Seguir o O MINHO

Braga

Ex-vice defende Mesquita Machado na legalidade de concessão de estacionamento em Braga

Ex-autarca e empresário António Salvador negam “conluio”

em

Foto: O MINHO (11/2018)

O antigo vice-presidente da Câmara de Braga, Vítor de Sousa considerou hoje no Tribunal de Braga, onde depôs como testemunha, que o alargamento do número de ruas concessionadas à Britalar pela Câmara foi um processo “normal”, baseado em estudos técnicos.


“Estive numa reunião com o então chefe da Divisão de Trânsito, engenheiro Barata – já falecido – e com outros técnicos onde se abordou a questão do alargamento, o que eu dei como bom”, afirmou,
ante o coletivo de juízes.

Vítor de Sousa é testemunha no julgamento do ex-presidente da Câmara, o socialista Mesquita Machado e de António Salvador, da Britalar, ambos pelo crime de prevaricação, supostamente cometido em 2013, aquando da entrega do estacionamento à Britalar.

A concessão foi feita mediante o adiantamento à Câmara de 4,1 milhões de euros, sendo a concessionária ressarcida do dinheiro, retendo os 51,5 por cento da receita dos parcómetros que lhe cabiam.

A acusação afirma que os arguidos gizaram, “em conluio”, um plano para alargar, “sem fundamento legal”, a concessão a mais 27 ruas, apenas um dia antes da assinatura do contrato. O que aumentou a concessão para 2319 lugares de estacionamento, mais 1147 do que os previstos no concurso público.

Prejudicando os outros três concorrentes. Os dois acusados rejeitam a tese.

Já vinha de 2003

No seu testemunho, Vítor Sousa disse que os estudos para a possibilidade de alargamento do núcleo urbano com parcómetros já estavam feitos desde 2003, e frisou que o aumento do número de ruas com estacionamento pago, “ainda hoje faz todo o sentido”.

Acrescentou que a decisão de lançar um concurso público para conceder o estacionamento a privados – onde não teve participação direta – se deveu ao facto de a Câmara não ter meios humanos para fiscalizar, dada a escassez de agentes da Polícia Municipal.

Braga: Mesquita e Salvador, no tribunal, negam ser amigos e rejeitam “conluio”

Sobre o facto de o alargamento não estar especificamente referido no contrato com a Britalar, explicou que se tal sucedesse a concessionária podia invocar direitos adquiridos: “com este procedimento a Câmara, se tivesse de fechar uma rua, fá-lo-ia sem pedir licença ao concessionário”, afirmou.

Anúncio

Braga

“Índice de severidade diária em Braga foi o mais elevado dos últimos 40 anos”

Incêndios

em

Foto cedida a O MINHO

O comandante operacional nacional da ANEPC, Duarte Costa, deu conta que, em 2020, “o índice de severidade diária foi o mais elevado dos últimos 40 anos” em Braga, Vila Real e Bragança e, dos últimos 30, na região Centro.

“Isto quer dizer que a disponibilidade dos combustíveis para arder foi a mais elevada dos 30 anos” , precisou, numa conferência de imprensa realizada após a reunião do Centro de Coordenação Operacional Nacional, realizada na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (Oeiras)

Já o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, disse que “a prioridade absoluta” passa agora pela prevenção dos incêndios rurais e mudança de comportamentos, uma vez que foi atingido “o grande objetivo estratégico” em relação ao combate.

“A prevenção é a partir de hoje a prioridade absoluta. O principal problema está na reforma da floresta, está na alteração de comportamentos”, disse aos jornalistas Eduardo Cabrita, acrescentando que ”agora a prioridade da atuação da mudança não está no combate”.

O ministro deu conta dos resultados alcançados este ano sobre o número de ocorrências de incêndios florestais e área ardida.

Segundo os últimos dados, registaram-se este ano cerca de 9.500 incêndios rurais que consumiram 66.500 hectares.

Segundo Eduardo Cabrita, “o grande objetivo estratégico” definido desde 2017 está realizado, tendo em conta que, pelo terceiro ano consecutivo, não se registaram perdas de vida civis, verificou-se uma diminuição do número de ocorrências (menos 50% em relação à média dos últimos 10 anos) e da área ardida (menos 51% relativamente à média da última década).

Apesar de não terem morrido civis durante esta época de incêndios, cinco bombeiros e dois pilotos de um avião de combate aos fogos morreram em serviço, tendo o ministro prestado uma homenagem a estes operacionais.

“Num contexto de um ano particularmente difícil do ponto de vista das condições meteorológicas e adversas, os objetivos estratégicos – redução das ocorrências e redução da área ardida e número zero de vítimas civis – foram atingidos”, sustentou, frisando que em julho registaram-se as temperaturas mais elevadas de sempre e na primeira quinzena de setembro o risco foi elevado.

Em relação a 2019, o número de incêndios rurais registou uma diminuição, mas a área ardida aumentou cerca de 50%.

Questionado sobre este números, Eduardo Cabrita destacou a diminuição dos últimos três anos em relação à média da década.

“A primeira prioridade está na redução das ocorrências e, em três anos consecutivos, as ocorrências diminuíram relativamente à media dos últimos 10 anos”, bem como a área ardida, disse, sublinhando que a diminuição do número de incêndios “é fundamental para permitir uma resposta operacional, eficaz e concentrada e foi isso que aconteceu num ano particularmente difícil”.

Continuar a ler

Braga

Mais 57 casos de covid-19 no concelho de Braga em 48 horas

Dados locais

em

Foto: O MINHO / Arquivo

O concelho de Braga registou mais 57 casos de infeção por covid-19 em 48 horas.

Estes dados, apurados por O MINHO junto de fonte local da saúde, foram atualizados às 18:00 de segunda-feira (a última atualização havia sido feita às 18:30 do passado sábado).

Em termos acumulados, são 2.255 casos de pessoas infetadas com o novo coronavírus, mais 57 em relação a sábado.

Não foi possível apurar o número de casos ativos, bem como o número de pessoas em vigilância.

Na sexta-feira, o concelho registava 1.579 casos de recuperações do SARS CoV-2 desde o início da pandemia.

No balanço de sábado, registavam-se 74 óbitos, número que se mantinha igual desde 16 de junho.

De acordo com os dados de sábado, o número de pessoas em isolamento sob vigilância da autoridade de saúde era de 605.

Continuar a ler

Braga

Pandemia cancela maior presépio vivo da Europa, em Braga

Presépio Vivo de Priscos

em

Foto: DR

A edição deste ano do Presépio Vivo de Priscos foi cancelada face ao risco de contágio por covid-19. O evento, o maior da Europa no género, deve voltar em 2021.

Em comunicado enviado à nossa redação, o padre João Torres, organizador do evento, explica que esta medida surge após consulta por entre as centenas  de figurantes habituais do presépio, levando assim a que o mesmo seja adiado para o próximo ano.

“Assim, e tendo como prioridade a protecção da saúde pública, todas as sessões previstas no âmbito desta décima quinta edição, ficam sem efeito, tendo por base as recomendações da Direção-Geral de Saúde”, escreve João Torres.

O pároco explica que prevalece a cautela, dando conta de que seria “impossível garantir o cumprimento das medidas preventivas no decorrer da iniciativa, a partir da entrada e distanciamento social em cada cenário, porque os envolvidos são realmente muitos, mais de 600 figurantes e entre 100 a 144 mil visitantes”.

“Infelizmente, o povo de Priscos não poderá mergulhar na atmosfera natalícia da representação viva do Presépio, entre o silêncio e a iluminação suave, pessoas trajadas e artesanatos ancestrais”, acrescenta.

Segundo o pároco, o Natal “sem presépio não tem o mesmo sabor, porque a beleza do Natal em Priscos é ter dez mil rostos estranhos nas ruas da nossa aldeia, em cada sessão, que graças à magia do Natal são todos irmãos”.

“Não queremos que a nossa mensagem de vida, esperança, salvação e amor, se transforme em dor, lágrimas e cinzas. E é precisamente por este espírito, pela vontade de celebrar a vida e pela alegria de estarmos juntos que queremos proteger a saúde de todos, adiando o nosso encontro para o próximo ano”, reforça João Torres.

O pároco apela ainda aos cristãos para se comportarem com  “responsabilidade, respeitando o trabalho de todos os médicos, enfermeiros, pessoal de saúde e todos aqueles que nos deixaram por causa deste vírus infame”.

“Respeitamos o que nos pedem para fazer e voltaremos, quanto antes, para ficarmos juntos”, finaliza o padre.

Continuar a ler

Populares