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Região

Falta de regionalização é a razão dos desequilíbrios regionais

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Foto: Wikipedia

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Fernando Freire de Sousa, disse está quinta-feira que a falta de regionalização “é a razão de quase tudo o que há de desequilíbrios” regionais no país.

“A falta dela é razão de quase tudo que há de desequilíbrio aqui. Não quer dizer que ela seja uma panaceia e que resolvesse tudo até porque depois também há erros que vêm com ela”, defendeu.

Em declarações à Lusa, Freire de Sousa sublinha que a não existência de uma instância regional significa que se “está entre um país ultra centralista, com uma escala municipal que muito legitimamente defende os seus interesses muito locais, e uma escala regional que não existe ou que tem um poder muito limitado”.

Para aquele responsável, as assimetrias regionais e intrarregionais só se resolvem quando o país tratar as regiões em função das suas próprias especificidades, defendendo que isso só é possível com um poder maior da escala regional.

“Se isto fosse um governo regional, nós dizíamos que determinadas verbas são nossas e a gente é que sabe onde vai aplicá-las. Nós não. Temos que discutir estas coisas desde logo com Lisboa a querer tratar igual o que é diferente”, afirmou o presidente da CCDR-N, que lembrou que, dos 86 municípios da Região Norte, 52 são de baixa densidade e todos eles com características diferentes.

Sobre o processo de descentralização e o papel das comissões de coordenação, Fernando Freire de Sousa, sublinhou que, apesar de o assunto estar longe de estar fechado, assume que têm “dúvidas sobre o que se pode fazer para estragar menos”.

“Chocava-me que se fosse mexer nisso só porque sim. Acho que pode acontecer no contexto da descentralização, ou no contexto da forma como nós decidimos estas coisas muitas vezes com alguma superficialidade. Por vezes há decisões que são um bocadinho superficiais e que resultam em coisas que são destrutivas (…). E nós já estamos suficientemente fragilizados para contribuirmos para mais fragilização. Acho que temos de construir em cima do que temos”, sustentou.

O presidente da CCDR-N lembra que as comissões regionais têm 50 anos e que a determinada altura eram as estruturas de suporte a um futuro governo regional, sublinhado que seria “um erro crasso”, se enquanto não houver regionalização, “os próximos programas comunitários serem distribuídos por novas entidades”.

“Nós temos uma tendência, e não tem a ver com este governo, com o anterior, ou os outros para trás, é uma tendência um bocado portuguesa, que é a de inventar a roda de cada vez que temos que tocar um assunto”, afirmou.

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Braga

Máscaras e emoção dos fiéis no regresso às missas no Bom Jesus de Braga

Regresso das missas

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Foto: Basílica do Bom Jesus do Monte

Reportagem de Vítor Fernando Pereira, da Agência Lusa

Nem as máscaras, obrigatórias, no rosto escondiam o ar de alívio, felicidade e, sobretudo, emoção das seis pessoas que hoje assistiram, na Basílica do Bom Jesus, em Braga, à primeira missa do resto das suas vidas.

“Isto enche-me a alma, é uma sensação que não consigo explicar, não há palavras, não sei”, disse José Luís Tinoco, de 80 anos, o primeiro a chegar para assistir à missa, marcada para as 08:00.

Ciente de que, por causa da idade, integra o chamado grupo de risco, o octogenário garantiu ter todos os cuidados e seguir todas as recomendações das autoridades de saúde, tanto assim que até agora, e desde que a pandemia de covid-19 chegou, o filho, a nora e os netos ainda não entraram na sua casa.

Mas à missa no Bom Jesus, à “sua missa” no Bom Jesus, José Luís Tinoco não podia faltar.

“Senti tanto, mas tanto, a falta disto”, disse, com visível emoção.

Naquela basílica de Braga, Património da Humanidade, não havia missas presenciais desde 14 de março, tendo desde então o reitor celebrado apenas com a companhia de um operador de câmara, que assegurava a transmissão via internet.

“Era um vazio muito grande, um silêncio abismal, mas, ao mesmo tempo, o eco que se ouvia era ensurdecedor”, confessou João Paulo Alves.

No entanto, o sacerdote acredita que o reabrir das portas das igrejas é ainda mais importante para os fiéis que ali encontram a sua “fortaleza e a força para o caminho” e procuram “a graça para vencer a pandemia”.

“Se tivesse de usar uma palavra apenas, essa palavra seria alívio”, referiu.

As missas são adaptadas à nova realidade: à entrada, não há água benta, mas há um dispensador de gel desinfetante para as mãos.

A lotação, que em tempos normais é de 177 pessoas, fica agora reduzida a pouco mais de 60.

Todos, sacerdote incluído, têm de usar máscara, cada banco só dá para uma ou duas pessoas, há uma porta para entrar e outra para sair, há sinalética a pedir para que seja respeitada a distância de segurança, há “rececionistas” que encaminham e orientam quem entra.

O coro, que até aqui reunia umas 15 pessoas, já só pode contar com duas ou, no máximo, três.

Quem comunga, não pode dizer “ámen”.

Fazendo jus ao provérbio “se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé”, é o padre que se desloca até cada uma das pessoas para lhes dar a comunhão. Sempre na mão.

Não há saudação da paz, mas, mesmo assim, os fiéis sentem-se abraçados por Deus, e isso já lhes enche a alma.

“Se uma mudança custa sempre, custa sempre mais quando é imposta e quando se lhe junta o medo. É um recomeço, um passo para voltarmos à normalidade. E um alívio”, disse José Leite, 60 anos, outro bracarense que nunca perde a “missa das oito”, aos sábados, no Bom Jesus, a intercalar a sua caminhada matinal.

O reitor da basílica não esconde as saudades do “pré covid-19” e da agitação que se vivia naquele local de culto.

“Em condições normais, hoje teríamos aqui três casamentos, oito batizados e uma peregrinação com mais de 150 pessoas. Foi tudo cancelado. Mas tudo há de ficar bem”, afirma.

Portugal está desde 03 de maio em situação de calamidade por causa da pandemia, mas o Governo tem entretanto aprovado sucessivas medidas de desconfinamento, estando a partir de hoje autorizado o regresso das cerimónias religiosas comunitárias.

“Quero lá saber que tenha de usar máscara, que tenha de desinfetar as mãos, que tenha de ficar sozinho num banco. É aqui que eu me sinto bem, aqui nunca me sinto só”, soltou José Luís Tinoco.

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Viana do Castelo

Acidente violento condiciona trânsito na A28 em Viana

Acidente

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Bombeiros Viana do Castelo. Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO (Arquivo)

Um despiste automóvel está a condicionar o trânsito na A28, sentido Sul-Norte, junto à saída para Vila Praia de Âncora, disse a O MINHO fonte dos bombeiros. O alerta foi dado cerca 11:25 para um despiste com feridos encarcerados.

No local estão os Bombeiros Voluntários de Viana, com dez operacionais e quatro viaturas, os Bombeiros Sapadores, com seis elementos e duas viaturas, a concessionária Norte Litoral, com dois elementos e uma patrulha da GNR.

(em atualização)

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Braga

Torrestir investe 45 milhões e vai criar mais 200 postos de trabalho em Braga

Emprego

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Foto: DR / Arquivo

A transportadora bracarense Torrestir vai construir um terminal logístico na freguesia de Vilaça, prevendo a criação de cerca de 200 postos de trabalho, foi ontem anunciado.

Durante uma visita do secretário de Estado do Planeamento, o também bracarense Jorge Mendes, a empresa anunciou um investimento de 45 milhões de euros para a criação desse novo pólo e para requalificar a atual sede, situada em Nogueira.

O novo centro de logística servirá para aumentar a capacidade de armazenamento da empresa, que se dedica ao transporte nas mais variadas áreas, desde alimentos à indústria farmacêutica.

Citado pelo jornal Correio do Minho deste sábado, o presidente do grupo, Fernando Torres, explicou que a empresa fez parceria com agricultores e fábricas para escoar os produtos dos mesmos durante a pandemia. Para além disso, a empresa fez a distribuição gratuita de medicamentos porta a porta aos mais carenciados.

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