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Braga

Família de cinco pessoas infetada com covid na Póvoa de Lanhoso

Em Covelas

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Cinco pessoas de uma família da Póvoa de Lanhoso estão infetadas com covid-19, depois dos testes de despistagem realizados na última semana terem resultado em positivo. A informação é avançada pelo Jornal de Notícias e foi confirmada por O MINHO.


O casal, com cerca de 60 anos, e os três filhos, estão em isolamento obrigatório na habitação que possuem em Covelas, depois de terem passado por um hospital privado e pelo Hospital de Braga.

Ao que apurámos junto do hospital público, o patriarca da família, de 64 anos, deslocou-se àquela unidade com alguns sintomas gripais.

Como não apresentava sinais graves passíveis de internamento, diz o hospital, foi seguido o protocolo e aconselhado isolamento em casa até que se realizasse o teste, marcado em ambulatório para o segundo dia útil após ter sido avaliado.

Mas a família refuta esta informação do hospital. A O MINHO, fonte familiar diz que foi dito ao homem que fosse trabalhar, não tendo sido mencionado o dever de isolamento.

Outente queixa-se de ter visto o quadro clínico agravado durante a noite e, insatisfeito por ter sido aconselhado a esperar em casa, deslocou-se a uma unidade privada, efetuado o teste que revelou positivo.

A esposa, que apresentava também alguns sintomas, realizou o teste no Hospital de Braga, conforme protocolo, acabando por acusar também positivo. Entretanto, os três filhos também realizaram os testes, confirmando-se estarem covid-positivos.

Desconhece-se onde terá sido a origem do surto familiar, se terão sido os filhos a contagiar os pais ou vice-versa, mas a família, diz o JN, acusa o hospital de Braga de negligência por ter enviado para casa o pai.

Contactado por O MINHO, a unidade hospitalar refuta as acusações, indicando que foram seguidos os critérios que todos os hospitais seguem.

“Em casos de doentes clinicamente estáveis, sem sinais de gravidade, são dadas recomendações de isolamento e é-lhes agendado o teste em regime de ambulatório, por norma, ao segundo dia útil seguinte”, esclarece o hospital, justificando o regresso a casa do utente aquando da deslocação às urgências.

O hospital explica ainda que, em casos de doentes “que apresentem quadros clínicos graves e que necessitem, obrigatoriamente, de internamento é-lhes realizado o teste no imediato”.

“No caso apresentado e não se justificando a necessidade de internamento aplica-se o primeiro critério acima descrito”, vinca a unidade de saúde.

Sobre o homem ter efetuado teste no privado, o hospital refere que foi “por opção própria”, uma vez que tinha teste agendado para o dia seguinte. Ressalva que a esposa cumpriu o protocolado e realizou o teste naquela unidade de saúde.

“O Hospital de Braga cumpre escrupulosamente as normas definidas pelas autoridades competentes, sendo que todos os doentes com suspeita de covid-19 são submetidos ao respetivo teste laboratorial”, esclarece.

Mas a família discorda. Acusa o hospital de negligência. Refere que, após análise no privado, foi indicado que o mesmo necessitava de internamento com apoio de oxigénio, algo que os médicos do hospital de Braga descartaram, enviando o senhor para casa.

De momento, toda a família encontra-se em isolamento e recuperação na habitação.

(notícia atualizada às 19h48 com mais informação)

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Braga

PS apela à Câmara para não despejar família carenciada em Vila Verde e pede obras na casa

Polémica

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Foto: Divulgação / PS Vila Verde

Uma família que reside numa habitação social em Vila Verde está em vias de ser despejada, após deliberação do tribunal. Recusavam-se a pagar renda por se queixarem de falta de obras na habitação por parte da Câmara.

O executivo PSD diz que foram esgotadas todas as tentativas possíveis para sanar o diferendo, mas a vereação PS ficou ao lado da família, apontando desleixo à autarquia por ter deixado a casa chegar a condições de quase inabitabilidade.

Em comunicado, o vereador socialista José Morais fala em “estado lastimável” da habitação, apresentando um vídeo a mostrar as condições em que a família vive.

José Morais diz que o teto da casa, em Parada de Gatim, já caiu face ao ‘peso’ da chuva, e que a família, com dois filhos menores, é forçada a colocar baldes para aparar a água quando chove.

“A Câmara deixou a casa chegar a este estado de degradação e, para cúmulo, agora, quer expulsar a família por, alegadamente, ter rendas em atraso”, denuncia o vereador e candidato à presidência de Câmara em 2017 pelo PS.

O vereador afirma que a família “pagou sempre a renda até surgirem graves problemas de humidade” e acrescenta que a “Câmara nada fez”.

“Pensem comigo: Perante este cenário quem não deixaria de pagar a renda?”, questiona José Morais, apontando dedo a Júlia Fernandes, vereadora com o pelouro da ação social, a quem acusa de “falta de humanidade”.

“É desumano deixar pessoas a viver nestas condições e nada fazer para resolver o problema. É desumano pretender pôr uma família a viver na rua, em particular nesta fase tão difícil que atravessamos”, diz José Morais, adiantando que a função dos políticos é “defender todos em geral e os mais desfavorecidos em particular”.

O vereador pede ainda ao presidente da Câmara, António Vilela, que suspenda a ordem de despejo e “ordene a execução imediata de obras nas habitações sociais”.

Câmara nega

Em declarações ao jornal Terras do Homem, a Divisão Jurídica e a Divisão de Educação e Promoção Social afirmam que “foram esgotadas todas as tentativas possíveis para sanar o diferendo”, desmentindo a versão da família.

Explica que o contrato de arrendamento foi celebrado em 2011 e que, em maio do ano seguinte, a família já se atrasava a pagar a renda, “situação que se verificou recorrentemente”.

Diz ainda a autarquia que, a partir de maio de 2016, a família deixou de pagar as rendas, alegando “a existência de problemas de humidade provocados pelo painel solar”.

Diz o Município que “mandou reparar o referido painel no mês seguinte, conforme consta da ficha de cabimento”, mas que, mesmo assim, não voltou a pagar quaisquer rendas desde esse período.

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Braga

Mais 192 casos covid no concelho de Braga. Há 1.030 pessoas em isolamento

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Braga (Arquivo)

O concelho de Braga registou mais 192 casos de infeção por covid-19 desde a passada sexta-feira, acumulando agora 2.652 desde o início da pandemia.

Estes dados, apurados por O MINHO junto de fonte local da saúde, foram atualizados às 17:30 desta terça-feira.

Não foi possível apurar o número de casos ativos, uma vez que o número atualizado de recuperados não foi divulgado.

Na semana passada, o concelho registava 1.579 casos de recuperações do SARS CoV-2 desde o início da pandemia.

Registam-se ainda 74 óbitos, número que se mantém igual desde 16 de junho.

De acordo com os dados revelados hoje, o número de pessoas em isolamento sob vigilância da autoridade de saúde é de 1.030.

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Braga

Monumento a arcebispo Diogo de Sousa será “Porta Aberta” em Braga

Cultura

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foto: DR

“Porta Aberta” é o nome da proposta vencedora do concurso de ideias para a criação de um monumento evocativo ao arcebispo D. Diogo de Sousa, a instalar na cidade de Braga, anunciou hoje o município.

Apresentada pelo gabinete de arquitetura “Sequeira Arquitetos”, a proposta pretende realçar a “porta visionária” de Diogo de Sousa, que “abriu Braga ao mundo”.

“Diogo de Sousa, ao passar por Braga, engrandeceu esta cidade. Esta porta representa toda a sua visão estratégica que, através da sua passagem por Braga, deixou obras impactantes de extrema importância, que ainda hoje marcam o ADN desta ilustre cidade”, lê-se na memória descritiva do projeto, lembrando que a porta “simboliza a diferença que cada um pode fazer ao passar num determinado local”.

Após a análise dos trabalhos, o júri do concurso atribuiu ainda duas menções honrosas às propostas apresentadas pelos arquitetos Nuno Alexandre Galamba Caeiro Martins e Ângelo Manuel Morgado Ribeiro.

O monumento será instalado no Campo da Vinha, no cruzamento entre a Rua dos Capelistas e a Rua Dr. Justino Cruz.

“Com este monumento, o município pretende evocar a figura mais importante do urbanismo bracarense de todos os tempos”, sublinha o comunicado.

O regulamento prevê a atribuição de 4 mil euros ao vencedor do concurso e mil euros para cada menção honrosa.

Diogo de Sousa foi “arcebispo e senhor” de Braga durante 27 anos, entre 1505 e 1532.

Antes, tinha sido bispo do Porto.

Na proposta que serviu de base ao lançamento do concurso de ideias, lê-se que Diogo de Sousa foi considerado “o novo fundador” de Braga, pela sua atividade pastoral, cultural, humanismo cívico e veia urbanística.

“No seu desejo de rejuvenescer e engrandecer a cidade de Braga e de a transformar numa pequena Roma, D. Diogo de Sousa comprou casas, quintais, campos e vinhas e deu início à grande transformação da cidade, abrindo e alargando praças e ruas, dentro e fora das muralhas”, acrescenta.

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