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Braga

Facadas e tesouradas: José “Mão de vaca” confessa crimes em Braga

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Foto: O MINHO

Nem foi preciso ouvir as testemunhas. José Oliveira, de 47 anos, confessou esta manhã no Tribunal de Braga os seis crimes de roubo que praticou em Braga ao longo de 2020.

Face à confissão, o coletivo de juízes marcou a leitura do acórdão para meados do mês e decidiu que o arguido – residente em Santa Tecla e conhecido como “Gusto” ou “Mão de vaca” – continua preso preventivamente em Braga até à conclusão do julgamento.

O Tribunal juntou os seis inquéritos-crime de que foi alvo, o primeiro dos quais está relacionado com um roubo que fez a 16 de março de 2020, quando foi a casa, no Fujacal, de uma mulher, de nome Celeste, sua conhecida, e lhe pediu algumas roupas para vestir, dado que – disse – andava a viver na rua e estava frio.

A mulher dirigiu-se para um quarto da casa e atendeu um telefonema, e nesse instante, o José meteu ao bolso quatro relógios e um fio em metal, tudo valendo 102 euros. De seguida, ela chamou-o para a cozinha para lhe dar de comer e ele sacou de uma navalha, ameaçou que a agredia e arrancou-lhe com força os brincos que trazia – avaliados em 120 euros – e ainda tentou levar as alianças dos dedos.+

O segundo crime foi praticado a 15 de maio: entre as 21:35 e as 21:40, o arguido dirigiu-se a casa de uma outra mulher, a Maria Júlia, também sua conhecida, na Rua do Cantinho e pediu-lhe dinheiro. Ela pegou numa carteira que tinha no hall de entrada para tirar alguns trocos e ele, que ficara à porta, irrompeu pela casa dentro e tirou-lha com força, fugindo de seguida e ficando com os 50 euros que continha.

Na Farmácia Santos

O terceiro ilícito foi praticado a 02 de junho, pelas 22:25, quando o arguido entrou na Farmácia Santos, em São Vicente e pediu um copo de água, o que o funcionário fez. A seguir, o José dirigiu-se para a porta de saída, mas o trabalhador seguiu-o e tentou evitar que saísse levando produtos de bebé, no valor de 50 euros. Aí, ele empunhou uma faca de cozinha e avisou-o de que, se não o deixasse abandonar a farmácia, lhe daria uma facada. Temendo pela vida, o funcionário desviou-se da porta e o homem fugiu.

Agressão com tesoura

A 15 de junho, foi, pelas 20h45 ao estabelecimento «Reticências» e pediu ao dono, seu conhecido, um isqueiro. Este virou costas e quando se virou, o “Mão de vaca” tinha uma tesoura na mão, com a qual lhe deu golpes na mão esquerda e num joelho. Após o que, arrancou a caixa registadora e levou-a, com 50 euros em dinheiro, um cartão multibanco e documentos.
Em novembro, o arguido viu um homem, que estava acompanhado de outro, com um telemóvel na mão, um Alcatel, que valia 105 euros. Aproximou-se e, num gesto repentino, arrancou-lho da mão e pôs-se em fuga.

Facadas no café

A 26 do mesmo mês, foi ao café Gothan, na Avenida General Norton de Matos, e pediu à funcionária, de nome Maria, que lhe emprestasse cinco euros, ao que ela respondeu que não podia fazê-lo. Ato seguido, debruçou-se sobre o balcão, e tirou-lhe um Iphone, no valor de 300 euros. Nesse instante, a empregada pediu ajuda ao dono, José Alves, que estava na esplanada e este tentou recuperar o telemóvel, agarrando o arguido. Só que este sacou da navalha e deu-lhe três golpes na nuca, no pescoço e no braço. E saiu a correr.

Acabou por ser acusado de cinco crimes de roubo, um na forma agravada, e um sexto de violência após subtração.

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