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Barcelos

Ex-presidente da Câmara de Barcelos acusado de prevaricação

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O ex-presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Fernando Reis, foi acusado de um crime de prevaricação de titular de cargo público, avançou a agência Lusa.

A acusação está relacionada com a concessão de água e saneamento, a qual, segundo o Departamento de Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) terá sido concretizada “com violação dolosa de regras de contratação pública, da qual resultou prejuízo para o município de Barcelos”.

Fernando Reis decidiu avançar com a concessão “sem sopesar os potenciais custos para o erário público e sem fazer qualquer estudo de viabilidade”, defende a acusação, a que a Lusa teve acesso, acrescentando que o objetivo foi “favorecer patrimonialmente” a concessionária, “em detrimento do interesse público”.

A diretora do Departamento do Ambiente da Câmara Municipal de Barcelos e dois representantes da empresa Águas de Barcelos também estão acusados, pelo mesmo crime.

O Ministério Público que o plano de concessão foi “preparado e elaborado em conluio” por estas quatro pessoas.

De acordo com a agência, a investigação do MP foi desencadeada em 2011, após a Inspeção Geral da Administração Local ter no processo de concessão da água e saneamento de Barcelos, “factos suscetíveis de integrar crimes de tráfico de influências, corrupção, participação económica em negócio, abuso de poder e falsificação de documento”.

Fernando Reis foi presidente da Câmara Municipal durante 20 anos, até 2009, ano em que perdeu as eleições para o atual edil, Miguel Costa Gomes, eleito pelo Partido Socialista, numa campanha eleitoral que ficou marcada por diversas polémicas em torno da concessão da água e saneamento à empresa Águas de Barcelos.

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Barcelos

Incêndio numa habitação causa “avultados prejuízos” em Barcelos

Em Fragoso

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Foto: Facebook de "Posto Avançado de Fragoso - Bombeiros de Barcelos"

Uma habitação, situada na freguesia de Fragoso, Barcelos, foi alvo de um incêndio urbano que destruí completamente a cozinha e, parcialmente, outras divisões, disse a O MINHO fonte dos bombeiros.

O alerta foi dado às 01:46 horas desta quarta-feira, mobilizando 13 operacionais e quatro viaturas dos Bombeiros de Barcelos, entre os quais uma ambulância pré-hospitalar, que acabou por não ser necessária uma vez que não existiram vítimas.

Desconhece-se a origem do incêndio que destruiu vários eletrodomésticos na cozinha. De acordo com fonte dos bombeiros, existem “avultados prejuízos” para a família.

A GNR de Barcelos registou a ocorrência.

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Barcelos

Barcelos: Tentou matar amigo por causa de uma cadela mas a pistola encravou

Vai ser julgado no Tribunal de Braga

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Foto: Ilustrativa / DR

Eram amigos diários mas pegaram-se por causa de uma cadela. Um deles, José Maria, puxou de pistola e terá tentado matar o amigo. Vai ser julgado por tentativa de homicídio no Tribunal de Braga.

O arguido, de 65 anos, de Famalicão, mas residente em Vila do Conde, fez amizade, em 2014, com Ricardo, de quem era vizinho em Grimancelos, Barcelos. Faziam refeições juntos e privavam em convívio franco.

O José Maria tinha um cão, da raça chow-chow, e a namorada de Ricardo, Ana, ofereceu-lhe uma cadela da mesma raça, ficando combinado que aquele lhe daria um cãozinho, quando nascessem crias.

Nesse entretanto, o arguido mudou-se para as Caxinas, Vila do Conde.

Em março de 2017, e como este não cumprisse a promessa de lhe dar uma cria, Ricardo, acompanhado pela Ana e por um primo, procurou-o em casa; espreitou pelo muro e foi confrontado pelo arguido: “sai daqui. Não te quero aqui”, disse-lhe. Ao que o Ricardo respondeu: “estou na via pública”.

Puxa de revólver

Em resposta o José Maria deu-lhe uma chapada na cara e, no meio de empurrões, dirigiu-se para o carro onde tinha um revólver, uma Magnum calibre 7.65 mm: ”não sais daqui a bem, sais a mal!, gritou, disparando um tiro a três metros de distância que só não atingiu o ex-amigo “por sorte”.

O confronto continuou com o Ricardo a agarrar-lhe as mãos e a derrubá-lo, o que conseguiu embora tivesse, ainda, havido um disparo para o ar. De seguida, o primo e a namorada acabaram por imobilizar o agressor, tirando-lhe a arma. Chamada ao local, a GNR constatou que estava alcoolizado com 1,77 gramas por litro de sangue. Foi detido e está, agora, acusado pelo Ministério Público de homicídio tentado, posse de arma proíbida e uso e porte de arma sob efeito do álcool.

 

Notícia atualizada às 15h27, de 19 de novembro, com mais informação.

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Barcelos

Igreja em Barcelos ergue “panteão” para receber restos mortais de D. António Barroso

Paróquia de Remelhe

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Foto: Divulgação / JF Remelhe

Os restos mortais do antigo Bispo do Porto António Barroso, declarado “venerável” e com processo de canonização “em curso”, vão ser trasladados no domingo para a igreja de Remelhe, em Barcelos, disse esta sexta-feira o arcebispo de Braga à Lusa.

Segundo Jorge Ortiga, a trasladação foi decidida depois de, em 16 de junho de 2017, ter sido publicado o decreto do Vaticano sobre as virtudes de António Barroso, confirmando que praticou, em grau heróico, as virtudes teologais da Fé, Esperança e Caridade, bem como as virtudes cardeais da Prudência, Justiça, Temperança e Fortaleza.

“No fundo, D. António Barroso foi declarado venerável e, a partir daí, entendemos que deveríamos criar as condições para que, a partir dos seus restos mortais, pudéssemos assimilar um pouco mais do seu espírito de cristão, de sacerdote e, particularmente, de missionário”, referiu.

Os restos mortais de António Barroso estão, há 92 anos, depositados numa capela-jazigo junto à entrada do cemitério paroquial de Remelhe, freguesia de onde aquele antigo Bispo do Porto era natural.

No domingo, vão ser trasladados para um “panteão” criado, expressamente para o efeito, na igreja paroquial de Remelhe.

“No cemitério, não havia grandes condições para os devotos, nomeadamente em dias de chuva. Agora, os restos mortais vão ficar num espaço nobre, com a dignidade que D. António Barroso merece e justifica”, acrescentou Jorge Ortiga.

Segundo o arcebispo de Braga, o processo de canonização de António Barroso “está em curso”, desde que foi declarado “venerável”.

Na Igreja Católica, o título canónico de “venerável” é concedido àqueles a quem postumamente seja reconhecida a prática de virtudes heróicas, sendo condição “sine qua non” para avançar o processo de beatificação.

A beatificação é a penúltima etapa para a declaração da santidade.

Para alguém se tornar beato, é necessária a comprovação de um milagre por sua intercessão, sendo esta condição necessária em caso de martírio.

No caso de António Barroso, já foi considerada a hipótese de milagre na pessoa de um homem de Vila Verde que usava óculos com 15 dioptrias e a quem os médicos diziam que não havia qualquer possibilidade de operação.

No entanto, o doente pediu a intercessão de António Barroso e insistiu em ser operado, acabando por recuperar a visão a 100%. Esta hipótese de “milagre”, no entanto, não terá sido validada pela Congregação para as Causas dos Santos.

“Há muitos sinais, muitas graças recebidas, mas que ainda não foram consideradas como milagres”, explicou Jorge Ortiga.

Agora, com a trasladação dos restos mortais de António Barroso para a igreja paroquial de Remelhe, o arcebispo de Braga admite que poderão aparecer mais pessoas a pedir graças e que “poderá acontecer um milagre”.

António Barroso nasceu em Remelhe, Barcelos, em 5 de novembro de 1854, tendo sido missionário em Angola, Moçambique e Índia. Foi depois, de 1899 a 1918, bispo no Porto.

Ficou célebre pela forma como lutou contra a perseguição feita à Igreja Católica por Afonso Costa, na sequência da implantação da República Portuguesa.

Em 1911, não acatou a ordem do governo da primeira República de Portugal e mandou ler nas igrejas a carta pastoral dos bispos. Foi chamado, julgado e “desterrado” da diocese do Porto para Cernache do Bonjardim. Cumprida a pena e regressado à diocese do Porto, em 1917 voltou a ser “desterrado”, desta vez para Remelhe.

Faleceu, “com fama de santo”, em 31 de agosto de 1918, no Porto.

A urna foi transportada, em 04 de setembro, por caminho-de-ferro, para Barcelos. Velada na Igreja Matriz, seguiu, no dia seguinte, num carro de bois, para o cemitério de Remelhe.

Em 1927, faz-se nova trasladação, sendo a urna transferida do sarcófago da família para a capela-jazigo em que ainda se encontra e de onde sairá no domingo.

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