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Famalicão

Famalicão: “Modernização, digitalização e economia circular” é o futuro do têxtil

Diz o ministro da Economia

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Empresa têxtil Valerius. Foto: valerius.pt

O ministro da Economia afirmou, esta quarta-feira, que o futuro da indústria têxtil está na “modernização, digitalização e economia circular”, desvalorizando os números que apontam diminuição de emprego e empresas e salientando que o setor quer “crescer” em volume de negócios.

À margem do Simpósio ITV no horizonte 2015, em Vila Nova de Famalicão, Braga, o também ministro de Estado, Pedro Siza Vieira, lembrou que o setor têxtil tem “uma força de trabalho com um acerta idade” e que é preciso a renovação de trabalhadores.

A edição de hoje do Jornal de Negócios refere que nos próximos anos o setor têxtil poderá perder duas mil empresas e 28 mil empregos até 2025, embora esteja previsto ao aumento das exportações e das vendas, sendo que o setor está a preparar o “novo plano estratégico”.

“Temos uma força de trabalho neste setor que já tem uma certa idade e é possível que algumas pessoas vão começando a abandonar o setor. O que queremos é que a renovação da força de trabalho se faça com pessoas mais qualificadas e que as empresas, tendo mais produtividade, sejam capazes de produzir mais com menos gente”, respondeu o titular da pasta da Economia e da Transição Digital.

Para Pedro Siza Vieira, “há uma ideia de sucessão de gerações na indústria, com cada vez maior qualificação, e com empresas que vão ganhar escala, tornar-se mais competitivas a nível internacional e com isso conseguem produzir mais e melhor”.

Por isso, o governante não mostrou constrangimento quando confrontado com a questão de uma possível nova crise como nos anos 80: “Encontrei nos empresários uma visão muito ambiciosa para o setor, que quer crescer em volume de negócios, em exportações e na produtividade”, disse.

Com um tom otimista, o ministro não deixou de reconhecer que “hoje há uma abrandamento da Economia” para alguns dos mercados para os quais Portugal exporta, “já há menos encomendas de alguns mercados”, mas, disse, apesar de uma conjuntura que possa estar mais incerteza”, a aposta tem que “assegurar condições” para as empresas investirem no futuro.

Para Siza Vieira, esse investimento passa pela “modernização, digitalização, economia circular” e “quem não fizer esse esforço de investimento não vai conseguir no futuro afirmar-se nas preferências dos novos consumidores”.

No mesmo sentido, o presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), Mário Jorge Machado, contestou as contas apresentadas sobre os “futuros” números do desemprego no setor. “As contas estão incompletas (…), afirmou.

“O que nós dissemos foi que ao longo dos próximos anos este setor, como todos, vai perder mão-de-obra, mas pelas questões dinâmicas e, sobretudo, pelas questões etárias e demográficas. Nos próximos dez anos vamos perder 40 mil pessoas, mas isso não quer dizer que vão ser despedidas. E vamos precisar de contratar 20 a 25 mil pessoas com outras competências e formação”, explanou.

Para Mário Jorge Machado, “o setor vai mesmo estar sobre pressão com outros setores para contratar jovens qualificados.

Quanto ao plano estratégico para o setor, igualmente à margem do colóquio, o diretor-geral da ATP, Paulo Vaz explicou que o referido plano está dependente de União Europeia também.

“Estamos a trabalhar no estudo com produtos de certeza técnica que nos vão ajudar, só não o fizemos ainda porque não conhecemos ainda o quadro comunitário e os fundos que estarão disponíveis. Vamos ter investimento, mas é importante conhecermos quais as regras que vêm ai antes de termos esse plano fechado”.

O simpósio, disse, serviu como “exercício de reflexão” para o futuro do setor na próxima década, colocando a tónica na sustentabilidade.

“A sustentabilidade é um novo paradigma, a raiz de desenvolvimento que as empresa não podem ignorar, mas não como uma ameaça e sim ajustarem-se a isso”, salientou.

Segundo este responsável, “não são investimentos muito diferentes do que tem já sido feito, a [nossa produção] já é muito alinhada com as preocupações de natureza ambiental e social”.

“Temos um sistema de despoluição que está cá há 20 anos, somos um paradigma e não temos que inventar nada. As nossas empresas devolvem água mais limpa do que aquilo que trazem”, referiu.

O desafio, apontou, é “escrever isso no processo para que o consumidor final possa saber todo o percurso daquela peça, desde onde foi plantado o algodão ao número de quilómetros que a peça fez até chegar ao consumidor final”.

Para Paulo Vaz, o futuro das exportações portuguesas são, “sobretudo, os mercados e países mais desenvolvidos”, sendo que outra das palavras de ordem será inovação.

“Eu diria que quase todos os ‘drives’ acabam por estar ligados, a inovação, tecnologia, acabam por estar ligados à sustentabilidade. Estamos a falar de novas tecnologias que dão uma segunda vida às peças que entram na tal economia circular”, finalizou.

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Ave

Mulher morre atropelada em Famalicão

Vale de S. Cosme

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Foto: DR / Arquivo

Uma mulher com cerca de 50 anos morreu hoje atropelada por um automóvel em S. Cosme, Vila Nova de Famalicão, disse fonte dos bombeiros.

Segundo a fonte, a mulher iria entrar na sua viatura e terá sido colhida por uma outra que no momento estava envolvida num acidente de viação.

O alerta foi dado pelas 14:15 e o óbito foi declarado no local.

Para o socorro, foram mobilizados os Bombeiros Voluntários Famalicenses e uma viatura médica de emergência e reanimação.

A GNR tomou conta da ocorrência.

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Ave

Rixa com disparos no centro de Famalicão acaba com mulher detida

Em duas artérias

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Foto: DR / Arquivo

Uma mulher foi detida, na manhã de sábado, no centro de Famalicão, por condução sob efeito de álcool, na sequência de uma intervenção da PSP por alegada rixa. O caso deu-se em duas artérias da cidade – Praça D. Maria II e Rua Capitão Manuel Carvalho.

Segundo a PSP, aquela polícia foi alertada para uma rixa entre vários indivíduos, pelas 07:30, com disparos de arma de fogo. Aquando da chegada dos elementos policiais, os referidos indivíduos já se tinham posto em fuga numa viatura que foi identificada pelos agentes.

Após diligências, os agentes intercetaram  cinco indivíduos, duas mulheres e três homens, com idades compreendidas entre os 21 e 43 anos, suspeitos dos factos mencionados.

“No decorrer da intervenção policial, não lhes foram encontrados indícios do uso de armas de fogo, contudo na sequência da fiscalização efetuada, foram pelos próprios confirmados os desacatos, negando utilização de armas de fogo”, refere a PSP em nota enviada a O MINHO.

De seguida, foi efetuado o teste alcoolémia à condutora do veículo, tendo apresentado uma TAS de 1,63 gramas por litro no sangue, motivo pelo qual foi a mesma detida e notificada para comparecer nos Serviços do Ministério Público do Tribunal Judicial de Vila Nova de Famalicão.

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Ave

Famalicão “forma” humanos através das artes marciais

Alex-Ryu-Jitsu

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Foto: Divulgação / CM Famalicão

“Era um miúdo muito introvertido e agora estou muito mais confiante e extrovertido e isso permitiu-me explorar outras coisas da vida para além dos computadores”. O testemunho é do Miguel Azevedo, de 16 anos, mas poderia ser de qualquer um dos cerca de 600 atletas das vinte e oito academias da Associação e Federação Alex-Ryu-Jitsu, porque a autoconfiança está-lhes estampada nos rostos e nos gestos.

O Roteiro pela Inovação de Vila Nova de Famalicão passou, na última sexta-feira, por um treino de uma academia da associação, com uma visita do presidente da Câmara, Paulo Cunha, e revelou uma coletividade cheia de vitalidade que todos os anos, há já várias décadas, se serve de uma arte marcial com um estilo próprio da autoria do fundador e presidente da associação, para “aprenderem a serem educados, a respeitarem o outro, a fortalecerem o autocontrolo e confiança pessoal”.

Foto: Divulgação / CMF

O mestre Alexandre Carvalho tem uma vida ligada às Artes Marciais e construiu em Famalicão uma escola que já formou milhares de crianças e jovens e já deu ao concelho umas largas centenas de medalhas, entre ouro, prata e bronze, conquistadas em campeonatos nacionais e internacionais de artes marciais.

Um aspeto importante, mas que o presidente da Câmara relativiza em comparação com os ganhos na educação. “A educação não se cumpre só na escola, no sentido formal e no tempo letivo, e há muitos outros momentos e instituições que podem contribuir para o fortalecimento desse projeto educativo e que fazem a Cidade Educadora que queremos para Famalicão. É o que acontece todo os dias nas academias Alex-Ryu-Jitsu, onde se dá um contributo liquido para capacitar e criar condições para que tenhamos melhores cidadãos em todas as direções. Um excelente exemplo”.

Foto: Divulgação

A associação e federação Alex-Ryu-Jitsu tem vinte e oito academias (22 em Famalicão, quatro noutros concelhos e duas fora do país – Suíça e Luxemburgo) e para além da formação semanal realiza várias atividades anualmente, campeonatos de âmbito regional e nacional, e os seus atletas participam com frequência em vários campeonatos, de estilos semelhantes, por todo o país e no estrangeiro. Estão filiados na federação internacional, United States Karaté Association (U.S.K.A.), com sede nos Estados Unidos e em Madrid. Estão devidamente inscritos e reconhecidos pelo IPDJ e todos os instrutores e mestres possuem a cédula de treinador, documento exigido por esta última entidade para poderem promover a prática desportiva.

Para além do trabalho de academia, a federação é frequentemente convidada para ministrar cursos de defesa pessoal às forças de segurança, nomeadamente PSP, Policias Municipais, GNR e guardas prisionais.

É uma história de muitas páginas, que Alexandre Carvalho começou a escrever na década de 90 do século passado com a fundação da Associação de Artes Marciais de Vila Nova de Famalicão, depois de uma formação consistente de muitos anos e com mestres internacionais nas Artes Marciais. Hoje, a associação é um projeto consolidado e mobilizador, que ultrapassa pessoas e fronteiras.

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