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Família de José Afonso apoia classificação e salvaguarda da obra do cantautor

Figura histórica do século XX, Zeca Afonso celebraria 90 anos no dia 02 de agosto

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Foto: Arquivo

A família do músico José Afonso revelou à agência Lusa que apoia a classificação e “o reconhecimento do interesse público” da obra fonográfica do cantautor português, que celebraria, na passada sexta-feira, 90 anos.

Em nota enviada à Lusa, a família de José Afonso, detentora dos direitos da obra musical, explicou que “tem vindo a colaborar diretamente com o Ministério da Cultura, desde 2018, para que este desenvolva o processo de classificação dos registos”.

A família considera que “as recentes iniciativas públicas relacionadas com este tema, incluindo uma resolução na Assembleia da República e uma petição, vieram reforçar o acerto e a oportunidade desta classificação”.

“Espera-se que este processo resulte, não apenas no reconhecimento oficial da importância maior desta obra, mas também na sua eficaz protecção e preservação para as gerações vindouras”, sustentou.

Na sexta-feira, dia em que se assinalam os 90 anos de nascimento do autor de “Grândola, Vila Morena”, a Associação José Afonso (AJA) entregará no Ministério da Cultura uma petição, com mais de 11.400 assinaturas, que apela à salvaguarda e reedição da obra do cantautor.

A associação decidiu lançar a petição em junho, com o objetivo de acelerar o processo de classificação da obra de José Afonso, com vista à sua proteção e reedição, porque a maioria do trabalho do cantor está indisponível no mercado discográfico.

Em junho, quando foi lançada a petição, o presidente da AJA, Francisco Fanhais, explicava que se estava perante “um imbróglio jurídico, porque a Movieplay [editora que detém os direitos comerciais da obra de José Afonso] está em situação de insolvência e não se sabe do paradeiro dos ‘masters’ das músicas gravadas pelo Zeca Afonso”, o que compromete a reedição destes trabalhos.

Um mês depois, a 19 de julho, o parlamento aprovou um projeto de resolução do PCP que recomenda ao Governo a classificação da obra de José Afonso como de interesse nacional, precisamente com vista à sua reedição e divulgação.

Nessa semana, questionado pela agência Lusa sobre este assunto, o Ministério da Cultura, através de fonte oficial, afirmou que reconhecia “a importância da obra de Zeca Afonso”, e que estava “a articular e a desenvolver diligências com o representante dos herdeiros de Zeca Afonso para encontrar formas de localizar e preservar os ‘masters'”.

José Afonso nasceu em 02 de agosto de 1929, em Aveiro, e começou a cantar enquanto estudante em Coimbra, tendo gravado os primeiros discos no início dos anos 1950 com fados de Coimbra, pela Alvorada, “dos quais não existem hoje exemplares”, refere a associação na biografia oficial do músico.

“Voz de um povo sofrido, voz de denúncia, voz de inquietude. Voz sinete da revolução de Abril”, como descreve a AJA, José Afonso gravou álbuns como “Cantares do Andarilho”, “Traz Outro Amigo Também”, “Cantigas do Maio”, “Venham Mais Cinco” e “Coro dos Tribunais”.

Autor de “Grândola, Vila Morena”, uma das canções escolhidas para anunciar a Revolução de Abril de 1974, José Afonso morreu a 23 de fevereiro de 1987, em Setúbal, de esclerose lateral amiotrófica, diagnosticada cinco anos antes.

Por estes dias estão previstas várias iniciativas culturais para assinalar o aniversário de nascimento de José Afonso, grande parte delas promovidas pelos diferentes núcleos da Associação José Afonso.

Entre elas conta-se, por exemplo, na sexta-feira, o espetáculo “Como se fora seu filho”, em Grândola, com atuações do cantor Francisco Naia e do rapper Xoto, e um concerto dos Cais da Saudade em Setúbal.

Em Lisboa, no sábado, José Afonso foi evocado na apresentação do livro e disco “José Afonso ao vivo”, pelo jornalista Adelino Gomes, com atuação de Filipa Pais, Maria Anadon, Zeca Medeiros e David Zaccaria.

Em Aveiro, foi inaugurada uma silhueta do músico na estação de comboios da CP, da autoria de Marcos Muge, e no sábado houve um concerto dos Couple Coffee.

Seixal (Setúbal) celebrará a efeméride nos dias 09 e 10 com vários concertos, entre os quais de Francisco Fanhais, Manuel Freire, Tertúlia Coimbrã da Mira Tejo e Mário Barradas.

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Montenegro saúda Rio pela vitória e pede-lhe que “devolva unidade” ao PSD

Eleições PSD

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Foto: DR / Arquivo

O candidato à liderança do PSD Luís Montenegro reconheceu hoje a derrota nas eleições diretas e disse que já telefonou ao presidente Rui Rio a saudá-lo pela vitória, pedindo-lhe que tenha “a capacidade de devolver a unidade ao partido”.

“Aqui não há nenhum equívoco e nenhuma dúvida ele é o vencedor destas eleições, é credor do nosso cumprimento”, afirmou Luís Montenegro, que reclamou representar os votos de cerca de 47% dos militantes do PSD.

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Oficial: Rui Rio reeleito presidente do PSD

Será empossado no congresso em Viana do Castelo

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Foto: Twitter

Rui Rio foi reeleito presidente do Partido Social Democrata (PSD), após ter vencido a segunda volta das eleições internas, realizadas este sábado.

Eleições PSD: Resultados e variações

Rio foi reeleito com 53,02% dos votos, derrotando o ex-líder parlamentar Luís Montenegro, que teve 46,98%, anunciou o conselho de jurisdição nacional do partido.

O anúncio foi feito pelo presidente do conselho de jurisdição, Nunes Liberato, na sede nacional dos sociais-democratas, em Lisboa, cerca das 23:20.

Esta eleição foi decidida numa segunda volta das diretas no PSD, o que aconteceu pela primeira vez na história do partido.

O congresso onde Rui Rio e a nova comissão política nacional do PSD vão tomar posse terá lugar em Viana do Castelo, entre 07 e 09 de fevereiro.

(notícia atualizada às 00h02)

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GNR deteta mais de mil infrações em 24 horas

Fiscalização rodoviária

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Foto: O MINHO (Arquivo)

A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou hoje que detetou 1.053 infrações em 24 horas, das quais mais de 600 por excesso de velocidade, no âmbito da operação “Peão em Segurança”, realizada em 14 e 15 de janeiro.

Em comunicado, a GNR indica que, durante esta operação, direcionada para a fiscalização em estradas nacionais, municipais e arruamentos no interior de localidades, fiscalizou diversos peões e condutores, detetando 1.053 infrações em 24 horas.

De acordo com o balanço, destacam-se “610 infrações por excesso de velocidade e 187 por estacionamento indevido nos passeios e em outros locais destinados ao trânsito de peões, obrigando os peões a circular pela vida”.

Os militares da GNR detetaram também “122 infrações por utilização indevida do telemóvel durante a condução, 50 por estacionamento a menos de cinco metros ou em passagem assinalada para travessia de peões e 38 condutores com excesso de álcool”.

O comunicado refere que foram ainda detetadas “23 infrações por desrespeito à sinalização luminosa, 19 por não utilização das luzes de cruzamento em condições de visibilidade reduzida e duas por não moderação da velocidade na aproximação à passagem assinalada para a travessia de peões”.

A GNR explica que realizou esta operação de trânsito e segurança rodoviária através da execução de ações de fiscalização e sensibilização, “com o objetivo de contribuir para a melhoria das condições de segurança e mobilidade dos peões, incutir comportamentos mais seguros por parte de todos os utentes e prevenir a ocorrência de acidentes de viação por atropelamento”.

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