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País

Exportações de vinhos portugueses cresceram 8,3% em agosto

Economia

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Foto: DR

As exportações de vinhos portugueses cresceram em agosto 8,3% em valor e 8,2% em volume face a igual mês de 2019, adiantou o Ministério da Agricultura, em comunicado, citando dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).


Na mesma nota, a tutela referiu que “no acumulado do ano (de janeiro a agosto), regista-se um crescimento de 2,3% em valor e 3,4% em volume, em relação ao período homólogo”.

No que diz respeito aos principais mercados, em agosto, existiu uma “recuperação nas vendas para França e Brasil, com variações de +22,4% em valor e +16,8% em volume, no primeiro caso, e +67,2% em valor e +41,2% em volume, no caso do Brasil”, de acordo com o documento.

Analisando o acumulado do ano, registou-se “o crescimento das vendas para os EUA (+9,7% em valor e +16,9% em volume), Reino Unido (+11,2% em valor e +21,7% em volume) e Brasil (+14,3% em valor e +16% em volume), com variações em volume superiores a dois dígitos” em termos homólogos, segundo a mesma nota.

Apesar destes dados positivos, “o mercado francês (-5,1% em valor e -5,3% em volume) e o alemão (-0,3% em valor e -17,6% em volume) continuam a apresentar quebras” face aos primeiros oito meses do ano passado.

O Ministério da Agricultura destacou ainda “a oportunidade encontrada pelos operadores portugueses junto dos mercados nórdicos (Suécia, Noruega e Finlândia)”, locais onde se registaram “taxas de crescimento superiores a 40% nos meses de janeiro a agosto deste ano, tanto em valor como em volume”.

Segundo a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, citada na mesma nota, “estes números demonstram o retomar do crescimento dos últimos anos, apesar da quebra de vendas e encomendas no início do período de confinamento, e são consequência do trabalho de adaptação dos operadores à nova realidade”.

A governante anunciou hoje também “a execução a 100% do envelope financeiro previsto no Plano Nacional de Apoio ao Setor Vitivinícola para o exercício 2020” que encerrou esta quinta-feira.

“Destaca-se o crescimento dos valores afetos às medidas de promoção externa do vinho português, com pagamentos às empresas beneficiárias superiores a 11 milhões de euros, o maior valor de investimento pago nos últimos três anos”, lê-se na mesma nota.

Foi reforçada, lembrou a tutela, “a dotação do último aviso para o Regime de Apoio à Reestruturação e Reconversão da Vinha (VITIS), para a campanha 20/21, em 23,5 milhões euros” passando de 50 milhões de euros para os 73,5 milhões de euros.

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País

IL pede audição urgente na AR de Siza Vieira e do movimento a pão e água

Política

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Foto: Arquivo / DR

A Iniciativa Liberal requereu hoje uma audição parlamentar urgente do ministro da Economia e de um representante do Movimento Sobreviver a Pão e Água, um dos empresários que está desde sexta-feira em greve de fome em frente ao parlamento.

Em declarações à agência Lusa a propósito deste requerimento enviado hoje à comissão parlamentar, o deputado único da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, explicou que tem estado a dialogar com pessoas deste movimento e com outros empresários, considerando que se os estabelecimentos estão encerrados por obrigação, devido à pandemia, “têm que ter medidas de compensatórias que não tem havido”, tal como reclamam os empresários.

“É o tipo de situação em que, se tendo entrado no braço de ferro, temos obrigação de quebrar este impasse e a solução que encontramos foi pedir que o ministro da Economia e um representante do movimento Sobreviver a Pão e Água venham à comissão de economia esclarecer o que está em causa, com caráter de urgência”, explicou.

Segundo João Cotrim Figueiredo, José Gouveia, elemento do movimento e um dos que está em greve de fome desde sexta-feira em frente ao parlamento, concordou com esta proposta apresentada pelos liberais, sendo o nome deste empresário que surge no requerimento.

“As constantes restrições de circulação e limitação de horários, muitas vezes diferentes de dia para dia, impostas pelo Governo, condicionam fortemente quer a oferta, quer a procura, nos setores do turismo, hotelaria, eventos, restauração, bares e discotecas”, refere o texto do requerimento a que agência Lusa teve acesso.

De acordo com a Iniciativa Liberal, “estas empresas, praticamente sem clientes, continuam a ter de pagar custos fixos e inúmeras obrigações fiscais e, consequentemente, como é impossível pagar custos sem ter receitas, todos os dias o número de falências de empresas e de desempregados nestes setores tem vindo a aumentar”.

“A contestação social destes setores, por um lado, a algumas restrições impostas, e, por outro lado, à falta de medidas de resposta para a recuperação económica ou às condições de acesso a algumas das medidas tem vindo aumentar, com o crescente número de manifestações e protestos por todo o país”, acrescenta.

O movimento Sobreviver a Pão e Água, continua o mesmo texto, “não se revendo nas principais associações com quem o Governo tem reunido, lançou uma petição que já conta com cerca de 70 mil assinaturas, tendo por isso representatividade social mais do que suficiente para ser ouvido na Assembleia da República”.

O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo continua a dialogar com representantes dos setores da restauração e animação noturna, salientou medidas de apoio em curso e pediu o fim do “impasse” com empresários em greve de fome.

António Costa contestou também que estes setores não estejam a ser alvo de medidas de medidas de apoio por parte do seu Governo, dizendo que esses auxílios “totalizam já 1100 milhões de euros, metade dos quais a fundo perdido”.

O grupo, composto por oito homens e uma mulher do movimento “A Pão e Água”, encontra-se em greve de fome há seis dias, acampado em frente ao parlamento em instalações improvisadas com tendas e aquecedores e dizem manter o protesto até que o Governo os receba para encontrarem soluções para os seus negócios.

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Web Summit: Frans Timmermans vê Portugal na “pole position da transição energética”

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O vice-presidente executivo da Comissão Europeia (CE), encarregado do Pacto Verde Europeu, Frans Timmermans, colocou hoje Portugal no grupo de topo dos países europeus envolvidos no processo de transição energética e no desenvolvimento da tecnologia de hidrogénio.

“Portugal é uma das forças motrizes do Pacto Verde Europeu, tem uma população ávida e conhecedora de tecnologia e dispõe de todas as condições para estar na ‘pole position’ da transição energética, pois tem sol, vento e mar, que são os recursos naturais mais importantes para o desenvolvimento das energias verdes”, declarou o dirigente da CE, numa intervenção na Web Summit, elogiando o “empenho geral” da sociedade portuguesa.

Sublinhando o “encorajador” plano de recuperação de Portugal para a crise provocada pela pandemia de covid-19, Frans Timmermans salientou o contributo que Portugal pode dar no setor do hidrogénio, uma das apostas do plano do governo.

“Portugal, juntamente com Holanda e Alemanha, já tem uma experiência de alguns anos no hidrogénio, onde todos querem agora estar, e está muito interessado em avançar com os projetos do hidrogénio, sendo um ‘player’ destacado no desenvolvimento desta tecnologia”, frisou, deixando um alerta para o projeto: “É preciso concentrar em planos transfronteiriços para criar uma rede de energia europeia sustentável, neste caso com o hidrogénio”.

De acordo com o responsável do Pacto Verde Europeu, a pandemia causada pelo vírus SARS-CoV-2 veio confrontar as pessoas com a sua “vulnerabilidade coletiva” e reforçou a necessidade de combinar o atual desafio com a resposta à crise ambiental, num desafio de proporções inéditas para a solidariedade europeia.

“A ‘transição verde’ só vai funcionar se for também uma transição social. Se as pessoas pensarem que é algo apenas para ricos ou para jovens, não funciona. A tecnologia é algo complicada, mas deve tornar a vida das pessoas mais simples. Todos têm de fazer a sua parte e ninguém vai ficar para trás”, explicou.

Timmermans centrou a aposta europeia em três pilares: a renovação habitacional de milhões de edifícios nos estados-membros, a evolução para meios de transporte mais sustentáveis e uma reforma agrícola orientada para a digitalização e com integração de inovações tecnológicas.

A Web Summit, considerada uma das maiores cimeiras tecnológicas do mundo, realiza-se este ano totalmente ‘online’ com “um público estimado de 100 mil” pessoas.

Para o cofundador do evento, o irlandês Paddy Cosgrave, o próximo grande desafio será trazer “100.000 pessoas a Lisboa”, o que só acontecerá “em 2022 ou 2023”.

Relativamente à polémica do pagamento de 11 milhões de euros (oito milhões pelo Governo e três milhões de euros pela câmara de Lisboa) por uma edição que é ‘online’, Paddy Cosgrave disse tratar-se de um assunto político, em que não se quer envolver. O CDS-PP enviou questões sobre o tema ao Governo e o vereador do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Lisboa também questionou o pagamento do contrato.

Após duas edições realizadas em Lisboa (2016 e 2017), a Web Summit e o Governo Português anunciaram, em outubro de 2018, uma parceria a dez anos que permite manter a conferência na capital Portuguesa até 2028.

A Web Summit 2020 começou hoje e decorre até sexta-feira.

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País

Mercado automóvel cai 35,3% até novembro

Economia

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O mercado automóvel em Portugal caiu 35,3% entre janeiro e novembro, com 158.702 novos veículos colocados em circulação, segundo dados divulgados hoje pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP).

“No período de janeiro a novembro de 2020, foram colocados em circulação 158.702 novos veículos, o que representou uma diminuição homóloga de 35,3%”, indica a ACAP em comunicado.

Já em novembro, a quebra homóloga foi de 23,4%, tendo sido vendidos 14.969 veículos.

Por categorias e tipos de veículos os dados mostram uma redução homóloga de 36,4% de janeiro a novembro nas matrículas de veículos ligeiros de passageiros, que totalizaram 131.165 unidades.

Em novembro, foram matriculados 11.826 automóveis ligeiros de passageiros novos, menos 27,9% do que no mês homólogo.

Quanto aos veículos ligeiros de mercadorias, o mercado atingiu 23.905 unidades até novembro, o que representou uma queda de 29,5% face ao período homólogo.

Já em termos mensais, o mercado de ligeiros de mercadorias registou em novembro uma descida homóloga de 1,4%, situando-se em 2.801 unidades matriculadas.

Por sua vez, no mercado de veículos pesados, que engloba os tipos de passageiros e de mercadorias, a queda homóloga nos onze meses do ano foi de 29,4%, para 3.632 unidades.

Contudo, em novembro, o mercado de pesados cresceu 17,5% em relação ao mês homólogo, tendo sido comercializados 342 veículos desta categoria.

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