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Viana do Castelo

Europeias: Rangel poliglota no combate à abstenção na fronteira em Valença e em Viana

Cabeça de lista do PSD no Alto Minho

em

Foto: Facebook de PSD

O cabeça de lista do PSD às eleições europeias, Paulo Rangel, começou o domingo de campanha em Valença, numa ação de rua em que apelou ao voto em português, em espanhol e até francês.

“Espanhóis por todo o lado, é normal aqui”, comentou Rangel, no início da iniciativa de rua junto à Câmara Municipal de Valença, na fronteira com Espanha, elegendo o combate à abstenção como uma prioridade nas europeias de 26 de maio.

“É preciso combater a abstenção e depois votar com atenção”, disse Rangel, que meteu conversa com comerciantes, turistas e até com eleitores que não votam em Portugal.

A um grupo de turistas franceses, Rangel perguntou se estavam de passagem e perante a confirmação, respondeu “très bien” [muito bem], acrescentando ainda em francês que ficaria “muito contente se fossem votar” nas europeias.

Mais à frente, junto a uma igreja da qual saíam algumas pessoas, a comitiva laranja hesitou mas alguém disse, “vamos lá, campanha à moda antiga, à saída da missa”.

Afinal não havia missa e o grupo, com cidadãos portugueses e espanhóis, estava em passeio para uma concentração dos conhecidos automóveis “carochas” no âmbito do “Encontro Ibérico Tui-Valença”.

“Muy bien, escarabajos”, riu Rangel, desejando “buenos dias”.

A poucos quilómetros da fronteira com Espanha, as lojas do centro histórico, muitas de atoalhados e linhos, têm mais fregueses espanhóis do que portugueses, confessou uma lojista muito jovem que ia votar pela primeira vez.

“Tome uma caneta para votar nas eleições europeias, já só faltam oito dias”, apelou Rangel.

Em declarações aos jornalistas, no final da iniciativa, Paulo Rangel frisou que “o aspeto mais importante das eleições europeias é a abstenção, uma questão democrática que está antes dos próprios partidos”.

“Claro que queremos motivar as pessoas a votar no PSD mas é muito importante que os portugueses se mobilizem para votar nas europeias”, acentuou.

Questionado sobre a participação do ex-líder do PSD Pedro Passos Coelho na campanha, prevista para segunda-feira, e da ex-ministra Manuela Ferreira Leite, Paulo Rangel disse que tem “o maior gosto” na presença de “rostos importantes do PSD”.

No sábado, o dirigente socialista Miguel Alves afirmou que a participação do ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho na campanha do PSD é o indício sobre a vontade de regresso ao poder da corrente dos “cortes”.

De Valença, a caravana de Rangel seguiu para Viana do Castelo, onde algumas centenas de pessoas formaram, nas escadarias do Santuário de Santa Luzia, um coração com as cores da União Europeia, graças aos chapéus azuis e amarelos.

Fotos: Facebook de PSD (Galeria)

De chapéu azul, o candidato estava na primeira fila, atrás de duas crianças a tocar acordeão, e ia acompanhando a música com palmas.

“Agradeço terem feito este esforço enorme para darmos esta imagem positiva da Europa. O coração é não apenas o símbolo dos afetos, mas também o símbolo do Partido Popular Europeu, a nossa família política na União Europeia. É muito positivo que tenhamos conseguido fazer esta coreografia, aqui em Viana – com o coração que é também o símbolo de Viana”, enalteceu o candidato, numas breves palavras dirigidas aos participantes na iniciativa.

“É caso para dizer que Viana está no coração da Europa”, acrescentou.

Em seguida, convidou todos para “um lanche de domingo, a que se chamaria um ‘brunch’ lá na União Europeia”.

“Um piquenique à portuguesa, como nós dizemos”, acabou por ‘traduzir’.

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Viana do Castelo

Moradores do prédio Coutinho vão ficar em casa até ser legalmente possível

De acordo com José Maria Costa, “o projeto de desconstrução está à espera de visto do Tribunal de Contas”

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Foto: DR/Arquivo

O advogado dos moradores do prédio Coutinho, Magalhães Sant’Ana, garantiu hoje que os 12 últimos habitantes do edifício em Viana do Castelo vão permanecer em casa até ao limite do que for legalmente possível.

O advogado falava aos jornalistas no final de uma reunião de mais de uma hora com os últimos moradores no edifício Jardim, depois de ter estado reunido com a Sociedade VianaPolis.

Últimos 12 moradores do prédio Coutinho em Viana do Castelo recusam entregar chaves

Magalhães Sant’Ana disse que as pessoas “não têm para onde ir”, frisando que estas vão permanecer nas suas casas.

“Acho que [os moradores] estão dentro da lei, porque legalmente estão a resistir à violação de um direito fundamental que é o direito à habitação. A VianaPolis não pode agir assim”, respondeu o advogado, quando questionado se os moradores estão a agir legalmente.

O advogado explicou que a ação e intimação pela defesa dos direitos, liberdades e garantias que deu entrada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga na quarta-feira passada “não tem efeitos suspensivos”.

No entanto, Magalhães Sant’Ana explicou que não houve ainda decisão do tribunal devido aos feriados nacionais, referindo que a VianaPolis “tomou conhecimento desta ação”.

O advogado garantiu que irá permanecer no prédio para acompanhar todas as diligências que forem sendo feitas, assegurando que até ao momento a VianaPolis ainda não tomou posse administrativa das frações que restam.

Os últimos 12 moradores do prédio Coutinho recusaram hoje entregar a chave das habitações à VianaPolis no prazo fixado para aquela sociedade tomar posse administrativa das últimas frações do edifício.

Situada em pleno centro da cidade, o edifício Jardim, localmente conhecido como prédio Coutinho, de 13 andares, tem demolição prevista desde 2000 no âmbito do programa a Polis.

Esta ação de despejo estava prevista cumprir-se às 09:00 de hoje na sequência de uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga de abril, que declara improcedente a providência cautelar movida pelos moradores em março de 2018.

No dia 30 de maio, o presidente da Câmara de Viana do Castelo informou que os últimos 12 moradores no prédio Coutinho tinham de abandonar o edifício até 24 de junho, garantindo que as notificações começaram nessa semana a ser enviadas.

José Maria Costa, explicou que, em abril, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga “declarou improcedente” a providência cautelar movida pelos moradores, em março de 2018.

O edifício de 13 andares, que já chegou a ser habitado por 300 pessoas, está situado em pleno centro histórico da cidade e tem demolição prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis, para ali ser construído o novo mercado municipal.

Segundo José Maria Costa, “o projeto do novo mercado está em apreciação na Direção Regional de Cultura do Norte e estão a ser desenvolvidos os estudos de especialidade”.

Desde 2005 que a expropriação do edifício estava suspensa pelo tribunal, devido às ações interpostas pelos moradores a exigir a nulidade do despacho que declarou a urgência daquela expropriação.

A empreitada de demolição do prédio Coutinho foi lançada a concurso público no dia 24 de agosto de 2017, por 1,7 milhões de euros, através de anúncio publicado em Diário da República.

Em outubro, a VianaPolis anunciou que a proposta da empresa DST – Domingos da Silva Teixeira venceu o concurso por apresentar a proposta mais favorável, orçada em 1,2 milhões de euros.

De acordo com José Maria Costa, “o projeto de desconstrução está à espera de visto do Tribunal de Contas”.

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Viana do Castelo

Últimos 12 moradores do prédio Coutinho em Viana do Castelo recusam entregar chaves

Interposta uma ação de intimação pela defesa dos direitos, liberdades e garantias pelos moradores

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Foto: DR

Os últimos 12 moradores do prédio Coutinho em Viana Castelo recusaram hoje entregar a chave das habitações à VianaPolis no prazo fixado para aquela sociedade tomar posse administrativa das últimas frações do edifício.

Situada em pleno centro da cidade, o edifício Jardim, localmente conhecido como prédio Coutinho, de 13 andares, tem demolição prevista desde 2000 no âmbito do programa a Polis.

Hoje em declarações aos jornalistas, os vários moradores afirmaram que o seu representante legal terá interposto uma ação de intimação pela defesa dos direitos, liberdades e garantias, um procedimento que segundo os mesmos não terá efeitos suspensivos.

No local estão mais de uma dezena de agentes da PSP para garantir a ordem pública num jardim marginal fronteiro ao prédio Coutinho, onde se juntaram vários populares.

Foto: Facebook de David Fidalgo Sousa

Esta ação de despejo estava prevista cumprir-se as 09:00 de hoje na sequência de uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga de abril, que declara improcedente a providência cautelar movida pelos moradores em março de 2018.

No dia 30 de maio, o presidente da Câmara de Viana do Castelo informou que os últimos 12 moradores no prédio Coutinho tinham de abandonar o edifício até 24 de junho, garantindo que as notificações começaram nessa semana a ser enviadas.

José Maria Costa, explicou que, em abril, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga “declarou improcedente” a providência cautelar movida pelos moradores, em março de 2018.

O edifício de 13 andares, que já chegou a ser habitado por 300 pessoas, está situado em pleno centro histórico da cidade e tem demolição prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis, para ali ser construído o novo mercado municipal.

Segundo José Maria Costa, “o projeto do novo mercado está em apreciação na Direção Regional de Cultura do Norte e estão a ser desenvolvidos os estudos de especialidade”.

Desde 2005 que a expropriação do edifício estava suspensa pelo tribunal, devido às ações interpostas pelos moradores a exigir a nulidade do despacho que declarou a urgência daquela expropriação.

A empreitada de demolição do prédio Coutinho foi lançada a concurso público no dia 24 de agosto de 2017, por 1,7 milhões de euros, através de anúncio publicado em Diário da República.

Em outubro, a VianaPolis anunciou que a proposta da empresa DST – Domingos da Silva Teixeira venceu o concurso por apresentar a proposta mais favorável, orçada em 1,2 milhões de euros.

De acordo com José Maria Costa, “o projeto de desconstrução está à espera de visto do Tribunal de Contas”.

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Viana do Castelo

Ator Luís Vicente no Sá de Miranda em Viana do Castelo

Espectáculo marcado para as 21:30

em

Foto: Divulgação

O ator Luís Vicente participa no espetáculo de teatro Improvável, hoje, na Sala Principal do Teatro Municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo, às 21:30. Os bilhetes estão disponíveis e custam entre 04 e 10 euros.

Trata-se na obra do reencontro improvável entre dois homens que antes se haviam cruzado em dado momento e circunstância das suas vidas em papéis opostos. Eram então ambos jovens. Conheceram-se na tristemente célebre Rua António Maria Cardoso, na sede da PIDE/DGS. Um era prisioneiro político e o outro o seu algoz. Um foi torturado, o outro foi o seu torturador.

A Companhia de Teatro do Algarve, responsável pelo espetáculo, integra o Circuito Ibérico de Artes Cénicas, assim como o Teatro do Noroeste – CDV, que promove mais este Acolhimento do Noroeste. Este espetáculo tem a particularidade de tratar um texto original da autoria de José Martins, encenador fundador do Teatro do Noroeste – CDV e seu diretor artístico entre 1991 e 2003.

Para Ricardo Simões, atual diretor artístico da companhia vianense “é mais um motivo de interesse da peça, que conta com dois excelentes atores, o Pedro Monteiro e o Luís Vicente, que também encenou o espetáculo e que é uma referência nacional, para além de diretor artístico da Companhia de Teatro do Algarve. Quem não se lembra dele, por exemplo, na série “Duarte e Companhia?”.

No final haverá uma conversa entre os atores e o público, o habitual Digestivo – Conversas Pós-Espetáculo.

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