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Desporto

Ex-Presidente do Vitória condenado a 18 meses de cadeia com pena suspensa

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O ex-presidente do Vitória, Emílio Macedo da Silva, foi hoje condenado a 18 meses de prisão com pena suspensa, condicionada ao pagamento das prestações de IVA e de IRS em dívida nos próximos quatro anos.

O Tribunal Judicial de Guimarães decidiu que o responsável do clube da I Liga portuguesa de futebol entre 2007 e 2012 cometeu o crime de abuso de confiança fiscal, ao infringir os artigos 5.º, 7.º e os números 1, 2 e 5 do artigo 105.º do Regime Geral das Infrações Tributárias (RGIT).

Tais artigos preveem “pena de prisão até três anos ou multa até 360 dias” para incumprimento tributário de “valor superior a 7.500 euros”, e pena de um a cinco anos de prisão para valores superiores a 50 mil euros.

O antigo dirigente do clube minhoto foi acusado de ter falhado a entrega de uma prestação do IRS, de julho de 2011, e de duas do IVA, referentes a agosto de 2011 e a fevereiro de 2012, período em que se demitiu do cargo, num valor total superior a 500 mil euros.

Emílio Macedo da Silva, que reconheceu tais dívidas ao Fisco na primeira sessão do julgamento, a 13 de abril, foi obrigado ao “pagamento das prestações tributárias em causa nos autos e demais acréscimos legais”, ouviu-se na leitura da sentença.

O vice-presidente para a área financeira desse período, Luciano Baltar, também acusado no âmbito deste processo, foi condenado à mesma pena do antigo presidente dos vimaranenses e já confirmou que vai recorrer da decisão hoje proferida.

O Vitória, o outro acusado do processo, foi condenado ao pagamento de uma taxa de 20 euros ao Estado nos próximos 500 dias (total de 10 mil euros).

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Desporto

Portugueses ganham medalhas de ouro e prata nos Mundiais para Transplantados

Em natação

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Foto: DR

Nas provas de natação realizadas na terça-feira, André Jorge venceu duas medalhas de ouro, nos 100 metros bruços e nos 100 metros livres, e Maria João Taborda conseguiu a medalha de prata nos 100 metros bruços.

Dois atletas portugueses conseguiram duas medalhas de ouro e uma de prata nos Jogos Mundiais para Transplantados 2019 que decorrem em Newcastle, Reino Unido, disse hoje à Lusa a responsável pela delegação de Portugal Sofia Santos.

Nas provas de natação realizadas na terça-feira o atleta André Jorge venceu duas medalhas de ouro, nos 100 metros bruços e nos 100 metros livres, e a nadadora Maria João Taborda conseguiu a medalha de prata nos 100 metros bruços.

A delegação portuguesa é constituída por cinco atletas que se repartem pelas modalidades de natação, petanca, atletismo, ténis e ténis de mesa.

Hoje vão estar quatro atletas portuguesas em competições de ténis e natação e na quinta-feira, atletismo e ténis de mesa.

“É preciso quebrar o mito de que não se pode fazer desporto após um transplante. É claro que temos de ter acompanhamento médico, temos de fazer exames complementares necessários, mas é possível. Este é o nosso testemunho e é claro que se vierem medalhas melhor, mas o importante é conseguirmos estar aqui porque esta é uma segunda oportunidade de vida para nós”, disse à Lusa Sofia Santos, do Grupo Desportivo de Transplantados de Portugal.

O grupo é uma associação promotora do desporto, reconhecida pela Instituto do Desporto que desempenha o papel de uma federação.

Nos jogos mundiais participam atletas com transplante de “órgão sólido: coração, rim ou fígado”.

“O importante destes jogos é a integração, a reabilitação e a inclusão através do desporto. Em Portugal falta divulgação. Vamos encontrando novos sócios. Temos apenas 70 sócios. Há muito trabalho a fazer, sobretudo, junto de pessoas que foram sujeitas a um transplante e que não praticavam desporto”, afirma Sofia Santos, atleta de ténis de mesa.

A chefe da delegação portuguesa aos jogos mundiais refere ainda que há um compromisso de prática desportiva por parte dos participantes e que é mais fácil para os transplantados que já praticavam desporto voltarem a praticar desporto após o transplante, mas frisa que a prática desportiva não se limita aos que já praticavam uma modalidade antes da doença.

“É normal que haja algum receio de rejeição após o transplante, temos de ter alguns cuidados”, diz.

A presença de Portugal nestas competições internacionais ocorre desde 1989, mas não tem sido regular.

Nos jogos mundiais, que realizam-se nos anos ímpares, participam apenas transplantados, sendo que nos jogos europeus, que se realizam ‘nos anos pares’, participam transplantados e hemodialisados.

De acordo com a organização dos Jogos Mundiais para Transplantados 2019, que se realizam entre 17 e 23 de setembro em Newcastle (http://worldtransplantgames.org/), estão envolvidos mais de 2.300 atletas e apoiantes de diferentes idades inscritos em 16 modalidades.

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Desporto

Europeu de Voleibol feminino: Portugal estreia-se frente à vice-campeã mundial Itália

Europeu decorre em Lodz. Polónia

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Foto: DR

A seleção portuguesa feminina de voleibol inicia na sexta-feira, frente à vice-campeã mundial Itália, em Lodz, na Polónia, a participação inédita na fase final de um campeonato da Europa.

A escassas horas de cumprir um sonho com várias dezenas de anos do voleibol feminino português, a seleção lusa mostra-se apostada em não desperdiçar esta excelente oportunidade de permanecer entre as melhores ao mais alto nível.

“Acredito que foi a primeira qualificação das muitas que lhe seguirão. O nosso percurso vai ser sempre difícil, mas só assim poderemos usufruir ao máximo das nossas conquistas e construir a nossa própria história”, afirmou a distribuidora Vanessa Rodrigues.

Em Lodz, na Polónia, onde está sediado o grupo B, Portugal começa por defrontar no Europeu de 2019 a Itália, vice-campeã mundial (sexta-feira), seguindo-se a Polónia (sábado), a Eslovénia (domingo), a Bélgica, sétima no ‘ranking’ da CEV (27 ago) e a Ucrânia (29 ago).

Os quatro primeiros classificados de cada um dos quatro grupos qualificam-se para os oitavos de final, sendo que os apurados do A irão defrontar os apurados do C, o mesmo se passando com os do B, que cruza com o D.

“Este feito é um marco no voleibol feminino português: ser a primeira vez que se conquistou a classificação para uma fase final de um campeonato da Europa. Em termos do impacto, espero que no futuro a aposta se mantenha”, disse a zona 4 Marta Hurst.

Pela primeira vez na história da prova, organizada de forma inédita por quatro países, participam 24 seleções, divididas por quatro grupos de seis equipas, sediados na Turquia (grupo A), Polónia (B), Hungria (C) e Eslováquia (D).

“A nossa mentalidade tem de ser sempre de evolução contínua e temos de ser sempre ambiciosos e querer sempre mais. Temos o nosso valor e, aliado a uma grande capacidade de trabalho, é possível estarmos regularmente nestas fases finais de europeus e mundiais”, acrescentou a líbero Joana Resende.

Composição dos grupos:

Grupo A (Ancara): Turquia, Sérvia – campeã em título -, Bulgária, França, Finlândia e Grécia.

Grupo B (Lodz): Polónia, Itália, Bélgica, Ucrânia, Portugal e Eslovénia.

Grupo C (Budapeste): Hungria, Holanda – vice-campeã em título -, Croácia, Azerbaijão, Roménia e Estónia.

Grupo D (Bratislava): Eslováquia, Rússia, Alemanha, Bielorrússia, Espanha e Suíça.

Convocadas de Portugal:

– Distribuidoras:

08.Vanessa Rodrigues (AVC Famalicão)

07.Eliane Durão (Castelo da Maia)

04.Beatriz Rodrigues (Sporting)

– Zonas 4:

10.Marta Hurst (Volley Hermanea Olbia, Ita)

17.Bárbara Gomes (AVC Famalicão)

18.Ana Vale (Ala Nun’Álvares de Gondomar)

03.Maria Reis Lopes (Ala Nun’Álvares de Gondomar)

– Centrais:

14.Aline Timm (AVC Famalicão)

02.Eduarda Duarte (Leixões)

01.Amanda Cavalcanti (Pedro E. Lobato)

06.Helena Monteiro (Castelo da Maia)

– Opostos:

15.Júlia Kavalenka (Bosco Cuneo, Ita)

09.Alice Clemente (Fátima)

16.Maria Maio (Belenenses)

– Líberos:

11.Joana Resende (Famalicão)

12.Beatriz Basto (Leixões)

Treinador: Francisco dos Santos

Treinador-adjunto: Rui Moreira

Scouter: Beatriz Santos

Fisioterapeuta: Mariana Maia.

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Desporto

Golo vitorioso na estreia pela Palestina vale experiência no SC Braga

Yaser Hamed

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Foto: DR

Nasceu há 21 anos no País Basco, em Espanha, mas é internacional pela seleção da Palestina, com quem conseguiu a vitória 12 anos depois da última registada pelos asiáticos em competições oficias.

O defesa polivalente Yaser Hamed joga no Portugalete, na terceira divisão espanhola, mas o golo da vitória e a boa exibição no jogo de estreia ao serviço da seleção palestiniana valeu-lhe um período de testes no Sporting Clube (SC) de Braga.

 

A equipa espanhola anunciou hoje esse período de testes de forma a desmentir uma notícia do jornal Mundo Deportivo que apontava a venda do jogador ao clube bracarense.

Em comunicado, o Portugalete informa que o jogador mantém o contrato com os espanhóis, está inscrito no campeonato que já iniciou, e que a vinda a Braga está inserida num pedido do SC Braga na sequência da vitória da Palestina frente ao Iémen, na West Asian Cup.

Os espanhóis não descartam uma possível negociação com os bracarenses, caso a equipa técnica fique agradada com a prestação nos treinos do defesa durante este período de testes.

Hamed começou a carreira na formação do Atlético de Bilbau. A mãe é basca e o pai emigrou da Palestina para Espanha há três décadas, primeiro para Madrid, e depois para Bilbau onde constituiu família.

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