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Famalicão vai alienar as 3.879.900 ações que detém na Águas do Norte

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A maioria PSD/CDS-PP que lidera a câmara de Famalicão decidiu esta quinta-feira alienar a participação desta autarquia na empresa Águas do Norte, apesar de a oposição, composta pelo PS, ter votado contra.

O presidente da câmara de Famalicão, Paulo Cunha, defendeu ser “altura de marcar uma diferença entre quem presta o serviço de fornecer água e saneamento em alta e quem utiliza o serviço”, mas o vereador socialista António Barbosa acusou o executivo de Direita de estar a cometer “um erro estratégico muito grave e irrecuperável”.

Em causa está a participação, enquanto acionista, desta autarquia do distrito de Braga, na Águas do Norte, empresa que substitui, com a reforma no setor das águas, a Águas do Noroeste, da qual Famalicão fazia parte, mas aos municípios está a ser colocada a questão sobre se querem manter a participação ou acionar a opção de venda.

“Estamos a aproveitar uma oportunidade de nos colocarmos perante esta empresa como clientes, exigindo dela o que qualquer cliente deve exigir do seu fornecedor”, disse aos jornalistas Paulo Cunha.

O autarca que falava à margem de uma reunião de câmara, referiu que “a participação da câmara na Águas do Norte neste momento é 2,55%”, considerando-a “completamente exígua”: “Não nos dá possibilidade do ponto de vista prático de influenciar as decisões que são tomadas. Uma instituição pública não deve fazer parte de uma entidade onde a sua voz não seja ouvida”, disse.

Mas para a oposição “a câmara deveria manter a sua posição para assegurar a defesa” dos investimentos locais: “Não tem nenhum sentido estar a alienar uma posição que é fundamental para a câmara ter legitimidade para defender os interesses dos famalicenses”, referiu António Barbosa.

Famalicão detém atualmente 3.879.900 ações, sendo que cada uma delas será “liberada” por um euro/cada, o que acrescentando remuneração em dívida o valor a pagar pela Águas do Norte à câmara será de 7.487.249,99 euros.

“A participação da empresa valorizou-se. O valor nominal é de quatro milhões e as ações vão ser vendidas por sete milhões de euros. Para além de estratégica [esta participação] tem também interesse financeiro”, argumentou, ainda, o PS.

Já Paulo Cunha disse não se “rever numa estrutura de caráter público que gera lucros”, não pondo em causa o lucro gerado mas a forma como este é utilizado.

“Esse lucro devia ser reinvestido na questão do tarifário ou em investimentos em rede, mas esse dinheiro é distribuído pelos acionistas”, disse o autarca que aproveitou para criticar o facto da distribuição da verba estar dependente da vontade da assembleia.

 

“Hoje temos direito a mais de três milhões de dividendos, mas temos direito porque ao longo de anos não foi pago. A decisão de distribuir dividendos depende da assembleia. Ora se a maioria [referindo-se à empresa Águas de Portugal que é acionista maioritário] decide não distribuir dividendos e que fiquem cativos na empresa, os municípios não recebem um tostão”, resumiu.

Esta decisão será ainda remetida à assembleia municipal de Famalicão.

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Moradora alvo de tentativa de violação nas escadas de um prédio em Famalicão

Agressão sexual

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Foto: Google Maps

Uma mulher, com cerca de 30 anos, terá sido vítima de uma tentativa de violação, ao início da tarde desta quinta-feira, na escadaria de um prédio na cidade de Famalicão.

Segundo avança a rádio Cidade Hoje, a mulher terá entrado no edifício onde reside, na Rua Luís Barroso, junto às escolas secundárias, quando um homem, “de porte forte, moreno” a terá abordado de surpresa quando esta saía do elevador.

A vítima terá tentado libertar-se do alegado agressor, que ainda lhe conseguiu rasgar parte da roupa, e conseguiu escapar. O homem terá caído nas escadas enquanto a vítima gritava por ajuda.

O alegado abusador ter-se-à posto em fuga pouco depois, quando o marido da vítima, que estava dentro do apartamento, chegou ao local da tentativa de agressão sexual.

A mulher foi depois assistida no Hospital de Famalicão, para onde se dirigiu pelos próprios meios, deslocando-se de seguida à esquadra da PSP local para apresentar queixa.

Amanhã será submetida a perícia no Instituto de Medicina Legal de Braga, para confirmar a prova de tentativa de violação.

O homem ainda estará em fuga.

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Biblioteca de Famalicão abre segunda-feira com acesso condicionado

Desconfinamento

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Foto: Divulgação

A Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco e os seus Polos de Leitura avançam na próxima segunda-feira para a terceira fase do plano de reabertura condicionada e faseada dos serviços com normas de funcionamento temporárias, foi hoje anunciado.

Neste âmbito, a entrada, circulação e permanência de leitores nas instalações das bibliotecas deverá acontecer no estrito cumprimento das regras estipuladas pela Direção Geral de Saúde e será condicionada à lotação de cada biblioteca e de cada sala, respeitando as regras de distanciamento entre pessoas e com recurso ao uso obrigatório de máscaras pelos leitores.

O acesso às salas de leitura e às estantes será também condicionado ao estritamente necessário e será orientado pelos técnicos da biblioteca. Após a consulta, os livros ou documentos manuseados deverão ser entregues ao técnico para cumprimento dos devidos cuidados posteriores. A permanência nos espaços das bibliotecas será por tempo determinado e para o estritamente necessário.

Nesta fase, a Biblioteca Municipal funcionará para atendimento presencial à segunda feira, das 14:00 às 18:00 e de terça a sexta feira, das 10:00 às 12:00 e das 14:00 às 18:00, mas os polos terão horários diferenciados.

Apesar da reabertura ao público, o livre acesso às Bibliotecas de Famalicão permanece limitado e condicionado. Os interessados podem conhecer as normas de funcionamento temporárias das bibliotecas através do site.

Para evitar deslocações em vão, os interessados devem privilegiar o contacto prévio com a sua Biblioteca, através de telefone ou email, e solicitar as informações e os esclarecimentos que necessitar.

O arranque desta 3.ª fase, a 1 de junho, coincide com a data em que se celebra o dia mundial da criança, os 28 anos da inauguração do atual edifício da Biblioteca Municipal e a data da morte do seu patrono, o escritor Camilo Castelo Branco.

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Juntas e Câmara de Celorico de Basto exigem reabertura das extensões de saúde

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Juntas de freguesia de Celorico de Basto, apoiadas pela câmara, exigem a reabertura das extensões de saúde encerradas em março e o “regresso à normalidade” no atendimento no centro de saúde.

José Sousa, presidente da Junta de Ribas, porta-voz dos autarcas de freguesia, disse hoje à Lusa não se entender a razão pela qual se mantêm encerradas as quatro extensões de saúde (Mota, Rego, Gandarela e Fermil), impedindo o acesso aos atos médicos de milhares de pessoas.

O autarca sublinha que as extensões de saúde encerradas devido à pandemia de covid-19 (prevê-se a reabertura na Mota, na segunda-feira) situam-se em zonas rurais e distantes da sede do concelho, “complicando a vida às pessoas com poucos recursos e sem transportes”.

“Muitas estão há meses sem consultas e exames e isso não é inaceitável”, lamentou.

José Sousa acrescentou que os contactos das freguesias com a direção do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Baixo Tâmega, no sentido da reabertura das extensões, têm esbarrado na justificação de que não haverá pessoal auxiliar disponível para assegurar a reabertura.

O autarca de Ribas diz haver disponibilidade da câmara para assegurar os recursos humanos necessários, o que foi hoje confirmado à Lusa pelo presidente daquele município do distrito de Braga, Joaquim Mota e Silva.

“Se for necessário dar formação às pessoas também garantiremos isso”, acrescentou, enquanto sublinhava o desconforto dos munícipes face à situação atual.

Para o presidente da câmara, já é tempo de os serviços de saúde pública, como está a acontecer noutros setores do Estado, se adaptarem à fase atual de desconfinamento, “regressando progressivamente à normalidade, com os devidos cuidados”.

Joaquim Mota e Silva critica a situação que se vive no centro de saúde, que ainda “continua a trabalhar como há um ou dois meses”, sem se “adaptar à nova realidade”.

“O centro de saúde tem de reabrir, com os devidos cuidados”, reforçou.

A situação no centro de saúde é descrita pelo presidente da Junta de Ribas como “lamentável”, falando de um cenário de filas com “muitas pessoas no exterior à espera para serem atendidas” por alguém à janela, a partir do interior das instalações.

“Onde está a privacidade das pessoas”, questiona, falando da “revolta” que se observa entre a população, nomeadamente a mais idosa, obrigada a recorrer ao centro de saúde naquelas circunstâncias.

A Lusa contactou a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N), questionando o organismo do Estado sobre as questões suscitadas pelas autarquias de Celorico de Basto.

Sobre o encerramento das extensões, refere-se que “o ACES Baixo Tâmega, ao abrigo do plano de contingência do covid-19, teve necessidade de encerrar vários postos de atendimento, não só em Celorico de Basto, mas também noutros concelhos, dado que não reuniam condições exigíveis para se manterem em funcionamento”.

A ARS-N não esclareceu sobre a reabertura das extensões, assinalando, porém, que a direção do ACES “está a trabalhar com as equipas de saúde no sentido da retoma da atividade e a progressiva e sustentada reabertura dos polos, mantendo os princípios de segurança para os profissionais e utentes”.

O organismo acrescenta que “as sedes de todos os centros de saúde continuaram a funcionar, assegurando os serviços mínimos, consultas de vigilância e consulta aberta com um sistema de triagem à entrada que ainda se mantém”.

“Os utentes são triados e orientados em conformidade”, lê-se no esclarecimento enviado à Lusa, que não responde, todavia, à questão da alegada falta de funcionários, bem como a recetividade da câmara para disponibilizar recursos humanos que permitam a reabertura das extensões de saúde.

Portugal contabiliza 1.369 mortos associados à covid-19 em 31.596 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado hoje.

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