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Europeias: “Não andámos ao colinho de ninguém” e “repusemos a esperança”

Eleições Europeias do próximo domingo

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Foto: DR / Arquivo

O secretário-geral comunista enalteceu, na quinta-feira, a campanha eleitoral feita “a pulso” da CDU, sem “colinho de ninguém”, sublinhando que foram PCP e “Os Verdes” a repor a esperança na atual legislatura.


“Nós fizemos uma campanha a pulso. Uma campanha de contacto direto, com grandes, pequenas, iniciativas muito diversas. Não tivemos favores de ninguém nem andámos ao colinho de ninguém. Foi com o nosso trabalho e empenhamento, usando a obra dos nossos deputados eleitos, com esta convicção de que somos a força de que os trabalhadores precisam”, disse Jerónimo de Sousa.

O líder do PCP discursava num comício noturno, em Braga, e garantiu que a CDU “nunca falta nas horas boas ou nas horas más para defender os interesses dos trabalhadores e do povo”, lembrando que durante a intervenção externa da ‘troika’, “num tempo difícil em que resistir já era vencer”, foi esta “força que ali esteve na primeira brecha a lutar com os trabalhadores”.

“Repusemos direitos, conseguimos conquistas, mas há uma que se deve à CDU: repusemos a esperança de que é possível uma vida melhor em Portugal e para os portugueses”, vincou.

Jerónimo de Sousa sugeriu ainda uma reflexão aos eleitores da CDU nas anteriores eleições para o Parlamento Europeu: “o seu voto foi respeitado e honrado?”

“Pois, hoje podemos dizer com profunda alegria que quem votou CDU está consciente de que acertou na sua opção porque o seu voto foi respeitado, foi honrado”, assegurou, ao contrário de quem tenha optado por PS, PSD e CDS-PP.

“Esses mesmos que se apresentam nesta eleições assumindo-se como salvadores da Europa que dizem ameaçada… desconfiemos, camaradas e amigos. Não foram capazes de salvar Portugal do atraso e graves problemas que hoje enfrentamos e vêm dizer que querem salvar a Europa… Para nós, o importante é salvar Portugal, manter a nossa soberania, o progresso, o desenvolvimento, a economia nacional”, declarou.

A anteceder o líder do PCP, o cabeça-de-lista europeu da CDU citou uma canção de Zeca Afonso que tinha sido tocada momentos antes no palco do comício para defender o controlo público do setor financeiro, transformando o verso de “deem as pipas ao povo/só ele as sabe guardar” para “deem os bancos ao povo”.

No seu discurso, João Ferreira focou sobretudo a necessidade de dinamizar a produção nacional e aproveitar as potencialidades do país, pois “Portugal tem de produzir mais para dever menos”.

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Covid-19: Mais 3 mortos, 213 infetados e 275 recuperados no país

Boletim diário da DGS

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Portugal regista hoje mais 3 mortes e 213 novos casos de infeção por covid-19, 147 dos quais na região de Lisboa e Vale do Tejo, em relação a quarta-feira, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 52.061 casos de infeção confirmados e 1.743 mortes.

Há 37.840 casos recuperados, mais 275.

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Insolvências sobem 32,3% em julho e constituição de novas empresas recua 25,9%

Economia

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As insolvências aumentaram 32,3% em julho, para 445, face a igual mês do ano passado, enquanto que a constituição de novas empresas caiu 25,9%, para 2.931, em termos homólogos, revelou hoje a Iberinform.

Em julho, as insolvências aumentaram 32,3% na comparação com igual mês do ano passado, “mais 111 insolvências para um total de 455”, refere a Iberinform, filial da seguradora Crédito y Caución, adiantando que nos primeiros sete meses deste ano a subida foi de 8,4%, com 3.145 insolvências, mais 243 que em igual período de 2019”, mas com valores inferiores aos observados em 2018 e 2017.

Quanto à criação de novas empresas verificou-se uma redução de 25,9% em julho, com o mês a encerrar com 2.931 constituições, menos 1.026 que em idêntico mês do ano passado.

Até julho, o diferencial é “ainda mais significativo” com menos 10.317 novas empresas que em 2019, ou seja, um decréscimo de 32,7%, salienta a Iberinform.

Os distritos de Lisboa e do Porto são aqueles que apresentam mais insolvências, 651 e 795 respetivamente, e face ao ano passado observou-se um aumento de 9,2% em Lisboa e de 8,2% no Porto.

O cenário é mais positivo em seis distritos onde diminuem as insolvências face ao ano passado, com a Guarda (-35,7%) a liderar, seguindo-se Coimbra (-24,3%), Vila Real (-11,1%), Bragança (-4%), Viseu (-1,4%) e Aveiro (-0,4%).

A Iberinform refere ainda que o número mais significativo de novas constituições se verificou em Lisboa, com 6.704 novas empresas, representando uma queda 35,3% face ao ano passado.

Já o distrito do Porto apresenta um total de 3.861 novas empresas, valor que traduz, contudo, uma diminuição de 32,4% face ao período homólogo do ano passado.

Até julho, todos os distritos apresentaram quedas nas constituições de novas empresas, com destaque para os distritos de Aveiro (-45,3%), Setúbal (-37,1%), Guarda (-36,9%), Ponta Delgada (-36,2%) e Madeira (-35,4%).

Angra do Heroísmo teve uma diminuição de 28,9%, enquanto Horta registou uma queda de 28,3%.

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Remuneração bruta mensal média sobe 1,6% no 2.º trimestre, mas ‘lay-off’ penaliza salários

Segundo o INE

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A remuneração bruta mensal média por trabalhador aumentou 1,6% no segundo trimestre, face ao mesmo período de 2019, para 1.326 euros, mas o volume de remunerações pagas foi penalizado pela aplicação do ‘lay-off’ simplificado, segundo o INE.

Dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) referem que, no trimestre terminado em junho de 2020 a componente regular da remuneração bruta mensal e a remuneração base aumentaram 2,6% e 3,0%, para 1.065 e 1.005 euros, respetivamente.

Em termos reais, tendo em consideração a taxa de variação do Índice de Preços do Consumidor, no mesmo período, as remunerações médias por trabalhador aumentaram 1,8% (total), 2,8% (regular) e 3,3% (base), respetivamente, sinaliza.

O INE destaca, contudo, que “a dinâmica recente das remunerações médias no trimestre terminado em junho de 2020 foi significativamente influenciada pela instituição do regime de ‘lay-off’ simplificado e, em menor grau, do apoio excecional à família”, na sequência da pandemia de covid-19.

Segundo refere, “o volume de remunerações pagas foi afetado, em particular, pela aplicação do regime de ‘lay-off’ simplificado, que resultou numa redução em 1/3 da remuneração base”: Entre as empresas que recorreram a este regime, “a variação nominal homóloga das remunerações médias total, regular e base situou-se, respetivamente, em -2,0%, -0,1% e +0,7%, enquanto no conjunto das restantes empresas se fixou em +5,5%, +5,5% e +5,6%, pela mesma ordem”, nota.

Comparando as empresas que recorreram pelo menos um mês aos regimes de ‘lay-off’ simplificado e de apoio excecional à família com as que nunca recorreram a estes regimes, o INE explica que estes dois grupos “se distinguem, antes de mais, pelo nível de remuneração bruta base mensal média por trabalhador”.

Assim, os trabalhadores do grupo de empresas que recorreram ao ‘lay-off’ registaram remunerações médias abaixo da média da economia (13,1%, em junho de 2020), enquanto os das restantes empresas receberam acima daquela média (17,9%, em junho de 2020).

“Entre março de 2018 e dezembro de 2020, o crescimento da remuneração base por trabalhador das empresas ‘lay-off’ acompanhou, em regra, o crescimento do total da economia. A partir de janeiro de 2020, a taxa de variação homóloga da remuneração base das empresas ‘lay-off’ foi-se tornando sistematicamente inferior à do total da economia (-2,3 pontos percentuais em junho de 2020)”, refere o instituto.

Por oposição, no grupo das empresas que não recorreram ao ‘lay-off’, a taxa de variação homóloga da remuneração base entre março de 2018 e dezembro de 2020 foi “sistematicamente superior à do total da economia” (em média 0,9 pontos percentuais acima do observado para o total da economia no período em análise).

Desde janeiro de 2020, porém, este grupo de empresas apresentou taxas de variação homólogas crescentes, tendo, após março de 2020, intensificado a diferença em relação ao total da economia (+2,2 pontos percentuais em abril, +2,7 pontos percentuais em maio e +2,6 pontos percentuais em junho).

Os resultados hoje divulgados pelo INE dizem respeito a cerca 4,0 milhões de postos de trabalho, correspondentes a beneficiários da Segurança Social e a subscritores da Caixa Geral de Aposentações.

Numa análise por atividade económica, verifica-se que, em junho de 2020, a remuneração total variou entre os 761 euros nas atividades de alojamento, restauração e similares, e os 3.074 euros nas atividades da eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio.

Por dimensão de empresa, em junho a remuneração total variou entre os 791 euros nas empresas no escalão de um a quatro trabalhadores e 1.713 euros nas empresas com 500 e mais trabalhadores.

Tendo como referência o setor institucional das Administrações Públicas das Contas Nacionais, observou-se neste setor um aumento homólogo da remuneração total de 2,8%, passando de 2.073 euros em junho de 2019 para 2.132 euros em junho de 2020.

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