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Exportações do têxtil e vestuário sobem 1,1% para 880 milhões em janeiro e fevereiro

Dados da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal

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Foto: Sasia (Famalicão) / Arquivo

As vendas no exterior da indústria têxtil e vestuário totalizaram 880 milhões de euros, em janeiro e fevereiro, mais 1,1%, que em igual período de 2018, segundo dados divulgados pela associação do setor.

A ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal refere que, neste desempenho, Espanha continua a liderar o ‘ranking’ dos principais destinos da produção nacional, com uma quota de 28,7%, mas sublinha que registou um crescimento contido, de apenas 1%.

A Itália reforçou a tendência de crescimento com uma evolução de 3,4%.

Apesar do crescimento das vendas no exterior, a associação realça que as importações de têxteis e vestuário registaram “novo aumento exponencial de 13,1%”.

Para aquele cenário, há que contar com o contributo da China com um peso de 76,2% (29 milhões de euros), Espanha com 7,7% (18,5 milhões de euros) e o Paquistão com 61,5% (9,9 milhões de euros).

Ainda no que se refere às exportações, os Estados Unidos surgem como o mercado que registou o maior crescimento, 17,8%, o que traduz um aumento absoluto de cerca de 8,9 milhões de euros.

De acordo com os dados da ATP, o mercado norte-americano reforça assim o peso de 7% que detém nas exportações do setor.

O Canadá também ganha relevância nas exportações, já que “também registou uma forte subida de 29,9%, ou seja, mais dois milhões de euros que no mesmo período do ano anterior”, refere a associação.

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Testes negativos podem dar uma “falsa segurança”, diz diretora-geral da Saúde

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, alertou hoje que a realização de testes como medida isolada para minimizar o impacto do novo coronavírus pode levar a uma “falsa segurança”, nomeadamente na “questão muito delicada” dos lares de idosos.

“Essa medida sozinha, isoladamente fazer testes, não nos vai resolver o problema. Aliás, nenhuma medida isolada resolve o problema da covid-19”, afirmou a representante da Direção-Geral da Saúde (DGS) numa conferência de imprensa no Ministério da Saúde, em Lisboa, quando questionada sobre o anúncio concreto da Câmara Municipal da Maia, de que irá efetuar, a partir da próxima semana, testes de despiste da covid-19 a todos os idosos hospedados nos lares de terceira idade, públicos e privados, existentes naquele concelho.

Segundo a diretora-geral da Saúde, o teste serve para identificar precocemente um caso positivo, mas “não serve para descansar os casos que forem negativos”.

“Resultados negativos podem dar uma falsa segurança e podem fazer relaxar (…) e dentro dos lares e dentro de todos os sítios onde existam várias pessoas a conviver devem manter-se no dia-a-dia hábitos de distanciamento social durante semanas, durante meses”, referiu Graça Freitas.

E especificou que, no caso específico dos lares de idosos, “uma questão muito delicada”, existem medidas encaradas como fundamentais: distanciamento social, utilização de equipamento de proteção individual quando for necessário, isolar qualquer caso positivo, reforçar a limpeza dos objetos, das superfícies e das camas.

“E sobretudo distanciar os utentes, distanciar todos os dias os utentes, nunca pensar que um teste negativo está garantido para as semanas, para os dias seguintes”, frisou a diretora-geral, acrescentando: “Não fiquemos com uma falsa segurança que um teste negativo nos dispensa das atitudes que todos os dias todos temos de tomar (…) Todas estas medidas é que são a garantia de minimizar o impacto deste vírus”.

Também a ministra da Saúde, Marta Temido, destacou a “preocupação central” que representam as estruturas residenciais para idosos e a importância da eficácia da resposta destas unidades perante um possível caso suspeito de covid-19.

“É urgente que todos se preparem e respondam imediatamente perante um caso suspeito”, disse Marta Temido, na mesma conferência de imprensa, referindo o papel essencial que desempenham as direções técnicas destas estruturas residenciais, com a aplicação de planos de contingência e em coordenação com o plano das autoridades de saúde competentes.

Por exemplo, segundo enumerou a governante, estas direções devem garantir que as camas dos utentes estão a uma distância de 1,5 a 2 metros, que espaços comuns são utilizados por turnos em horários desencontrados, que a circulação dos utentes nos estabelecimentos é reduzida para minimizar o risco de transmissão e que qualquer pessoa com sintomas (tosse, febre, falta de ar) deve ser isolada e avaliada por um médico.

A organização de funcionários em equipas, sem contacto entre si, é também uma medida importante, indicou ainda a ministra da Saúde.

“Se não houver condições [para separar fisicamente casos confirmados de covid-19 em lares ou para as medidas de prevenção aconselhadas] tem de se encontrar espaços alternativos na comunidade”, afirmou ainda a ministra, reiterando o apelo para a participação de voluntários para ajudar os idosos.

“Não podemos deixar ninguém à sua sorte”, afirmou Marta Temido.

Segundo os dados mais recentes da Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista 119 óbitos associados à covid-19 e 5.962 pessoas infetadas.

Detetado em dezembro de 2019, na China, o novo coronavírus já infetou mais de 667 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 31.000.

Dos casos de infeção, pelo menos 134.700 são considerados curados.

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Governo envia equipa médica para lar e instala hospital na Arena de Ovar

Covid-19

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Foto: Foto: Flávio Alberto / Facebook (Arquivo)

O Governo destacou para o lar da Misericórdia de Ovar uma equipa médica específica para monitorizar a condição dos seus 120 utentes e instalará também um hospital de campanha na Arena Dolce Vita, anunciou hoje a autarquia local.

Essas medidas são anunciadas um dia depois de o presidente da Câmara ter acusado Segurança Social e Ministério da Saúde de prestarem “muito pouco apoio” aos esforços de contenção da Covid-19 no município, que está há mais de uma semana em estado de calamidade pública e sob cerco sanitário com controlo fronteiriço e interrupção de toda a atividade económica não essencial.

“Ontem [sábado] fiz um apelo muito grande ao Governo, porque precisávamos de ajuda e tínhamos esgotados todos os recursos municipais para poder fazer face a esta guerra contra a Covid-19 aqui no município, após aquele acontecimento na Santa Casa da Misericórdia de Ovar”, começa por recordar Salvador Malheiro, em referência ao óbito que impôs testes de rastreio nos restantes utentes do lar e obrigou à reorganização do edifício, para que idosos sintomáticos fossem separados dos restantes.

Salvador Malheiro afirmou que “hoje é também de elementar justiça dizer, com muita satisfação, que há já o compromisso do Governo de que amanhã [segunda-feira] será colocada em permanência no lar da Santa Casa, onde estão 120 idosos, uma equipa de médicos e enfermeiros que irá permitir a monitorização permanente dessa nossa população mais sénior”.

O presidente da Câmara anunciou ainda que o Governo se comprometeu a montar “um verdadeiro hospital de campanha” na Arena Dolce Vita, um pavilhão habitualmente reservado para provas desportivas ou concertos com grande afluência de público.

A instalação dessa estrutura de apoio clínico será coordenada pelo Instituto Nacional de Emergência Médica, terá uma capacidade de 100 camas e abrange também equipamento de saúde, sendo que o espaço poderá depois funcionar “como uma extensão do Hospital de Ovar”.

Para Salvador Malheiro, é, portanto, de “agradecer e reconhecer a deferência do Governo para com a população de Ovar”.

Com 148 quilómetros quadrados de área e cerca de 55.400 habitantes, esse município regista já mais de 200 casos confirmados de Covid-19, assim como oito óbitos – entre os quais o de um jovem de 14 anos que morreu esta madrugada no Hospital de Santa Maria da Feira, em princípio devido a complicações associadas a um quadro clínico de comorbilidades ainda a ser investigado pela Direção-Geral de Saúde.

O número de recuperados no concelho sob quarentena é de cinco pessoas, entre as quais também uma jovem de 17 anos.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de Covid-19, foi detetado pela primeira vez na China em dezembro de 2019 e já infetou entretanto mais de 667.000 pessoas em todo o mundo, das quais mais de 31.000 morreram.

Em Portugal, os primeiros casos foram identificados a 02 de março e o país regista hoje 119 mortes e 5.962 infeções no país, sendo que, desses doentes, 348 estavam internados em cuidados intermédios, 138 em cuidados intensivos e 43 já foram dados como recuperados.

A 17 de março, o Governo decretou o estado de calamidade pública em Ovar e no dia 18 teve aí início um cerco sanitário que obriga ao controlo de entradas e saídas no território.

Desde as 00:00 do dia 19 de março, todo o país entrou no regime de estado de emergência, o que vigorará até às 23:59 do dia 02 de abril.

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BPI permite moratória nos créditos não abrangidos por lei do Governo

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O BPI vai permitir a carência do capital aos clientes com créditos pessoais e créditos à habitação não abrangidos pela moratória do Governo.

Em comunicado, o banco indicou que permite carência de capital nos créditos à habitação a todos os clientes com empréstimos que não estejam abrangidos pela lei do Governo, que permite suspender as prestações por seis meses a famílias com situações que possam implicar a perda de rendimentos.

O banco permite ainda que os clientes com crédito pessoal e ao financiamento automóvel tenham carência de capital de seis meses.

O crédito pessoal (como crédito ao consumo) não está abrangido pela moratória do Governo.

Para pedirem a carência de capital, os clientes do BPI têm de ter os créditos em situação regular (sem incumprimento), sendo “sujeita a autorização do banco”, segundo o comunicado de imprensa.

O banco indicou ainda que permite moratória dos créditos a empresas até 12 meses.

Além disso, mantém até 30 de setembro todas as linhas de crédito de curto prazo já contratadas e vai aumentar as linhas de crédito pré-aprovadas disponíveis para empresas, empresários em nome individual e particulares.

O BPI é um dos bancos que disponibiliza das linhas de crédito Capitalizar Covid 19, empréstimos garantidos pelo Estado destinados às empresas. O banco indicou que pode adiantar até 20% do valor aprovado.

Já está em vigor desde este sábado o decreto-lei do Governo que permite moratórias nos créditos à habitação e créditos de empresas, com suspensão dos pagamentos das prestações (juros e capital) até 30 de setembro, uma medida tomada para apoiar famílias e empresas afetadas pelo surto de covid-19.

No caso das famílias, a lei permite a moratória dos créditos à habitação (empréstimos para habitação própria permanente), mas não do crédito pessoal (como crédito ao consumo, por exemplo, para compra de carro).

Os particulares podem pedir a moratória se tiverem residência em Portugal e estiverem nas seguintes situações: suspensão do contrato de trabalho devido à atual crise (‘lay off’), desemprego, apoio extraordinário à redução de atividade de trabalhador independente, isolamento por quarentena ou doença, assistência a filhos ou netos ou sejam trabalhadores de entidades ou estabelecimentos encerrados durante o estado de emergência.

Já no caso das empresas, não têm de demonstrar situações que possam implicar a perda de receita para terem acesso à moratória, nem depende da sua dimensão.

Os bancos têm o prazo máximo de cinco dias úteis após o pedido do cliente para aplicar as moratórias impostas pelo Governo.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 667 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 31.000.

Dos casos de infeção, pelo menos 134.700 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito sábado pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 119 mortes, mais 19 do que na véspera (+19%), e registaram-se 5.962 casos de infeções confirmadas, mais 792 casos em relação a sábado (+15,3%).

Dos infetados, 486 estão internados, 138 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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