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Fábricas do têxtil querem regresso da máscara e ‘infetados’ sem sintomas a trabalhar

Setor preocupado com as ‘baixas’ nas linhas de produção

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Foto: DR

Algumas empresas do setor têxtil defendem o regresso da utilização da máscara obrigatória no local de trabalho, face ao aumento de casos que tem desfalcado a produção destas linhas industriais.

Mário Jorge Machado, presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), natural de Braga e administrador da Estamparia Adalberto, localizada em Santo Tirso, alerta para várias ‘baixas’ na produção por causa do isolamento a que estão sujeitos, ou até em caso dos filhos contraírem covid-19, levando a que os trabalhadores fiquem em casa a ‘tomar conta’ das crianças.

Em declarações ao jornal ECOcitadas pelo jornal T – o representante da associação salienta que “as empresas começam a ter muitas pessoas de baixa, ou porque foram infetadas ou porque ficam em casa a tomar conta dos filhos infetados”.

Mário Jorge Machado adverte que esta situação está “a ter impacto nalgumas linhas de produção”, embora não se possa comparar ao momento vivido no início de 2021, quando a pandemia começou a alastrar em grande força no nosso país.

A ATP defende ainda que os infetados, sem sintomas, possam continuar a trabalhar, desde que utilizando máscara para evitar a propagação no local de trabalho.

Em declarações a O MINHO, Mário Jorge Machado tinha adiantado que, só na zona Norte, em termos de têxtil e vestuário, existem cerca de 6.000 empresas em nome coletivo e cerca de 5.000 em nome individual, proporcionando uma faturação anual de mais de 55 mil milhões de euros. O setor emprega à volta de 100 mil pessoas na região. Cerca de 80% destas empresas estão localizadas num raio de 50 quilómetros ao redor de Famalicão, em concelhos como Fafe, Guimarães, Barcelos, Santo Tirso, Trofa e Porto.

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