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Fábrica têxtil de Celorico de Basto encerra e atira 110 trabalhadores para o desemprego

PCP questiona governo

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Foto: Imagem TVI

Uma fábrica têxtil em Celorico de Basto, a Confeções Crisof, encerrou e atirou para o desemprego 110 trabalhadores, na sua maioria mulheres. No dia 31 de março, os trabalhadores foram informados, pela advogada da empresa, do encerramento definitivo da fábrica de confeções, fundada em 1999. O PCP questionou o Governo sobre o assunto.

De acordo com aquele partido, nas instalações da Crisof, na freguesia de Gandarela, uma outra empresa chamada Desafios Casuais, Lda. Duas sócias-gerentes – de quatro – desta empresa constituída a 30 de novembro de 2015 são também sócias-gerentes da fábrica que agora encerrou.

“A concretização deste encerramento significa o desemprego para estes 110 trabalhadores, numa região cujas soluções de emprego são quase inexistentes, juntando-se o facto de existirem situações de casais que ficam em situação de desemprego”, salienta o PCP.

O Coordenador do Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes considera que não havia falta de trabalho na empresa, pelo que, juntando-se isto à existência de uma outra empresa do ramo a funcionar nas mesmas instalações e com patrões em comum, levantam-se dúvidas quanto aos reais motivos para o encerramento da empresa.

“O PCP manifesta a sua solidariedade aos 110 trabalhadores e às suas famílias, entendendo que é fundamental defender os postos de trabalho e garantir o cumprimento dos demais direitos destes trabalhadores”, salientam os comunistas.

Nas questões enviadas ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, o PCP questiona se o governo tem conhecido do encerramento da empresa e que avaliação faz do sucedido.

O partido quer saber de “que forma foi este Ministério envolvido, considerando o previsto no artigo 362.o do Código do Trabalho, que determina o envolvimento do serviço competente do ministério responsável pela área laboral na negociação em situações como a descrita”.

Os comunistas perguntam ainda como “pretende o Governo intervir para defender os postos de trabalho ameaçados, bem como para garantir o cumprimento de todos os direitos destes trabalhadores”.

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