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Alto Minho

Ex-vice-presidente de Ponte da Barca ouvida pela PJ em processo de alegada corrupção

Maria José Gonçalves foi vice de Augusto Marinho, autarca do PSD desde 2017, que lhe retirou os pelouros

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Foto: DR

A ex-vice-presidente da Câmara de Ponte da Barca e atual vereadora sem pelouro disse hoje à Lusa ter sido inquirida pela Polícia Judiciária (PJ) de Braga na sequência de uma denúncia anónima relacionada com alegada corrupção naquele município.

“Fui notificada pela PJ de Braga para ser inquirida, o que veio a acontecer, no dia 06 de junho, no posto da GNR de Ponte da Barca. Fui ouvida durante cerca de três horas por três inspetores que me informaram que aquele procedimento decorria de uma denúncia anónima relacionada com corrupção no processo de promoção do funcionário e vereador Inocêncio Araújo. Perguntaram-me se era a autora da denúncia anónima, o que neguei em absoluto”, explicou Maria José Gonçalves.

A professora de 55 anos adiantou que, na reunião ordinária de quinta-feira, informou o executivo municipal, liderado pelo social-democrata Augusto Marinho, da inquirição da PJ.

A Lusa tentou ouvir o presidente do município, mas sem sucesso.

Em comunicado hoje emitido, a Câmara de Ponte da Barca explicou que “os serviços municipais foram contactados no dia 06 de junho pela Polícia Judiciária, tendo cedido voluntariamente e de boa-fé toda a informação e documentação solicitada”.

Em outubro de 2018, Maria José Gonçalves, então vice-presidente da maioria social-democrata, absteve-se na votação do orçamento para 2019, alegando “não ter sido envolvida” na sua elaboração decidida “unilateralmente” pelo presidente da autarquia.

Em dezembro, a professora, disse à Lusa estar a ser vítima de ‘bullying’ laboral por parte do presidente da câmara, depois de se ter abstido naquela votação.

Em janeiro de 2019, na primeira reunião do executivo municipal, Augusto Marinho anunciou a nomeação de Inocêncio Araújo, um dos três eleitos do PS, como vereador a meio tempo na maioria PSD e a introdução de rotatividade na vice-presidência, até aí desempenhada por Maria José Gonçalves.

Em comunicado publicado no sítio do município na internet, no dia 25 de janeiro, a autarquia, justificava a decisão de cessação das funções de Maria José Gonçalves como vereadora em regime de tempo inteiro com a “pública desarticulação política”.

Maria José Gonçalves regressou à escola secundária da vila, onde é professora, depois de ter sido informada da retirada dos pelouros que detinha.

O orçamento para 2019 da maioria PSD foi viabilizado por Inocêncio Araújo, vereador eleito pelo PS. Por despacho do presidente da câmara, Inocêncio Araújo passou a vereador a meio tempo e, viu ainda aprovada, por maioria, a sua promoção de encarregado operacional a técnico superior da Câmara de Ponte da Barca.

O apoio de Inocêncio Araújo à maioria PSD está na origem do pedido de expulsão do partido que a concelhia local do PS enviou, em dezembro, para o conselho de jurisdição da federação distrital.

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Viana do Castelo

Viana entre 18 cidades europeias candidatas a prémio de liderança ambiental

Prémio Green Leaf 2021

em

Foto: Divulgação

Viana do Castelo está entre as 18 cidades europeias candidatas ao Prémio Green Leaf 2021, informou, esta segunda-feira, a Comissão Europeia. Oliveira do Hospital é a segunda representante do país nestes prémios que visam premiar cidades que lideram na implementações de medidas a nível ambiental e sustentável.

Além das duas cidades portuguesas, concorrem àquele prémio, as cidades Avignon e Vichy (França), Bistrita (na Roménia), Carballo e Riba-Roja de Túria (Espanha), Çiftlikköy (Turquia) e a cidade alemã de Coswig.

Na lista estão também Elsinore, Nyborg e Ringkøbing-Skjern (Dinamarca), Gabrovo (Bulgária), Kemi e Lappeenranta (Finlândia), Sombor (Sérvia), Taurage (Lituânia) e Valmiera (Letónia), concorrem também aquele prémio europeu

Na nota, a Comissão Europeia informou ainda que além dos prémios Green Leaf (folha verde) 2021, há 18 cidades candidatas ao Prémio European Green Capital (cidades verdes) 2022.

Concorrem àquela distinção as cidades de Belgrado (Sérvia), Budapeste e Pécs (Hungria), Dijon, Grenoble e Lyon (França), Gdansk, Katowice, Cracóvia e Poznan (Polónia), Maribor (Eslovénia), Múrcia (Espanha), Parma, Perugia e Turim (Itália), Sofia (Bulgária), Tallinn (Estónia) e Zagreb (Croácia).

Segundo a Comissão Europeia, “as cidades da Europa estão cada vez a tornar-se mais sustentáveis”, referindo que “36 cidades de 18 países europeus estão a competir pelos prémios European Green Capital 2022 e European Green Leaf 2021”.

“Nos 13 anos de existência destes prémios, este é o maior número de cidades até agora a participar na competição”, reforça a nota.

A Comissão Europeia destaca ainda que aqueles prémios “mostram cidades e cidadãos que respondem com sucesso aos desafios do ambiente urbano e das mudanças climáticas”.

“Este ano, a competição atraiu inscrições de toda a Europa, em particular dos países do sul e do leste. A maioria é candidata pela primeira vez, com 23 estreias entre os 36 participantes”, especifica.

Segundo o comissário europeu para o Meio Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas, Karmenu Vella, citado naquela nota, face à “crise ecológica e climática” que o mundo enfrenta “as cidades estão na linha da frente das mudanças climáticas e de como melhorar a situação”.

“É por isso que estou muito animado ao ver um número recorde de candidatos ao Prémios European Green Capital 2022 e ao European Green Leaf 2021. As cidades europeias compreendem cada vez mais que, ao tornarem-se verdes, podem oferecer uma boa qualidade de vida aos cidadãos e proteger seus negócios dos riscos ambientais”, salienta.

Para o comissário europeu, aqueles títulos representam “uma grande responsabilidade que a rede de cidades vencedoras leva muito a sério”.

“Uma cidade vencedora é uma embaixadora global vitalícia para a liderança ambiental da Europa. Cidades de todo o mundo, incluindo Nova Iorque, estão agora a aprender com as nossas cidades europeias que lideram o caminho da transição ambiental”, destaca

Os prémios European Green Capital e o European Green Leaf “reconhecem cidades que estão a elevar a fasquia das práticas ambientais urbanas”.

Desde 2010, 12 cidades receberam o título de Capital Verde da Europa. Lisboa é a Capital Verde da Europa em 2020.

O European Green Leaf Award foi lançado em dezembro de 2014 e é dirigido a cidades europeias com entre 20 mil a 100 mil habitantes e que se demonstrem comprometidas com o ambiente e o crescimento da economia verde.

Limerick, na Irlanda, e Mechelen, na Bélgica, são as cidades europeias Folha Verde em 2020.

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Alto Minho

Fundação da Bienal de Cerveira “completamente desiludida” com falta de apoio

Apoios da DGArtes

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Foto: Divulgação

O presidente da Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC), Fernando Nogueira, disse, esta segunda-feira, estar “completamente desiludido” com a falta de apoio da Direção-Geral das Artes para 2020/2021, referindo que a decisão “prejudica a cultura e arte no Norte”.

“Estou completamente desiludido com esta decisão. O que devo dizer é que quem manda pode. Não sei se é uma decisão técnica ou política. Parece-me ser mais uma decisão política do que técnica, porque a candidatura da fundação estava bem sustentada. É uma decisão que prejudica os interesses da cultura e das artes no norte. Isso é uma constatação mais do que evidente”, afirmou Fernando Nogueira.

Contactado pela agência Lusa, a propósito dos resultados definitivos do Programa de Apoio Sustentado 2020-2021 que hoje começaram a ser divulgados pela DGArtes e que excluem a bienal mais antiga da Península Ibérica, o responsável reafirmou ser “estranho que os apoios fiquem circunscritos à região de Lisboa”.

“Este concurso foi a prova provada de que Lisboa continua a ter muito força e a sobrepor-se ao resto do país, em todas as áreas e então nas artes é mais do que evidente. O Governo tomou esta posição ou quem decidiu, mas em última instância, como é óbvio, é o Governo que tem responsabilidade pelo que aconteceu”, frisou.

Três entidades culturais, todas da Área Metropolitana de Lisboa, vão receber um total de 550 mil euros de apoio sustentado à criação, na área das Artes Visuais, para 2020-2021.

Os resultados definitivos do Programa de Apoio Sustentado 2020-2021 começaram hoje a ser divulgados pela DGArtes e, na área das Artes Visuais, confirmam os resultados provisórios anunciados em 11 de outubro.

Fernando Nogueira, que é também presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, garantiu que a bienal irá realizar-se em 2020.

“Haverá, com toda a certeza, bienal de artes no próximo ano. Certamente num modelo mais mitigado, mas tudo faremos para manter a qualidade a que a bienal nos habituou nos últimos anos. Terá de ser a Câmara Municipal a fazer um esforço suplementar. Vamos ter de reduzir na dimensão do evento”, especificou.

A Bienal Internacional de Arte de Cerveira, a mais antiga da Península Ibérica, realiza-se desde 1978.

Em 2018, decorreu entre 15 de julho e 16 de setembro, e recebeu cem mil visitantes. A 20.ª edição apresentou mais de 600 obras, de 500 artistas de 35 países em 8.300 metros quadrados, num total de 14 espaços expositivos.

Fernando Nogueira adiantou que irá tentar reunir-se com a “tutela” para “tentar esclarecer os pontos de vista da fundação”, mas “sempre no respeito pelo diálogo e relacionamento institucional correto”.

Na área das Artes Visuais, garantiram apoio as candidaturas de Artes Plásticas da Título Apelativo Associação Cultural, responsável pelo projeto Kunsthalle Lissabon, que vai receber cerca de 129 mil euros, e a Xerem Associação Cultural, que tem o projeto Hangar: Arte, Educação e Investigação, com cerca de 283.500 euros.

A terceira entidade a ser contemplada, a CADA, com o projeto CADA 2020-2021, na área dos Novos Media, receberá cerca de 137.500 euros.

Consideradas elegíveis para apoio pelo júri, mas para as quais não há financiamento disponível estão as candidaturas LAC – Laboratório de Actividades Criativas Associação Cultural (Algarve), Artistas de Gaia Cooperativa Cultural (Norte), Fundação Bienal Arte de Cerveira (Norte), Ectopia – Arte Experimental Associação (Área Metropolitana de Lisboa) e Movimento de Expressão Fotográfica – Associação Fotográfica de Carnide (A.M.Lisboa).

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Viana do Castelo

Viana: Morreu o padre Manuel Fraga, antigo pároco de Darque

Natural de Subportela

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Foto: DR

Morreu, aos 71 anos, o padre Manuel Fraga, antigo pároco de Darque e Deão, anunciou esta segunda-feira a diocese de Viana do Castelo.

Manuel Maciel Fraga, natural de Subportela, Viana do Castelo, foi ordenado sacerdote em agosto de 1974, na Sé de Braga, sendo nomeado vigário cooperador da paróquia de Meadela, também na diocese de Viana do Castelo.

Foi pároco de Deão, entre 1975 e 1982, rumando a Darque, onde paroquiou até 2015, tendo abandonado por questões de saúde.

Fundou, em Darque, o Centro Paroquial de Promoção Social e Cultural local, onde exerceu funções de presidente da direção.

Foi um dos mais incansáveis promotores dos “Convívios Fraternos”, da diocese de Viana do Castelo.

As celebrações exequiais decorrem esta terça-feira, às 15:00, na igreja paroquial de Darque e são presididas por D. Anacleto Oliveira, bispo de Viana do Castelo.

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