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Exibidores de cinema fazem apelo em carta aberta ao Ministério da Cultura

Covid-19

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Foto: cinemacity.pt / DR

As exibidoras de cinema em Portugal pediram hoje ao Governo medidas específicas que compensem o encerramento temporário das salas, porque “há custos altíssimos e incomportáveis” com pagamento de rendas e salários.


“As empresas estão preocupadíssimas com a situação, porque a única fonte de receita é a exibição, a publicidade e, eventualmente, a ajuda de outros serviços, como é o caso das pipocas e refrigerantes”, afirmou à agência Lusa Lima de Carvalho, secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Cinematográficas (APEC), que representa a maioria da rede de exibição comercial.

A APEC divulgou, esta sexta-feira, uma carta aberta, dirigida ao Ministério da Cultura e ao Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), apelando a “medidas que evitem a progressiva fragilização económica das empresas ou até mesmo o incumprimento das suas obrigações sociais, patrimoniais e fiscais”.

Questionado pela Lusa sobre medidas específicas para as exibidoras, Lima de Carvalho não entrou em pormenores: “O que se pede é apoio. Não sabemos quais as disponibilidades quer do Ministério da Cultura quer do ICA para poder apoiar. Neste momento é uma solicitação genérica e um alerta para a situação das salas de cinema nesta emergência”.

Segundo o secretário-geral da APEC, neste momento não estão em risco nem os postos de trabalho nem os salários dos cerca de dois mil trabalhadores que laboram nos recintos de cinema, “mas tudo dependerá da evolução” do estado de emergência.

“Com o encerramento, os cinemas não têm qualquer fonte de onde lhes provenha qualquer tipo de receita para enfrentar esta situação”, disse.

Na carta aberta, a associação afirma que “os operadores continuam com custos altíssimos e incomportáveis”, estimados em três milhões de euros, para, mais à frente, especificar que esse valor é gasto em pagamento de rendas e salários.

“Após a proibição administrativa de encerramento das salas, como é que vai ser recuperado o público e em que condições é que as salas podem ser reabertas? Não se sabe, tudo depende do tempo de encerramento e de eventuais apoios que neste momento não existem”, afirmou o secretário-geral.

A APEC representa a maioria das exibidoras em Portugal, com cerca de 450 das 583 salas de cinema. Entre as empresas representadas por esta associação estão as empresas NOS Cinemas, UCI, Cineplace, Cinema City e Socorama.

De acordo com o ICA, em 2019 a exibição comercial de cinema gerou 83,1 milhões de euros de receita de bilheteira, dos quais 50,9 milhões de euros (61,3%) foram registados nas 219 salas exploradas pela NOS Cinemas.

Desse total das receitas, a exibidora UCI (45 salas) obteve 9,3 milhões de euros, a Cineplace (85 salas) 9,1 milhões de euros, a Cinema City (46 salas) 6,1 milhões de euros e a Socorama (31 salas) 3,8 milhões de euros.

Este mês, as exibidoras foram encerrando as salas de cinema ao público, depois de o Governo ter declarado o estado de alerta, e decretado depois o estado de emergência, para conter a propagação da doença Covid-19.

Além das medidas extraordinárias, gerais para as empresas e trabalhadores, uma das específicas para o setor do cinema abrange as exibidoras.

Por decisão do ICA, os exibidores deixam, temporariamente, de reter 7,5% do preço de venda ao público dos bilhetes de cinema, porque a rede de exibição comercial está praticamente paralisada.

Para a APEC, esta é “uma medida inútil, porque não havendo receita não há nada a reter”.

Segundo Lima de Carvalho, uma das atividades da APEC, a Festa do Cinema, com três dias de exibição de cinema a preços reduzidos, deverá ser adiada de maio para outubro, em data a confirmar.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou cerca de 540 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 25 mil.

Em Portugal, registaram-se 76 mortes, mais 16 do que na véspera (+26,7%), e 4.268 infeções confirmadas, segundo o balanço feito, esta sexta-feira, pela Direção-Geral da Saúde, que identificou 724 novos casos em relação a quinta-feira (+20,4%).

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País

Graça Freitas alerta para riscos das manifestações e apela ao distanciamento

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, alertou para os riscos das manifestações na propagação da covid-19, na sequência dos protestos contra o racismo que se realizaram hoje em algumas cidades portuguesas, dentre as quais Braga, reiterando a necessidade de distanciamento social.


Centenas contra o racismo em Braga (com máscara mas sem grande distanciamento social)

“Acabei de ver imagens de manifestações e movimentos na cidade de Lisboa. O controlo da doença depende do comportamento das pessoas. Seja em festas ou ajuntamentos no exterior, não nos podemos juntar, mesmo com máscaras”, afirmou a diretora-geral da Saúde, na conferência de imprensa de apresentação do boletim epidemiológico da doença nas últimas 24 horas em Portugal.

Centenas de pessoas desceram esta tarde algumas das principais ruas de Lisboa numa manifestação contra o racismo denominada “Vidas Negras Importam”, a evocar, de forma pacífica, os protestos que ocorrem nos Estados Unidos, na sequência da morte do cidadão afro-americano George Floyd, que morreu em 25 de maio depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos, numa operação de detenção, apesar de Floyd dizer que não conseguia respirar.

A maior parte das pessoas que estiveram na manifestação na capital portuguesa eram jovens e a maioria estava de máscara, mas sem respeitar a distância social imposta pela prevenção da covid-19. Registaram-se também ações similares noutras cidades, nomeadamente, Porto e Coimbra.

“A máscara é uma medida adicional, ajuda a proteger-nos e é um método de barreira, mas não nos dá imunidade, senão o assunto do mundo estava resolvido. O nosso apelo continua a ser para o comportamento das pessoas, é disso que depende o controlo da epidemia no nosso país, como dependeu nos outros países”, reforçou Graça Freitas.

A marcha teve início pouco depois da 17:00 na Alameda D. Afonso Henriques, junto à Fonte Luminosa, e mais de uma hora depois chegou ao Largo do Martim Moniz, com fim previsto para a Praça do Comércio.

Em Portugal, morreram 1.474 pessoas das 34.351 confirmadas como infetadas, e há 20.807 casos recuperados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde, divulgado hoje.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 395 mil mortos e infetou mais de 6,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.

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Covid-19: Mais nove mortes, 382 infetados e 281 recuperados no país

Boletim diário da DGS

em

Foto: DGS

Portugal regista hoje 1.474 mortes relacionadas com a covid-19, mais nove do que na sexta-feira, e 34.351 infetados, mais 382, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde. Há 20.807 recuperados, mais 281


(em atualização)

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Morreu Luís Pimentel, ex-secretário-geral adjunto do PSD

Natural de Alijó, distrito de Vila Real

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Foto: DR / Arquivo

O ex-secretário-geral adjunto e antigo deputado do PSD Luís Pimentel morreu hoje aos 50 anos, segundo uma nota à imprensa dos sociais-democratas.


Luís Pedro Pimentel, natural de Alijó, distrito de Vila Real, foi secretário-geral adjunto dos sociais-democratas durante a liderança de Pedro Passos Coelho, quando o secretário-geral era José Matos Rosa, e foi deputado à Assembleia da República, que deixou em 2015.

No Governo, exerceu o cargo de adjunto no gabinete do ex-primeiro-ministro Durão Barroso e ocupou o mesmo tipo de funções com José Luís Arnaut, como ministro adjunto.

A nível local, foi membro da Assembleia Municipal de Alijó e da Assembleia Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal (CIM) Douro, de acordo com a nota da direção do PSD.

Na mais recente disputa interna, apoiou Luís Montenegro, antigo líder parlamentar, que foi vencido pelo atual presidente do partido, Rui Rio, e antes foi apoiante de Pedro Santana Lopes, à frente do PSD.

Numa nota à imprensa, a direção do PSD, “na figura do seu presidente, Rui Rio, expressa a toda a família o seu mais sentido pesar nesta hora”.

No mesmo texto, é recordada a sua passagem pela sede nacional social-democrata, como secretário-geral adjunto, “cargo que lhe permitiu conviver de perto com centenas de militantes e simpatizantes do partido, deixando saudades nos que consigo se cruzaram”.

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