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Europeus e portugueses maioritariamente satisfeitos com resposta da União à Ucrânia

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Foto: DR / Arquivo

A maioria dos cidadãos da União Europeia (UE), 51%, está satisfeita com a resposta do bloco à guerra na Ucrânia e 93% aprova a prestação de ajuda humanitária aos ucranianos, segundo um Eurobarómetro hoje divulgado.

Num inquérito conduzido pelo Eurobarómetro, 51% dos inquiridos na UE dizem-se ‘muito satisfeitos’ (8%) ou ‘satisfeitos’ (43%) com a maneira como a UE reagiu à invasão da Ucrânia pela Rússia, sendo que, em Portugal, a taxa de aprovação é de 56% (8% ‘muito satisfeitos’ e 48% de ‘satisfeitos’).

Por outro lado, a maioria dos europeus considera que, desde o início da guerra, a UE deu provas de solidariedade (78 %), união (63 %) e capacidade de resposta rápida (58 %).

Em Portugal, mais de nove em cada dez inquiridos (95%) consideraram que a UE demonstrou solidariedade com a Ucrânia, 77% que se manteve unida e 57% que deu uma resposta rápida ao conflito.

A grande maioria dos europeus (80%) e mais de nove em cada dez portugueses (93%) está de acordo com as sanções económicas impostas à Rússia.

A adoção de medidas restritivas aos oligarcas russos pela UE é apoiada por 79% dos europeus e 91% dos portugueses.

Os inquiridos são ainda amplamente favoráveis ao apoio inabalável à Ucrânia e ao seu povo: 93% dos inquiridos na UE e 98% em Portugal concordam com a prestação de ajuda humanitária às pessoas afetadas pela guerra.

O acolhimento de ucranianos que fogem da guerra, por seu lado, é aprovado por 89% dos europeus e 97% dos portugueses.

O inquérito Eurobarómetro foi realizado em abril.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 5,5 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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