Seguir o O MINHO

Ave

Famalicão: Mãe que causou lesões cerebrais ao filho bebé fica em prisão domiciliária

A criança foi entregue a uma família de acolhimento

em

Foto: Ilustrativa / DR

O juízo Central Criminal do Porto condenou hoje a três anos de prisão, a cumprir em casa sob vigilância electrónica, uma mulher de Vila Nova de Famalicão que maltratou o seu filho com um mês de idade, causando-lhe graves lesões cerebrais.

A arguida podia optar, conforme deu a escolher o tribunal, por cumprir a pena na prisão e, quando cumprisse metade dessa pena, pedir a liberdade condicional, mas preferiu a prisão domiciliária.

Em qualquer das circunstâncias, à pena concreta desconta o tempo de prisão preventiva da mulher que é já de um ano e dois meses.

A arguida ficou inibida de exercer o poder paternal por 10 anos e do exercício de profissões em que tenha de lidar com crianças, tendo de pagar 20 mil euros à ofendida.

O coletivo de juízes deu por provada parcialmente a acusação contra esta mulher – uma costureira de 29 anos – por reincidir nos maus tratos à criança em ambiente hospitalar, depois de o fazer em Vila Nova de Famalicão.

De acordo com o processo, a arguida abanou o bebé “de forma violenta” com o alegado propósito de conseguir que parasse de chorar. Fê-lo ao longo de quatro dias de outubro de 2018, até lhe causar síndrome de bebé abanado (“shaken baby”).

A criança “sofreu traumatismos no cérebro, em consequência dos deslocamentos violentos deste contra as paredes do crânio, causados pela forma violenta como a arguida o abanou”, simplifica o Ministério Público (MP), na acusação.

Acrescenta que “depois de exames, de uma TAC [Tomografia Axial Computorizada] e ressonâncias magnéticas, os médicos confirmaram múltiplas lesões e hemorragias” na criança, que começou por ser levada a um centro de saúde, foi reencaminhada para o hospital local e transferida para os Cuidados Intensivos do hospital central de São João, no Porto.

A acusação dá nota de que a mulher voltou a agredir a criança, mais do que uma vez, na enfermaria do hospital de São João onde a menor foi internada.

Agrediu-a com palmadas violentas nas nádegas e chamou-lhe “demónio”, segundo o MP.

Ainda de acordo com o processo, no saco de maternidade da mulher foi encontrada, no dia em que o bebé teve alta no hospital de São João, “uma faca de cozinha, com comprimento total de 31 centímetros, sendo 20,5 centímetros de lâmina”.

O tribunal considerou que a arguida não agiu por “sentimentos de malvadez”, mas com o objetivo específico de que o bebé parasse de chorar.

A produção de prova neste julgamento foi feita em sessões à porta fechada, mas a juíza revelou, na leitura do acórdão,que a arguida negou os factos, nas, acrescentou, “não convenceu o tribunal”.

A criança foi entregue a uma família de acolhimento.

Anúncio

Guimarães

95 condutores sem justificação para entrar em Guimarães voltaram para casa

Covid-19

em

Foto: O MINHO

Decorreu este domingo uma megaoperaçao levada a cabo pelo posto territorial da GNR de Guimarães, não só de fiscalização mas também de aconselhamento de condutores e passageiros face às regras de confinamento impostas devido à pandemia de covid-19.

A operação decorreu em quatro locais – eixos de entrada e saída do concelho – e serviu também para mentalizar os ocupantes das viaturas a ficarem em casa durante este domingo.

Foto: O MINHO

O MINHO falou com o capitão Orlando Rodrigues, comandante da GNR de Guimarães que liderou a operação rodoviária, de onde não resultaram condutores ou passageiros detidos.

Mas 95 condutores tiveram de acatar uma ordem de regresso, um acatamento, por não terem justificação válida para circular na estrada. Motivos de lazer não foram tolerados pelas autoridades.

“A nossa intenção era sensibilizar as pessoas para que fiquem em casa, não só os condutores mas também os passageiros”, explicou o comandante, revelando que foram fiscalizadas 804 viaturas e 1.026 passageiros.

Foto: O MINHO

“A maior parte ia às compras, às farmácias ou prestar assistência a familiares, mas mesmo a esses foi aconselhado que evitassem ao máximo as deslocações durante este período”, acrescentou o capitão Rodrigues.

“Apelámos também às pessoas para que se restrinjam às regras que estão a ser veiculadas pelas autoridades e pela comunicação social”, disse ainda.

Algumas viaturas seguiam com vários passageiros, pelo que lhes foi aconselhado a evitarem esse tipo de deslocação. “Quem ia às compras, foi recomendado que evitasse levar passageiros, até porque isso já foi várias vezes veiculado”, explicou a autoridade policial.

Foto: O MINHO

A operação dividiu-se em quatro pontos: rotunda de Silvares, junto à saída da A11, nas freguesias de Infantas e de Ponte (EN 101) e ainda na EN 105, na rotunda que dá acesso a Vizela.

De acordo com as restrições à circulação aprovadas por decreto do Governo sobre o Estado de Emergência, para além de motivos profissionais, só é permitida a circulação para aquisição de bens e serviços, por motivos de saúde, a estações e postos de correio, agências bancárias e agências de corretores de seguros ou seguradoras, para atividade física de curta duração e apenas sozinho e para passear animais de companhia.

Vão ser também proibidas deslocações para fora do concelho de residência no período da Páscoa, entre 09 e 13 de abril.

Continuar a ler

Ave

Empresário do calçado compra e oferece 40 mil máscaras a Vizela

Covid-19

em

Foto: Divulgação / CM Vizela (Arquivo)

O concelho de Vizela vai receber 40 mil máscaras cirúrgicas vindas da China, oferecidas por um empresário local, anunciou hoje esta autarquia do distrito de Braga, apontando que o material será distribuído por instituições da região.

Em comunicado, a Câmara de Vizela indica que as máscaras chegaram hoje ao aeroporto de Lisboa e que o lote se encontra em processo de desalfandegamento e deverá ser transportado para o Minho, na segunda-feira, pela empresa de transportes vizelense Fema.

A Câmara de Vizela aproveita para agradecer ao vizelense Paulino Moura, proprietário da empresa Atrai, que ofereceu este equipamento, contando que o empresário conseguiu adquirir o material em “tempo recorde” graças às relações profissionais que mantém com China.

As máscaras serão distribuídas pelas Instituições Particulares de Solidariedade Social, Unidades de Saúde Familiares, pelos bombeiros do concelho, tal como serão disponibilizadas ao Hospital de Guimarães e de Felgueiras.

Continuar a ler

Ave

Vizela anuncia programa de apoio a famílias carenciadas e ao comércio

Covid-19

em

Foto: Divulgação / CM Vizela

A Câmara de Vizela anunciou hoje um programa de apoio às famílias carenciadas e ao comércio, para fazer face à pandemia da covid-19, com o objetivo de salvaguardar o interesse público municipal.

Entre as medidas, está o aumento dos apoios financeiros a famílias carenciadas, “através do reforço de 50% da verba a atribuir, nos termos da aplicação dos critérios decorrentes do Regulamento de Apoio aos Estratos Sociais Desfavorecidos, de modo a assegurar a capacidade de resposta, num momento de grande dificuldade resultante da propagação do novo coronavírus”, explica a autarquia, em comunicado.

O reforço dos apoios financeiros às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho, “através da duplicação das verbas a atribuir, nos termos do Regulamento de Atribuição de Apoios ao Associativismo”, e a atribuição de 10.000 euros aos Bombeiros Voluntários de Vizela, são outras das medidas implementadas pelo município.

A autarquia decidiu igualmente a “suspensão, durante o período do estado de emergência, do pagamento das taxas de ocupação de espaço público, por parte dos estabelecimentos encerrados por força das medidas restritivas de prevenção do surto epidémico”.

Nesse sentido, foi decretada a suspensão, durante o período do estado de emergência, do pagamento das taxas da feira semanal de Vizela, “de modo a minimizar os prejuízos dos feirantes decorrentes da suspensão da realização das feiras”.

A câmara vai implementar também um apoio especial ao comércio, mediante a atribuição de apoio financeiro à Associação Comercial e Industrial de Vizela.

“Para que esta pague as despesas de eletricidade e água dos estabelecimentos comerciais que, por força das medidas restritivas de prevenção do surto epidémico, se encontrem encerrados (e com atividade suspensa), e dos estabelecimentos que se encontrem em regime de ‘take away’ (encerrados ao público, mas com atividade), correspondendo a 100% ou a 50% das referidas despesas, respetivamente”, lê-se no comunicado.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 60 mil. Dos casos de infeção, mais de 211 mil são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 266 mortes, mais 20 do que na véspera (+8,1%), e 10.524 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 638 em relação a sexta-feira (+6,5%).

Dos infetados, 1.075 estão internados, 251 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 75 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

Continuar a ler

Populares