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Braga

Fábrica Confiança em Braga volta a hasta pública com propostas por carta fechada

A entregar até 10 de março

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Antiga fábrica Confiança, em Braga. Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

A Câmara de Braga decidiu hoje fazer uma nova hasta pública para vender a Fábrica Confiança, mas vai alterar o regulamento do leilão para as licitações serem por carta fechada, a entregar até 10 de março.

A decisão, que foi tomada depois de a hasta pública de hoje ter ficado sem licitações, aponta a abertura das propostas para dia 11 de março, em horário e local a designar, e mantêm nos 3,6 milhões de euros o valor base para as propostas de venda, disse à Lusa o presidente da autarquia, Ricardo Rio.

“Este tem sido um processo envolvido em algum ruído. Consideramos que a modalidade de carta fechada pode gerar uma situação mais confortável para os eventuais interessados [em contraponto com o modelo de leilão público, como o hoje realizado]”, observou o autarca.

O presidente da Câmara de Braga esclareceu ainda que, “pela tipologia das questões colocadas hoje” na hasta pública, concluiu-se que haveria “vantagem em dar tempo aos potenciais investidores” para poderem refletir.

Ricardo Rio sublinha ainda que a câmara está convicta de que o processo de venda da fábrica é “vantajoso, lícito e incontestável do ponto de vista urbanístico”.

Em comunicado, a autarquia esclarece que vai ser feita “uma alteração ao Regulamento da Hasta Pública” para “estabelecer a apresentação de propostas por carta fechada por parte dos investidores interessados como método de concretização da alienação”.

A câmara revela também que, “nos próximos dias, vai avançar com a contestação judicial da Providência Cautelar que visa o PIP [Pedido de Informação Prévia] aprovado para o local”, mantendo “inequívoca” a “convicção” de que a mesma “terá idêntico desenlace às duas anteriormente interpostas no âmbito deste processo”.

“É também convicção clara da maioria do executivo que o projeto constante do PIP acautela de forma exemplar os fins há muito prosseguidos para este edifício e sua envolvente”, acrescenta.

A autarquia destaca a “preservação da estrutura de uma fábrica centenária enquanto memória de um importante ativo industrial da cidade, a regeneração da zona envolvente e a articulação de tal espaço com o campus universitário próximo”.

De acordo com a câmara, “a recente aprovação de um PIP, que contou com a aprovação expressa das instâncias do Estado que tutelam a salvaguarda patrimonial e que aprovaram o procedimento de classificação do edifício, reconheceu que as funções aí propostas são particularmente adequadas”.

Isto, tanto “para salvaguarda dos espaços e das materialidades pré-existentes na fábrica”, como “para complementaridade e reforço de uma nova centralidade naquela zona, acorrendo a uma necessidade premente de disponibilizar mais unidades de alojamento para o meio académico”, acrescenta a autarquia.

A venda da fábrica, em vias de classificação como imóvel de interesse público, é contestada pela oposição e por uma plataforma cívica, que defendem a continuidade do imóvel na esfera pública.

O preço base da hasta pública era de 3,6 milhões de euros, o mesmo valor pago em 2012 pelo município para aquisição do edifício, desenhado por José da Costa Vilaça e inaugurada em 1921, tendo produzido perfumes e sabonetes até 2005.

A plataforma interpôs uma providência cautelar, aceite pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, em que alega que há violação do Plano Diretor Municipal (PDM).

Segundo a plataforma, o que está previsto para o local não é uma residência universitária, mas sim “um empreendimento marcadamente imobiliário no mercado livre do alojamento, com uma eventual estratégia de marketing dirigida para o mercado universitário”.

Sublinha que o PDM consagra aquela zona para equipamentos.

A providência cautelar suspende o PIP, pelo que, alerta a plataforma, um eventual comprador na hasta pública de hoje “não tem qualquer garantia” de poder construir no local.

A câmara liderada pelo socialista Mesquita Machado chegou a abrir um concurso de ideias para o edifício, mas em 2013 a câmara mudou de mãos.

Em setembro de 2018, a nova maioria PSD/CDS-PP/PPM votou pela venda, alegando que, por falta de fundos disponíveis para a reabilitação, o edifício se apresenta em “estado de degradação visível e progressiva”.

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Braga

Escolta da polícia ajuda transportadora de Braga a levar materiais aos hospitais do país

Um vídeo partilhado hoje pela Torrestir, empresa com sede em Braga, mostra o Comando Distrital da PSP da Coimbra a escoltar um dos seus camiões, na semana que passou, durante o transporte de equipamentos para hospitais. “Garantimos assim, com sucesso, mais uma importante entrega, para podermos continuar a dar o apoio necessário ao setor da saúde, neste momento crucial”. Vídeo: Facebook

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Um vídeo partilhado hoje pela Torrestir, empresa com sede em Braga, mostra o Comando Distrital da PSP da Coimbra a escoltar um dos seus camiões, na semana que passou, durante o transporte de equipamentos para hospitais. “Garantimos assim, com sucesso, mais uma importante entrega, para podermos continuar a dar o apoio necessário ao setor da saúde, neste momento crucial”.

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Braga

Covid-19: Sobe para três o número de mortes em lar de Braga e há 42 infetados

Asilo S. José

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Três idosos acolhidos no Asilo de S. José, em Braga, morreram nos últimos dias com covid-19, havendo outros 23 utentes infetados, disse hoje o presidente da direção à Lusa.

Segundo José Cunha, a terceira morte registou-se na tarde de hoje, no Hospital de Braga, onde a vítima estava internada há cerca de uma semana. As outras duas mortes ocorreram igualmente no hospital. Os testes realizados a 19 utentes revelaram-se inconclusivos, pelo que serão repetidos.

De acordo com o mesmo responsável, 18 funcionários estão igualmente infetados.

“A nossa grande prioridade agora é encontrar pessoal que possa vir trabalhar, para substituir as funcionárias que estão há uma semana a fazer 12 horas por dia”, disse José Cunha.

Para o efeito, estão a ser feitas diligências junto de várias entidades, como Centro de Emprego, Cruz Vermelha, Segurança Social e bolsas de voluntariado, no sentido de conseguir as 15 pessoas necessárias para assegurar o funcionamento do lar nos próximos 15 dias.

Entretanto, o lar vai resolver “internamente” o problema dos infetados.

No logradouro, foram instaladas duas tendas para acolher os funcionários.

Os utentes infetados que não têm autonomia serão acolhidos no salão polivalente do lar, que assim se tornará numa espécie de enfermaria.

Os que não têm autonomia permanecerão em isolamento nos seus quartos.

O lar conta, neste momento, com 103 utentes, de idade elevada.

“São todos de idade elevada, com 107 anos, com 100, com 90 e muitos, muitos deles com várias patologias associadas, o que torna a situação muito, muito complicada, mas nós estamos, naturalmente, a fazer tudo o que está ao nosso alcance para tratar dos nossos utentes”, disse ainda José Cunha.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 667 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 31.000.

Dos casos de infeção, pelo menos 134.700 são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 119 mortes, mais 19 do que na véspera (+19%), e registaram-se 5.962 casos de infeções confirmadas, mais 792 casos em relação a sábado (+15,3%).

Dos infetados, 486 estão internados, 138 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

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Braga

Covid-19: Segundo utente infetado na APPACDM de Braga

Uma funcionária também testou positivo

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Foto: Luís Moreira / O MINHO

Um utente do lar da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Lomar, em Braga, testou positivo para Covid-19, soube O MINHO junto de fonte oficial.

Este caso junta-se a outros dois, de um outro utente e uma funcionária, conforme noticiado ontem.

No sábado, António Melo, presidente da direção da APPACDM de Braga, disse a O MINHO que os lares de Lomar, São Lázaro e Gualtar iam entrar em quarentena obrigatória a partir da noite de ontem, com cerca de 40 jovens e sete funcionários a permanecerem dentro das instalações durante os próximos 14 dias.

Sobre os dois primeiros casos confirmados, o responsável explicou que o jovem infetado pertencia ao Centro de Atividades Ocupacionais mas não frequentava a instituição desde 13 de março, nem nunca frequentou o lar residencial.  Quanto à funcionária infetada, o diretor explica que a infeção pode não ter sido contraída no lar.

Os restantes utentes e funcionários vão ser sujeitos ao teste de despistagem da doença, que devem ser conhecidos nos próximos dias, enquanto permanecem em quarentena dentro dos lares.

António Melo disse que cada utente será confinado a um quarto e será servido por uma funcionária, de modo a evitar múltiplos contactos.

“É uma situação muito difícil de gerir porque vários jovens têm doenças do foro mental e não vão querer estar confinados o dia todo num quarto”, alertou o responsável a O MINHO.

Em declarações ao jornal Correio do Minho, a diretora-técnica da APPACDM de Lomar revelou que o homem infetado, de 44 anos, estará em estado crítico, e já possui histórico de problemas respiratórios.

Queixas de funcionários

Alguns trabalhadores do organismo apontam críticas à direção por não ter tomado medidas anteriores, mas António Melo refuta-as, indicando que está a proceder conforme as determinações das autoridades de saúde.

Há ainda queixas de que existem ameaças para com os funcionários para que estes trabalhem, acusação também negada pelo diretor.

Sobre a ausência de apoio médico, António Melo explica que o enfermeiro habitual está a trabalhar no Hospital de Famalicão, que acresce o risco de contaminar os utentes, face a essa exposição.

O responsável reforça ainda que cada jovem está em quarto individual e isolado, por determinação da saúde pública.

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