o “Bruxo da Areosa”, e que nenhum dos dois tencionava devolver à família.

Inicialmente, o plano seria esconder duas dezenas de imóveis do alcance dos credores dos pais do empresário, durante um “período de segurança” de cinco anos, alegadamente com a finalidade de evitar o pagamento de 300 mil euros a fornecedores e aos trabalhadores das empresas Fernando M Fernandes e a InMetro, propriedade daquela família.

 

Anúncio

Braga

Suspeito de abusar de enteadas detido pela PJ em Vila Verde

Abuso sexual de criança

em

Foto: Ilustrativa / Arquivo

A Polícia Judiciária (PJ) de Braga anunciou hoje a detenção de um homem de 48 anos, residente em Vila Verde, por alegado abuso sexual de duas enteadas desde 2015 até à atualidade.

Em comunicado, a PJ refere que o homem foi detido fora de flagrante delito e é “suspeito da eventual prática de vários crimes de abuso sexual de crianças”.

O detido vai ser presente a tribunal para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.

Continuar a ler

Braga

Braga vai investir 617 mil euros no Theatro Circo – e 400 mil são para o modernizar

Ao longo dos próximos quatro anos

em

Foto: DR / Arquivo

O Theatro Circo, em Braga, vai investir 617 mil euros ao longo dos próximos quatro anos, sendo a maior fatia, de cerca de 400 mil euros, destinada a equipamentos, disse hoje a administradora à Lusa.

Segundo Cláudia Leite, em causa está aquisição de novos equipamentos de luz, som e projeção, além da renovação de toda a maquinaria de cena.

“O Theatro já reabriu há bastante tempo [em 2006, após profundas obras de remodelação] e já se justifica o reinvestimento na modernização dos equipamentos”, referiu.

Em termos estruturais, terão também lugar obras de ampliação dos espaços de trabalho, uma necessidade já identificada há meia dúzia de anos.

“As equipas têm vindo a crescer e os espaços de trabalho já não são adequados. Hoje em dia, há equipas de teatro a trabalhar em espaços improvisados e de passagem. A ideia é termos escritórios condignos para todas as equipas”, disse ainda Cláudia Leite.

A responsável adiantou que haverá a preocupação de as intervenções causarem “o menor impacto possível” na atividade normal do teatro.

Uma parte das equipas vai trabalhar provisoriamente no edifício gnration, mas o teatro tentará manter a programação normal.

“Temos uma função de serviço público que não pode ser, nem será, descurada, prejudicada ou interrompida”, vincou a administradora.

O Theatro Circo foi inaugurado em 21 de abril de 1915.

Em 1986, a Companhia de Teatro de Braga tornou-se a estrutura residente do Theatro Circo e, para além de assegurar produção teatral própria, também assumiu responsabilidades na programação artística.

Um ano depois, a Câmara Municipal de Braga adquiriu a quase totalidade do capital acionista do Theatro.

Em 1999, teve início o processo de remodelação do edifício, que foi submetido a profundas obras de restauro e requalificação, ao abrigo de um protocolo estabelecido entre a Câmara de Braga e o Ministério da Cultura.

A requalificação incluiu o restauro de todo o imóvel, com “total respeito” pela sua arquitetura e o reforço e a consolidação da estrutura e sua segurança.

Segundo o ‘site’ do Theatro, o objetivo foi a reconversão do “num grande complexo cultural, capacitado com a mais atual e completa tecnologia cénica e sonora, capaz de responder às necessidades da arte contemporânea nas suas mais variadas dimensões”.

Para além da sala principal, com lotação de 897 lugares, o equipamento foi complementado com duas novas salas: um pequeno auditório com 236 lugares e uma sala de ensaios.

Foi ainda aumentada a sua capacidade nas zonas de apoio, com a dotação de novos camarins e armazéns.

A requalificação incluiu também a reposição da traça original do salão nobre, libertando-o das alterações que foi sofrendo ao longo dos anos.

O teatro reabriu em 27 de outubro de 2006.

Dois anos depois, o município adquiriu as restantes ações e tornou-se detentor de 100% do capital da empresa.

Continuar a ler

Braga

Prisão efetiva para cinco examinadores de condução de centro de exames de Vila Verde

Caso com 47 condenados, envolveu escolas de Vila Verde, Barcelos, Ponte de Lima, Vizela e Guimarães. Tribunal da Relação reduziu as penas a três deles

em

Penas de prisão efetiva confirmadas pelo Tribunal da Relação de Guimarães. Os juízes decretaram-na, para cinco ex-examinadores do centro de exames da ANIECA- Associação Nacional dos Industriais de Condução, que existia em Vila Verde. Por corrupção nos exames, teóricos e práticos, para obtenção de cartas de condução.

ANIECA. Foto: O MINHO / Arquivo

Em princípio, apenas o examinador, Joaquim Oliveira, pode recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça, dado que a sua pena é de oito anos. Aos outros, aplica-se o princípio da dupla conforme, ou seja, o de que a decisão se torna definitiva quando é aplicada duas vezes.

Aquele Tribunal da Relação diminuiu as penas a Joaquim Oliveira, de dez para oito anos, a José Miguel Mota, de seis para cinco anos e seis meses, e a João Abreu, de sete para cinco anos e seis meses.

Os juízes mantiveram as penas a 25 outros condenados em primeira instância no Judicial de Braga, não alterando as de prisão efetiva, dos examinadores, João Ribeiro, (quatro anos e três meses) e João Cancela (quatro e nove meses).

Estes cinco arguidos ficam, ainda, obrigados a entregar ao Estado um total de 730 mil euros.

47 condenados

Em 2018, o Tribunal condenou, ao todo, 47 arguidos, 42 com penas suspensas,entre examinadores, donos de escolas de condução, instrutores e alunos. Estes arguidos ficaram obrigados a entregar quantias em dinheiro – de cinco a mil euros – a diversas instituições sociais.

O Coletivo de Juízes sentenciou, ainda, um agente da GNR, que apanhou dois anos e meio por alegadamente ter pedido favores para três alunos. Houve, ainda, dois arguidos absolvidos.

O tribunal considerou provado que os alunos eram auxiliados pelos examinadores, a troco de quantias monetárias que, em média, variavam de 1.000 a 1.500 euros, no caso dos exames teóricos, e de 100 a 150 euros nos práticos.

Mas havia quem pagasse mais, como foi o caso do futebolista Fábio Coentrão, que desembolsou 4.000 euros, tal como o próprio testemunhou em tribunal. O caso envolveu escolas de Vila Verde, Barcelos, Ponte de Lima, Vizela e Guimarães, sendo que os factos decorreram entre 2008 e 2013.

Continuar a ler

EM FOCO

Anúncio

ÚLTIMAS

Vamos Ajudar?

Reportagens da Semana

Populares