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Europeias: Relação entre liberalismo e socialismo marca antepenúltimo dia de campanha – síntese

Eleições Europeias estão marcadas para domingo

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Foto: DR / Arquivo

A dois dias do fim da campanha eleitoral, a relação entre as correntes do socialismo e do liberalismo marcou as ações de hoje, com o BE a pedir a António Costa uma clarificação do caminho que quer seguir e PSD a alegar que o socialista “tem dois amores”.


O tema foi introduzido na terça-feira à noite pelo dirigente socialista Pedro Nuno Santos, que defendeu que os socialistas devem assumir também na Europa uma dialética de “tensão permanente” face aos liberais, considerando que a indiferenciação destas correntes contribuiu para o crescimento da extrema-direita.

A cabeça de lista do BE, Marisa Matias, foi a primeira a reagir a estas declarações, tendo desafiado o líder do PS, António Costa, a “clarificar qual o caminho que quer seguir”, concordando com Pedro Nuno Santos que defende “uma linha divisória muito clara entre liberais e socialistas”.

Mas se concorda com Pedro Nuno Santos, a cabeça de lista do BE ao Parlamento Europeu mantém as críticas ao secretário-geral do PS, António Costa, devido à aproximação aos liberais europeus.

“António Costa tem que clarificar qual é o caminho que quer seguir: se quer seguir o caminho que seguiu em Portugal, um caminho de, à esquerda, procurar acordo naquilo que era preciso ter acordo e melhorar a vida da pessoas, se é o caminho de se juntar àqueles que fizeram o contrário e promovem o contrário na União Europeia”, desafiou.

No Montijo, distrito de Setúbal, o cabeça de lista do PS defendeu a criação de uma coligação de europeístas contra a extrema direita, admitindo que esta pode incluir gente das famílias políticas conservadora e liberal.

“Eu já tenho dito que nós temos que construir uma coligação de europeístas contra a extrema direita, contra os nacionalistas, contra a xenofobia. Essa coligação pode incluir gente da minha família política, gente da família conservadora, gente da família liberal, desde que não se passe essa barreira da xenofobia da extrema direta, dos nacionalismos”, declarou, rejeitando contradições dentro do seu partido.

Ao início da tarde, o primeiro candidato do PSD, Paulo Rangel, acusou o secretário-geral do PS de ter “dois amores que em nada são iguais”, ligando-se a BE e PCP em Lisboa e tentando uma aliança com os liberais em Bruxelas.

“Quando vejo António Costa em Portugal a ligar-se à ‘geringonça’ e em Bruxelas a piscar o olho, a dar abraços e beijinhos aos liberais, só me ocorre uma velha canção popular: António Costa tem dois amores que em nada são iguais, uns são socialistas e os outros são liberais”, afirmou o eurodeputado, num almoço-comício em Tondela, distrito de Viseu.

A Rangel, juntou-se hoje o antigo líder do PSD Luís Filipe Menezes e o atual presidente, Rui Rio, que desvalorizou as sondagens que apontam a derrota no partido nas europeias e garantiu que “seria irresponsável” qualquer cenário de demissão a quatro meses das legislativas.

Numa arruada na Baixa da Banheira, Setúbal, o cabeça de lista da CDU reiterou a oposição à instalação de um terminal aéreo complementar à Portela no Montijo, defendendo a solução de construção de um grande aeroporto internacional de raiz em Alcochete.

João Ferreira aproveitou a iniciativa para alertar para o “impacto muito grande sobre a saúde das populações, o ambiente e em termos de segurança” da atual localização do Aeroporto Internacional Humberto Delgado, em Lisboa, “algo que não acontece em nenhuma outra capital europeia, dentro da malha urbana, sobrevoada dia e noite, quase minuto sim, minuto não por aviões”.

Nas Caldas da Rainha, Leiria, o candidato europeu do CDS-PP fez um duro ataque a Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, partido que definiu como “o que o mais” deplora na política, devido às críticas bloquistas ao ex-líder Paulo Portas.

“O Bloco de Esquerda é a expressão do que o mais deploro na política. Pela forma leviana como dizem uma coisa e o seu contrário e acham que a reboque disso conseguem enganar toda a gente”, afirmou Nuno Melo, um dia depois de Portas ter discursado em seu apoio num jantar-comício do CDS em Cascais, Lisboa.

Na terça-feira, em Braga, a coordenadora do BE, Catarina Martins, sublinhou a prevista participação do antigo vice-primeiro-ministro no governo anterior, PSD/CDS-PP, com uma referência implícita à investigação da compra dos submarinos, decidida quando o ex-líder era ministro da Defesa: “Paulo Portas emerge também esta noite [terça-feira], qual submarino, do seu mundo de negócios. Fez uma pausa da Mota Engil para aparecer na campanha do CDS”.

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Primeiro dia de trabalhos do congresso do PCP com sete horas de discursos

Política

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Imagem: PCP

O primeiro dia do XXI congresso comunista terminou hoje às 20:03, após cerca de sete horas de discursos, iniciado pela intervenção do secretário-geral, que afirmou o PCP como “partido de oposição” e “cavou” diferenças com o PS.

Eram 20:03 quando a mesa do congresso declarou fechados os trabalhos do congresso, que são retomados às 09:00 de sábado, dia em que vai ser eleito o novo comité central numa reunião dos delegados ao congresso, reduzidos a 600 devido às restrições da pandemia de covid-19.

No seu discurso de abertura, Jerónimo de Sousa sustentou que o seu partido, tal como na legislatura passada em que participou num entendimento à esquerda com o PS, o PCP não foi “parte de uma alegada maioria” de suporte ao Governo, “mas sim força de oposição”.

“Oposição a tudo o que contrarie ou faça retroceder os interesses e direitos dos trabalhadores e do povo, e força indispensável para com a sua iniciativa se avançar na conquista de novos direitos”, disse.

Seguiram-se discursos de dirigentes e delegados sobre o trabalho feito pelas organizações partidárias, de norte a sul do país.

 Logo após o encerramento dos trabalhos, as bancadas e as cadeiras do recinto onde decorre o congresso, Pavilhão Paz e Amizade, em Loures, foram fumigadas com desinfetante, tal como já tinha sido feito na pausa para o almoço, uma das medidas de segurança sanitária que os comunistas adotaram na sua reunião magna.

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CP reduz circulação este fim de semana e nos dias 01 e de 05 a 08 de dezembro

Estado de emergência

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Foto: O MINHO / Arquivo

A CP vai reduzir a circulação dos alfa, intercidades, inter-regionais, regionais e urbanos este fim de semana e nos dias 01 de dezembro e de 05 a 08, na sequência das restrições impostas no âmbito do estado de emergência.

“Informamos que na sequência da medida decretada no âmbito do estado de emergência, nos dias 28, 29 e 30 de novembro e 01, 05, 06, 07 e 08 de dezembro, a circulação de comboios Alfa Pendular, Intercidades, InterRegionais, Regionais e Urbanos será reduzida”, lê-se numa nota divulgada pela CP – Comboios de Portugal.

As supressões abrangem centenas de comboios, da linha de Braga até ao Algarve.

A lista completa dos comboios suprimidos e assegurados está disponível no ‘site’ da CP.

Os clientes que já tenha adquirido bilhetes para viajar nos comboios “que não se realizem” podem solicitar o reembolso do valor total do bilhete ou a sua revalidação, sem taxas, “desde que o pedido seja apresentado até 30 minutos antes da partida do comboio da estação de origem da viagem do cliente”.

Este pedido pode ser feito através do ‘site’ da CP ou nas bilheteiras.

“Até 10 dias após a data da viagem original nas bilheteiras, ou em cp.pt, através de preenchimento do formulário ‘online’ com o envio de digitalização do original do bilhete e indicação de nome, morada postal, IBAN e NIF. Passado este prazo aplicam-se as taxas regulamentadas”, acrescentou.

Portugal contabiliza pelo menos 4.276 mortos associados à covid-19 em 285.838 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O país está em estado de emergência desde 09 de novembro e até 08 de dezembro, período durante o qual há recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado.

Durante a semana, o recolher obrigatório tem de ser respeitado entre as 23:00 e as 05:00, enquanto nos fins de semana e feriados a circulação está limitada entre as 13:00 de sábado e as 05:00 de domingo e entre as 13:00 de domingo e as 05:00 de segunda-feira.

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Marcelo assegura: Portugueses saberão com antecedência como vão passar o Natal

Covid-19

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Foto: Arquivo

O Presidente da República afirmou hoje que o processo de decisão sobre a renovação do estado de emergência decorrerá até sexta-feira da próxima semana e que os portugueses saberão com antecedência como poderão passar o Natal.

Em resposta a questões dos jornalistas, no final de uma iniciativa nas instalações do jornal Público, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa disse que as decisões sobre o Natal estão relacionadas “com a renovação do estado de emergência”, que desde 09 de novembro está novamente em vigor em Portugal.

“Para a semana haverá notícias sobre isso, haverá uma sessão epidemiológica, haverá a audição dos partidos políticos, haverá, naturalmente, o parecer do Governo, haverá a autorização da Assembleia da República e, depois haverá a decisão do Presidente da República”, adiantou o chefe de Estado.

O atual período de estado de emergência, um quadro legal de exceção que só pode vigorar por 15 dias, sem prejuízo de eventuais renovações, termina às 23:59 de 08 de dezembro. Se for renovado por mais 15 dias, o novo período terá início às 00:00 de 09 de dezembro, até às 23:59 de 23 de dezembro.

Contudo, segundo o Presidente da República, os portugueses não terão de esperar pela avaliação do que acontece nesse 15 dias “para saberem o que é que vão fazer durante o Natal”.

“Embora para cumprir a Constituição o prazo de renovação do estado de emergência, o próximo, a haver, termine às 23:59 do dia 23 [de dezembro], parece de bom senso que antecipadamente os portugueses saibam como podem organizar aquele fim de semana de Natal: 24, 25, 26, 27”, afirmou.

Ainda quanto à próxima renovação do estado de emergência, Marcelo Rebelo de Sousa assinalou que 08 de dezembro é feriado e referiu que “o último dia que a Assembleia da República tem para se pronunciar é sexta-feira que vem”.

“Portanto, estamos relativamente próximos desse momento de decisão sobre a renovação e em que termos o estado de emergência”, acrescentou.

Durante a atual pandemia de covid-19, o estado de emergência foi decretado para permitir medidas para conter a propagação desta doença e renovado duas vezes sucessivas, de 19 de março a 02 de maio. Voltou a ser decretado em novembro e já foi renovado uma vez.

Para renovar por mais 15 dias este quadro legal, que permite a suspensão do exercício de alguns direitos, liberdades e garantias, o Presidente da República tem de ter ouvir o Governo e de ter autorização da Assembleia da República

Em Portugal, já morreram 4.276 pessoas com covid-19, num total de 285.838 casos de infeção contabilizados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS).

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