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Europeias: PSD e CDS nas feiras, mas PS sem medo da rua

Campanha passou pelo Minho

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Foto: DR

Num primeiro dia de campanha oficial sem temas quentes na agenda, PSD e CDS-PP recuperaram hoje a tradição de ir a feiras, com o PS a preferir os espaços fechados, embora recuse estar a fugir da rua.


“Melinho das feiras? Não, não me importo, pelo contrário. Mas, o original [Paulo Portas] é o melhor”, disse Nuno Melo aos jornalistas, quando lhe perguntaram se se importava que lhe chamassem “Melinho das feiras”, entre uma banca de sapatos e outra de roupa, na feira de Ponte de Lima.

De qualquer forma, mesmo entre sapatos ou roupa, o cabeça de lista do CDS-PP disse lembrar-se sempre dos adversários e prometeu, com ironia, não esquecer Pedro Marques, “número um” do PS, ao contrário do que fizeram o líder socialista, António Costa, e o candidato à Comissão Europeia Frans Timmermans.

Um pouco mais a sul, em Espinho, foi também numa feira que o PSD deu o ‘tiro de partida’ na campanha oficial para as eleições de 26 de maio, com o cabeça de lista, Paulo Rangel, a contar com a ajuda do antigo dirigente do partido Luís Montenegro, que pediu um “cartão amarelo” ao Governo, que se transforme num “cartão vermelhos” nas legislativas.

Enquanto isso, Paulo Rangel ia ouvindo palavras simpáticas dos feirantes: “ai está tão magrinho, tão bonito”.

Já à tarde, o ‘palco’ da campanha do PSD passou para o número cinco da lista, Álvaro Amaro, que recusou ter elogiado Pedro Marques enquanto ministro responsável pelos fundos comunitários, dizendo que se limitou a “aplaudir” que o atual Governo não tenha revertido uma medida do anterior executivo.

“Mal vai a campanha do Pedro Marques quando tem de recorrer a uma inverdade”, acusou, depois de o candidato socialista ter afirmado que Álvaro Amaro, enquanto presidente da Câmara da Guarda, elogiou a sua ação no atual Governo socialista para a requalificação e modernização das ferrovias da Beira Alta e Beira Baixa – um investimento que estimou em mais de 70 milhões de euros.

Pelo interior, a caravana do PS seguiu entre uma visita à Santa Casa da Misericórdia de Bragança e um almoço com autarcas na Guarda, mas Pedro Marques negou estar a fugir à campanha de rua e acusou o seu adversário direto do PSD de ter “um problema com a verdade” e “falta de empatia”.

“Paulo Rangel tem sido um especialista em maledicência e tem talvez um problema com a verdade. Ando literalmente há três meses na rua a falar com pessoas em todo o país”, contrapôs o candidato socialista, antes do almoço na Guarda, onde haveria de lembrar os elogios de Álvaro Amaro ao atual executivo socialista.

Mais ou menos à mesma hora, mas em Lisboa, a cabeça de lista do BE às europeias, Marisa Matias, deixava um aviso: se a campanha for marcada por ataques pessoais ou piadas, a abstenção vai aumentar.

Por isso, defendeu, o que se deve fazer é discutir-se política, apesar de não ser tão “engraçadinho”, numa referência à resposta ao secretário-geral do PS, António Costa, que criticou os “candidatos engraçadinhos” da direita.

O cabeça de lista da CDU, João Ferreira, preferiu juntar num mesmo grupo os seus concorrentes “engraçados” de PS, PSD e CDS-PP, afirmando que estiveram sempre juntos nos sentidos de voto no Parlamento Europeu contra o interesse nacional.

“Há aí quem esteja neste momento muito atarefado a tentar mostrar diferenças, a encenar divergências e vale tudo: desde se os candidatos são mais ou menos engraçados, se aparecem mais ou menos os candidatos de uns ou outros, se as direções partidárias dão mais importância a uns ou outros. Vale tudo para esconder o essencial”, reclamou João Ferreira, durante uma ação de campanha em Palmela.

Vasco Santos, cabeça-de-lista do MAS, fez campanha nos Açores, onde apresentou o Manifesto Eleitoral.

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Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: O MINHO

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta terça-feira, 11 de agosto: 8, 13, 14, 42 e 50 (números) e 3 e 9 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 73 milhões de euros.

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Governo prepara orientações para setor “muito complexo” dos eventos

Covid-19

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Rita Marques. Foto: Twitter

O Ministério da Economia já tem uma proposta de orientações para o funcionamento do setor dos eventos que é “muito complexo” dado que envolve várias áreas de atividade, disse a secretária de Estado do Turismo à Lusa.

Rita Marques explicou que esta área inclui segmentos ligados ao mar, congressos e outros e, “tendo em conta que até ao momento a Direção-Geral da Saúde (DGS) ainda não definiu orientações específicas para a organização de eventos”, o Ministério da Economia “tem vindo a trabalhar para aclarar e interpretar os princípios e orientações aplicáveis aos eventos corporativos”, sendo que esta área está praticamente parada, devido à covid-19.

Rita Marques indicou que em causa estão “reuniões, congressos, exposições, feiras comerciais, seminários, toda uma panóplia muito grande de eventos que pode ser organizada por entidades públicas e privadas a colaboradores da própria instituição organizadora ou abertos ao público. Entendemos que devem começar a migrar paulatinamente para uma nova normalidade e daí a nossa necessidade de trabalhar nestes princípios e orientações aplicadas que é justamente uma das grandes reivindicações dos operadores económicos”, referiu.

De acordo com a governante, no Ministério da Economia já há “uma proposta que está em discussão com as várias secretarias de Estado”.

“Já temos uma proposta de despacho interpretativo para o qual estamos a tentar reunir o máximo de consenso possível. É um assunto complexo, dada a disparidade das atividades económicas que estão aqui em causa”, indicou.

Hoje foi publicado o Decreto-Lei que permite que as empresas desta área possam reaver o IVA em despesas relativas à organização de eventos.

“Estas empresas têm direito a passar a usufruir de um benefício que incide sobre em que incorrem e não é dedutível junto da Autoridade Tributária. Neste momento, temos um código de IVA que estabelece que as empresas possam deduzir 50% e os outros 50% não eram dedutíveis e passam a ser”, sendo que podem começar, a partir de quarta-feira, a submeter estas despesas ao Turismo de Portugal, através do portal ePortugal, que as vai depois reembolsar.

“O pedido de restituição pode ser já apresentado e tem que se reportar a períodos mensais. Infelizmente não tiveram grandes eventos, mas se eventualmente existirem o IVA é deduzido e pode ser pedido”, indicou.

No diploma esclarece-se que o pedido pode ser feito a “partir do segundo mês seguinte à emissão dos documentos de suporte, até ao termo do prazo de um ano a contar da data de emissão daqueles” e, esclareceu a governante, não tem efeitos retroativos.

Rita Marques garantiu ainda que a linha de crédito para os organizadores de eventos, no âmbito do Programa de Estabilização Económica e Social, está praticamente concluída, faltando apenas “enquadramento orçamental”.

A Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos (APSTE) organiza hoje um protesto, no Terreiro do Paço, em Lisboa, que pretende sensibilizar o Governo para a necessidade de medidas urgentes para o setor.

O protesto vai decorrer entre as 20:00 e as 22:00 e consiste na colocação de várias instalações compostas por malas de porão, com as insígnias de cada empresa, ocupando o perímetro da Praça do Comércio.

Nas fachadas do Terreiro do Paço serão ainda projetadas imagens, vídeos e frases que refletem o estado do setor.

Segundo um inquérito realizado pela APSTE, em maio, 60% das empresas do setor recorreram ao ‘lay-off’ e mais de metade (56%) não têm liquidez para pagar os salários nos meses de agosto e setembro.

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Investigadores do Porto em projeto para detetar cancro usando inteligência artificial

Projeto CADPath.AI

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Foto: DR / Arquivo

Investigadores da Universidade do Porto, ligados ao projeto CADPath.AI, estão a desenvolver uma ferramenta baseada em inteligência artificial para diagnóstico automático de patologias oncológicas, foi hoje divulgado.

“Tarefas como, por exemplo, a identificação das células tumorais, a contagem de células mitóticas, ou a identificação de crescimento invasivo, assim como a sua medição, podem agora ser realizadas através da utilização da inteligência artificial”, explica o investigador do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), da Universidade do Porto, Jaime Cardoso, citado em comunicado.

De acordo com o investigador, que é também professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), além de possibilitar a realização de um diagnóstico em rede, auxiliada por outras ferramentas tecnológicas, a ferramenta que está a ser desenvolvida no âmbito do projeto CADPath.AI vai permitir diminuir o tempo que o patologista despende na observação microscópica.

O CADPath.AI (Computer Aided Diagnosis in Pathology) é um projeto do laboratório IMP Diagnostics, numa parceria com o INESC TEC e com a empresa de dispositivos médicos Leica Biosystems, que conta com um financiamento de cerca de 70% do programa COMPETE2020, num investimento total de um milhão de euros.

Segundo o INESC TEC, esta a “solução inovadora” permitirá “dar um salto considerável na forma como o diagnóstico anátomo-patológico de amostras histológicas é atualmente realizado” e o processo de diagnóstico “poderá passar a ser, a partir de 2022, totalmente digital, introduzindo os algoritmos como complemento ao trabalho dos anatomopatologistas na identificação de anomalias”.

“Sabendo-se que o diagnóstico atempado e rigoroso é um instrumento essencial para o combate ao cancro, os anatomopatologistas vão passar a dispor, a partir de 2022, de uma importante ferramenta baseada em inteligência artificial”, acrescenta.

Citada no documento, a gestora de projetos do IMP Diagnostics, Ana Monteiro, destaca o foco “na melhoria contínua do diagnóstico”.

“Pretendemos ir mais longe e disponibilizar ao mercado uma ferramenta de diagnóstico automático de patologias oncológicas; uma base de dados, contemplando as lâminas digitalizadas e respetivas anotações, história clínica e diagnóstico; e uma plataforma para geração de conhecimento científico”, conclui.

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