Seguir o O MINHO

País

Exército: António Costa diz que substituição da G3 era “imperativo de modernização”

Apresentação de novas armas

em

Foto: Exército Português

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu esta segunda-feira que substituição da arma ligeira do Exército G3 era um “imperativo de modernização” e destacou que o novo equipamento, em utilização a partir de 2020, é mais leve e robusto.


“É um investimento muito significativo, mas crucial para a modernização do Exército e das Forças Armadas”, frisou António Costa, na apresentação da nova arma SCAR, na Escola das Armas, em Mafra.

Para António Costa, “a conflitualidade e as características dos teatros de operações exigem que os militares estejam equipados com armamento leve, simples, com grande cadência de tiro, ao mesmo tempo, robusto e com grande previsão às próximas e médias distâncias”.

O primeiro-ministro afirmou que “o imperativo de modernização se impunha, mas não apaga o contributo de mais de 50 anos da G3”, que começou por ser utilizada pelo Exército e Forças Armadas em 1962 em África.

O primeiro-ministro recordou que os processos de substituição da arma têm “várias décadas, mas acabavam por ser cancelados”, sendo agora uma realidade com a aquisição da SCAR, de forma faseada.

Das 15 mil armas adquiridas, as primeiras vão ser entregues ao Exército em outubro, através de um processo faseado que deverá terminar em 2023, ao longo do qual também a G3 entra em desuso.

Em janeiro de 2020, a espingardas SCAR, adquiridas através da agência de compras da NATO, vão começar a ser utilizadas, segundo foi anunciado na apresentação.

A espingarda automática ligeira SCAR (sigla em inglês de Special Operations Forces Combat Assault Rifle) é considerada uma das mais modernas armas atuais, ao apresentar maior rapidez, precisão, versatilidade e alcance nas operações e também simplicidade no seu manuseamento, segundo o Exército.

Ao pesar 3,7 quilogramas, é mais leve do que a G3 (4,4 quilogramas), o que permite aos militares transportarem maior quantidade de munições.

Perante os militares, o primeiro-ministro destacou o contributo das Forças Armadas para o “prestígio e credibilidade internacionais de Portugal”, no âmbito da componente externa da Defesa.

“Os termos em que negociámos a participação de Portugal na cooperação permanente com a NATO não seriam os mesmos se não tivessem sido acompanhados do reforço da participação nacional nas missões de paz das Nações Unidas e da União Europeia, com destaque para a força na República Centro-Africana, Afeganistão e outras missões internacionais”, disse.

No último contacto com o Exército, nesta legislatura, o primeiro-ministro agradeceu o esforço dos militares no combate e prevenção dos incêndios florestais.

Presente na cerimónia, o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, assinalou o “longo processo há muito esperado” para a aquisição de uma nova arma.

A nova arma é “mais capaz e mais adequada” e vem contribuir para a “modernização do Exército”, para a “adequação das Forças Armadas às novas missões”, dando “resposta aos contextos operacionais para onde são destacadas”, sustentou.

No quadro da execução da nova Lei de Programação Militar, estão previstos mais de 4,7 mil milhões de euros para vários programas de aquisição de equipamento militar, como aeronaves de transporte tático e estratégico, o reforço da capacidade de patrulhamento marítimo e a aquisição de equipamento individual dos militares.

Anúncio

País

Cartão de Cidadão caducado durante pandemia pode ser renovado por SMS

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

Vai ser possível renovar o Cartão de Cidadão através de SMS, a partir do próximo dia 06 de junho, anunciou o Governo.


Em comunicado, o Ministério da Justiça informa que os cartões de cidadão que caducaram durante a pandemia podem ser renovados desde que não seja necessária nenhum alteração dos dados. Também os cartões que estão prestes a atingir o limite podem ser renovados desta forma.

Segundo o documento, quem estiver nessa situação irá receber uma SMS, caso tenham indicado o número de contacto, e “se não houver necessidade de proceder a uma alteração de dados (como a morada, por exemplo) ou a recolha de dados biométricos, terão apenas de responder afirmativamente à mensagem de renovação simplificada”.

“O levantamento do cartão terá de ser agendado posteriormente através do telefone indicado na carta ou pela internet para o serviço mais próximo”, refere o ministério, adiantando que o preço é o mesmo como nas lojas de cidadão, 16,20 euros.

O utente receberá uma carta com um cartão pin e pode pagar via multibanco.

As mensagens começam a ser enviadas a partir de 06 de junho até 04 de julho

Continuar a ler

País

Costa diz que “está tudo esclarecido” sobre abertura de fronteiras com Espanha

“Está restabelecida a normalidade”

em

António Costa. Foto: Twitter

O primeiro-ministro, António Costa, desvalorizou hoje “alguns anúncios unilaterais” do governo espanhol, que já foram desmentidos, sobre a reabertura das fronteiras com Espanha, considerando que “está tudo esclarecido” e que “está reposta a normalidade”.


O Governo espanhol esclareceu hoje que a abertura das fronteiras à “mobilidade internacional segura” terá lugar a partir de 01 de julho e não a 22 de junho, como tinha indicado a ministra do Turismo esta manhã, uma mudança de posição de Madrid depois de Lisboa ter pedido “esclarecimentos” e manifestado estar “surpreendido” com as declarações da responsável governamental.

Na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros de hoje, António Costa foi questionado sobre este incidente, começando por sublinhar que “Portugal e Espanha destacaram-se, no quadro da União Europeia, por uma gestão exemplar, de forma bilateral, da sua fronteira comum”.

“É verdade que nas últimas semanas houve, em alguns ministérios setoriais de Espanha, alguns anúncios unilaterais, que aliás hoje já foram desmentidos por parte de Espanha e, portanto, a fronteira terrestre manter-se-á fechada até 31 de junho”, admitiu.

Na perspetiva do primeiro-ministro, “está restabelecida essa normalidade”.

“Acontece, em todos os governos, haver por vezes iniciativas menos coordenadas, mas acho que está tudo esclarecido. Aquilo que conjuntamente tínhamos acordado é o que conjuntamente iremos manter: a 01 de julho poderão reabrir as fronteiras”, concluiu.

Esta manhã, a ministra espanhola da Indústria, Turismo e Comércio, Reyes Maroto, numa reunião com correspondentes estrangeiros em Madrid, avançou que no próximo dia 22 de junho, quando terminar o estado de emergência no país, seriam eliminadas as restrições à mobilidade dos residentes e ao trânsito terrestre com Portugal e França.

Poucas horas depois, o Governo espanhol publicou uma “nota de esclarecimento” na qual retifica as declarações da ministra e explica que “em conformidade com o princípio da progressividade, e tendo em conta os compromissos anunciados de reabertura do turismo internacional, a mobilidade internacional segura terá lugar a partir de 01 de julho”.

O Governo português foi “surpreendido hoje pelas declarações da ministra espanhola, depois de, no passado fim de semana, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, ter indicado que a abertura ao turismo internacional seria feita a partir de 01 de julho.

“Fomos surpreendidos com estas declarações da ministra responsável pelo Turismo [de Espanha], que ‘anuncia’ a reabertura da fronteira entre Portugal e Espanha para o próximo dia 22 de junho”, disse Augusto Santos Silva à Lusa, frisando que o anúncio “não se inscreve” no quadro de “cooperação estreita” entre os dois Governos para a gestão da fronteira comum.

O chefe da diplomacia portuguesa acrescentou que “quem decide sobre a abertura da fronteira portuguesa é naturalmente Portugal, e Portugal quer fazê-lo em coordenação estreita com o único Estado com o qual tem uma fronteira terrestre, Espanha”, precisando que já estavam a ser pedidos “esclarecimentos ao Governo de Espanha”.

“Infelizmente, sucedem-se declarações de ministros setoriais do Governo de Espanha que não se inscrevem nesse quadro de coordenação estreita”, disse, apontando que, já antes, “Espanha tinha tomado unilateralmente uma decisão de impor quarentena a pessoas que entrassem em Espanha e comunicou que essa quarentena iria até ao fim do mês de junho”.

Continuar a ler

País

Governo cria 3.000 empregos no apoio a idosos e anuncia construção de creches

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

Os programas sociais de apoio a idosos vão criar três mil postos de trabalho, adiantou hoje o primeiro-ministro, António Costa, anunciando ainda o lançamento do programa PARES 3.0 para construção de “várias creches” que respondam a “necessidades prementes”.


Em conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros de hoje, na qual apresentou o Programa de Estabilização Económica e Social (PEES), António Costa referiu que, no âmbito dos programas de apoio ao emprego, há programas específicos de “parceria com as instituições particulares de solidariedade social (IPSS) que visam reforçar o apoio personalizado que é necessário reforçar em equipamentos como creches, lares ou no apoio domiciliário”.

“Só para os programas com as IPSS, Misericórdias e Mutualidades, no âmbito do reforço ao apoio a idosos temos um programa que prevê a contratação de três mil postos de trabalho só nestas áreas”, disse António Costa.

No âmbito das medidas de apoio ao emprego, o primeiro-ministro anunciou ainda o programa PARES 3.0, para obras de construção ou requalificação de equipamentos sociais, o qual, especificou, prevê a construção de várias creches que possam responder a necessidades prementes das comunidades e que se desenvolvem também em parceria com as IPSS, com as Mutualidades e com as Misericórdias”.

Portugal contabiliza pelo menos 1.455 mortos associados à covid-19 em 33.592 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

O país entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, que sexta-feira foi prolongado até 14 de junho, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

O “Grande Confinamento” levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 3% em 2020, arrastada por uma contração de 5,9% nos Estados Unidos, de 7,5% na zona euro e de 5,2% no Japão.

Para Portugal, o FMI prevê uma recessão de 8% e uma taxa de desemprego de 13,9% em 2020.

Já a Comissão Europeia estima que a economia da zona euro conheça este ano uma contração recorde de 7,7% do PIB, como resultado da pandemia da covid-19, recuperando apenas parcialmente em 2021, com um crescimento de 6,3%.

Para Portugal, Bruxelas estima uma contração da economia de 6,8%, menos grave do que a média europeia, mas projeta uma retoma em 2021 de 5,8% do PIB, abaixo da média da UE (6,1%) e da zona euro (6,3%).

Continuar a ler

Populares