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País

Ex-armeiro da PSP condenado a nove anos e oito meses de prisão

Crime

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Foto: DR

O agente Luís Gaiba foi hoje condenado a nove anos e oito meses de prisão efetiva e a ter que abandonar a polícia, tendo os juízes considerado provado que o arguido furtou 55 armas da Direção Nacional da PSP.


O antigo armeiro da PSP foi absolvido do crime de associação criminosa, mas condenado por tráfico e mediação de armas, branqueamento de capitais, peculato e detenção de arma proibida, crimes pelos quais foi condenado em cúmulo jurídico a nove anos e oito meses de prisão efetiva.

A mulher do polícia Huesley Gaiba dos Santos foi condenada a três anos de pena suspensa por peculato e absolvida do crime de associação criminosa.

O tribunal determinou a não condenação dos arguidos que estavam indiciados por associação criminosa.

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País

Ministro da Economia diz que indicadores comprovam segurança no ato de fazer compras

Economia

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Pedro Siza Vieira. Foto: Twitter / Ministério da Economia

O ministro de Estado e da Economia defendeu hoje que os indicadores demonstram que a experiência de compra em loja “é segura” e apelou aos consumidores para planearem com antecedência as suas compras na época de Natal.

Estas posições foram transmitidas por Pedro Siza Vieira na abertura da sessão de lançamento da iniciativa “Natal 2020, compre cuidando de todos”, que foi encerrada pelo primeiro-ministro, António Costa.

O ministro de Estado e da Economia referiu que Portugal, em consequência da pandemia da covid-19, teve a atividade comercial encerrada ao público mês e meio e que em 04 de maio passado, exatamente há seis meses, se iniciou “o processo de desconfinamento”.

“Desde então, tivemos uma nova experiência de consumo – uma experiência que procurou seguir um conjunto de regras e restrições que estão aptas e adequadas à salvaguarda da saúde da comunidade. E aquilo que estes seis meses demonstram é que a experiência de compra em Portugal é uma experiência segura, em que os consumidores, além de continuarem a contar com o atendimento profissional, também encontram um espaço seguro. Todos observámos como as regras sanitárias estão a ser respeitadas”, sustentou Pedro Siza Vieira.

Na sua breve intervenção, o ministro da Economia apontou depois que os cidadãos começam agora a pensar nas compras de Natal e na forma como vão ser se organizar no atual contexto de crise sanitária.

“Se queremos conciliar a época de compras de Natal com a segurança coletiva que é exigida, então têm de ser mantidas as precauções e importa planear o processo de compras. Temos de evitar deixar as compras para a última hora e procurar o mais cedo possível frequentar os locais de consumo”, advertiu.

Neste contexto, Pedro Siza Vieira, salientou em particular a possibilidade de o período de trocas dos produtos adquiridos ser alargado até 31 de dezembro, e de também ser alargada a época de promoções, evitando-se assim a concentração de peças nas lojas, sobretudo na semana seguinte ao Natal.

“Após a época de Natal, não teremos de fazer aquela corrida que é frequente aos espaços comerciais para fazer a troca do presente que não tem a cor ou o tamanho certo”, frisou, antes de elogiar o acordo entre associações de defesa dos consumidores, dos centros comerciais ou da distribuição.

“Este entendimento viabiliza a ideia de que a experiência dos consumidores é segura e espalhada no tempo”, acrescentou.

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País

Santander Totta reduziu 111 trabalhadores e fechou 40 agências até setembro

Economia

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Foto: Google Maps

O Santander Totta reduziu 111 trabalhadores e fechou 40 agências nos primeiros nove meses deste ano, de acordo os resultados hoje apresentados.

No comunicado hoje divulgado (em que dá conta de lucros de 254,5 milhões de euros entre janeiro e setembro, menos 35% face ao mesmo período do ano passado), o banco indica que em setembro tinha 6.077 funcionários em Portugal. Este valor significa menos 111 face aos existentes em dezembro passado (as contas de 2019 indicavam 6.188 trabalhadores no final desse ano).

Quanto à rede comercial, o Santander Totta tinha 465 agências em setembro, neste caso menos 40 do que as 505 de final de 2019.

Já comparando com setembro de 2019, a redução de trabalhadores é de 194 e as agências encerradas são 46.

O Santander Totta (detido pelo grupo espanhol Santander) está num processo de redução de trabalhadores, tendo nas últimas semanas proposto a funcionários (em reuniões individuais) rescisões de contrato por mútuo acordo.

Os trabalhadores que saírem recebem indemnização, mas não terão acesso a subsídio de desemprego.

O banco não avança, contudo, quantos funcionários quer reduzir.

Há duas semanas, após um plenário de trabalhadores do Santander Totta, o presidente do Sindicato dos Quadros e Técnicos Bancários, Paulo Marcos, disse à Lusa que o banco também não deu informação concreta ao sindicato, mas que pelo que vão sabendo junto dos trabalhadores se tratam de “dezenas e dezenas” de funcionários contactados nesta fase.

Segundo informações obtidas pela Lusa junto de fontes sindicais, até final do ano haverá uma primeira fase de saídas de trabalhadores do Santander Totta, mas o processo irá continuar em 2021.

A redução da estrutura no setor bancário tem vindo a acontecer nos últimos anos e vai continuar nos próximos meses e anos.

No final de julho, a agência de ‘rating’ Fitch considerava que, face à nova ameaça para o setor bancário português que representa a crise da covid-19, uma das medidas que os bancos tomarão será novas reestruturações.

O presidente executivo do grupo Santander, José António Álvarez, disse a semana passada que o grupo bancário tem a intenção de realizar cortes em postos de trabalho em Espanha, Portugal, Reino Unido e Polónia, como parte do plano para poupar mais mil milhões de euros na Europa.

O grupo bancário Santander obteve lucros de 3.658 milhões de euros líquidos nos primeiros nove meses do ano, uma diminuição de 40,8% em relação a período homólogo de 2019, explicada pelas provisões para fazer face ao impacto da pandemia de covid-19.

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País

Primeira fase do plano de reestuturação da TAP “está feita”

Aviação civil

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Pedro Nuno Santos. Foto: Twitter / Ministério das Infraestruturas

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, disse hoje no parlamento que “a primeira fase” do plano de reestruturação da TAP “está feita” e que as negociações com os sindicatos vão arrancar “desde já”.

“A primeira fase do plano de reestruturação está feita, o que nos permite iniciar a negociação com os sindicatos. Esse trabalho vai iniciar-se desde já”, disse Pedro Nuno Santos numa audição no parlamento, no âmbito da apreciação na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2021 (OE2021).

Em resposta à deputada Isabel Pires do Bloco de Esquerda, o ministro disse que, “neste momento, estão já a ser marcadas reuniões com os sindicatos para discussão da reestruturação” da companhia aérea.

Pedro Nuno Santos sublinhou que o plano de reestruturação “vai ser exigente” e “muito difícil” porque de outra maneira os portugueses não iriam entender a injeção de dinheiros públicos que está a ser feita.

“Temos uma companhia aérea que está sobredimensionada para a realidade atual e temos de conseguir um processo restruturação que garanta que a companhia aérea vai ser viável e sustentável”, defendeu Pedro Nuno Santos.

“Não podemos manter artificialmente uma dimensão que não tem neste momento procura prevista”, acrescentou o ministro.

Perante os deputados, o ministro reafirmou ainda que a TAP vai necessitar de utilizar a totalidade dos 1.200 milhões de euros do empréstimo do Estado até ao final do ano.

Em 15 de outubro, Pedro Nuno Santos anunciou no parlamento que iriam sair 1.600 trabalhadores do grupo TAP até ao final do ano, tendo já saído 1.200 colaboradores.

O governante, em audição na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, desmentiu dados apresentados pelo Bloco de Esquerda, que apontou a saída de 1.500 tripulantes da TAP, referindo que isso seria 80% da força laboral e garantindo que os 1.600 trabalhadores que irão sair são de todo o grupo e não apenas da companhia aérea.

O ministro recordou então que o prazo para apresentar o plano de reestruturação acaba em 10 de dezembro.

Antes, O ministro das Infraestruturas e da Habitação já tinha afirmado que a TAP está a abandonar encomendas que já estavam feitas e a “negociar a devolução de alguns aviões”.

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